Foo Fighters

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde novembro de 2012).
Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Foo Fighters
Foo Fighters em 2009.
Informação geral
Origem Seattle, Washington
País  Estados Unidos
Gênero(s) Rock alternativo, post-grunge, hard rock, grunge
Período em atividade 1994 - presente
Gravadora(s) Roswell Records / Hollywood Records / distribuidora: Sony Music
Afiliação(ões) Nirvana
Sunny Day Real Estate
Scream
Them Crooked Vultures
Página oficial www.FooFighters.com
Integrantes Dave Grohl (vocal e guitarra)
Nate Mendel (baixo)
Taylor Hawkins (bateria)
Chris Shiflett (guitarra)
Pat Smear (guitarra)
Ex-integrantes William Goldsmith (bateria)
Franz Stahl (guitarra)

Foo Fighters é uma banda de rock alternativo dos Estados Unidos formada por Dave Grohl em 1995[1] . Seu nome é uma referência ao termo "foo fighter", usado por aviadores na Segunda Guerra Mundial para descrever fenômenos aéreos misteriosos, considerados OVNIs. A banda atingiu sucesso internacional, lançando vários hits incluindo "This Is a Call", "Everlong", "Learn to Fly", "All My Life", "Times Like These", "Best of You","My Hero", "DOA" e "The Pretender". Quatro de seus álbuns, There Is Nothing Left to Lose, One by One, Echoes, Silence, Patience & Grace e Wasting Light ganharam o Grammy por "melhor álbum de rock".

História[editar | editar código-fonte]

Formação e álbum de estreia (1994–1995)[editar | editar código-fonte]

Dave Grohl passou quatro anos como baterista da banda grunge Nirvana. Nesse período desenvolveu uma série de composições não divulgadas, uma forma de preservar a interação do grupo. Em contrapartida Dave gravou algumas demos em estúdio, sendo que algumas canções foram compiladas no álbum Pocketwatch, lançado com o pseudônimo "Late!", em 1992.

Após a morte de Kurt Cobain em Abril de 1994, Grohl considerou abandonar a música, mas eventualmente resolveu gravar como "experiência catártica" suas composições. Em Outubro do mesmo ano, Grohl entrou no Robert Lang's Studio em Seattle com o amigo e produtor musical Barrett Jones. No espaço de uma semana, Grohl gravou as faixas cantando e tocando todos os instrumentos, com exceção de uma guitarra em "X-Static" por Greg Dulli do grupo americano Afghan Whigs. Para manter o anonimato, Grohl escolheu o nome "Foo Fighters" para criar a ilusão de que era uma banda em vez de "aquele cara do Nirvana".

Grohl passou fitas das gravações para amigos, e eventualmente atraiu a atenção de gravadoras. Eventualmente um contrato foi assinado com a Capitol Records por Grohl conhecer o presidente Gary Gersh desde que ele era da gravadora do Nirvana. A fita se tornou o primeiro álbum do Foo Fighters, também intitulado Foo Fighters.

Concerto acústico, 2006

Para divulgar o trabalho e tocar as músicas ao vivo, Grohl decidiu montar uma banda completa. Grohl chamou o guitarrista Pat Smear, que tocara no The Germs e era membro da banda de turnê do Nirvana, e após tomar conhecimento sobre o fim da banda conterrânea de rock alternativo Sunny Day Real Estate, convocou o baixista Nate Mendel e o baterista William Goldsmith. A banda realizou sua primeira turnê ainda em 1995 abrindo concertos para Mike Watt. O Foo Fighters tocaria cerca de 190 vezes ao longo de 1995 e 1996.

Seu primeiro single "This Is a Call" foi lançado em junho de 1995, e o álbum de estréia no mês seguinte. "I'll Stick Around" e "Big Me" foram os singles lançados nos meses seguintes.

The Colour and the Shape (1996–1997)[editar | editar código-fonte]

Após turnês em 1996, a banda agora completa entrou em estúdio em Seattle com o produtor Gil Norton para gravar o segundo álbum. Grohl ficou insatisfeito com a percussão de Goldsmith, e ao reunir a banda para regravações em Los Angeles regravou completamente a parte de bateria. Revoltado, Goldsmith saiu do grupo. O álbum resultante, The Colour and the Shape, foi lançado em 20 de maio de 1997.

Precisando de um baterista, Grohl contatou o baterista de turnê de Alanis Morissette, Taylor Hawkins, sobre a possibilidade de indicação de algum músico; para sua surpresa Hawkins voluntariou-se para a banda. Logo após o fim das gravações, Smear anunciou que sairia dos Foo Fighters, mas se manteve no grupo tocando em turnê enquanto Grohl não achasse um substituto. Em setembro de 1997, em frente a uma multidão de pessoas no MTV Video Music Awards, Pat Smear anunciou sua saída da banda e introduziu seu substituto, o ex-companheiro de banda de Grohl no Scream Franz Stahl.

There is Nothing Left to Lose (1998-2000)[editar | editar código-fonte]

Ainda antes da gravação do terceiro álbum, Stahl saiu da banda alegando divergências musicais. A banda resolveu gravar o próximo trabalho como um trio, em um estúdio construído no porão da casa de Grohl na Virgínia. O álbum There Is Nothing Left to Lose foi lançado em 1999, emplacando os hits "Learn to Fly", "Next year", "Generator" e "Breakout". Durante a turnê desse disco, Chris Shiflett (ex-integrante do grupo punk No Use for a Name), entrou para a banda para ocupar a segunda guitarra.

One by One (2001–2004)[editar | editar código-fonte]

No final de 2001, a banda entrou em estúdio para gravar o quarto álbum. As sessões foram insatisfatórias, levantando tensões entre os integrantes, e eventualmente o grupo resolveu dar um tempo. No meio-tempo Grohl aceitou se tornar baterista do Queens of the Stone Age no álbum Songs for the Deaf (2002) e uma turnê. Após um show em Coachella - que Grohl afirmou que poderia ter sido o último da banda - o grupo resolveu reiniciar o trabalho no álbum, que foi então gravado no estúdio caseiro de Grohl na Virginia em apenas 2 semanas. One by One foi lançado em outubro de 2002, com os sucessos "All My Life" e "Times Like These".

Desde sempre a banda evitou posicionar-se politicamente. Apesar disso, em 2004, ao saber que a campanha presidencial de George W. Bush, sem a permissão da banda, estava a usar a canção "Times Like These", Grohl decidiu apoiar publicamente a campanha de John Kerry.

Dave Grohl em concerto com a banda, 2005

In Your Honor e Skin and Bones (2005–2006)[editar | editar código-fonte]

Em 14 de junho de 2005, foi lançado o álbum duplo de estúdio In Your Honor, com um disco de faixas elétricas e outro de acústicas. Grohl citou que o álbum duplo surgiu de composições acústicas feitas com a possível intenção de se tornar uma trilha sonora. Durante a promoção do álbum, Dave Grohl, fascinado por OVNIs, teve a chance de apresentar-se no Roswell International Air Center in Roswell, Novo México. O local foi supostamente palco da queda de uma aeronave alienígena em 1947.

A banda decidiu organizar pequenas turnês acústicas em 2006, trazendo o ex-integrante Smear no violão, mais Petra Haden no violino e Rami Jaffee do The Wallflowers no piano e teclado. Em novembro a banda lançou seu primeiro álbum ao vivo, Skin and Bones, com quinze faixas selecionadas de três concertos acústicos em Los Angeles. Um DVD foi lançado logo depois, e apresenta faixas não disponíveis no CD.

Echoes, Silence, Patience and Grace e Greatest Hits (2007–2009)[editar | editar código-fonte]

Em 25 de setembro de 2007, a banda lançou o álbum Echoes, Silence, Patience and Grace, pela RCA Records. Nesse novo trabalho eles voltam a trabalhar com o produtor Gil Norton, que não produzia um disco do Foo Fighters desde 1997. O álbum teve quatro singles lançados, "The Pretender", "Long Road to Ruin", "Cheer Up, Boys (Your Make Up Is Running)" e "Let It Die".

Em 3 de novembro de 2009, o Foo Fighters lançou a coletânea Greatest Hits, que inclui as músicas de maior sucesso da banda e duas canções inéditas, "Wheels" e "Word Forward", além de uma versão acústica de "Everlong".

Wasting Light (2011-2012)[editar | editar código-fonte]

Após o fim da turnê de Echoes, Silence, Patience and Grace, Grohl iniciou o projeto Them Crooked Vultures, e em meio à turnê australiana da banda fez planos para o próximo álbum dos Foo Fighters: seria gravado na garagem de sua casa em Encino com apenas equipamento analógico, o produtor seria Butch Vig - com quem Grohl fizera o álbum mais famoso do Nirvana, Nevermind - e a gravação seria acompanhada de um documentário sobre a banda. O álbum resultante, Wasting Light, foi lançado em 2011, marcando o retorno definitivo de Pat Smear para banda. O filme Back and Forth também surgiu no mesmo ano. Wasting Light se tornou o primeiro álbum da banda a liderar a parada norte-americana e foi grande sucesso de público e crítica.[2]

Em 2 de outubro de 2012, após encerrar uma longa turnê mundial, Dave Grohl confirmou que o Foo Fighters entraria em hiato por tempo indefinido. [3]

Dave Grohl usou esse tempo para produzir Sound City, um documentário sobre o estúdio localizado em Los Angeles - Califórnia que foi palco da gravação do álbum Nevermind do Nirvana, dentre outros. O projeto reuniu participação de vários músicos, como Paul Mccartney, Stevie Nicks e ex-integrantes da banda Nirvana, que formaram um supergrupo denominado The Sound City Players a fim de divulgar o documentário.[4]

Sonic Highways (lançamento em novembro) (2013-presente)[editar | editar código-fonte]

Apesar do Foo Fighters ter entrado em hiatus, Dave Grohl declarou em janeiro de 2013 que a banda tem um plano para seu próximo álbum já intitulado de Sonic Highways e que já começara a escrever material para este. [5] Em 21 de fevereiro de 2013, Dave voa para a América para começar a trabalhar no álbum sucessor de Wasting Light.[6]

Em 16 de janeiro de 2014, a banda posta uma foto em seu perfil na rede social Instagram de fitas analógicas das primeiras gravações do álbum. Dave Grohl já havia revelado em novembro de 2013, em entrevista à revista Rolling Stones, que o álbum seria gravado de uma maneira diferente, nada convencional. Mas manteve o mistério: "Eu tenho uma ideia que acho que nunca foi feita no passado. Não queremos contar o segredo ainda, mas está acontecendo", comentou.

Em 30 de julho de 2014, Butch Vig, produtor do álbum, publica em seu perfil no twitter que o novo álbum está oficialmente finalizado. O álbum virá acompanhado de uma série no canal HBO denominada Sonic Highway que será lançada em 17 de outubro. A série, dirigida por Dave Grohl, tem 8 episódios e documenta a gravação do álbum que passa por uma cidade diferente a cada episódio gravando uma nova faixa.

Em agosto, foram divulgados a data de lançamento (10 de novembro), o título, a capa e os nomes das oito faixas do disco.

Membros[editar | editar código-fonte]

Membros de turnê
  • Rami Jaffee - teclados e piano (2006-presente)
Ex-membros

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Imagens e media no Commons