Queen

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Queen
A banda ao vivo em 1984. Da esquerda à direita: John Deacon, Brian May, Freddie Mercury e Roger Taylor.
Informação geral
Origem Londres, Inglaterra
País  Reino Unido
Gênero(s) Hard rock, pop rock, "Opera rock", "Disco", "Rock progressivo", "Heavy metal"
Período em atividade 1970-1992

1995-atualmente

Gravadora(s) Hollywood Records, Capitol, Parlophone, EMI, Island, Elektra
Afiliação(ões) Smile, Queen+Paul Rodgers, Adam Lambert
Página oficial www.QueenOnline.com
Integrantes Brian May
Roger Taylor
Ex-integrantes Freddie Mercury
John Deacon

Queen é uma banda britânica de hard rock formada em Londres em 1970, originalmente composta pelo vocalista Freddie Mercury, o guitarrista Brian May, o baixista John Deacon e o baterista Roger Taylor, formação essa que permaneceu inalterada até a morte de Mercury em 1991 e a posterior aposentadoria de Deacon em 1997, porém, ocasionalmente, May e Taylor se reúnem a outros músicos para dar prosseguimento ao grupo.

Originalmente, o Queen lançava canções mais pesadas e obscuras, mas com o passar dos anos o grupo incorporou uma série de elementos e estilos ao seu som, tornando-se uma banda de sonoridade bastante diversificada. Formado a partir do trio Smile, a banda só consegui lançar seu disco de estreia em 1973, e alcançou proeminência no Reino Unido no ano seguinte com os discos Queen II e Sheer Heart Attack, porém foi com o álbum A Night at the Opera, de 1975, que o grupo atingiu o estrelato mundial, devido principalmente ao sucesso da canção "Bohemian Rhapsody", uma de suas obras mais reconhecidas. O disco de 1977, News of the World, trouxe os dois maiores sucessos do grupo, "We Will Rock You" e "We Are the Champions", dois dos maiores hinos da história da música.

Nos anos 80, a banda demonstrou uma grande mudança de seu estilo, lançado canções ambientas no pop rock, e apesar de ter gerado desapontamento com o disco Hot Space, a banda criou grandes sucessos do gênero, como "Radio Ga Ga", "I Want to Break Free" e "A Kind of Magic, sendo nessa década, recordista em venda de ingressos para apresentações na europa. Nos anos 90, o grupo lançou o último disco com Mercury ainda vivo, Innuendo, de 1991, pois no mesmo ano o cantor faleceu devido a complicações da AIDS, com os membros restantes tendo lançado um disco póstumo, Made in Heaven, em 1995. Desde a aposentadoria de Deacon, May e Taylor continuam criando diversas parcerias para seguir com o grupo, com destaque para o projeto Queen+Paul Rodgers, de 2005, e as recentes apresentações com Adam Lambert, a partir de 2010.

Considerada uma das bandas mais importantes da história do rock and roll, o Queen já vendeu mais de trezentos milhões de discos ao redor do mundo, tendo lançado dezoito álbuns (incluindo coletâneas), dezoito singles e dez DVDs que chegaram ao topo das paradas mundiais.[1] O grupo foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2001 e ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2005.

Formação[editar | editar código-fonte]

Da esquerda para a direita: Roger Taylor, John Deacon, Freddie Mercury e Brian May.

A formação clássica do Queen era composta por Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon, sobre os quais pode-se ler mais abaixo. Para uma lista completa de todos os músicos que já se envolveram com a banda, consulte o anexo acima.

  • Freddie Mercury (Farrokh Bulsara, Zanzibar, 5 de setembro de 1946): o vocalista e pianista do grupo, criou sucessos como "We Are the Champions", "Love of my Life" e "Bohemian Rhapsody", entre outros. Tornou-se célebre pelo seu poderoso tom de voz e suas performances energéticas que sempre envolviam a plateia, sendo considerado pela crítica como um dos maiores artistas de todos os tempos. Mercury morreu vítima de broncopneumonia, acarretada pela AIDS, em 24 de novembro de 1991, um dia depois de ter assumido a doença publicamente.
  • Brian May (Brian Harold May, Hampton, 19 de Julho de 1947): o guitarrista do grupo, criou sucessos como "We Will Rock You", "Tie Your Mother Down" e "The Show Must Go On". May é reconhecido pela crítica como um virtuoso músico, e é grande influência de muitos outros guitarristas que surgiram após o Queen. Na banda, ele era o criador das canções mais pesadas, enquanto Mercury era responsável pelas obras tradicionais ao piano. Ao vivo, ele tocava usando moedas ao invés de palhetas.
  • Roger Taylor (Roger Meddows-Taylor, Norfolk, 26 de julho de 1949): o baterista, criou sucessos como "Radio Ga Ga", "One Vision" e "A Kind of Magic, entre outros. Foi o primeiro a se juntar a May no trio Smile em 1968. Ao vivo, ele também providenciava a maioria dos vocais de apoio, e também era a voz principal em vários canções, como "I'm in Love With My Car" e "Rock It (Prime Jive)".
  • John Deacon (John Richard Deacon, Leicester, a 19 de agosto de 1951): o baixista, criou poucas canções, mas algumas delas estão entre as obras mais famosas do grupo, como "I Want to Break Free", "Another One Bites the Dust" e "You're My Best Friend", entre outras. Foi o último a entrar para o grupo, e providenciava poucos vocais de apoio ao vivo. Se aposentou da música em 1997, ficando de fora de todos os outros projetos de May e Taylor que envolveram o Queen.

História[editar | editar código-fonte]

Formação e primeiros anos (1968-1974)[editar | editar código-fonte]

Em 1968, os amigos de escola Brian May, um guitarrista, e Tim Staffell, baixista e cantor, decidiram formar uma banda e colocara um anúncio no Imperial College, em Londres, à procura de um baterista ao estilo de Ginger Baker, Cream, e o estudante de odontologia Roger Taylor respondeu, conseguindo a vaga; o trio foi batizado de Smile, que chegou a abrir shows para o então proeminente guitarrista americano Jimi Hendrix. O cantor e pianista Freddie Mercury era colega de quarto de Tim, e seguia assiduamente os concertos do grupo, já que eles possuíam gostos musicais semelhantes, sendo que Mercury, naquela época, cantava para pequenas bandas como Wreckage e Ibex, mas não via futuro para elas, por isso sempre dava conselhos ao Smile, já que ele acreditava muito no trio, e o trio também sempre levava suas ideias em consideração.

Em 1970, Tim decidiu então deixar os Smile para juntar-se a uma banda chamada Humpty Bong, e então May e Taylor convidaram Mercury para se juntar a eles, com o cantor aceitando prontamente, e seu primeiro ato foi mudar o nome do grupo para "Queen". Sobre o nome, Mercury comentou: "(...)eu apenas pensei nesse nome, que soava esplêndido(...)era forte, universal e fácil de lembrar(...)estávamos cientes das conotações gays, mas não nos importávamos(...)". Por um tempo, a banda tocou brevemente com um grande número de baixistas, mas não se agradaram de nenhum deles, até conhecerem John Deacon em fevereiro de 1971, que foi efetivado rapidamente devido à forte química que ele teve com o trio. A banda custeou a gravação de quatro canções originais, "Liar", "Keep Yourself Alive", "The Night Comes Down" e "Jesus", formando uma fita demo e enviando para várias gravadoras, mas nenhuma se interessou; uma das respostas que a banda recebeu dizia que a última coisa que se queria na época era outro "aspirante a Led Zeppelin". Nessa época, o grupo se apresentou pela primeira vez no Surrey College, nos arredores de Londres.

Em 1972, o grupo finalmente conseguiu apoio financeiro para gravar profissionalmente, através da pequena Chrysalis Records, tendo um limitadíssimo acesso ao Trident Studios de Londres, podendo usar as instalações apenas fora do horário de expediente devido ao orçamento apertado. Contendo as mesmas quatro faixas da demo original, junto com outras seis composições, o disco foi finalizado em novembro e lançado no início de 1973, recebendo avaliações moderadas da crítica, sofrendo muitas comparações ao Led Zeppelin, um problema com o qual muitas bandas estreantes tiveram de lidar na época, e o disco acabou não emplacando. Mesmo assim, o grupo estava animado e, em 1974, lançou Queen II, que devido a uma forte campanha de promoção realizada pela Chrysalis, acabou chegando a quinta posição da UK Albums Chart, sucesso alcançado depois que o grupo apresentou a canção "Seven Seas of Rhye", no popular programa musical britânico Top of the Tops. O sucesso do álbum permitiu que a banda realizasse uma longa série de apresentações por todo o Reino Unido.

Popularidade e consolidação de carreira (1974-1981)[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1974, mais ao fim do ano, o grupo lançou Sheer Heart Attack, que quando estreou, foi direto ao segundo lugar da UK Albums Chart, tendo também uma performance moderada nas paradas de outros países europeus e também nos Estados Unidos. A banda experimentou uma certa projeção mundial com a canção "Killer Queen", considerado o primeiro "passo adiante" do grupo, pois o single chegou ao segundo lugar da UK Singles Chart e surpreendeu a todos ao alcançar a décima segunda posição na Billboard Hot 100 americana, considerando a pouca promoção que o grupo tinha fora da Europa. Outro sucesso do álbum foi a pesada "Now I'm Here", que chegou ao décimo primeiro lugar nas paradas britânicas e foi a canção mais apresentada ao vivo pelo grupo. Agora com um público mundial maior, a banda realizou uma turnê própria nos EUA e no Canadá, e ao fim da turnê, a banda encerrou seu contrato com a Chrysalis e passou a ser representada pela EMI no Reino Unido e pela Elektra Records na América.

Em 1975, se sentindo mais livres em seu processo de criação, os membros do Queen inovaram em suas ideias e gravaram canções diferentes para os padrões da época, e o resultado foi o disco A Night at the Opera. O álbum custou uma fortuna para ser feito e pôs o futuro da banda em perigo, pois caso as vendas não compensassem os custos, os Queen não teria outra opção senão se separar. De fato, a banda enfrentou muitos obstáculos para o lançamento do disco, principalmente devido à canção "Bohemian Rhapsody", um projeto nunca antes visto, sem refrão e divida em várias seções, cada uma dentro de um estilo diferente, incluindo uma ária de ópera; a canção foi rejeitada pela gravadora, que apostava em seu fracasso, mas Mercury estava decidido a lançá-la como single principal e completa, e apesar de sua reserva, a gravadora concordou, e o resultado foi um single que ficou nove semanas no topo das paradas britânicas e levou o álbum a ganhar três Discos de Platina nos EUA. A turnê que se seguiu cobriu América do Norte, Europa, Japão e Austrália.

Agora sob grandiosos holofotes, os Queen lançaram uma sequência de álbuns bem sucedidos, todos com canções que vieram a tornar-se clássicos da música. Em A Day at the Races, de 1976, "Somebody to Love" e "Tie Your Mother Down" foram destaque, sendo que foi em News of the World, de 1977, que foram lançados os dois maiores sucessos do grupo, "We Will Rock You" e "We Are the Champions", que tornaram-se hinos esportivos e são hoje a principal marca registrada da banda.

A banda em concerto em Hanôver, 1979

"Jazz", o álbum seguinte, de 1978, foi mal-recebido pela crítica, sob a alegação que o álbum pouco tem a ver com Jazz, apesar do instrumental acústico refinadíssimo e a alma nervosa e suave das canções - o que parece ser o motivo do nome, não suas semelhanças formais imediatas com o jazz (como acontecia por exemplo com os álbuns de Led Zeppelin, em que se pode dizer que este tom é muito mais evidente). "Jazz" também decepcionou a banda com relação à aceitação do público. Apesar disso, obteve alguns sucessos, como "Fat Bottomed Girls" e "Bicycle Race" (esta última, no Estádio de Wimbledon, teve como produção uma volta completa no estádio de cinqueta mulheres nuas em bicicletas, o que causou um certo choque na opinião pública).

Em 1979 lançam "Live Killers", um álbum duplo gravado ao vivo na sua turné mundial entre janeiro e abril. Brian May aparece espetacularmente em "Brighton Rock", chegando a ser mencionado por Eric Clapton, um dos melhores guitarristas no cenário do rock mundial.

Anos 1980[editar | editar código-fonte]

O ano de 1980 marcou uma mudança no som da banda, até então sempre ressaltada nas capas dos seus discos com a frase "No Syntethizers!". Após o lançamento do álbum ao vivo "Live Killers", em 1979, os Queen lançaram o álbum "The Game", combinação entre o glam rock dos anos 1970 e a plasticidade da década seguinte, o qual demonstrava a intenção da banda em inserir na sua música a eletrônica. Este álbum foi um sucesso principalmente nos Estados Unidos, onde a canção "Another One Bites The Dust", com sua belíssima linha de baixo (inspirada na canção "Good Times" da banda Chic),[2] alcançou o topo das paradas de rock, soul e disco. Além dessa canção, o rockabilly "Crazy Little Thing Called Love"[3] tornou-se outro sucesso da banda.

Então, a banda lançou a trilha sonora do filme "Flash Gordon" em 1980. Este disco, pela primeira vez, representou um grande fiasco da banda, não agradando tanto a crítica quanto os fãs.

Com sua popularidade reduzida na Europa, fortemente impactada pela onda Punk que surgia no Reino Unido, os Queen passou a buscar novos mercados para seu som, iniciando visitas a países fora do eixo Estados Unidos-Europa-Japão. Pela primeira vez uma grande banda realizava turnês na América do Sul e África. Na sua primeira passagem pelo Brasil, em 1981, nos doze meses que antecederam o show as rádios de São Paulo só tocavam as canções dos Queen.

O disco "Hot Space", lançado em 1982, trazia um som muito diferente, substituindo o heavy metal e o hard rock, por um estilo mais disco/funk, e música eletrônica; foi recebido com alguma desconfiança pelos fãs, que já não viam ali a mesma criativa e inovadora banda. No entanto, a sua turnê foi um grande sucesso, mostrando que mesmo com um álbum pouco conceituado as suas exibições continuavam a atrair mais público. Neste álbum, temos a primeira participação dos Queen com outro cantor, David Bowie, na faixa "Under Pressure".

Essa época antecipava a carreira solo de Freddie divorciada do rock, virando-se para a pop e eletrônica. Já eram conhecidas as brigas e discussões dos integrantes da banda, com constantes idas e vindas, ameaças de saída, entre outros problemas, no entanto a banda sempre se manteria junta. Essa década foi marcada pelos trabalhos solo dos integrantes do grupo, marcando assim uma maior distância entre os álbuns. Ficou conhecida na imprensa inglesa a briga que os integrantes promoveram entre as gravações do disco "The Works".

Após lançar "The Works", em 1984, os Queen tiveram no ano seguinte a sua redenção. Convidados para participar do Rock in Rio, verdadeira cidade do Rock construída no Rio de Janeiro, a banda roubou a cena dos espetáculos, tanto pelas excentricidades de seus integrantes quanto pela beleza de suas apresentações ao vivo, realizados para mais de 250 mil pessoas com a tranquilidade de um espetáculo caseiro.

Em 13 de Julho de 1985, os Queen mostraram a todo o mundo a sua condição de Estrela do Rock, ao atrair todas as atenções para o show beneficente Live Aid, em prol das vítimas da fome na África. Essa apresentação dos Queen no Live Aid é para muitos críticos o maior show de rock de todos os tempos.

A banda em concerto em Frankfurt, 1984

Em 1986 a banda lança o disco "A Kind of Magic", contendo a trilha sonora do filme "Highlander". Este disco trouxe os Queen de volta às paradas de sucesso, com canções bem mais produzidas como "Who Wants To Live Forever", "Friends Will be Friends", "A Kind of Magic" e "One Vision".

No mesmo ano a banda inicia a Magic Tour, a turnê que gerou mais lucros para os Queen, com estádios lotados e vários registros em vídeo e áudio. A turnê foi feita apenas em países europeus.

Em 5 de Julho de 1986 o grupo deu um concerto no Slane Castle em Dublin, tendo como banda de abertura um grupo jovem os The Hits. Em 9 de Agosto de 1986 os Queen apresentaram-se pela última vez em público. Eles não conseguiram ir a Wembley novamente; pois, o estádio já estava reservado, então Roy Thomas Baker (empresário dos Queen e ex-produtor da banda) consegue agendar um show no Knebworth Park, que teve todos os ingressos vendidos em duas horas; mais de 140 mil fãs se espremeram no parque para vislumbrar os Queen ao vivo pela última vez. Especula-se que o grupo já sabia de antemão que tratava-se de uma despedida dos palcos.

Em 1987 os Queen saiem de férias e Freddie Mercury lança seu segundo álbum solo "The Great Pretender". Mais tarde Freddie descobre um caroço no seu ombro, e vai consultar o seu médico, que ao fazer a biopsia do caroço descobre que Freddie Mercury é soropositivo. Freddie Mercury então conta a Jim Hutton, na época seu companheiro, e mais tarde a Roger Taylor. No entanto, esta ideia é controversa; pois, várias pessoas confirmam diversas possibilidades de como Mercury descobriu que tinha AIDS, tal como quem foi o primeiro amigo a saber. No documentário de sua vida, há histórias de que Freddie já teria contraído a doença antes do Rock in Rio e, inclusive, tinha feito o show com a notícia fatal em conhecimento, mas que parece ser pouco plausível já que mesmo seus assistentes mais próximos não confirmam esta versão. Há quem acredite que o primeiro a perceber a doença depois do cantor e o médico foi John Deacon, que, durante uma das festas de aniversário de Freddie Mercury, havia notado algumas manchas em suas costas, quando o cantor encontrava-se dentro da piscina. Interrogado pelo baixista, Freddie resolveu admitir que era soropositivo e, logo após, teria contado aos demais integrantes da banda.

Em 1988 Freddie Mercury faz o seu terceiro álbum solo com a participação da soprano Montserrat Caballé (a cantora preferida de Freddie Mercury). A música título do álbum mais tarde virou o hino das Olimpíadas de Barcelona '92. No mesmo ano, Roger Taylor monta uma banda paralela chamada "The Cross" e Brian May segue carreira solo em trabalhos paralelos.

Em 1989 os Queen retornam à ativa e lançam o disco "The Miracle", o primeiro a ser lançado em LP e CD simultaneamente, que ficou conhecido pela complexidade da sua capa, então um desafio para os níveis de computação gráfica da época. O disco trazia grandes sucessos como: "The Miracle", "I Want It All", "Scandal", "Breakthru" e "The Invisible Man". O álbum obteve um grande sucesso, e esse álbum foi o símbolo de que os Queen estavam mais unidos do que nunca. No final de 1989 o grupo foi eleito a melhor e mais influente banda de Rock dos anos 80.

Anos 1990[editar | editar código-fonte]

Estátua de Freddie Mercury em Montreux, Suíça

Em 1991 começaram a surgir rumores mais fortes de que o cantor Freddie Mercury estava com AIDS. O próprio cantor negou, e decidiu gravar um álbum livre de conflitos e diferenças. Este álbum foi Innuendo, lançado em fevereiro de 1991. Embora sua saúde começasse a se deteriorar, Mercury esforçou-se para finalizar suas contribuições. O álbum fez grande sucesso, por lembrar um pouco os Queen dos anos 70. Destacam-se as canções "The Show Must Go On", "These Are The Days Of Our Lives", "Innuendo" e "I'm Going Slightly Mad". Duas semanas após o lançamento do álbum, os integrantes da banda já estavam gravando novas músicas. Freddie queria deixar o máximo de material possível para que esse pudesse ser completado pelos demais integrantes da banda.

Em junho de 1991 os Queen gravou o videoclipe da música "These Are The Days Of Our Lives", onde se pode ver um Freddie Mercury muito magro, abatido e com uma voz mais fraca. Monta-se, então, uma vigília em frente à sua casa no Garden Lodge, em Londres, com repórteres e fãs.

Em 23 de novembro de 1991, em uma declaração gravada em seu leito de morte, Mercury finalmente divulgou que tinha a síndrome da AIDS. Doze horas depois do anúncio, no dia 24 de novembro, Mercury faleceu vítima de uma broncopneumonia, aos 45 anos de idade. Seu funeral foi privado, e feito de acordo com os princípios religiosos zoroástricos de sua família. Freddie foi cremado e suas cinzas estão no Garden Lodge.

Em 20 de abril de 1992, os fãs dividiram a tristeza pela perda de Freddie no "The Freddie Mercury Tribute Concert", um show-tributo que reuniu várias bandas e artistas famosos, realizado no estádio de Wembley (Londres). Músicos como David Bowie, George Michael, Annie Lennox, Elton John, Liza Minnelli, Robert Plant, Roger Daltrey, Tony Iommi e bandas como Def Leppard, Extreme, Guns N' Roses e Metallica, juntamente com os integrantes remanescentes do Queen, (Brian May, Roger Taylor e John Deacon) tocaram os maiores sucessos da banda. A partir daí, entraram em hiato até 1995.

Os integrantes dos Queen na verdade nunca se separaram, embora o último álbum de estúdio da formação original tenha sido lançado em 1995, ironicamente intitulado Made In Heaven ("Feito No Paraíso"). O álbum foi realizado a partir das últimas sessões gravadas pelo cantor em 1991, além de material descartado de álbuns anteriores.

Em 1997, John Deacon, depois de gravar o vídeo clipe "No One But You" (música em homenagem a Freddie Mercury) junto com os Queen, decide se retirar do mundo da música para se dedicar à família.

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2005 os membros remanescentes dos Queen (Brian May e Roger Taylor) juntam-se a Paul Rodgers (ex-integrante do grupo Free e dos Bad Company) e fizeram uma extensa turnê pela Europa, que gerou um álbum e DVD chamado "Return of the Champions".

Em 2007 os Queen lançam o compacto single "Say It's Not True" que foi lançado também para download na Internet. A música, composta por Roger Taylor, fala sobre a AIDS.

Em 2008 os Queen+Paul Rodgers lançam o primeiro álbum inédito desde o Made in Heaven, chamado "The Cosmos Rocks".

Em 2009 os Queen+Paul Rodgers separam-se, a mais provável causa é que Paul Rodgers voltaria a tocar para a sua ex-banda Bad Company.

Em 2009 é lançado o álbum de compilações "Absolute Greatest".

Em 2011 a banda apresentou-se no EMA com Adam Lambert como vocalista.

Em 2012 a banda apresentou-se na Cerimônia de Encerramento dos jogos Olímpicos de Londres, com Jessie J como vocalista.


Os Queen começaram a compor canções com o propósito específico de envolver a platéia, como "We Will Rock You" e "We Are The Champions" e outras, como "Radio Ga Ga", que incluíam palmas como meio rítmico. Isso resultou num momento marcante no Live Aid quando cada pessoa da multidão de quase cem mil pessoas no estádio Wembley batia palmas por sobre suas cabeças em uníssono durante "Radio Ga Ga".

Os Queen embarcou em muitas turnês bem-sucedidas (incluindo a histórica apresentação no Live Aid) feitas no Estádio Wembley na Inglaterra e na "Cidade do Rock", local montado especialmente para o festival Rock in Rio no Brasil,e a última turnê do grupo, divulgando o álbum "A Kind of Magic".

No entanto, deve-se caracterizar os concertos por fases distintas. Na década de 1970, em particular, as excursões para promover os álbuns "Queen II" (1974), "Sheer Heart Attack" (1974) e "A Night at the Opera" (1975), o grupo tocava várias canções em formato medley, versões curtas de hits, para ganhar fôlego com canções mais difíceis de serem executadas ao vivo. Como a maioria das canções destes discos possuíam longa duração, a estratégia funcionava; mas, para quem conhece mais profundamente o trabalho da banda, o resultado não era tão bom. Canções de boa parte destes discos (ricos, experimentais e inovadores) não foram mais tocadas a partir da década de 1980, quando sintetizadores tomaram parte do som dos Queen. Para muitos críticos, os Queen conseguiam superar seus discos tocando ao vivo, o que é raro num show, mesmo sendo fiel aos arranjos de estúdio. Outros temas, de fato, não atingiam uma qualidade comparável no disco, como a melódica "Life Is Real" (do álbum "Hot Space", de 1982), homenagem a John Lennon, e "The March Of The Black Queen" (do álbum "Queen II").

Na década de 1980 os hits mais conhecidos eram explorados em todas as turnês, com versões mais rápidas, ora adicionando ou retirando arranjos. Muitos destes shows estão disponíveis no You Tube.

Com Paul Rodgers, os Queen voltaram à estrada em 2005, com o lançamento de um DVD e CD batizado "Return of the Champions".

Em 26 de novembro de 2008 os Queen voltaram a tocar no Brasil depois de vinte e três anos. Agora para divulgar o disco "The Cosmos Rocks" (2008) tornando-se oficialmente o mais recente depois de "Made in Heaven" (1995). Agora como trio (May, Taylor e Paul Rodgers) fizeram dois concertos bem-sucedidos no Rio de Janeiro e em São Paulo. O disco também foi lançado em vinil.

Em 6 de Novembro de 2011 a banda apresentou-se nos EMA, tendo Adam Lambert como vocalista.

Canções mais conhecidas[editar | editar código-fonte]

Integrantes e composições[editar | editar código-fonte]

Apesar da personalidade extravagante e teatral de Freddie Mercury ter sempre predominado na imprensa, os outros membros da banda foram também responsáveis pela criação de grandes êxitos:

Integrante
Instrumento
Principais composições
Freddie Mercury
vocal e piano
"Bohemian Rhapsody", "We Are The Champions",
"Somebody To Love", "Killer Queen", "Love Of My Life", entre outras.
Brian May
guitarras, violão, ukelele,
toy-koto, harpa, teclado e vocal
"We Will Rock You", "I Want It All", "Who Wants To Live Forever",
"Tie Your Mother Down", "Now I'm Here", "Save Me", entre outras.
Roger Taylor
bateria, percussão e vocal
"Radio Ga Ga", "I'm In Love With My Car",
"A Kind Of Magic", entre outras.
John Deacon
contrabaixo, guitarra,
teclado, e backing vocal
"I Want To Break Free", "Another One Bites The Dust", "You're My Best Friend",
"Spread Your Wings", "Need Your Loving Tonight", entre outras

A maior parte dos álbuns do grupo contém pelo menos uma canção escrita por cada um dos membros, e embora Freddie Mercury tenha escrito muitos dos êxitos do grupo, não era de modo algum o compositor dominante; na verdade, os membros consideravam-se a si mesmo como criadores iguais, e até mesmo o mais quieto membro da banda, o baixista John Deacon, escreveu alguns dos maiores sucessos do grupo, como "Another One Bites The Dust" e "I Want To Break Free".

Os membros da banda também compuseram músicas juntos (parcerias), como as canções "Friends Will Be Friends", que foi composta por John Deacon e Freddie Mercury; "Is This The World We Created?", composta por Mercury e May; e "Stone Cold Crazy", em que todos os membros foram creditados como compositores, e também colaborações com outros artistas, como no dueto em "Under Pressure", que foi composta por Freddie Mercury e o músico inglês David Bowie. Nos últimos anos, os quatro membros da banda contribuíram colectivamente para as canções que o grupo compunha; por isso, nos últimos álbuns, The Miracle (1989) e Innuendo (1991), todas as canções são assinadas pelo Queen, e não por um compositor único.

Queen no cinema[editar | editar código-fonte]

Os Queen contribuiram diretamente para os filmes Flash Gordon (1980) e Highlander (o filme original de 1986, dirigido por Russell Mulcahy). Vários outros filmes tiveram canções do grupo, incluindo Águia de Aço (One Vision), A Vingança dos Nerds, Quanto Mais Idiota Melhor (Bohemian Rhapsody), Pequenos Guerreiros, Máquina Quase Mortífera, Super Size Me - A Dieta do Palhaço, Coração de Cavaleiro, Todo Mundo Quase Morto, Jogo de Amor Em Las Vegas, Show de Vizinha, 'Eu os Declaro Marido e... Larry e Separados pelo Casamento.

Recentemente, Brian May anunciou a intenção de gravar um filme biográfico sobre Freddie Mercury. O projeto evoluiu bastante, embora ainda não se saiba qual será o ator que irá interpretar Freddie Mercury no filme.

Queen no teatro musical[editar | editar código-fonte]

No dia 14 de maio de 2002, um musical ou "teatro de rock" baseado nas canções dos Queen, intitulado de We Will Rock You, estreou no Dominion Theatre no West End de London. O musical foi escrito pelo comediante e autor inglês Ben Elton em colaboração com Brian May e Roger Taylor. Ele foi desde então apresentado em Barcelona, Espanha; Melbourne, Austrália; Amsterdã, Países Baixos e Las Vegas, Nevada, Estados Unidos, além de um show no Japão em comemoração ao 130º Aniversário da empresa Toshiba.

O lançamento do musical coincidiu com o jubileu de ouro da Rainha. Como parte da celebrações do jubileu Brian May apresentou um solo de guitarra de "God Save the Queen", como apresentado no álbum do Queen A Night at the Opera, no Palácio de Buckingham.

A nova investida dos integrantes remanescentes[editar | editar código-fonte]

No final de 2004, Brian May e Roger Taylor participaram num concerto de beneficência em prol das vítimas da AIDS, tendo como vocalista Paul Rodgers (ex-vocalista das bandas de blues-rock e hard-rock Free, Bad Company e The Firm). Esse concerto foi determinante na decisão de se fazer uma nova turnê dos Queen em 2005, inicialmente chamada "Queen + Paul Rodgers's Tour 2005", a ser realizada, a princípio, na Europa. Com a desistência do baixista John Deacon, por motivos não completamente esclarecidos até o presente momento, os integrantes da banda procuraram alternativas para completar a sua formação. Inicialmente, convidaram o guitarrista Jamie Moses, que acompanha Brian May nas suas investidas solo, para a guitarra base, além do eterno "quinto elemento" dos Queen, Spike Edney, nos teclados. Posteriormente, foi convidado para ser o baixista oficial da turnê Danny Miranda, que participava na versão de Las Vegas do musical We Will Rock You. Os Queen+Paul Rodgers lançaram o seu 1º álbum em 1º de setembro de 2008, cujo nome é "The Cosmos Rocks" com Paul Rodgers nas vocais.

Discografia e turnês[editar | editar código-fonte]

Álbum Turnê relacionada Duração Concertos Gravações
Queen (1973)
Queen I Tour
13 de setembro de 1973-
2 de fevereiro de 1974
35
Live at the Beeb
Queen II (1974)
Queen II Tour
1 de março de 1974-
11 de maio de 1974
41
Nenhuma
Sheer Heart Attack (1974)
Sheer Heart Attack Tour
30 de outubro de 1974-
1 de maio de 1975
76
A Night at the Opera (1975)
A Night at the Opera Tour
14 de novembro de 1975-
18 de setembro de 1976
80
A Day at the Races (1976)
A Day at the Races Tour
23 de janeiro de 1977-
7 de junho de 1977
59
News of the World (1977)
News of the World Tour
11 de novembro de 1977-
13 de maio de 1978
45
Jazz (1978)
Jazz Tour
28 de outubro de 1978-
18 de agosto de 1979
79
Live Killers
Crazy Tour
22 de novembro de 1979-
26 de dezembro de 1979
20
Nenhuma
The Game (1980)
The Game Tour
30 de junho de 1980-
25 de novembro de 1981
83
Queen Rock Montreal
Flash Gordon(1981)
Hot Space (1982)
Hot Space Tour
9 de abril de 1982-
3 de novembro de 1982
69
On Fire- Live at the Bowl
The Works (1984)
The Works Tour
27 de agosto de 1984-
15 de maio de 1985
48
Final Live in Japan
A Kind of Magic (1986)
Magic Tour
7 de junho de 1986-
9 de agosto de 1986
26
Live at Wembley e
Hungarian Rhapsody
The Miracle (1989)
Nenhuma
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Innuendo (1991)
Made in Heaven (1995)

Ver também[editar | editar código-fonte]

DVD Super Live in Japan (2005) DVD Live in Ukraine (2009)

Referências

  1. For the first time ever...Queen: Ten great hits from the sensational rock band in today's The Mail on Sunday (em inglês) dailymail.co.uk. Visitado em 26 de maio de 2011.
  2. Vladimir Bogdanov. All music guide to electronica: the definitive guide to electronic music. [S.l.]: Backbeat Books, 2001. 89 pp. 9780879306281
  3. Jeremy Simmonds. The Encyclopedia of Dead Rock Stars: Heroin, Handguns, and Ham Sandwiches. [S.l.]: Chicago Review Press, 2008. 281 pp. 1556527543, 9781556527548

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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