Flávio Aécio

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Flávio Aécio
Nascimento 396
Mésia
Morte 454 (58 anos)
Durostoro
País Império Romano
Hierarquia General
Batalhas/Guerras Campos Cataláunicos

Flávio Aécio, em latim Flavius Aetius (396  — 454), às vezes chamado simplesmente de Aécio, foi duque, patrício e general romano, cognominado "o último dos Romanos" por causa de seu destemor e bravura em campo de batalha. Figura influente em todo o Império Romano do Ocidente durante o governo de Valentiniano III, defendeu a prefeitura pretoriana da Gália contra os francos e burgúndios, depois contribuiu para a derrota de Átila nos Campos Cataláunicos. Foi assassinado por ordem do imperador Valentiniano III.

Aécio se destacou em sua posição por sua capacidade de pôr em ordem um império do Ocidente caótico e fragilizado, resultado de uma sucessão de líderes medíocres. Sua morte contribuiu em parte para o colapso do império, efetivada com a deposição do imperador Rômulo Augusto em 476, data convencionada para marcar o fim da Antiguidade e início da Idade Média.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Durostoro (atual Silistra, na Bulgária), na província romana da Mésia. Era filho da dama romana Aurélia e do mestre da cavalaria (magister equitum) Gaudêncio, razão pela qual a família mudou-se para a Mésia.

Passou uma parte de sua juventude como refém de Alarico I, rei dos visigodose outra como refém de Riguila, líder dos hunos o que lhe permitiu conhecer a forma de pensar desse povo.

Sua campanha militar mais notável, que o levou para a história com a alcunha de "o último romano" foi a que travou justamente contra eles nos Campos Cataláunicos. Foi cônsul três vezes, uma distinção ímpar para um homem de origem comum. Recebeu o título de patrício em 433.

Morte[editar | editar código-fonte]

Para infelicidade de Aécio, sua popularidade fez com que o imperador Valentiniano III, suspeitando de uma hipotética pretensão ao trono, ordenasse sua morte em 454, o que nas palavras de um conselheiro imperial, foi "como se sua mão direita fosse cortada pela esquerda". No ano seguinte, dois antigos oficiais de Aécio assassinaram o imperador durante um desfile militar. Atribui-se a Petrônio Máximo, o herdeiro e sucessor de Valentiniano III, a instigação para esses dois violentos atos.

Ver também[editar | editar código-fonte]