Batalha de Eylau

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Batalha de Eylau
Guerra da Quarta Coligação
Antoine-Jean Gros - Napoleon on the Battlefield of Eylau - Google Art Project.jpg
Napoleão no campo de Eylau, por Antoine-Jean Gros.
Data 78 de fevereiro de 1807
Local Preußisch Eylau, Prússia Oriental
Resultado Vitória tática francesa
Estrategicamente inconclusiva
Combatentes
França Império Francês Rússia Império Russo
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Reino da Prússia
Comandantes
França Napoleão I Rússia Levin August
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Anton Wilhelm von L'Estocq
Forças
75 000 soldados:1
Napoleão: 45 000
Ney: 14 500
Davout: 15 000
200 canhões
76 000 soldados:1
Benningsen: 67 000 russos
Lestoq: 9 000 prussianos
460 canhões
Baixas
10 000 – 15 000 mortos ou feridos1 15 000 – 20 000 mortos ou feridos1
+ 3 000 prisioneiros

A batalha de Eylau ou Batalha de Preussisch Eylau ocorreu em 7 de fevereiro de 1807, próxima à cidade de Preußisch Eylau, na Prússia Oriental, atualmente no Óblast de Kaliningrado, na Rússia. Nesta batalha sangrenta, opuseram-se, com resultados indefinidos, o exército de Napoleão Bonaparte e o exército russo sob o comando do general Benningsen.2

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

Depois de Napoleão derrotar a Prússia, o Czar Alexandre I decidiu confrontá-lo. O exército russo avançou para a Polônia.

A batalha[editar | editar código-fonte]

Franceses e russos se encontraram na Polônia, que fora repartida entre Prússia, Áustria e Rússia, no fim de 1806. Com o tempo frio e chuvoso e o solo lamacento, nenhuma batalha foi travada. Os russos recuaram para o leste. Acostumado a lutar sob condições climáticas extremas, o exército russo retomou a iniciativa no ano seguinte, no auge do Inverno. Como sempre, Napoleão respondeu com um contra-ataque agressivo. Seus planos, no entanto, foram descobertos pelo general russo Benningsen, que decidiu tomar uma posição defensiva a leste do vilarejo de Preußisch Eylau, na Prússia Oriental. Ali, 80 mil russos, com 400 canhões, aguardavam 46 mil franceses e 300 peças de artilharia que rumavam para Eylau.

Na manhã do dia 8 de fevereiro, sob uma tempestade de neve a -15°C, os combates tiveram início. Napoleão confiou seu ataque ao flanco direito, comandado pelo eficiente Davout, enquanto Benningsen tentava cercar o lado esquerdo do exército francês. Às 10 horas, os Russos reagiram. Napoleão respondeu com a infantaria de Augereau, que, com a visibilidade prejudicada, foi massacrada pela artilharia. Bonaparte decidiu então solicitar o avanço de Murat com seus 10 mil cavaleiros. Começava uma das maiores cargas de cavalaria já registradas. Custou a vida de 1,5 mil cavaleiros franceses e 4 mil soldados russos. Às 15 horas, já sem reservas, Napoleão soube da chegada de 8 mil prussianos para socorrer os russos.

As tropas de Davout começaram a ser repelidas. Porém, ao cair da noite e com sete horas de atraso, 8 mil homens sob o comando do marechal Ney reforçaram os franceses, permitindo que Dvout retomasse a ofensiva. Vendo sua principal rota de retirada ameaçada, Benningsen ordenou a retirada dos russos. A batalha custou 20 mil homens aos franceses, mais de um terço do exército, e os russos perderam 30 mil.

Consequência[editar | editar código-fonte]

A batalha foi uma verdadeira carnificina, mas não produziu resultado decisivo algum. A vitória esmagadora de Napoleão teria de esperar a primavera.

Referências

  1. a b c d Chandler, David (1966), The Campaigns of Napoleon., New York: Macmillan, pp. 536, 584, ISBN 0-02-523660-1
  2. Haythornthwaite, Philip J. (1996), "3", Die Hard! Famous Napoleonic Battles, Londres: Cassell 
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