Francos ripuários

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Os francos ripuários eram uma confederação de tribos de origem franca que habitava a margem direita do Médio Reno durante a época romana.

Reconstrução da Colônia romana, capital dos Fracos ripuários

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo "ripuário" advém do latim medieval ripuarii, orum, referente àquelas tribos, e este do latim ripa, ae, "margem de rio", através do francês ripuaires.1

A palavra é empregada para distinguir os francos ripuários, que viviam à margem do Médio Reno, dos francos sálios (os "francos do Sal", isto é, do rio hoje conhecido como Issel,2 ou "do mar salgado"3 ), que se haviam instalado perto da foz do Reno.

A primeira referência obscura aos ripuários é atribuída a Jordanes,2 historiador dos godos, na sua obra Getica, de cerca de 551, que inclui os riparii entre os aliados de Aécio na batalha dos campos catalúnicos:

"Hi enim affuerunt auxiliares: Franci, Sarmatae, Armoriciani, Liticiani, Burgundiones, Saxones, Riparii, Olibriones…"4

Cultura[editar | editar código-fonte]

Esta confederação de tribos falava a língua ripuária, integrante dos dialetos francônios centrais (juntamente com o luxemburguês e o francônio do Mosela).

As suas mitologia e religião eram de origem germânica, com crenças politeístas que floresceram entre os francos até a conversão de Clóvis ao cristianismo, após o quê o paganismo minguou lentamente.

História[editar | editar código-fonte]

Os ripuários provavelmente integravam o exército franco que foi derrotado pelo Imperador Maximiano (250-310) em batalha, em Trier. Começaram a habitar as regiões de Andernach, Reno abaixo, ao longo do século V e apoderaram-se de Colônia, onde dominaram a margem esquerda daquele rio na área conhecida como Germania Secunda.5 Também avançaram sobre a Belgica Secunda até o rio Mosela, mas não tomaram a cidade de Trier.5

Os ripuários aparecem na história escrita na primeira metade do século VII, quando receberam as Leis Ripuárias (Lex Ripuaria) das mãos dos francos sálios.6

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Chisholm, Hugh (1910). Franks, In The Encyclopædia Britannica: A Dictionary of Arts, Sciences, Literature and General Information, V. 11, pp. 35–36.[1]
  • Jordanes (ca 551). Gética, v. 191. Tradução online acessada em 1 de novembro de 2007.[2]
  • Perry, Walter Copland. (1857) The Franks, from Their First Appearance in History to the Death of King Pepin. Longman, Brown, Green: 1857.
  • Rivers, Theodore John. (1986) Laws of the Salian and Ripuarian Franks. New York: AMS Press, 1986.
  • France: Early Frankish Period, In Encyclopædia Britannica, p. 119. Acessado em 1 de novembro de 2007, de Encyclopædia Britannica Online.[3]

Notas

  1. Dicionários Houaiss e Aurélio, verbete "ripuário".
  2. a b Perry 1857:48.
  3. Chisholm 1910:35.
  4. Gética, Jordanes 551 v.191.
  5. a b Perry 1857:54; Encyclopædia Britannica, Online 2007:119.
  6. Rivers 1986:_?.
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