Kiss

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Kiss
W0854-Hellfest2013 Kiss 69933.JPG
Kiss, Monster Tour, Hellfest 2013.
Informação geral
Origem Nova York, NY
País  Estados Unidos
Gênero(s) Hard rock,[1] heavy metal, glam metal, rock and roll
Período em atividade 1973 - atualmente
Gravadora(s) Casablanca, Mercury, Roadrunner, Kiss Records
Afiliação(ões) E.S.P., Frehley's Comet, Union, Vinnie Vincent Invasion, Wicked Lester, White Tiger, Black 'n Blue, Badlands, Grand Funk Railroad
Influência(s) Humble Pie
Marc Bolan
Grand Funk Railroad
Cream
Black Sabbath
Jimi Hendrix
The Yardbirds
The Stooges
The Kinks
Mott the Hoople
T.Rex
David Bowie
Jeff Beck
New York Dolls
Slade
Led Zeppelin

[2]

Página oficial KissOnline
Integrantes
Paul Stanley
Gene Simmons
Eric Singer
Tommy Thayer
Ex-integrantes
Peter Criss
Ace Frehley
Eric Carr
Bruce Kulick
Vinnie Vincent
Mark St. John

Kiss é uma banda de hard rock dos Estados Unidos, formada em Nova York em 1973. Conhecida mundialmente por suas maquiagens, e por seus concertos muito elaborados que incluem guitarras esfumaçantes, cuspir fogo e sangue, pirotecnias e muito mais. O Kiss já recebeu 24 discos de ouro.[3] Desde sua formação já vendeu mais de 100 milhões de álbuns.[4]

Constitui um dos maiores impactos culturais da década de 1970, valendo-se de roupas e, sobretudo, maquiagens nunca antes vistas, que marcariam a história da música. Seus dois fundadores são Gene Simmons (baixo e vocal) e Paul Stanley (guitarra rítmica e vocal), que ficaram frustrados com o fim de uma banda que formavam, chamada Wicked Lester, decidindo, assim, procurar novos integrantes para uma nova banda. Encontraram tais integrantes através de anúncio de jornal - Ace Frehley (guitarra solo e vocal) e, pela revista Rolling Stone, Peter Criss (bateria e vocal). A banda está previsto para ser introduzido no Rock and Roll All Fame em 2014, quase 15 anos depois após tornar-se elegível. [5] [6] [7]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Logotipo da banda.

Depois do fim do grupo Wicked Lester, Paul Stanley e Gene Simmons decidiram criar uma nova banda para ser um super grupo. Para isso colocaram anúncios em jornais e revistas para achar novos músicos. O baterista Peter Criss respondeu um destes anúncios, para fazer o teste pra banda. Como o rapaz estava bem vestido, eles lhe perguntaram: "Você iria fantasiado de mulher em um show, se a nós lhe pedíssemos?", e com uma resposta afirmativa o aceitaram na banda, mas ainda era preciso de um guitarrista solo na banda, já que Stanley não sabia solar. No dia do teste apareceu um rapaz que chegou cortando fila, vestido de forma estranha, com um tênis de cada cor e calça rasgada. Simmons pensou que se tratava de um mendigo, à primeira vista, mas estava segurando uma guitarra. Alertaram-no que ele não podia cortar fila, então foi esperar sua vez. Quando o chamaram para mostrar suas habilidades, impressionou a todos e assegurou um lugar na banda. Seu nome era Paul Daniel Frehley, mas acabou virando Ace Frehley pois já havia um Paul na banda.

Faltava o nome para a banda e queriam um nome simples, fácil de ser lembrando, e acabaram se inspirando num concurso de beijo de Nova Iorque, daí veio KISS. A maquiagem foi definida se baseando em elementos referentes a personalidade de cada um. Simmons adorava filmes de terror e assumiu uma maquiagem que o deixaria com cara de mau. Stanley pintou uma estrela em seu olho direito em alusão ao sonho de se tornar um astro de rock. Frehley concebeu sua maquiagem baseada no espaço sideral e em uma estética futurista, por ser uma pessoa "aérea" e dispersa. Por adorar felinos, Criss adotou uma imagem de homem-gato.

Eles assumiram essa personalidade como sendo essencial para o sucesso do grupo, escondendo assim por anos a fio a verdadeira identidade. Para definir o figurino da banda, mesclaram elementos de super-heróis em quadrinhos com personagens do teatro japonês. Usando botas com saltos enormes que davam um ar de super heróis titânicos ao grupo e se tornariam então: "The Starchild" (Stanley), "The Demon" (Simmons), "Space Man" (Frehley) e "The Catman" (Criss). Frehley que gostava de artes, pintou o primeiro logo da banda, que se tornaria famoso no mundo inteiro, futuramente.

Os primeiros concertos, já maquiados e trajados a seu modo, ocorreram no "New York Coventry Club", cujo cachê correspondeu a U$ 35,00 por noite. Em 1973, ainda tocando composições próprias pelas noites de Nova Iorque, foram descobertos por Bill Aucoin e no mesmo ano assinaram contrato com a recém-inaugurada Casablanca Records.

A língua de Simmons acabou se tornando uma característica da banda. Além disso, os efeitos especiais sonoros, de luzes e fumaça aliados a velas acesas e um imenso letreiro luminoso contendo o logótipo da banda eram atrações nas apresentações. Ainda em 1973, na cidade de Nova Iorque aconteceria o primeiro show de grande porte. Para tanto, eles contrataram a popular banda Brats para abrir o show e mandaram convites a imprensa em nome do KISS e como se já não bastasse, mesmo endividados até o último fio de cabelo, alugaram uma limusine para chegar ao local do show em grande estilo. Tudo isso para tentar passar ao público e a imprensa a imagem de que eles já eram uma banda famosa.

Em Fevereiro de 1974 lançaram seu primeiro álbum intitulado apenas Kiss trazia uma capa parodiando "Meet the Beatles", o disco tem um toque de humor, sensualidade e provocação que caracterizam a maioria das faixas do disco e recheado de clássicos, que a banda tocaria por toda a carreira. A princípio o álbum foi um fracasso, mas em uma jogada esperta da gravadora, eles correram para o estúdio novamente e gravaram uma versão cover de "Kissin´ Time", um sucesso de Bobby Rydell de 1959, e o incluíram nas futuras prensagens do disco, que ocorreram a partir de Maio do mesmo ano. Além disso, para promover o disco, a gravadora realizou um concurso de beijos. Então, ao som da música recém gravada, premiariam o casal que permanecesse mais tempo se beijando. Desnecessário dizer que tal empreitada foi um fiasco e o primeiro disco não obteve sucesso, assim sendo a gravadora sugeriu que gravassem um novo álbum no mesmo ano, ainda em 1974 saiu "Hotter than Hell", era um disco mais pesado com uma sonoridade mais agressiva.O grande barato da banda eram as apresentações ao vivo, O KISS era uma banda destinada a divertir as pessoas. Falavam de amor, sexo, festa e rock'n'roll em suas músicas, ao mesmo tempo que entretinham o público com sua performance incendiária, literalmente, pois Gene já praticava o seu ato de cuspir fogo, além de espelir sangue pela boca, mais tarde a banda também usaria vários outros números no palco, como a guitarra de Frehley, que no meio do solo começa a soltar fumaça, rojões e depois voa. A bateria também voa nos shows. A partir de Hotter Than Hell Tour, a turnê do disco, uma mensagem acompanha todos os shows da banda. Sempre ao início de cada apresentação, um mestre de cerimônias berra a seguinte frase: "You Wanted the Best and You Got the Best. The Hottest Band in the World, Kiss!" - , em tradução livre: "Vocês queriam o melhor e vocês conseguiram o melhor, a banda mais quente do mundo, Kiss". Esta repetição constante de mensagem tornou-se emblemática na carreira da banda.

Como as vendas e o sucesso não chegavam, veio a ideia de gravar mais um novo album de estudio, logo no começo do ano de 75, pode parecer meio exagerado 3 discos num período um pouco maior que um ano, mas os executivos da gravadora pensavam que uma sequência de albuns dariam notoriedade e consistência a banda, impulsionando assim a venda não só do album novo como dos anteriores. Em Março de 1975 lançaram Dressed To Kill, disco que continha composições da época do Wicked Lester ("Love Her All I Can" e "She"). Foi neste disco que gravaram o que se tornaria um clássico: "Rock And Roll All Nite". Dressed to Kill traz uma capa curiosa, onde aparecem os integrantes, devidamente maquiados, vestidos de terno, e ainda pode-se notar que o terno de Gene Simmons é mais curto do que deveria ser,e ele usa um tamanco ao invés de um sapato. Isso ocorreu porque a roupa que Gene vestia era do próprio dono da Casablanca Records e o tamanco de sua mulher.Gene até hoje comenta que ele era o único da banda que não tinha uma roupa social na época.

Sucesso[editar | editar código-fonte]

Aproveitando o momento favorável a gravadora seguindo a linha de lançar dois albuns por ano, prepara-se para colocar a banda novamente em estúdio, mas decidem prestar atenção aos comentários que diziam que o barato do Kiss era " ao vivo". Daí resolveram registrar os shows que a banda faria no lendário Cobo Hall de Detroit, para lançar o "Alive"que foi primeiro álbum da banda a obter Disco de Ouro. Kiss foi uma das primeiras bandas a lançar um álbum duplo gravado ao vivo. Alive! foi um marco para a indústria fonográfica e para a banda que anos depois lançou Alive IIem 1977, o Alive IIIem 1993; e em 2003, o Symphony: Alive IV, em um concerto que ocorreu junto com a Orquestra Sinfônica de Melbourne. Mas nenhum deles superou o enorme sucesso que foi o Alive!, que com mais de 15 milhões de cópias vendidas, foi um dos álbuns mais vendidos da carreira da banda e ajudou a impulsionar a venda dos anteriores.

Com o sucesso estrondoso de Alive! o Kiss em 1976 entrou em estúdio para gravar um novo álbum, desta vez com status de grande banda, contrataram nada mais nada menos que Bob Ezrin para produzir o que seria o maior disco de sua carreira: Destroyer. A capa de Destroyer trazia o primeiro flerte da banda com o mundo da ficção, eles eram desenhados no melhor estilo heróis em quadrinhos. A banda que até então tinha apenas "Rock and roll all night" como hit-hino, emplacaria "Detroit Rock City", "Shout It Out Loud", "God Of Thunder" e a surpreendente balada, vencedora de vários prêmios, "Beth" composta por Peter Criss, que em termos de mídia foi o maior sucesso da história da banda. A partir dai o Kiss ficou conhecido mundialmente, como Europa e principalmente Japão, com o sucesso no Japão a gravadora lança um box The Originals. Passados muitos anos após a gravação de "Destroyer" existem rumores acerca do álbum que instigam os fãs, como por exemplo o da não participação de Peter Criss na gravação da bateria no álbum. Existe uma história de que Bob Ezrin havia alegado não ser possível que Peter gravasse as baterias daquelas músicas e solicitado o trabalho a um músico de estúdio. Apesar de nunca admitido pelos outros integrantes, essa estória encontra sustentação na própria performance das músicas deste disco quando executadas ao vivo por Peter.( principalmente em "Detroit Rock city")Para fortalecer ainda mais, o fato de que apesar do sucesso da parceria, Ezrin não trabalharia mais com a banda, só seria chamado novamente em 1981, para o primeiro disco após a saída de Peter ( "The Elder" )

Com o sucesso o Kiss começa a aparecer freqüentemente nas TV americanas e vai criando uma legião de fãs apaixonados pela banda. Nesta fase, surge o empresário Bill Aucoin, renomado profissional que passa a controlar os negócios do Kiss, desde posters até camisinhas. Funda-se o Kiss Army, exército de fanáticos em todo o mundo que são comandados pela própria banda.

No segundo semestre do mesmo ano, a banda solta uma nova bolacha: Rock And Roll Over, que traz a banda de volta as origens, com uma sonoridade mais crú, uma produção mais simples e direta similar a dos primeiros albuns, eles conseguem criar hits como "Hard Luck Woman", "I want you" e a imortal "Calling Dr Love", mas nenhuma delas chega ao patamar de hino. Com a Rock And Roll Over Tour, o Kiss vai pela primeira vez para o Japão, país onde seriam idolatrados. É um ano calmo para a banda, que, a esta altura já está incluída na categoria de super-grupo, devido a magnitude de seus shows.

Em 1977 lançaram Love Gun. Voltando ao esquema de superprodução utilizado em "Destroyer", a capa do disco é novamente referência a personagens de quadrinhos, no desenho estão os quatro integrantes da banda em pé, com mulheres a seus pés.No que diz respeito as músicas, a banda consegue criar mais um hino,"Love Gun" a faixa título é um petardo arrasador que não deixa nada a dever a "Detroit rock city", "Shou it out loud" ou "Rock and roll all night". Juntamente a faixa título, tem destaque "I Stole yout love", que passaria um tempo como faixa de abertura dos shows."Christine 16" que trazia o até então desconhecido Eddie Van Halen na guitarra solo, além da primeira música cantada por Ace. A música é "Shock Me". " Em um dos concertos desta turnê, Gene Simmons mais uma vez queima o cabelo. No mesmo ano lançaram Alive II, mais um ao vivo, só que este possui no lado B do segundo disco com quatro músicas inéditas. Ace só gravou a guitarra em uma dessas músicas, "Rocket Ride", que ele mesmo canta. As outras, quem gravou foi Bob Kulick, amigo pessoal da banda. Foi pedido a Bob Kulick que tocasse de forma similar a Ace, para que o som não soasse diferente. Nessa época já havia muitos produtos do Kiss. A Marvel Comics percebendo o potencial demosntrado nas capas, não se sabe se propositalmente pela banda, faria uma proposta para lançar uma revista em quadrinhos do Kiss. Proposta aceita, a banda faria uma campanha promocional divulgando que juntamente da tinta vermelha usada para fazer a revista, tinha o sangue de cada um dos membros do grupo.

A turnê do Kiss começava a ganhar ares de monstruosa. Envolvia cerca de 50 pessoas na equipe, dentre elas havia um "batedor", cuja função era providenciar hotel, limusines e alimentação especial para cada um dos integrantes (Paul Stanley exigia comida japonesa, Ace preferia pratos vegetarianos, etc); um chefe de segurança; um produtor responsável pela movimentação da equipe e do equipamento; um manager de palco; um figurinista, responsável também pela maquiagem; um técnico em efeitos especiais; um técnico para guitarra, outro para baixo e um para bateria; três carpinteiros; um motorista; um tesoureiro e um produtor geral, responsável por toda a equipe. A parafernália usada nos shows não deixava por menos, eram: 16 toneladas de equipamento pessoal; 24 toneladas de som; 17 toneladas de luz; 18 toneladas de cenário. Tudo isso obviamente não ficava barato, e a produção se tornava milionária. Com o som e a iluminação eram gastos um milhão de dólares e só o custo do cenário estava avaliado em cerca de 1.100.000 dólares. Eram necessárias 24 horas de trabalho intenso para montar toda a estrutura do show. Tudo ficava pré-estabelecido nos contratos, desde a dimensão do local escolhido para a apresentação até caracterizações detalhadas sobre os camarins. E de escasso, o dinheiro passou a ser farto, nessa época a banda também já possuía seu próprio avião, chamado Of Course. Desde 1975 até 1980, o grupo Kiss já havia percorrido cerca de 3.000.000 km.

Em 1978, a banda já se encontrava estafada, Peter e Ace já começavam a dar sinais de desinteresse e começavam a mergulhar em drogas e bebidas. A banda resolve dar um tempo para recarregar as baterias, a gravadora para não perder tempo resolve lançar duas coletâneas Double Platinum e exclusivamente no Japão o box The Originals II. Para evitar a separação que a cada dia se tornava mais evidente, tendo em vista que Peter e Ace começavam a pensar em trabalhos solos, Gene e Paul sugerem a Peter, Ace e agravadora o lançamento de um album solo de cada integrante, mas sem desvinculação da banda.Há quem diga que Paul e Gene não achavam que eles seriam capazes de ser bem sucedidos na empreitada e isso acabaria por persuadi-los a não sair da banda. Mas o resultado foi oposto, Ace por exemplo tem o disco mais bem conceituado pela crítica e fãs dentre os quatro, e também teve destaque na billboard, graças ao hit cover " New York Groove" que entraria no meio da onda disco que invadia os U.S.A.No mesmo ano, aproveitando o embalo dos gibis, a banda é convidada a realizar um filme, com o propósito de serem transformados em super-heróis. Kiss Meets The Phantom Of The Park, tem o roteiro baseado em mostrar os quatro heróis travando uma luta contra um vilão de um parque de diversões que criou bonecos iguais a eles para fazerem o mal.

Fase experimental e declínio[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento e a repercussão dos álbuns solos, cada integrante retornou achando-se um vitorioso. Peter parecia decidido a abandonar o barco, pois apesar de dividir opiniões dos fãs, o conteúdo do seu álbum fora elogiado pela crítica. A produção do próximo álbum da banda ficaria a cargo de Vini Poncia, o mesmo responsável pela produção do disco solo de Peter Criss. Eles deixam o rock pesado de lado, e passam a flertar com um som mais pasteurizado, pop e com uma pegada mais dançante. A situação de descomprometimento de Peter chegava ao extremo, constantemente fora de condições de tocar, em virtude das drogas e as bebidas, além do desinteresse mesmo, a banda decide optar por um baterista substituto. Daí desta vez para agradar o também insatisfeito Ace Frehley, o convidado foi Anton Fig que tocou em seu disco solo. Peter só chegou a gravar "Dirty Livin'", música que ele mesmo canta e que já estava pronta antes de decidirem que ele não deveria mais tocar no álbum. Esse disco trazia o hit "I Was Made for Lovin' You", que seguia levemente a tendência disco da época e fez um enorme sucesso nas paradas dançantes. O álbum traz bons momentos como "Magic Touch", "Sure know Something" e o cover do Rolling Stones, "2.000 Man". Todas com produção bastante suaves.

Os shows começavam a ser um problema pela incapacidade de Peter. A banda começa a investir pesado em videos promocionais. Onde demonstravam talvez a fase mais espalhafatosa em termos de visual que a banda já teve. Começaram a gravar ainda em 1979, o sucessor do "Dinasty". "Unmasked" foi gravado novamente por Anton Fig e lançado em 1980, Peter não participou da gravação de nenhuma música apesar de figurar no videoclipe de "Shandi" e na arte da capa do álbum,onde novamente a banda recorre as histórias em quadrinhos para chamar atenção. Logo após o lancamento do videoclipe, Peter Criss saiu da banda, e em seu lugar entrou o baterista Eric Carr, que participou da turnê do disco. Esse álbum, assim como o anterior, foi altamente atacado por ser mais pop que os anteriores. Ele soa como uma continuação de "Dinasty", e para quem o anterior adocicado, este é melado. O disco traz boas faixas como " Is that you", "Shandi" e "What makes the world go round", esta última agradará a quem gosta de "I was made for lovin you". Em 1981 para rebater as críticas sofridas e tentar finalmente agradar aos críticos mostrando que eram músicos competentes, o Kiss lança o criticadíssimo Music From "The Elder", também conhecido por apenas The Elder. Neste álbum, o Kiss muda radicalmente seu estilo, e não agrada ao público em geral. Pela primeira vez desde seu surgimento, via-se uma foto da banda com os integrantes de cabelos curtos e com roupas mais discretas, apesar de continuarem utilizando as maquiagens. Contrataram novamente o produtor Bob Ezrin (produtor do Destroyer), que idealizou o álbum. Ace (que gravou suas participações no disco em um estúdio montado em sua casa) e Eric não concordaram com o lançamento, diziam que não era Kiss. Eric Carr, baterista tradicional de rock, teve dificuldades em seguir as orientações rígidas do produtor em relação a percussão, sendo substituído na faixa "I" por Allan Schwartzberg,integrante da Hollywood Vampires ( banda de apoio de Alice Cooper em 1976) e havia participado do álbum solo de Gene Simmons e de Peter Criss. O álbum tinha como base ser um disco conceitual baseado na história de um menino que é escolhido para lutar contra as forças do mal. Todas as letras eram relacionadas a esse mesmo tema (recurso utilizado pelos grupos de música progressiva da época). Lou Reed, ex-Velvet Underground, ajudou a escrever três faixas: "Dark Light", "Mr. Blackwell" e "A World Without Heroes". Na verdade, esta mudança de posicionamento foi tomada não apenas como prova de competência musical, mas, sobretudo, como uma jogada estratégica para, como sempre, surpreender e chocar público e críticos. Por seu grande fracasso, este álbum não teve turnê, limitando-se à duas músicas executadas ao vivo durante um programa de televisão. Após isso, o Kiss só tocou novamente uma música desse álbum durante uma apresentação. Foi no MTV Unplugged, de 1996, 15 anos após o lançamento do álbum. Até hoje fans debatem se esse é o pior álbum ou um dos melhores da fase mascarada, com músicas de excelente sonoridade como The Oath e A World Without Heroes. Mas curiosamente, paralelo ao descontentamento dos fãs, o Kiss finalmente havia conseguido dobrar a crítica.

Ressurreição[editar | editar código-fonte]

No começo de 1982, lançaram a coletânea Killers com quatro músicas inéditas, o álbum não foi lançado nos EUA. Talvez a ideia fosse tentar fazer com que esquecessem o fiasco que havia sido o álbum anterior. Ace não participou de nenhuma delas, o sempre presente, Bob Kulick gravou as músicas em seu lugar. Essas músicas são consideradas descartáveis até hoje, pois a banda nunca fez questão de tocá-las novamente. Um pouco antes das gravações de Creatures Of The Night, ainda em 1982, Ace Frehley sofreu um acidente de automóvel e como já não tinha muita vontade devido ao seus descontentamento com a banda, e seus problemas com drogas e álcool, se afastou de vez, aparecendo no estúdio de vez em quando para ver como as coisas iam. No período de composição e gravação, vários outros guitarristas foram chamados para substituí-lo, dentre eles o que seria seu substituto, de nome Vincent Cusano. No que diz respeito ao disco, que saiu quase no final do ano, e similar a situação ocorrida com Peter anterior a sua saída, Ace não toca em nenhuma música do álbum, mas aparece na capa. Após o lançamento, ele também participa de videos ( "I Love It Loud" e "Creatures of the Night"). Musicalmente, o disco é considerado por grande parte dos fãs como o melhor registro desde "Destroyer", assim como sua arte de capa, que demonstrava a banda de uma forma mais sombria, aliás, o ocultismo estava em alta na época e não demorou para a banda começar a ser associada com o satanismo. Faixas como "Creatures of the Night", " I Love it loud", "War Machine" e "Still Love you" se tornariam presença constante nos shows da década que se seguiria. Apesar da qualidade do álbum, que se mostrava até então como o mais pesado da banda, as vendas não decolavam, a imagem da banda estava seriamente arranhada na América e para piorar, Ace se despedia da banda. Novamente o anúncio de um novo concurso surgiu, diversos guitarristas tentariam a sorte, dentre eles, futuras estrelas como Richie Sambora (Bon Jovi) e Steve Farris (Mr Mister). O escolhido seria mesmo Vinnie Vincent, que além de demonstrar destreza com o instrumento nas gravações do álbum, tinha se revelado um exímio compositor pois as duas faixas de destaque do disco, que estavam sendo executadas nas rádios, eram de sua autoria ("I Love it loud" e "I Still love you").Vinnie foi apresentado na festa de ano novo de 1983, ele usava uma chave de Ankh no rosto e assumiu o personagem "Warrior". A maquiagem seria de Paul Stanley, que planejava aposentar sua estrela, provavelmente numa jogada de marketing. Apesar da qualidade do álbum, que se mostrava até então como o mais pesado da banda, as vendas não decolavam, a imagem da banda estava seriamente arranhada na América.

Musicalmente o disco é considerado por grande parte dos fãs como o melhor registro deste "Destroyer", assim como sua arte de capa, que demonstrava a banda de uma forma mais sombria, aliás o ocultismo estava em alta na época e não demorou para a banda começar a ser associada com o satanismo. Faixas como "Creatures of the Night", " I Love it loud", "War Machine" e "Still Love you" se tornariam presença constante nos shows da década que se seguiria. Curiosamente, apesar de não ter tido boa vendagem nos U.S.A, "Creatures of the night" se tornaria o disco mais vendido da banda no Brasil, graças a visita que a banda faria ao país em junho de 1983 para 3 shows (Rj,SP,MG). Durante sua estadia receberam o disco de ouro pelas vendagens do álbum. No Rio, o show foi realizado no até então maior estádio do mundo (Maracanã), e seria o maior público em um concerto do Kiss de toda história. Aproximadamente 200 mil pessoas estiveram presentes no primeiro show da turnê, pelo menos 30% através da "janela", já que houve invasão e arrombamento de portões nos 3 shows. Foi aqui que a banda sofreu os maiores ataques de religiosos que chegaram a insinuar que o nome da banda na verdade seria uma sigla, que significava "Beijo". Bobagens a parte, o primeiro show teve cobertura da Rede Globo que fez até um especial com a banda.

Era sem maquiagem e retorno[editar | editar código-fonte]

Após os shows no Brasil, o Kiss retornava aos U.S.A como moral recuperado. As notícias do grandioso espetáculo no Rio de Janeiro corriam e demonstravam que a banda ainda tinha seu valor. Paul Stanley estava cantando como nunca, utilizando sua extensão vocal ao limite. Gene, apesar de continuar sendo um baixista modesto, chegava ao auge com seu alter ego "Demon", que com seu baixo em forma de machado e vestimentas em forma de armadura medieval, desfrutava de sua fase mais aterrorizante junto aos fãs. Eric Carr finalmente era notado e caia nas graças do público com suas enérgicas performances sobre o canhão, já o novato Vinnie Vincent, se por um lado, dividia os fãs mais antigos que achavam que sua pegada descaracterizava as músicas antigas, por outro impressionava a nova geração de fãs com sua técnica e velocidade, passando a ser inclusive endorsement das guitarras Jackson, que o colocaram como garoto propaganda do seu novo modelo de Flying V (Shark)que havia sido criado para Randy Rhoads, que faleceu antes de estrear. Após deixar o Brasil, a banda retornou para os Estados Unidos disposta a recuperar seu prestígio, decidiram tirar a maquiagem e abandonar de uma vez por todas a história de super-heróis, histórias em quadrinhos etc... e se tornar apenas uma banda de rock. A retirada da maquiagem foi feita na MTV, e logo após isso, a banda lança Lick It Up' visando o novo mercado que surgia. Paul e Gene há haviam chegado à conclusão de que a banda precisava se reinventar e depois de flertar com tendências pop, disco, e porque não dizer progressivas, era hora de colocar mais peso e disputar espaço com artistas como Ozzy, Judas Priest, Quiet Riot que subiam no conceitos da crítica e nas paradas ao transformar aquele rock and roll setentista que praticavam em algo mais agressivo, o chamado heavy metal, essa tendência praticada pelas bandas neste período futuramente seria chamada de Hard n' heavy. A mudança de sonoridade, o peso nas músicas que havia começado com "Creatures of the Night" ganhou forças em "Lick it up".

Músicas mais raivosas, velozes e com solos e vocais viscerais fazem deste o disco mais pesado da banda até a presente data. Faixas como "Exciter", "Fits like a glove" e "All hells breakin lose" além da faixa titulo, conseguiam recuperar o status perdido da banda. Apesar das boas vendas e do clip de "Lick it up" estar sendo bem executado na MTV. Os problemas na banda começavam a acontecer em razão de Vinnie Vincent contestar sua posição na banda(ele não era tratado como integrante oficial e recebia salário)e começar a ter atitudes consideradas anti éticas por Gene e Paul. Vinnie chegou a pedir demissão pois iria formar sua própria banda, mas foi persuadido por Paul em razão de alguns shows que estavam marcados.Uma pequena tour do álbum ocorreu, como uma continuação da tour anterior, a banda continuava tocando em tom mais alto, com mais velocidade nas músicas, esses shows aconteceram na Europa e no Canadá, além de alguns shows nos U.S.A onde reza a lenda que houve um show onde Vinnie teve de ser retirado do palco quase a força por extrapolar o tempo de seu momento solo.

Após o fim desta mini tour, Vinnie foi demitido. A banda já tinha um substituto, Mark St. John, um guitarrista canadense, fascinado por jazz, entra para gravar Animalize (1º disco do Kiss lançado simultâneamente em CD). O disco seria o primeiro pelo selo Mercury da Polygram e devido ao bom momento da banda e a promoção da gravadora em cima do álbum, se tornou o mais bem vendido nos anos 80. O álbum foi impulsionado pelo hit "Heaven's on fire". Considerado não tão forte quantos os seus antecessores, "Animalize" traz boas faixas como "Thrills in the night" e "I've had enough", onde Mark demonstra o porque de ter sido escolhido, as fritações nos solos que haviam dado notoriedade a Vinnie Vincent eram repetidas por Mark, mas curiosamente não surtiram o mesmo efeito. Se o guitarrista anterior conseguia dividir o público em relação a este novo estilo dentro da banda, Mark conseguiu os unir novamente em torno da desaprovação.

Como Gene já declarou, Mark era um ótimo cara e tinha realmente uma capacidade impressionante, mas não tinha noção alguma de composição musical e fazia sua guitarra soar o tempo todo como uma abelha enfurecida, o que tinha de ser controlado por Paul e ele. Mark fez apenas um show completo, em Baltimore (U.S.A) que se tornou uma raridade, e foi suficiente para a banda perceber que ele era uma peça fora do quebra cabeça, pois além da questão da guitarra, ele não sabia cantar e seus backings eram desastrosos. Mark assim que entrou em turnê, desenvolveu a síndrome de Reither, que inchou sua mão. Ele passou a dividir os shows com Bruce Kulick, e ao fim da turnê, foi despedido. Gene alega que em razão da sua doença, mas curiosamente pouco tempo depois ele estaria tocando com outra banda (White Tiger). (Mark St. John morreu no dia 5 de abril de 2007, aparentemente de uma hemorragia cerebral.)

Talvez traumatizados com a experiência mal sucedida com Mark, Gene e Paul resolveram efetivar Bruce Kulick, que se não tinha habilidades para solos velozes e fritados, fazia o trabalho de forma competente no que diz respeito tanto ao material antigo quanto ao atual da banda. Um fato curioso a se salientar é que os hits dos álbuns onde a banda possuía guitarristas virtuosos, foram canções que não tinham solo ( "lick it up" e "Heavens on fire").Assim sendo em 1985 eles lançaram o burocrático álbum Asylum, que teve na música Tears Are Falling, outro grande sucesso nas rádios e na MTV. O disco anunciado espalhafatosamente por Paul e Gene como o melhor disco da banda nos ultimos 10 anos, frustrou a maioria dos fãs da banda pois o Kiss vinha se suavizando gradativamente. Apesar de boas faixas como "Who wants to be lonely", "King of the mountain" e do já citado hit, o disco demonstrava uma banda pouco inspirada que parecia estar apenas cumprindo obrigação contratual. O que o diga Gene Simmons, que parecia se preocupar mais com sua carreira de ator e no mesmo ano criaria ainda sua própria gravadora, Simmons Records. A turnê desse álbum além de ser famosa pelo colorido exagerado, trazia o logotipo de fundo de palco em tamanho gigante. No mesmo ano, o grupo é censurado na União Soviética por neo-nazismo, punk e violência, e acusado de que o SS de seu logotipo era uma alusão à polícia nazista Schutzstaffel (Runic "SS").[carece de fontes?] O problema que já havia sido levantado na Alemanha agora se espalhava pelo mundo. A banda já tinha alguns discos com o logo alterado, os "S" em forma de raios, foram substituídos por um formato que lembraria um "Z" verticalmente ao contrário.

Depois de 1 ano sem lançar nenhum disco, fazendo apenas um home video chamado "Exposed", a banda voltaria para o estúdio, e gravariam mais um álbum. Seria a primeira vez na história da banda, desde a formação original, que um mesmo line-up faria dois álbuns seguidos. Seguindo a linha de suavização do som, o álbum seguinte seria lançado em 1987. Crazy Nights flertava com o hard pop da época e trazia sintetizadores juntos as guitarras. Produzido por Ron Nevison, o disco foi bem recebido pela mídia, e faixas como " Crazy Nights", "Turn on the night" e "Reason to live" invadiram as rádios Americanas (não chegaram as rádios do Brasil)e vendeu bem no Japão, o que fez com que a banda depois de 10 anos voltasse ao País. Aproveitando a maré tranquila que não acontecia desde 1983, no ano seguinte a gravadora resolve lançar a coletânea Smashes, Thrashes & Hits, com duas músicas inéditas, Let’s Put The X In Sex e (You Make Me) Rock Hard e uma nova versão para Beth cantada dessa vez por Eric Carr, que novamente dividiria opiniões e geraria polêmica. A banda seria convidada para tocar no Monsters of Rock dividindo as atenções com o headliner Iron Maiden. O Kiss fecha a década lançando em 1989, o disco "Hot in the shade" que trazia um hard agradável, e dançante em certos momentos, como mandava o figurino da época, o que bombava na MTV. Falando de MTV, as faixas "Rise to it", "Hide your heart" e "Forever" ganharam video clips, essa ultima de autoria de Paul juntamente de Michael Bolton, o que deu a banda boas posições nos charts, o que não alcançava fazia tempos. Essa faixa por ser uma balada fez algumas pessoas torcerem o nariz e até hoje comenta-se que o Kiss quado tirou a maquiagem passou a investir em baladinhas. Tal comentário não faz sentido, até porque antes de "Forever", a única balada que a banda gravou após tirar a maquiagem foi "Reason to live". Após a tour, Paul Stanley embarcou para um tour solo acompanhado de Bob Kulick e Eric Singer.

Anos 90[editar | editar código-fonte]

Em Abril de 1991, Eric Carr, descobre que possuia um raro tipo de câncer no coração e começa a fazer tratamento. O Kiss é convidado para participar da trilha sonora do filme "Bill & Ted". A música escolhida é "God gave rock and roll to you II". O video desta banda seria a ultima participação de Eric Carr como integrante pois no dia 24 de Novembro, seis meses após descobrir a doença, ele morre durante uma cirurgia. A morte de Eric coincidiu com a de Freddie Mercury.

A banda não perde tempo e recruta Eric Singer para o posto. Eric além de ter tocado na tour solo de Paul, havia ajudado a banda nas gravações de "God gave rock and roll to you II", portanto já estava familiarizado com o repertório e com a banda em si.Eric quebraria uma tradição na banda, seria o primeiro músico que não tinha os cabelos de cor escura, ele era loiro.

Revenge foi lançado em 1992, e talvez ajudado pela morte de Eric Carr, consegue boas vendas, superando o album anterior. Este se torna o album mais pesado da historia da banda, "Revenge" consegue se situar entre o hard rock e o heavy metal com maestria, relembrando a linha adotada em "Creatures of the night" e "Lick it up". . Aliás a semelhança de sonoridade da banda em 92 com o período onde tinha Vinnie Vincent nas guitarras (83) não é por acaso, Vinnie e Gene ensaiaram uma reaproximação um ano antes, no que resultou nas músicas "Heart of Chrome" ,"Unholy",e "I Just Wanna", essas duas últimas foram lançadas como single e foram destaque do album junto de "God gave rock and roll to you II". Tudo indica que Vinnie acreditava na possibilidade de retornar a banda para aquele álbum, ele teria escrito inclusive o solo de "Unholy", mas não teve a oportunidade e o solo da música foi tocado por Bruce Kulick. Talvez como uma homenagem, o solo gravado trazia a característica fritação que Vinnie fez famosa durante sua estadia na banda. No clip Bruce também utiliza uma Flying V, modelo que Vinnie tornou famoso. Após perceber que não haveria nada mais próximo do que aquilo, Vinnie quis renegociar os valores de suas contribuições, o que foi descartado por Gene. "Revenge" trouxe a banda de volta as suas raízes, levando-os a fazer shows em clubes americanos, muitas vezes com outro nome."

No ano seguinte, 1993, aproveitando a turnê de Revenge, lançaram mais um ao vivo, Alive III. O album apesar de diferente dos primeiros, que eram crús, vem cheio de overdubs mas o que não tira o brilho do álbum. Um home video chamado "Konfidential" traz trechos deste show e mostra a banda em excelente forma. Eric Singer não deixa os fãs sentirem falta de Eric Carr, devido a sua técnica e energia.

Em 27 de agosto de 1994 o KISS volta ao Brasil pela segunda vez. Eles tocam no festival Philips Monsters of Rock, como atração principal. O show foi em São Paulo (SP) no estádio Pacaembu e é um dos melhores shows que a banda já fez, como ponto negativo, destaca-se a não inclusão de "Rock and roll all night" no set list. O maior hino da banda é uma das poucas músicas que permanecem no set list constantemente desde seu lançamento. Outros dois exemplos são "Detroit Rock city" e "Lick it up".

Em 1995, a MTV convida o Kiss a fazer um álbum acústico, da série Unplugged da MTV. Gravado no dia 9 de Agosto de 1995, nos estúdios da Sony, o álbum Kiss Unplugged contou com a presença dos integrantes originas, Peter Criss e Ace Frehley. O álbum ganhou uma versão em DVD e, posteriormente, um DVD sem cortes. O KISS já vinha fazendo essas apresentações em eventos organizados pelos fãs, as KISS Conventions, partindo daí o interesse da MTV em convidá-los para o especial.O show apesar de ser realizado pelos músicos de cara limpa, era um tributo a fase mascarada, o palco era decorado com a capa de "Rock and roll over" no chão, e ao fundo, no alto, bonecos com os personagens de cada um que passou pela banda, menos o "Warrior" de Vinnie Vincent. Provavelmente em razão de Vinnie naquele mesmo ano ter entrado com processo na justiça contra Gene e a banda. Daquele ano em diante a banda não tocaria mais nenhuma faixa escrita por Vinnie. Ainda no mesmo ano, o Kiss grava o álbum Carnival Of Souls: The Final Sessions que acaba sendo esquecido, devido à reunião que viria por ocorrer no ano seguinte.

Reunião[editar | editar código-fonte]

Kiss em Paris em 1999.

O Kiss percebeu que seria uma boa ideia voltar à formação original e com as maquiagens. E foi assim, Gene e Paul, agora novamente com Peter e Ace, e as maquiagens, saíram em uma turnê mundial que recebeu o nome de Alive/WorldWide Tour. No primeiro concerto dessa turnê, no estádio do Tiger em Detroit, os 77 mil ingressos oferecidos foram vendidos em 45 minutos, a tour foi considerada a mais lucrativa de todo o biênio 1996 e 1997 apareçendo até mesmo na conceituada revista de economia, a Forbes. Em 1997 o Kiss lança engavetado Carnival Of Souls: The Final Sessions, gravado ainda com Bruce e Singer, mas álbum acaba não tendo muita repercussão, devido ao grande alvoroço causado pela reunião com os integrantes originais.

Psycho Circus, lançado em 1998 vem com uma nova turnê. Posteriormente foi lançada uma versão dupla do álbum, cujo segundo disco continha músicas gravadas durante um concerto da turnê, a "Psycho Circus Tour", que teve dois concertos no Brasil, um em Porto Alegre no Jockey Club e outro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, ambos em 1999.

No ano de 2000 o Kiss anuncia uma Farewell Tour, que seria a turnê de despedida da banda. No meio da turnê Peter Criss teve que se ausentar por problemas de artrite, e em seu lugar voltou o ex-baterista da banda Eric Singer, desta vez com a maquiagem de Peter. Após a turnê, que deveria ser a última, o Kiss decide fazer um novo álbum ao vivo, este que seria junto com a Orquestra Sinfonica de Melbourne.

Pós-reunião[editar | editar código-fonte]

Kiss na cidade de Birmingham, Inglaterra, em 2010

Ace Frehley sai da banda e não participa do concerto. Em seu lugar, entra Thommy Thayer, que já havia produzido alguns álbuns da banda. Peter Criss, já recuperado, volta para fazer o concerto. No dia 28 de Fevereiro de 2003, em Melbourne, o Kiss faz um concerto para entrar para história.

Após o concerto Eric Singer volta para a banda, e parte para uma nova turnê, a "World Domination Tour" que foi realizada juntamente com outra banda de Hard Rock americana, o Aerosmith. Mais tarde, no ano de 2004 é dado o início á turnê "Rock The Nation Tour", que rendeu até um DVD que foi gravado em 2004, mas foi só lançado no final de 2005.Continuando em 2004, o Kiss teve sua música "Strutter" presente na trilha sonora do jogo "Grand Theft Auto San Andreas", podendo ser ouvida na rádio K-DST, do próprio jogo com Axl Rose como locutor da rádio e a musica New York Groove aparece no jogo Grand Theft Auto IV na rádio Liberty Rock Radio 97.8. Um dos pontos atrativos deste DVD, é que em algumas músicas, pode-se escolher entre assistir ao vídeo normalmente, ou escolher qualquer um dos quatro integrantes, para ver imagens de câmeras focadas apenas neles. Ainda em 2005, Gene e Paul anunciam "férias" da banda e que durariam 2 anos, com a desculpa de que não tiravam férias desde o início da banda.

Em Outubro de 2006 Paul Stanley lançou seu segundo álbum solo, Live To Win e saiu em turnê para divulgação. Uma curiosidade, um dos guitarristas que o acompanhou Paul nessa tour, é o curitibano Rafael Moreira, que com dezoito anos saiu de Curitiba e se desenvolveu tocando guitarra nos Estados Unidos. O álbum teve uma boa repercusão. Ainda em 2006, a banda licenciou sua música "Lick It Up" para o jogo "Grand Theft Auto: Vice City Stories", podendo ser ouvida na rádio V-ROCK; a música "Strutter" voltou a estar presente nos games, desta vez no jogo "Guitar Hero 2".

O baterista original do Kiss, Peter Criss, lançou um novo disco solo chamado One For All no dia 24 de julho de 2007, pela Silvercat Records. Além de prestar homenagem ao seu ex-companheiro de banda, Ace Frehley, com a faixa Space Ace, o disco vem com músicas que apresentam títulos como: Last Night, Heart Behind The Hands, Send In The Clowns, Doesn't Get Better Than This e Faces In The Crowd. Peter passou os últimos dois anos preparando as músicas para esse projeto, que vai ser o quarto de sua carreira solo. Os outros são Out of Control (1980), Let Me Rock You (1982) e Criss Cat#1 (1994).

Em 2007 o KISS se apresentou em uma mini turnê (Hit N' Run Tour) pelos Estados Unidos com quatro concertos. No último concerto desta mini turnê, o frontman do Kiss, Paul Stanley horas antes do concerto sofreu uma aritmia cardíaca que impediu que o mesmo pudesse tocar. O que resultou no primeiro concerto em "trio" da história do Kiss. Um emocionante concerto em homenagem a Paul Stanley que dias depois já havia se recuperado completamente. Continuando em 2007, a banda esteve mais uma vez presente no Série Guitar Hero; desta vez a música licenciada foi o seu "hino" "Rock And Roll All Nite, podendo ser tocada no Guitar Hero 3.

Em 16 de março, teve início a temporada de Fórmula 1 com o Grande Prêmio da Austrália. O Kiss fechou o evento com um show no Melbourne Park para mais de 50.000 pessoas. A partir desta data, deu-se início a Kiss Alive/35 World Tour.

No dia 29 de novembro de 2008 Paul Stanley disse, durante uma entrevista, que no verão americano de 2009 o KISS irá voltar a gravar um álbum em estúdio com músicas inéditas fato que não acontecia desde 1998 com o álbum Psycho Circus. Paul disse que o álbum será no estilo do bom e velho rock dos anos 70', "de volta às raízes".

Em 2009, a banda se apresentou no Brasil, ainda pela "Kiss Alive 35 World Tour". Foram dois shows, o primeiro em São Paulo, dia 7 de abril, na Arena Anhembi e na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, no dia seguinte.

Sonic Boom e Monster[editar | editar código-fonte]

Em 6 de outubro do mesmo ano o álbum Sonic Boom foi lançado; segundo o baixista Gene Simmons esse seria o melhor álbum do grupo em 30 anos. Logo em seguida a banda iniciou turnê pela América do Norte, com o término apenas no dia 15 de Dezembro. No meio desta mesma turnê, os integrantes do Kiss anunciaram uma turnê pela Europa.

Em 15 de agosto o a banda ira participar do tributo a Michael Jackson. Mas em 17 de agosto de 2011 após a controvérsia em torno últimos comentários negativos sobre Michael Jackson feito por Simmons, a banda foi retirada da programação.[8]

Em 18 de Abril de 2011, Gene Simmons anunciou em seu Twitter que estava trabalhando em novo álbum. Em 21 de agosto de 2011, foi anunciado no site do Kiss que o próximo álbum seria chamado Monster, previsto para 2012. O novo trabalho possuirá 10 músicas inéditas, que foram gravadas em Los Angeles. A turnê mundial do álbum deve durar dois anos (2012/2013). O site oficial da banda já confirmou a turnê pelos estados-unidos, mas pela Europa apenas um concerto foi garantido, Knebworth, Inglaterra.

Em Novembro de 2012, o KISS voltou ao Brasil, com shows em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Os shows, encerrando a Monster Tour na América do Sul, divulgaram o álbum Monster, lançado em Outubro. Com direito a todo repertório de efeitos do Kiss e a músicas cantadas por todos os integrantes, inclusive Tommy Thayer, que havia estreado nos vocais no álbum anterior em When Lightning Strikes, estas apresentações no Brasil tiveram apenas três músicas do novo álbum, que são Hell Or Hallelujah, Wall Of Sound e Outta This World, e nenhuma do anterior. Por outro lado, a apresentação em Buenos Aires, Argentina, que abriu a turnê na América do Sul contou com cinco músicas do álbum novo. Além das já citadas, também estavam inclusas All For The Love Of Rock & Roll, cantada pelo Eric Singer, e Long Way Down.

Membros[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Maquiagens[editar | editar código-fonte]

O Kiss usou as maquiagens entre 1973 e 1983 e somente voltou a usar na Reunion Tour em 1996. Após a primeira saída de Peter Criss e Ace Frehley, na década de 1980, os novos membros (Eric Carr e Vinnie Vincent) usaram suas próprias maquiagens. Porém, quando a banda retornou com a Reunion Tour, Peter Criss e Ace Frehley voltaram com suas maquiagens originais e, mesmo após nova saída de ambos, os novos membros Eric Singer e Tommy Thayer deram continuidade as maquiagens da formação original.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Apesar de experimentar enorme sucesso no cenário musical do rock 'n roll desde o seu surgimento, nos anos 70, a banda é apontada pelos críticos como uma das mais comerciais do mundo, tendo capitalizado maciçamente seu logotipo sobre os mais diversos produtos, tais como roupas, urnas, canecas, copos, tênis, mochilas, chapéus e outros, inclusive oferecendo vendas online através de seu site[9] . Além disso, o Kiss é acusado por certos críticos musicais de compor músicas igualmente comerciais, repetindo clichês instrumentais do gênero com melodias e letras de baixa qualidade artística, com o único intuito de atrair pré-adolescentes como público-alvo de seu merchandising. Em 2001, Simmons chegou a declarar em uma entrevista ao National Public Radio que criou a banda "primeiramente para transar e ganhar dinheiro" e que "o dinheiro é a única coisa mais importante do planeta", declarações que causaram polêmica na imprensa americana à época.[10]

O ex-guitarrista original da banda, Ace Frehley, conta em sua autobiografia No Regrets, que Paul Stanley e Gene Simmons sempre demonstraram estar na banda como se manejassem um negócio lucrativo, com o único objetivo de ganhar cada vez mais dinheiro e fama, e alegou que seus desentendimentos com eles o teriam motivado a sair da banda em 1982 (Simmons e Stanley atribuem a saída ao alcoolismo e ao vício em drogas do guitarrista). Frehley ainda revelou que ficou muito surpreso quando o guitarrista Tommy Thayer apareceu utilizando a maquiagem de "Spaceman", que era sua: "Quando vi, pensei: 'Será que nada é sagrado para esses caras?'. Mas logo percebi que a sanha de Paul e Gene para ganhar dinheiro sempre foi maior que qualquer senso de lógica ou justiça.".[11]

Em 2012, o vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, criticou o Kiss, chamando-os de "banda de rock 'n roll dos quadrinhos", contando que seus roadies se envolveram em uma briga com os do Kiss quando ambas as bandas faziam turnê juntas em 1976, e que desde então odeia a banda.[12]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de Estúdio

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Lançamento
Título
Certificados
2ª Maior Audiência da ABC[desambiguação necessária] em 1978
Platina
Platina
Platina
Platina
Ouro
-
Ouro
Platina
Platina
-
2x Platina
2x Platina
5x Platina
6x Platina
8x Platina

Turnês[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Kiss. lastfm.com. Página visitada em 3-1-2010.
  2. [1]
  3. "Artist Tallies". Billboard. Acessado em 28 de outubro de 2007.
  4. Jones, Emma. "Kiss: still rocking hard", BBC News, 11 de maio de 2010. Página visitada em 23 de setembro de 2011.
  5. Gooch and Suhs, Kiss Alive Forever, pp. 14.
  6. Gill, Focus, pp. 68-71.
  7. Leaf and Sharp, Behind the Mask, pp. 20–21.
  8. Kiss é excluído de homenagem a Michael Jackson por declarações de vocalista, Uol, 16/08/2011. Acesso em 22 de setembro de 2011.
  9. www.kissonline.com
  10. [2]
  11. [3]
  12. [4]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Kiss



Singles do Kiss
"Nothin' to Lose" · "Kissin' Time" · "Strutter· "Let Me Go Rock N' Roll" · "Rock and Roll All Nite· "C'mon and Love Me" · "Rock and Roll All Nite (ao vivo)· "Shout It Out Loud· "Flaming Youth· "Detroit Rock City· "Beth· "Hard Luck Woman· "Calling Dr. Love· "Christine Sixteen· "Love Gun· "Shout It Out Loud (Live)· "Rocket Ride· "Strutter '78· "Radioactive" · "New York Groove· "Don't You Let Me Down" · "Hold Me, Touch Me (Think of Me When We're Apart)" · "You Still Matter to Me" · "I Was Made for Lovin' You· "Sure Know Something· "Shandi· "Tommorow" · "Two Sides of the Coin" · "A World Without Heroes· "I Love It Loud· "Lick It Up· "All Hell's Breakin' Loose· "Heaven's on Fire· "Thrills in the Night· "Tears Are Falling· "Uh! All Night" · "Crazy Crazy Nights· "Reason to Live· "Turn on the Night" · "Let's Put the 'X' in Sex" · "(You Make Me) Rock Hard" · "Hide Your Heart" · "Forever· "Rise to It" · "God Gave Rock 'n' Roll to You II· "Unholy" · "Domino" · "I Just Wanna" · "Everytime I Look At You" · "I Love It Loud (Live)· "Rock and Roll All Nite (Live Unplugged)· "Jungle" · "Master & Slave" · "Psycho Circus· "We Are One· "I Finally Found My Way· "You Wanted the Best" · "Modern Day Delilah"