Terceira Coligação

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Guerra da Terceira Coalizão
Guerras Napoleônicas
Austerlitz-baron-Pascal.jpg
Napoleão em Austerlitz, por François Gérard.
Data 1803 a 1806
Local Europa Central, Itália e Cabo Trafalgar
Desfecho Vitória Francesa, Paz de Pressburg
Combatentes
Flag of the Habsburg Monarchy.svg Império Austríaco
Flag of Russia.svg Império Russo
Flag of the United Kingdom.svg Reino Unido
Flag of the Kingdom of Naples.svg Reino de Nápoles
Flag of the Kingdom of the Two Sicilies (1816).svg Reino da Sicília
Flag Portugal (1830).svg Reino de Portugal
Flag of Sweden.svg Reino da Suécia
Flag of France.svg Império Francês
Flag of the Batavian Republic.gif República Batava
Flag of the Napoleonic Kingdom of Italy.svg Reino da Itália
Flag of the Kingdom of Etruria.svg Reino da Etrúria
Flag of Spain.svg Reino da Espanha
Fahne Kurbayern.gif Eleitorado da Baviera
Flagge Königreich Württemberg.svg Reino de Württemberg
Comandantes
Banner of the Holy Roman Emperor with haloes (1400-1806).svg Francisco II
Flag of the Habsburg Monarchy.svg Karl von Leiberich
Flag of the Habsburg Monarchy.svg Carlos de Áustria-Teschen
Flag of Russia.svg Alexandre I
Flag of Russia.svg Mikhail Kutuzov
Flag of the United Kingdom.svg Horatio Nelson
Flag of the Kingdom of the Two Sicilies (1816).svg Fernando III e IV
Flag of France.svg Napoleão I
Flag of France.svg André Masséna
Flag of France.svg Joaquim Murat
Flag of France.svg Pierre Villeneuve

Após a dissolução da Segunda Coligação (1802), a negativa da Grã-Bretanha em entregar a ilha de Malta aos Cavaleiros da Ordem de São João de Jerusalém iniciou novo conflito com os franceses. Em 1805, com a adesão da Áustria, do Nápoles, da Rússia e da Suécia ao conflito em apoio aos ingleses, originava-se a Terceira Coligação ou Terceira Coalizão. A Espanha era então aliada da França. A ideia desta coligação era tentar deter as crescentes ambições do governante francês, Napoleão Bonaparte, que em Maio de 1804 recebera o título de imperador.[1]

Napoleão enfrentou os austríacos, que haviam invadido a Baviera, tendo vários Estados alemães apoiado a França na ocasião. As tropas francesas derrotaram as forças austríacas na batalha de Ulm, onde fizeram vinte e três mil prisioneiros, e iniciaram o avanço, ao longo do rio Danúbio, sobre Viena. As tropas russas, lideradas pelo general Mikhail Kutuzov e pelo czar Alexandre I da Rússia, levaram reforços aos austríacos, mas foram vencidas na batalha de Austerlitz. A Áustria rendeu-se novamente, e assinou o Tratado de Presburgo (26 de dezembro de 1805).[2]

Em consequência, foi formada a Confederação do Reno, tendo Napoleão aproveitado a situação para nomear os seus irmãos, José I, rei de Nápoles (1806), e Luís I, rei dos Países Baixos.[3]

Enquanto isso, no mar, o almirante britânico Horatio Nelson derrotava as armadas francesa e espanhola na batalha de Trafalgar (21 de outubro de 1805). Como consequência, no ano seguinte (1806), Napoleão decretou o Bloqueio Continental, pelo qual os portos de toda a Europa seriam fechados ao comércio britânico. A superioridade naval da Grã-Bretanha e a retirada da Família Real Portuguesa para o Brasil dificultaram, na prática, a aplicação desta medida, conduzindo ao fracasso dessa política económica europeia francesa.[4]

Referências

  1. Atlas of World Military History. Londres: HarperCollins, 2000. ISBN 0-7607-2025-8.
  2. Chandler, David G.. The Campaigns of Napoleon. New York: Simon & Schuster, 1995. ISBN 0-02-523660-1.
  3. Dupuy, Trevor N.. Harper Encyclopedia of Military History. New York: HarperCollins, 1993. ISBN 0-06-270056-1.
  4. Fisher, Todd; Fremont-Barnes, Gregory. In: Todd. The Napoleonic Wars: The Rise and Fall of an Empire. Oxford: Osprey Publishing Ltd, 2004. ISBN 1-84176-831-6.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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