Antoine-Jean Gros

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Napoleão em Arcola (1796).
Retrato de Christine Boyer (1800).

Antoine-Jean Grosso (16 de Março de 1771 - 25 de Junho de 1835) nasceu em Paris e é um dos representantes do romantismo francês.

Iniciou sua formação com o pai, um pintor de miniaturas, mas aos 17 anos, começou a estudar com David, que seria seu mestre e o crítico mais severo ao longo de toda a sua carreira. Seus primeiros quadros foram retratos e cenas mitológicas, algo que, com toda a certeza, tinha sido decisão do mestre.

Depois da Revolução Francesa, fugiu para a Itália, acusado de monarquista. Em Milão foi apresentado a Bonaparte por Josefina de Beauharnais. Em 1801 ganhou o primeiro prêmio no concurso organizado por Napoleão com o quadro A Batalha de Nazaré, no qual o pintor revela a grande admiração que tinha pelo militar.

Seu estilo a essa altura se diferencia do de David. A cena é dinâmica, dramática, cheia de vida. A cor tem predominância sobre o traço, e a perspectiva orienta o olhar do espectador para todo o campo de batalha. É esta obra que precede o romantismo mais puro de Delacroix e Géricault. O mesmo acontece com seus quadros Campo de Batalha de Eylau, ou Napoleão visitando as vítimas da peste de Jaffa. A realidade e o mito compartilham a cena, convivem de maneira escandalosa, traduzindo a contradição da própria vida - a mesma contradição que levou Gros a pôr fim à vida nas águas do Sena.

Obras[editar | editar código-fonte]

Uma das suas extraordinárias obras é o retrato do tenente Charles Legrand, realizada entre 1809 e 1810.

Artigos relacionados[editar | editar código-fonte]

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