Flávio Aécio

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Flávio Aécio
Nascimento 396
Mésia
Morte 454
Durostorum, (atual Silistra)
País Império Romano
Hierarquia General
Batalhas/Guerras Campos Catalúnicos

Flávio Aécio (em latim Flavius Aetius), às vezes chamado simplesmente de Aécio, (396 - 454 d.C.), dux e patrício, general romano (Mésia, fins do século IV - Dorostoro, 454) foi cognominado "o último dos Romanos" por causa de seu destemor e bravura em campo de batalha. Ainda jovem foi refém do visigodo Alarico I.

Figura influente em todo o Império Romano do Ocidente durante o governo de Valentiniano III, defendeu a Gália contra os Francos e Burgúndios, depois contribuiu para a derrota de Átila nos Campos Catalúnicos (batalha de Châlons), (no leste da Gália), em 451, liderando uma coalizão de romanos, Visigodos e Francos. Foi assassinado por ordem do imperador Valentiniano III, o que nas palavras de um conselheiro imperial, foi "como se sua mão direita fosse cortada pela esquerda". Por ter sido precedido por chefes militares medíocres, Aécio se destacou em sua posição por saber por em ordem um império do Ocidente caótico e fragilizado.

A morte de Aécio contribuiu em parte para o colapso do Império Romano do Ocidente, com a deposição do imperador Rômulo Augústulo, em 476, data convencionada para marcar o fim da Antiguidade e início da Idade Média.

O Império Oriental, com capital em Constantinopla, continuou a existir por quase mil anos, até 1453.

Índice

Biografía[editar]

Primeros anos[editar]

Nasceu em Durostorum, província romana da Mésia (atual Silistra, na Bulgária, fronteira com a Romênia). Era filho da dama romana Aurélia e do magister equitum (espécie de Chefe da Cavalaria) Gaudêncio, razão pela qual a família mudou-se para a Mésia.

Vida militar[editar]

Passou parte de sua juventude como refém de Alarico I, rei dos Visigodos, e outra parte como refém de Riguila, líder dos hunos o que lhe permitiu conhecer a forma de pensar desse povo.

Sua campanha militar mais notável, que o levou para a história com a alcunha de "o último romano" foi a que travou contra os hunos nos Campos Catalúnicos. Foi cônsul três vezes, uma distinção ímpar para um homem de origem comum. Recebeu o título de patrício em 433.

Morte[editar]

Para infelicidade de Aécio, sua popularidade fez com que o imperador Valentiniano III, suspeitando de uma hipotética pretensão ao trono, ordenasse sua morte em 454. No ano seguinte, dois antigos oficiais de Aécio assassinaram o imperador durante um desfile militar. Atribui-se a Petrônio Máximo, o herdeiro e sucessor de Valentiniano III, a instigação para esses dois violentos atos.

Ver também[editar]

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