David I da Escócia

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David I
Rei dos Escoceses
Rei da Escócia
Reinado abril ou maio de 1124
a 24 de maio de 1153
Coroação abril ou maio de 1124
Predecessor Alexandre I
Sucessor Malcolm IV
Esposa Matilde, Condessa de Huntingdon
Descendência
Malcolm da Escócia
Henrique da Escócia
Clarice da Escócia
Hodierna da Escócia
Nome completo
Dabíd mac Maíl Choluim
Casa Dunkeld
Pai Malcolm III da Escócia
Mãe Santa Margarida da Escócia
Nascimento 1084
Morte 24 de maio de 1153 (69 anos)
Carlisle, Cúmbria
Enterro Abadia de Dunfermline, Dunfermline, Fife

David I (1084 - 24 de maio de 1153), em Carlisle, na Cúmbria, sepultado na abadia de Dunfermline, Fife. Rei da Escócia, sexto filho, o mais jovem, de Malcolm III da Escócia e de Santa Margarida da Escócia (irmã de Edgar Ætheling).

Rei em 23 de abril de 1124 sucedendo aos irmãos Edgar da Escócia e Alexandre I da Escócia. Fora prisioneiro do tio Donald III da Escócia, mas escapou e foi educado na corte de Henrique I. Ele e a irmã Edith (rebatizada Matilde ou Maude), foram enviados em 1089 ou 1093 para a corte inglesa quando tinha nove anos, por proteção e como sinal de boa vontade. Acostumou-se com usos e costumes ingleses e normandos. Bem tratado pelo rei, que o fez casar com a herdeira de vastas propriedades na Nortúmbria, neta do conde Siward da Nortúmbria. Por tal aliança, obteve direito legítimo a uma grande região do norte inglês. Foi feito conde de Huntingdon pelo rei, unindo Alba com Strathclyde no condado de Huntingdon, com a capital em Huntingdon. Henrique ainda o nomeou governante da Cumbria, aumentando assim seu poder. Sua irmã Edith veio a se casar com o monarca anglo-normando em 1100.

Caçula, ninguém o esperava ver como rei, mas seu reinado provou-se benéfico, notável mesmo, para o reino da Escócia. Quando morreu seu irmão Alexandre I da Escócia, em 1124, retornou à Escócia para lhe suceder ao trono. Nessa altura foi acompanhado com seus cavaleiros, Balliol, Bruce, Fitzallan, Maule, muitos dos quais se tornaram nobres e mesmo tronco de reis. Estreitou laços enre a Igreja da Escócia e o Vaticano, fundou abadias, cidades, castelos, introduziu os «burgos reais». Consolidou a unidade do país, que reorganizou e desenvolveu.

Embora complicadas por seus territórios no Norte da Inglaterra, que o faziam jurar vassalagem à sobrinha, filha de seu cunhado Henrique I de Inglaterra, a imperatriz Maud ou Matilde de Inglaterra, as relações anglo-escocesas permaneceram boas até a morte de Henrique e subida ao trono de Estêvão de Blois em 1135. Quando Henrique morreu, aproveitando-se da confusão e da inação, avançou pela Inglaterra, tomou Carlisle e Newcastle mas foi derrotado na batalha de Standard. Explorou as dissensões internas inglesas sob Estêvão de Blois e, em 1135, invadiu a Inglaterra para apoiar Matilde, a quem desde 1127 prestara juramento de fidelidade, contra o que considerava usurpador, Estêvão, marido da outra sobrinha sua. Resultou o Tratado de Durham de 1136, pelo qual retinha a Cumbria e recusava homenagem a Estêvão, embora permitisse ao filho fazê-lo, com relação a suas terras, e como Conde de Huntingdon.

Tal paz foi seguida de outra invasão (1138) e de outro Tratado de Durham, em 1139, que cedeu o condado de Huntigdon ao seu filho Henrique. Em 1139 fez entrar na órbita escocesa os condados ingleses do Norte até os rios Tees e Ribble. Lutou de novo contra Estêvão em 1141 e foi preso, mas conseguiu escapar.

Em seu governo, a influência anglo-normanda predominou, reforçada pelo estabelecimento de famílias estrangeiras (como Fitzalains, Bruces). Promoveu o feudalismo de modelo normando, que vira em ação na Inglaterra, reorganizou o reino, substituindo o sistema tribal. Deixou a Escócia integrada ao Ocidente como país pacifico e de sucesso.

Note-se que Estêvão, naquela época, devido ao Tratado de Durham, não podia alienar o reinado da Escócia e David tinha recuperado o controle da Nortúmbria. Ora, como conde de Huntingdon, David tinha que jurar lealdade ao rei inglês. Tendo sido educado na Inglaterra, ao retornar à Escócia, trouxe consigo poderosas influências anglo-normandas que, eventualmente, transformariam a sociedade escocesa. Entregou a amigos seus, normandos, as posições mais importantes na Igreja e no Estado. Foi o primeiro rei escocês a bater moeda - primeiras moedas escocesas, e honrou a piedade de sua mãe, ao fundar mosteiros. David deu aos normandos terras - os normandos receberam privilégios de proprietário sobre os servos em tais terras. Nas Terras Baixas, ou lowlands, modo celta de tribos e de parentescos foi substituído pelo novo sistema feudal de leis e regulamentos. David teve ainda influência sobre o desenvolvimento da língua, de modo que enquanto o Gaélico continuava como língua dos highlanders, ou homens das terras altas, o Inglis, uma variante escocesa com o inglês, foi adotado no sul.

Manteve a ordem, enalteceu o prestígio da monarquia, dominando os seus inimigos basicamente com ajuda de seus amigos normandos, estabelecendo um sistema de burgos reais e de shires e um sistema de controle sobre o povo. Profundamente religioso, como fora a mãe, fundou numerosas abadias. Designou-lhes propriedades extensas, e em troca obteve proteção e apoio espiritual dos abades, monges e do clero.

Seu mordomo-mor, ou governador do palácio, era o abade Elredo de Rievaulx, que entrara aos 24 anos para o mosteiro. Consolidou o feudalismo, revitalizou a igreja. O reino dos Escoceses, como chamava seu domínio, começa a ser uma entidade claramente definida.

Fez concessões a cavaleiros normandos e ingleses no sul, mas no resto do país houve continuidade, os velhos costumes, leis redefinidas e harmonizadas com a prática feudal para produzir um direito comum para a Escócia. Mandou construir castelos no sul como uma cadeia que servisse como centros de autoridade real e baronial, burgos estabelecidos, sobretudo no litoral oriental, recebendo privilégios especiais para aumentar o comércio. E, como Alexandre I da Escócia, resistiu às exigências inglesas de jurisdição sobre a igreja escocesa. Em 1154 havia 10 dioceses, das quais três (Caithness, Morey, Ross) eram novas.

Houve um notável patrocínio real a novas ordens: mais de 20 casas foram fundadas no seu reinado - cistercianos em Melrose, premonstratenses em Dryburgh. Construiu enfermarias, leprosários, refundou a abadia de Melrose, na estrada de Edinburgo para o sul, fundou a abadia de Jedburgh em 1118, Kelso, em 1142 Dundrennan e Galloway, além de Holyrood, circa 1128.

Por volta de 1154 a transformação da Igreja escocesa, iniciada com seus pais Malcolm III Canmore e Santa Margarida, estava quase acabada.

Na eulogia, quando de sua morte, as palavras que ficaram famosas eram: ‘O desolate Scotia, who shall console thee now? He is no more who made an untilled and barren land a land that is pleasant and plenteous’. (Oh, Escócia desolada, quem a há de consolar? Morto está aquele que transformou uma terra sem arado e estéril numa terra agradável e abundante».

Casamento e posteridade[editar | editar código-fonte]

São David da Escócia
Estátua de São David na porta ocidental da Igreja de São Giles, em Edimburgo, na Escócia
Nascimento ca. 1080
Morte 24 de maio de 1153 (73 anos) em Carlisle, Cúmbria (atualmente na Inglaterra)
Veneração por Igreja Católica
Principal templo Dunfermline, Fife, Escócia (onde está sepultado)
Gloriole.svg Portal dos Santos

Casou-se em 1113 ou 1114 com Maud, irmã e herdeira de Waltheof, Conde da Northumbria, obtendo a posse do condado de Huntingdon.

Ela é chamada Mahaut ou Matilde de Nortumberlândia (1074-1131, sepultada na abadia de Scone, Perthshire), e era condessa de Huntingdon por direito próprio como filha de Wallace ou Waltheof de Huntingdon (1045- 1076, executado em 31 de maio em St. Giles Hill, Winchester), 1° Conde de Huntingdon e Northampton. Era filho de Ealred ou Siward (morto em 1055) Conde de Nortumberlândia, e de Aefflaed da Bernicia. Maud era viúva do normando Simão I de Senlize ou St. Liz (morto em sua segunda viagem à Terra Santa), que assumira os dois títulos do sogro: era conde de Northampton. Maud trouxe como dote a David o condado de Huntingdon, ao qual estava unido o condado ou earldom de Cambridge - e direito ao Condado da Nortumbria por seu avô, o Conde Siward. Henrique I de Inglaterra, entretanto, lhe concedeu apenas o primeiro. Sem se opor a Guilherme o Conquistador, Siward foi levado para a Normandia em 1067 e uniu-se aos dinamarqueses no ataque a Yorkshire em 1069, distinguindo-se no ataque a York. Rendeu-se a Guilherme quando os dinamarqueses deixaram o país em 1070 e foi restaurado ao condado, assim como ao do pai, em 1072. Três anos depois, porém, conspirou com os condes de Norfolk e de Hereford para tomar o governo - mas se arrependeu e pediu o perdão do Rei. Parecia perdoado ao se casar com a sobrinha de Guilherme, mas foi subitamente julgado em Westminster, condenado e executado em 1076.

Pelo casamento, David se tornou conde de Huntingdon, padrasto e tutor de Simão II de Saint Liz, de Lizo ou Lizours, futuro ardoroso partidario de Estêvão de Blois, Conde de Huntingdon em substituição ao Conde Henrique de Huntingdon, irmão de David. Maud teve três filhos deste seu primeiro marido Simão:

  • Simão II (1103-1153), Conde de Huntington;
  • São Waldeof (1100-?), Abade de Melrose;
  • Matilda, Maud de St. Liz ou Maud de Northampton.

A irmã de Matilda, Alice ou Judith, casou com Raul II ou IV de Tosni, sendo pais de Rogério de Tosny, porta-estandarte da Normandia.

Filhos:

  1. Malcolm, nascido em 1113 e estrangulado por ordem de Donald III da Escócia ou Donald Bane ao ser derrubado por Edgar da Escócia.
  2. Clarícia.
  3. Hodierna.
  4. Henrique Canmore conde de Huntingdon (1114-12 de junho de 1152 Kelson, portanto morto antes do pai; sepultado na abadia de Kelson em Roxburghshire). Príncipe da Escócia; por casamento Conde de Huntingdon e Conde de Northumberland ou Northumbria em 1139. A dignidade do condado de Huntingdon foi restituída aos Lizours e de novo aos escoceses em Malcolm, depois em Guilherme, a outro David, finalmente a João apelidado o Escocês, conde de Chester e finalmente a Alexandre II da Escócia. Depois este condado pertenceria aos aristocratas William Clinton, Guyfard Angolesme, John Holland, Thomas Grey, William Herbert, e George Hastings. Henrique, chamado «dos Escoceses, casou em 1139 com Ada, também chamada Adelina, Alda, Adelaide ou Gundred de Warren ou de Warenne (nascida no Surrey 1120-1178), filha de Guilherme II de Warenne, 2º conde de Warren e conde ou Earl of Surrey e de Isabel de Crepi de Vermandois, herdeira do condado de Gloucester e meia-irmã dos Beaumont. Tiveram cinco filhos. Em 1139 Haddington foi dado em dote a Ada ou Adelina em seu casamento com o Príncipe Henrique. Consequência de tratado (Durham, de abril de 1138) Henrique dos Escoceses recebeu a Honra dos Carlisle e Northumberland e casou com esta Adelina. Ao morrer, o Condado de Huntigndon voltou a pertencer a Simão II de Saint Liz e ao morrer este em 1153 a Malcolm, abaixo.

~ Tiveram 5 filhos:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Alexandre I
Rei da Escócia
11241153
Sucedido por
Malcolm IV
Precedido por
Simão I de St. Liz
Conde de Hundington e Northampton
c. 11131153
Sucedido por
Henrique
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