História do País de Gales

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Os romanos estabeleceram uma cadeia de fortes ao longo da parte sul do País de Gales até Carmarthen (Maridunum). Existem provas de que progrediram até ainda mais para oeste. Também construíram a lendária fortaleza em Caerleon (Isca), cujo magnífico anfiteatro é o mais bem preservado em toda a Grã-Bretanha. Os romanos também chegaram ao norte de Gales e uma velha lenda diz que Magno Máximo, um dos últimos imperadores, casou-se com Elen or Helen, a filha de um chefe galês de Segontio, perto da actual Caernarfon.

Gales nunca foi conquistado pelos anglo-saxões devido à feroz resistência do seu povo e ao terreno montanhoso. Diz-se que um rei anglo-saxão, Offa de Mercia, construiu um grande muro de terra, ou um dique, ao longo da fronteira com o seu reino para separar uma grande parte de Powys que tinha conquistado aos galeses. Partes do dique de Offa ainda hoje podem ser vistas.

O País de Gales permaneceu céltico e o seu povo continuou a falar a língua galesa mesmo depois de os elementos célticos das vizinhas Inglaterra e Escócia terem desaparecido gradualmente. O nome Wales é disso prova, uma vez que provém de uma palavra de raiz germânica que significa estrangeiro e está, assim, relacionada com os nomes de várias outras regiões europeias onde os povos germânicos tomaram contacto com culturas não-germânicas, como a Valónia (Bélgica), o Valais (Suíça) e a Valáquia (Roménia), bem como com a terminação -wall do nome inglês da Cornualha (Cornwall).

Castelo de Conwy

Gales permaneceu cristão (ver o renascimento galês de 1904-1905 e o renascimento metodista galês) quando o seu vizinho, a Inglaterra, foi derrotado por tribos alemãs e escandinavas, embora tenham sobrevivido entre o seu povo muitos costumes e crenças mais antigas. Por esse motivo, São David foi em peregrinação a Roma durante o século VI e serviu como bispo em Gales muito antes da chegada de Santo Agostinho para converter o rei de Kent e da fundação da diocese de Cantuária Embora se diga que a religião druídica teve em Gales a sua praça-forte até à invasão romana, muitas das "tradições" druídicas, como o gorsedd, ou a assembleia de bardos, foram invenção de "historiadores" do século XVIII. O traje feminino tradicional de Gales, que inclui um chapéu negro e alto, foi criado no século XIX por Lady Llanover, uma proeminente defensora da língua e cultura galesas.

A conquista de Gales pela Inglaterra não aconteceu em 1066, quando a Inglaterra foi conquistada pelos normandos, mas foi gradual, prolongando-se até 1282, quando o rei Eduardo I de Inglaterra derrotou em batalha Llywelyn ap Gruffydd, o último príncipe independente de Gales. Eduardo construiu uma série de grandes castelos de pedra a fim de manter os galeses sob controle. Os mais conhecidos estão em Caernarfon, Conwy e Harlech. Gales foi legalmente anexado pelo Decreto de União 1536, durante o reinado de Henrique VIII de Inglaterra. O Decreto de Gales e Berwick 1746 determinou que todas as leis aplicáveis à Inglaterra também se aplicassem automaticamente a Gales (e a Berwick, uma cidade situada na fronteira anglo-escocesa), excepto se a lei especificamente determinasse o contrário. Este decreto foi revogado no que diz respeito a Gales em 1967.

Ver também[editar | editar código-fonte]