David Beaton

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Cardeal David Beaton

David Beaton (1494-1546) foi Arcebispo de St Andrews e o último cardeal escocês antes da Reforma Protestante.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ele era o filho mais novo de John Beaton de Balfour, no condado de Fife.

Foi educado nas Universidade de St Andrews [1] e na Universidade de Glasgow [2] e em seu décimo sexto ano foi enviado para Paris, onde estudou direito civil e direito canônico.

Começou sua carreira política na corte francesa. Foi reitor em Cambuslang de 1520.

Ele se tornou comendador de Arbroath, em 1524, bispo de Mirepoix, em dezembro 1537, e por recomendação do rei da França, Francis I, em 1538 foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo III. [3]

Com a morte em 1539 do Arcebispo James Beaton, seu tio e padrinho, o cardeal tornou-se arcebispo de St. Andrews. Em 1544, ele foi designado como representante papal na Escócia. [4]

Entre 1533 e 1542 atuou várias vezes com embaixador do rei Jaime V da Escócia na corte da França. Ele teve um papel de importante nas negociações relacionadas com os casamentos do rei, primeiro com Madeleine na França, e depois com Maria de Guise.

Durante 1542 atuou no "Keeper of the Privy Seal of Scotland" por alguns meses.

Politicamente, Beaton estava preocupado com a manutenção da aliança franco-escocesa, e se opunha as atitudes políticas do partido Anglophile, que eram voltadas ao clamor pela reforma protestante na Escócia.

Com a morte de Jaime, em Dezembro de 1542, Beaton tentou ser um dos regentes da princesa herdeira Maria, que ainda era um bebê, fundando o seu pedido numa pretensa vontade do falecido rei, mas lhe foi negada a regência e James Hamilton, 2.° Conde de Arran, foi declarado regente.

Após essa derrota o cardeal foi acusado por muitos pela derrota militar em Solway Moss, e por ordem do regente ficou sob custódia do Lorde Seton.

Com Beaton fora do poder, o partido Anglophile convenceu Arran a fazer um tratado de união com a Inglaterra em nome da infante rainha, e nomear pastores protestantes para o governo.

Em 1543, Beaton recuperou o poder, cancelou o tratado e passou a perseguir as pessoas que ele classificava como hereges.

Nesta época a Escócia sofreu duas invasões seguidas dos ingleses, muitos culparam Beaton por isso.

Em março de 1546, talvez para desviar a atenção dessas críticas, Beaton processou e condenou George Wishart para morte na fogueira, este porém, tinha muitos simpatizantes, e isso levou ao assassinato do cardeal Beaton.

Os conspiradores, liderados por Norman Leslie e William Kirkcaldy de Grange, conseguiram entrar na madrugada de 29 de maio de 1546, e assassinaram o cardeal em seu próprio castelo de St Andrews.

Na época acreditava-se que sua morte foi do interesse de Henrique VIII da Inglaterra, que considerava Beaton como o principal obstáculo à sua política reformista.

O assassinato de Beaton foi certamente um ponto importante no triunfo final do protestantismo na Escócia. [5]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LESLEY, Hist. of Scotland (Bannatyne Club, 1830), 149, 155, 158.
  • LYON, Hist. of St. Andrews, Ancient and Modern (Edinburgh, 1838).
  • HERKLESS, Cardinal Beaton, Priest and Politician (Edinburgh, 1891).
  • Diurnal of Occurrents in Scotland to the year 1575.
  • LYNSAYE, Tragedy of David Cardinall and archbishoppe of Saint Andrewes (London, 1546).
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