Josefina de Beauharnais

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Josefina de Beauharnais
Imperatriz Consorte dos Franceses
Rainha Consorte da Itália
Josephine de Beauharnais.jpg
A Imperatriz dos Franceses
Governo
Consorte Alexandre de Beauharnais
Napoleão I
Casa Real Beauharnais
Dinastia Bonaparte
Vida
Nascimento 23 de Junho de 1763
Les Trois-Îlets, Martinica
Morte 29 de Maio de 1814 (50 anos)
Rueil-Malmaison,  França
Sepultamento Igreja de Saint-Pierre-Saint Paul, Rueil-Malmaison, França
Filhos Eugênio, Duque de Leuchtenberg
Hortênsia de Beauharnais
Pai Joseph-Gaspard de Tascher de La Pagerie
Mãe Rose Claire des Vergers de Sannois

Josefina de Beauharnais (nascida Marie Josèphe Rose Tascher de la Pagerie; Martinica, 23 de Junho 1763 - Île-de-France, 29 de Maio 1814) foi Imperatriz da França de 20 de março de 1804 a 10 de janeiro de 1810 como primeira mulher de Napoleão Bonaparte, sendo, portanto, a mulher mais influente da França durante o Primeiro Império.

Com a idade de quinze anos, foi para a França para casar com o Visconde de Beauharnais. Após ter dois filhos com Josephina, Alexandre foi guilhotinado em consequência dos anos de Terror, em meio a Revolução Francesa.

No ano de 1796, viúva e com dois filhos voltou a casar, dessa vez com o General Napoleão Bonaparte, que mais tarde viria a se tornar 1° Imperador dos Franceses. É sabido que Napoleão gostava muito dos seus filhos, ao ponto de os adoptar oficialmente como seus, não permitindo que os chamassem de adoptivos. Tornou-se Imperatriz da França, quando Napoleão se auto coroou na catedral de Notre-Dame, que fora o local para executar essa cerimônia, ocasião em que retirou a coroa das mãos do Papa Pio VII, colocando ele mesmo a coroa na cabeça. Imediatamente depois, o próprio Imperador coroou a sua esposa.

Hortênsia de Beauharnais, filha de Josefina se casou com Luís Bonaparte, irmão de Napoleão e Rei da Holanda(posição que conseguiu graças a Napoleão, tal como sua patente no exercito anos antes). Hortênsia era contra o casamento, e só aceitou sob influência de Josefina, que temia um desentendimento familiar.

Em 1809, o Imperador decidiu divorciar-se dela — Josefina teria ficado estéril, não podendo dar à França um herdeiro —, ocasião em que a imperatriz se retirou para o seu lugar preferido, o castelo de Malmaison. Relatos históricos comprovam que Napoleão desconfiava que sua esposa o traia. Ainda que mandasse cartas desesperadas, sabedor da volúpia de Josefina, a perdoou até descobrir a infertilidade da esposa, Josefina faleceu no ano de 1814 aos 51 anos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascimento e primeiro casamento[editar | editar código-fonte]

Retrato de Joséphine de Beauharnais, por François Gérard

Josefina nasceu em Les Trois-Îlets, uma comuna francesa do território da Martinica, e pôde desde cedo testemunhar a prosperidade econômica das fazendas de cana-de-açúcar de sua família. Entretanto um série de furacões pôs fim aos negócios de seu pai em 1766.

Sua tia, Edmée era amante de François de Beauharnais, um aristocrata francês. A saúde de François, porém, deteriorou-se e Edmée propôs o casamento de sua outra sobrinha, Catherine-Désirée, com Alexandre de Beauharnais, filho de François. O casamento era apenas uma forma de Edmée herdar os bens financeiros de seu amante e erguer sua família, que há anos estava na miséria. Apesar das expectativas Catherine morreu em 1777, antes de viajar a França e teve de ser substituída por sua irmã mais velha, Josefina.

Em 1779, Josefina mudou-se para a França com o seu pai e desposou Alexandre em 13 de Dezembro de 1779 numa cerimônia privada nas redondezas de Noisy-le-Grand. O casamento não foi próspero, mas rendeu-lhes dois filhos: Eugênio e Hortênsia de Beauharnais. Seu casamento chegou ao fim em 1794, quando seu marido foi preso pelo Comitê de Salvação Pública.

Considerando que Josefina também era muito influente nos círculos da burguesia parisiense, o comitê ordenou sua prisão. Seu marido foi sentenciado a morte e morreu na guilhotina da Praça da Revolução. Josefina foi liberada alguns dias depois do ocorrido durante a queda do chamado Reino do Terror.

Romance e casamento com Napoleão[editar | editar código-fonte]

Napoleão e Josefina

A então viúva Josefina passou a relacionar-se com várias figuras da política francesa e em 1795 conheceu o General Napoleão Bonaparte, tornando-se o grande amor de sua vida. Vários políticos da época influenciaram a união dos dois.

Josefina logo caiu nas graças da burguesia e foi bem recebida nas cerimônias em que acompanhou Napoleão. A futura imperatriz foi descrita como um verdadeira dama, sendo de "estatura mediana, cabelos sedosos, olhos castanhos e boca pequena". Foi elogiada por sua elegância, estilo e voz.

Em Janeiro de 1796, Napoleão, seguindo o conselho dos amigos, pediu sua mão em casamento e a cerimônia foi realizada em 9 de março do mesmo ano. Até o casamento, Napoleão a conhecia como Rose, mas optou por chamá-la de Joséphine.

Dois dias após o casamento, Napoleão dirigiu-se a Itália para liderar o exército francês, mas ela aparentemente manteve-se fiel ao marido e enviou-lhe muitas cartas amorosas. Entretanto, Josefina teve um caso com o tenente hussardo Hippolyte Charles. Os rumores acerca dos encontros secretos de Josefina chegaram aos ouvidos de Napoleão. Durante a Campanha do Egito em 1798, Napoleão contraiu um romance com Pauline Bellisle Foures - esposa de um oficial subalterno - que ficou conhecida como "A Cleópatra de Napoleão". Após o caso, acredita-se que Josefina não tenha tido nenhum outro amante, mas Napoleão continuou a se encontrar com outras mulheres.

Império Francês[editar | editar código-fonte]

Coroação[editar | editar código-fonte]

Cerimônia de coroação de Napoleão e Josefina.

Pouco antes da ascensão de Napoleão, Josefina o flagrou num dos quartos do Castelo de Saint-Cloud com Elisabeth de Vaudey, sua dama-de-companhia. Após o incidente, Napoleão ameaçou por várias vezes divorciar-se de Josefina, alegando que ela não lhe daria herdeiros - já que era infértil ora por consequência de maus tratos que receberia na prisão, ora em decorrência da queda de uma bancada.

A cerimônia de coroação, presidida pelo Papa Pio VII, teve lugar na Catedral de Notre Dame, em 2 de dezembro de 1804. Num ato de egocentrismo, Napoleão tomou a coroa das mãos do papa e coroou-se, em seguida colocou a coroa na cabeça de Josefina, proclamando-a sua rainha e imperatriz dos franceses.

Hábitos da Imperatriz[editar | editar código-fonte]

O relacionamento entre marido e mulher era muito abalado, apesar do amor que ambos demonstravam um pelo outro. Durante todo o seu casamento, Josefina manteve-se longe dos assuntos políticos de Napoleão, mas ambos eram vistos juntos em quase todas as cerimônias de estado, onde ocasionalmente fazia pequenos discursos. A imperatriz era conhecida por seus hábitos finos, que incluíam ler romances e fazer compras nas mais seletas lojas de Paris. Josefina também costumava cultivar flores raras e colecionar obras de arte e, até mesmo, relíquias adquiridas durante as campanhas de seu marido.

Separação e últimos momentos[editar | editar código-fonte]

Após algum tempo ficou claro para o imperador que Josefina não poderia dar-lhe filhos. Então, ambos concordaram no divórcio de modo que Napoleão pudesse casar com outra mulher, na expectativa de ter um herdeiro. O documento de divórcio foi assinado em 10 de janeiro de 1810. Já em 11 de Março, Napoleão casou-se por procuração com Marie-Louise de Áustria e a cerimônia foi realizada no Palais du Louvre em 1 de abril.

Após o divórcio, Josefina passou a residir em Malmaison, nas redondezas de Paris, mas mesmo com a distância, a ex-imperatriz manteve um relacionamento amigável com Napoleão.

Josefina foi acometida de uma forte pneumonia, que provavelmente contraiu após acompanhar o czar Alexandre I num passeio pelos jardins de Malmaison. Josefina veio a falecer em 29 de maio de 1814. Foi sepultada na Igreja de Saint-Pierre-Saint Paul em Rueil-Malmaison, onde mais tarde seria sepultada sua filha, Hortência. Napoleão, o amor de sua vida, morreria 7 anos depois na ilha de Santa Helena (território), aprisionado pelas tropas britânicas.

Anel de noivado[editar | editar código-fonte]

O anel que Napoleão usou para pedir Josefina em casamento, em Janeiro de 1796, foi leiloado em Fontainebleau em 24 de Março de 2013 pela casa Osenat, atingindo o valor de 730 mil euros.

A joia tem 18 milímetros de diâmetro, é de ouro e decorado com uma safira azul e um diamante.

Após o divórcio, Josefina continuou a estimar o anel de noivado, que viria a dar à sua filha, Hortênsia que mais tarde, rainha da Holanda, deixou-o, por sua vez, ao filho, Napoleão III, e à mulher deste, Eugénia, a cuja família a jóia pertencia até ao leilão de 2013[1] .

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Josefina era uma exímia amante de floricultura, tendo introduzido várias espécies de flores na França.[2]
  • A imperatriz também era obcecada por jóias. Sabe-se que ela possuía uma invejável coleção de pedras preciosas em Malmaison.[3]

Referências

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