Satanismo

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Satanismo

O satanismo é uma seita centrada em torno de Satã ou outra entidade identificada como Satã, ou centrada nas forças da natureza, em particular da natureza humana, representada por Satã como um arquétipo. Ao contrário de muitas religiões e filosofias, o satanismo LaVey foca a sua atenção no avanço hedonista do indivíduo em vez de a focar na submissão a uma divindade ou a um conjunto de códigos morais, contudo existem outras formas de satanismos na sociedade contemporânea, diferentemente da formulação de LaVey.

Índice

[editar] Origem do termo

O termo Satan originou-se do judaísmo e se expandiu entre cristãos e seguidores do islamismo, chegando desse modo a disseminar-se entre diferentes culturas. Em hebraico o termo quer dizer adversário, opositor, se opondo, ir contra.

O termo satanismo foi utilizado pelas religiões abraâmicas para designar práticas religiosas que consideravam estar em oposição directa do deus abraamico.

[editar] Princípios do satanismo

Bandeira do satanismo.

O satanismo é contra o modo de ser da crença católica, variantes das cristãs, ou qualquer outra em que se adore um Deus ou uma divindade exterior; ou é eleita uma pessoa para ser a representante viva de um Deus ou de uma Deusa ou dos deuses na Terra.

Em uma das linhas do satanismo cada ser vivo é o seu próprio Deus e governante, cada um é responsável pelos seus atos e o seu modo de ser. Cada um é o seu próprio sacerdote, salvador e Deus.

Alguns casos há efetivamente o culto a uma entidade espiritual, que pode ser denominada por satã ou receber outro nome.

Em outros casos, o que é rejeitado é a idéia de culto a algo externo à pessoa. O que se busca é a expressão da plena liberdade e responsabilidade da pessoa por si mesma. É por vezes considerado uma forma de ateísmo ou como uma forma de anti-cristianismo.

Outro aspecto é se o movimento utiliza-se de rituais, com caráter religioso próprio, ou se está fundamentado numa atitude filosófica e prática. O predomínio de um ou outro aspecto caracteriza diferentes movimentos satanistas.

[editar] Nos bastidores da Corte

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Embora possa parecer um pouco provável e difícil de acreditar, o satanismo foi muito popular e comum nos séculos XVI e XVII nas cortes européias, mesmo com toda fiscalização da Igreja Católica.

A França, naqueles tempos, tinha o mercado de satanismo como algo lucrativo, e este existia como se fosse um máfia que tinha integrantes até nas mais altas rodas sociais de Paris. Entretanto, essa mafia foi desarticulada pelas autoridades da cidade, em grande parte graças a Nicolas de La Reynie.

La Reynie desconfiava que existia uma rede satânica em Paris, desde que havia prendido Louis de Vanens, um satanista assumido. Ele ficou meses atrás de uma pista da existência do tal grupo, mas nunca conseguiu provar nada, até que capturou uma conhecida cartomante, Catherine Deshayes, conhecida com La Voisin. Com ela, ele não encontrou apenas artigos que cartomantes normalmente usam, mas artigos usados em rituais satânicos (como sangue, terra de cemitério, sêmen, entre outras coisas).

Quando foi indagada de suas atividades, La Voisin disse que além de poções de amor, ela havia feito diversos abortos para diversas mulheres da alta roda parisiense, sendo que foram encontrados mais de mil fetos e bebês enterrados em seu quintal[carece de fontes?], usados para rituais satânicos para trazer amor ou morte. Entre vários de seus cúmplices denunciados, um notório foi Abbé Guibourg, que segundo ela era um integrante da Igreja de satã, a qual praticava todo tipo de magia e atos malévolos, entre os quais matar crianças em rituais e achar isso ordinário.

Umas das clientes de La Voisin e do próprio Guibourg era madame de Montespan pretendente do rei Luis XVI , que estava desesperada para se tornar esposa deste. Nos primeiros rituais para Montespan, segundo La Voisin, não envolveram sacrifícios infantis, mas sim com pequenos animais e certas simbologias herméticas. Montespan, sobre influência de La Voisin, fazia poções e as colocava na comida do rei, como testículos de animais e etc. Em um ritual realizado por um mestre satânico, na qual sobre o corpo de uma mulher nua o sangue de uma criança foi derramado em um calice, oradores faziam preces partas Asmodeus e Ashtaroth, sendo que, depois, o sangue da criança e os restos do ritual sexula foram dados ao rei em sua comida.

As intenções de Montespan, entretanto, foram mudando e os rituais que eram de amor foram mudando para ódio. Tais rituais foram tornando-se cada vez mais macabros e intencionados a matar o rei, embora isso não se realizasse. Logo depois, o grupo foi descoberto por La Reine, que também prendeu outras pessoas envolvidas com satanismo. Embora Montespan fora inocentada de tudo, partiu para o interior do país dedicando seus últimos dias com boas ações.[1]

[editar] Referência

  1. Autoria: o trecho final desse artigo foi, em parte, inspirado em CAVENDISH, Richard. The Encyclopedia of Unexplained; Magic, Occultism and Parapsychology. Segunda edição, New York, NY. Mcgraw-Hill Book Company. 1976.

[editar] Veja também

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