Sexta Coligação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Sexta Coalizão
Guerras Napoleônicas
MoshkovVI SrazhLeypcigomGRM.jpg
A batalha das Nações (1814).
Data 1812 – 1814
Local Europa
Desfecho Vitória da Coligação, Tratado de Fontainebleau, Tratado de Paris;
  • Derrota, abdicação e exílio de Napoleão
  • A monarquia dos Bourbon na França é restaurada
  • Diversas mudanças territoriais
  • Início do Congresso de Viena
  • As hostilidades recomeçam em 1815 com o retorno de Napoleão a França
Combatentes
Rússia Império Russo
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Reino da Prússia
Flag of the Habsburg Monarchy.svg Império Austríaco
Flag of the United Kingdom.svg Reino Unido
 Suécia
Flag of Spain.svg Espanha
 Portugal
Bandiera del Regno di Sicilia 4.svg Sicília
Flag of the Kingdom of Sardinia.svg Sardenha

Após a batalha de Leipzig
Flag of Bavaria (striped).svg Reino da Baviera
State flag of Saxony before 1815.svg Saxônia

Flagge Königreich Württemberg.svg Württemberg
Flag of France.svg Império Francês

Até janeiro de 1814

Comandantes
Rússia Alexandre I
Rússia Mikhail Bogdanovich
Rússia Peter Wittgenstein
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Frederico Guilherme III
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Gebhard von Blücher
Flag of the Habsburg Monarchy.svg Karl Schwarzenberg
Reino Unido Arthur Wellesley
Suécia Carlos XIV
Flag of Bavaria (striped).svg Karl Philipp von Wrede
França Napoleão I
França Nicolas Oudinot
França Louis Davout
Flag of the Napoleonic Kingdom of Italy.svg Eugênio de Beauharnais
State Flag of Poland.png Józef Poniatowski
Flag of the Kingdom of Naples (1811).svg Joaquim Murat
Forças
800 000 -
1 200 000 combatentes
400 000-550 000 combatentes

A Sexta Coligação (1812-1814) foi a união militar da Áustria, Prússia, Rússia, Suécia, Reino Unido e alguns estados alemães contra o Império Francês de Napoleão Bonaparte. A coalizão conseguiu derrubá-lo do poder e forçá-lo ao exílio na Ilha de Elba.[1]

Em 1812, Napoleão invadiu a Rússia. Após uma importante vitória na batalha de Borodino, ele conquistou Moscou mas não conseguiu capturar o imperador Alexandre I e nem subjugar o Império russo. Com a aproximação do inverno e com poucas provisões, ele ordenou uma retirada de volta a França, via Alemanha, contudo o exército francês foi duramente castigado pelo frio e pelos ataques russos à sua retaguarda enfraquecida.

A Rússia então aliou-se à Sexta Coligação. A Suécia também aderiu a coalizão, em resposta a invasão da Pomerânia sueca por tropas francesas. Em 1813, Napoleão partiu para ofensiva, derrotando as tropas aliadas em Lützen (maio) e em Bautzen. Bonaparte, que perdera boa parte do seu exército na Rússia, conseguiu reunir 250 mil homens (a maioria inexperientes). Os seus Estados satélites da Confederação do Reno forneceriam mais tropas, contudo os Aliados estavam mais preparados e em maior número. Guarnições do exército francês ainda estavam em grande número lutando na Espanha. Em agosto de 1813, Napoleão derrotou um exército com quase o dobro do tamanho do seu na batalha de Dresden, contudo ele não conseguiu explorar este sucesso pois o marechal Nicolas-Charles Oudinot foi derrotado pelos prussianos a caminho de Berlim.[2]

Napoleão então reagrupou-se na Saxônia, mas foi forçado a bater em retirada sobre o rio Reno, após ter sido derrotado pelos Aliados na batalha de Leipzig, deixando livres os Estados alemães. Boa parte dos países da Confederação do Reno voltaram-se contra os franceses logo em seguida. Os exércitos russo, austríaco e prussiano invadiram a França pelo norte e tomaram Paris em março de 1814. Napoleão abdicou do trono e partiu para o exílio na ilha de Elba.[3]

Os membros da Sexta Coalizão reuniram-se no Congresso de Viena para restaurar as monarquias absolutistas na Europa. No entanto, enquanto era discutido o novo mapa europeu, Bonaparte evadiu-se de seu local de exílio, regressando à França e constituindo um novo exército. Depois de vencer a batalha de Ligny e fracassar em Quatre-Bras, a 18 de junho de 1815 foi definitivamente vencido na batalha de Waterloo, que pôs fim às Guerras Napoleónicas.[4]

Referências

  1. Rothenberg, Gunther Erich. The Napoleonic Wars. Londres: Cassell, 1999. ISBN 0304359831.
  2. Lüke, Martina. The International Encyclopedia of Revolution and Protest: 1500–present. Malden, MA: Wiley-Blackwell, 2009. 188–190 pp. ISBN 9781405184649.
  3. Petre, F. Loraine. Napoleon and the Archduke Charles, Kessinger Publishing (2003). ISBN 0-7661-7385-2
  4. Uffindell, Andrew. Great Generals of the Napoleonic Wars. [S.l.]: Spellmount Ltd, 2003. ISBN 1-86227-177-1.

Ver também[editar | editar código-fonte]