Gustave Doré

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Fotografia de Gustave Doré tirada por Felix Nadar, 1867.

[1] Paul Gustave Doré (Estrasburgo, 6 de janeiro de 1832Paris, 23 de janeiro de 1883) foi um pintor, desenhista e o mais produtivo e bem-sucedido ilustrador francês de livros de meados do século XIX. Seu estilo se caracteriza pela inclinação para a fantasia, mas também produziu trabalhos mais sóbrios, como os notáveis estudos sobre as áreas pobres de Londres, realizados entre 1869 e 1871.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Filho de um engenheiro, começou a desenhar já aos treze anos suas primeiras litogravuras e aos catorze publicou seu primeiro álbum, intitulado "Les travaux d'Hercule" (Os Trabalhos de Hércules). Aos quinze anos engajou-se como caricaturista do "Journal pour rire", de Charles Philipon. Neste mesmo ano - 1848 - estreou no Salão com dois desenhos a pena.

Em 1849, com a morte do pai, já reconhecido apesar de contar apenas dezesseis anos. Passa a maior parte do tempo com a mãe. Em 1851 realiza algumas esculturas com temas religiosos e colabora em diversas revistas e com o "Journal pour tous".

Vivien (PªII) - Desenho por Gustave Doré e gravação por W. Ridgway retirada da 1ª edição da Obra "Merlin e Vivien" datada de 1867 (From the Rita Carvalho de Sousa Private Collections - Lisbon)
Genoveva (PªI) - Desenho por Gustave Doré e gravação por W. Ridgway. (From the Nuno Carvalho de Sousa Private Collections - Lisbon)

Em 1854 o editor Joseph Bry publica uma edição das obras de Rabelais, contendo uma centena de gravuras feitas por Doré. Entre 1861 a 68 realiza a ilustração dA Divina Comédia, de Dante Alighieri

Após algum tempo desenhando diretamente sobre a madeira e tendo seus trabalhos gravados por amigos, iniciou-se na pintura e na escultura, mas suas obras em tela e esculturas não fizeram tanto sucesso como suas ilustrações em tons acinzentados e altamente detalhadas.

Com aproximadamente 25 anos, começou a trabalhar nas ilustrações de O Inferno de Dante. Em 1868, Doré terminou as ilustrações de O Purgatório e de O Paraíso, e publicou uma segunda parte incluindo todas as ilustrações de A Divina Comédia.

Sua paixão eram mesmo as obras literárias. Ilustrou mais de cento e vinte obras, como os Contos jocosos, de Honoré de Balzac (1855);Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes (1863);O Paraíso Perdido, de Milton; Gargântua e Pantagruel, de Rabelais; O Corvo, de Edgar Allan Poe; a Bíblia; A Balada do Velho Marinheiro, de Samuel Taylor Coleridge; contos de fadas de Charles Perrault, como Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, A Bela Adormecida e Cinderela, entre outras obras–primas. Ilustrou também alguns trabalhos do poeta inglês Lorde Byron, como As Trevas e Manfredo.

Em 1869, Doré foi contratado para ilustrar o livro Londres: Uma Peregrinação, muito criticado por, supostamente, retratar apenas a pobreza da cidade. Mas apesar de todas as críticas, o livro foi um sucesso de vendagem na Inglaterra, valorizando ainda mais o seu trabalho na Europa. Ganhou muito dinheiro ilustrando para diversos livros e obras públicas, mas nunca abriu mão dos trabalho desenvolvidos apenas para seu prazer pessoal.

Encontram-se gravuras da sua autoria na revista Jornal do domingo[2] (1881-1888).

Gustave Doré morreu aos 51 anos, pobre, pois todo o dinheiro que havia ganho com o seu trabalho foi utilizado para quitar diversas dívidas, deixando incompletas suas ilustrações para uma edição não divulgada de Shakespeare, entre outros trabalhos.

Legado[editar | editar código-fonte]

Gustave Doré foi um marco na arte da ilustração, influenciando os ilustradores que o sucederam.

Na pintura encontram-se suas principais obras: L'Enigme (hoje no Musée d'Orsay) e Le Christ quittant le prétoire (1867-72), um painel medindo 6 metros de altura por 9 de comprimento. Este quadro foi restaurado entre 1998-2003, pelo Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Estrasburgo, num salão dedicado a este fim e que ficou aberto à visitação durante todo o trabalho.

Em 1931 Henri Leblanc publicou um catálogo que procedeu ao inventário completo das obras de Doré, contendo 9.850 ilustrações, 68 libretos musicais, 5 cartazes, 51 litografias originais, 54 sumi-e, 526 desenhos, 283 aquarelas, 133 pinturas e 45 esculturas.

Principais obras ilustradas por Gustave Doré[editar | editar código-fonte]

Fotografia de Gustave Doré.

Gustave Doré ilustrou mais de cem obras-primas da literatura universal. Dentre estas, destacam-se:

Ilustrações[editar | editar código-fonte]

Um pequeno exemplo da qualidade da obra de Doré:

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Gustave Doré

Bibliografia e referências[editar | editar código-fonte]

  • Delorme, Rene (1879) Gustave Doré. Paris: Librairie d’Art (80 illustrations, earliest photogravures of Dore paintings)
  • Roosevelt, Blanche (1885) Life and Reminiscence of Gustave Doré. New York: Cassell & Co., Ltd. (141 illustrations)
  • Jerrold, Blanchard (1891) The Life of Gustave Doré. London: W. H. Allen & Co., Ltd. (138 illustrations)
  • Valmy-Baysse, J. (1930) Gustave Doré - L’Art et la Vie. Paris: Editions Marcel Seheur (314 illustrations)
  • Deze, Louis (1930) Gustave Doré - Bibliographie et catalogue complet de l’oeuvre. Paris: Editions Marcel Seheur (103 illustrations)
  • LeBlanc, Henri (1931) Catalogue de l’oeuvre complet de Gustave Doré. Paris: Ch. Bosse (30 illustrations)
  • Farner, Konrad (1963) Gustave Doré der Industrialisierte Romantiker (2V) Dresden: Verlag der Kunst (521 illustrations, reprinting most of the Delorme photogravures)
  • (1983) Gustave Doré 1832-1883. Strasbourg: Musee d’Art Moderne (exhibition book: 591 illustrations)
  • Renonciat, Annie (1983) La vie et l’oeuvre de Gustave Doré. Paris: ACR Edition (343 illustrations)
  • Malan, Dan (1995) Gustave Doré, Adrift on Dreams of Splendor. St. Louis: MCE Publishing Co. (500 illustrations)
  • (due 9/2006) Fantasy & Faith: the Art of Gustave Doré. New Haven: Yale University Press (exhibition book: 160 illustrations, 120 in full-color)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]