Maria Stuart
| Maria Stuart | |
|---|---|
| Rainha de Escócia | |
| Governo | |
| Reinado | 14 de dezembro de 1542 — 24 de julho de 1567 |
| Coroação | 9 de setembro de 1543 |
| Consorte | Francisco II de França Henrique Stuart Jaime Hepburn |
| Antecessor | Jaime V |
| Sucessor | Jaime VI |
| Dinastia | Stuart |
| Títulos | Rainha Consorte de França |
| Vida | |
| Nascimento | 8 de dezembro de 1542 |
| Linlithgow, Lothian Ocidental, Escócia | |
| Morte | 8 de fevereiro de 1587 (44 anos), executada) |
| Fotheringhay, Northamptonshire, Inglaterra | |
| Sepultamento | Abadia de Westminster, Londres, Inglaterra |
| Filhos | Jaime Carlos |
| Pai | Jaime V |
| Mãe | Maria de Guise |
| Assinatura | |
Maria, Rainha da Esócia (em inglês: Mary, Queen of Scots; em gaélico escocês: Mairi Ire) (Castelo de Fotheringhay, 8 de dezembro de 1542 — Palácio de Linlithgow, 8 de fevereiro de 1587), também conhecida como Mary Stuart ou Maria I da Escócia, foi rainha reinante de Escócia, entre 14 de dezembro de 1542 e 24 de julho de 1567, e rainha consorte de França de 10 de julho de 1559 a 5 de dezembro de 1560.
Tornou-se rainha da Escócia com uma semana de idade, após a morte do seu pai, Jaime V da Escócia da Casa de Stuart. Foi educada em França — a mãe era uma Guise — e com dezesseis anos casou-se com o Delfim de França, futuro Francisco II de França, que morreria dois anos mais tarde. Foi uma das mais famosas rainhas do século XVI.
Os soberanos Jaime V da Escócia e Maria de Guise foram os pais de Maria Stuart, que, desta forma, descendia dos reis ingleses por parte de seu pai, filho de Margaret Tudor, filha de Henrique VII; por via materna, descendia da casa ducal da Lorena.
Após a morte do rei escocês e considerando a decisão do parlamento de anular uma futura aliança entre Maria Stuart e Eduardo, príncipe de Gales, sobreveio uma guerra entre a Inglaterra e a Escócia (Rough Wooing). O conflito durou de dezembro de 1543 a março de 1550.
Mandada a bordo de um vaso de guerra da esquadra de Villegaignon, a infanta escocesa chegou às terras da Gália a 13 de agosto de 1548, onde desembarcou no porto de Roscoff. Educada na corte francesa de Henrique II e desejada para futura esposa do príncipe Francisco, teve uma bela instrução, com mestre Buchnan, Ronsard, Loraine e outros. Enquanto isso, sua mãe, Maria de Guise (também chamada Maria de Lorena) atuava como regente em seu nome, na Escócia.
Os nobres franceses tinham por ela verdadeira afeição. Seu cabelo louro e ondulado, os olhos de um cinzento claro, a sua esbelta figura e seu andar elegante extasiavam qualquer cavalheiro.
No dia 24 de abril de 1558, realizou-se na catedral de Notre Dame o casamento do príncipe Francisco com Maria Stuart, assegurando assim a aliança entre a França e a Escócia.
Morrendo Henrique II, subiu ao trono da França o herdeiro, Francisco, esposo da rainha escocesa. Mas, em consequência de enfermidades, Francisco II morreu, e a jovem viúva imediatamente resolveu rever sua pátria natal. Maria Stuart deixou o solo francês, em 14 de agosto de 1561.
Chegando à Escócia, desejosa por acalmar as revoluções religiosas, nomeou para primeiro-ministro o seu irmão natural Jaime Stuart com o título de conde de Murray, e logo depois se casou com Henrique Stuart, Lorde Darnley, filho do Duque de Lennox, dando-lhe o título de Rei Consorte da Escócia.
Depois de trair sua própria esposa e rainha, Danrley morreu vítima de uma explosão, a qual muitos acreditaram ter sido tramada pela própria rainha e o seu alegado amante, James, Conde de Bothwell. Maria então desposou Bothwell, um mercenário que chefiava a guarda real.
Batendo-se de frente com o revolucionário Murray, o Conde de Bothwell perdeu a batalha.
Temendo cair prisioneira dos revoltosos, a rainha Maria pediu abrigo à sua prima Isabel, rainha da Inglaterra.
Depois de encarcerada no Castelo de Chartley, Maria Stuart, acusada de conspiração e alta traição contra a vida de Isabel, teve de comparecer a um julgamento arranjado por Francis Walsingham, secretário de Isabel, em Fotheringhay. Apesar dos veementes apelos e protestos da França e da Espanha, Maria Stuart foi condenada à morte.
Na manhã de 8 de fevereiro de 1587, apoiada ao braço de seu médico francês, Bourgoing, ela subiu ao patíbulo, onde foi decapitada.
A vida repleta de aventuras e tragédias dessa rainha inspirou várias representações artísticas, entre as quais podemos destacar a peça Maria Stuart (1800), de Friedrich Schiller,1 e o filme Mary, Queen of Scots (1971), de Charles Jarrott.
Referências
- ↑ Texto da peça Rainhas - Duas atrizes em busca de um coração, baseada no texto Mary Stuart de Friedrich Schiller (traduzido para o português por Manuel Bandeira).
| Precedida por: Jaime V |
Rainha da Escócia 1542 - 1567 |
Sucedida por: Jaime VI |
| Precedida por: Catarina de Médicis |
Rainha de França 1559 - 1560 |
Sucedida por: Isabel da Áustria |