Autorretrato

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Autorretrato de Delacroix (1798-1863).

Autorretrato (pré-AO 1990: auto-retrato), muitas vezes é definido em História da Arte, como um retrato (imagem, representação), que o artista faz de si mesmo, independente do suporte escolhido. Reconhece-se, em geral, a partir da renascença italiana, que este tipo de auto-representação passou a ser cada vez mais frequente, chegando à obsessão de um Rembrandt - quase uma centena - ou de uma Vigée-Lebrun.

Seja ou não este produto, reconhecido no campo artístico como inserido nesta categoria. O autorretrato é uma forma de estudo anatômico, embora alguns deles apresentem alegorias, caricaturas e também expressem condições emocionais específicas a exemplo de Frida Kahlo (1907 - 1954) com seus auto-retratos com macacos ou Goya, 1820 que incluiu em seu auto-retrato o seu amigo Arrieta lhe auxiliando durante a enfermidade que padeceu no ano anterior ao da pintura, quando possuía 73 anos de idade. Para Novaes [1] o auto-retrato é um instantâneo do momento em que o sujeito se encontra, mas não por muito tempo. Em última análise, pode-se traduzi-lo como uma metáfora da contemporaneidade e suas identidades nômades.

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Estilos de época e características pessoais[editar | editar código-fonte]

É comum encontrar em textos referentes à autorretratística, a afirmação de que a produção de autorretratos é presente na antiguidade clássica. Cita-se constantemente o escultor Fídias, do século V a.C., o qual teria deixado no Partenon, em Atenas, sua imagem esculpida; antes, no Antigo Império Egípcio, um certo Ni-ankh-Phtah, teria deixado sua fisionomia gravada em monumento, ou ainda, considera-se eventualmente, que em culturas pré-literárias já havia quem os produzisse. O mesmo é dito a propósito do período medieval, época na qual procuram-se autorretratos (e alguns afirmam encontrar) em manuscritos destinados aos mais variados propósitos: em iluminuras religiosas, principalmente.

Atribui-se ao desenvolvimento ao refinamento da técnica de fabricação de espelhos, na industria do vidro em Veneza, fixar a partir do século XV, o gênero autorretrato, o que como assinala Teixeira [2] não escapa da idéia de imagem refletida (espelho) já presente no mito de Narciso.

Os estudos exclusivamente versando sobre autorretratos e a atenção a eles dispensados, entretanto, só têm início no século XX: década de 1920, especificamente. Trabalhos mais rigorosos e aprofundados só aparecerão na década de 1950, mas, neste período, as peculiaridades do fazer artístico e o pensamento sobre ele esfacelam as noções do que seria um auto-retrato e o seu enquadramento como gênero artístico advindas dos séculos anteriores. Como entender e classificar um "auto-retrato" de Mattia Moreni ou das "caricaturas" de Keith Haring

Analisando os mais de cinquenta autorretratos de Frida Kahlo Querido [3] observa que são praticamente sua autobiografia. Segundo esta autora cada um deles corresponde a uma época de sua vida e espelha os sentimentos intensos que marcaram sua forma de ver o mundo, sua identidade: há a Frida europeia; a Frida tehuana; a Frida ativista política; a Frida dilacerada pela dor; a Frida pós-aborto e massacrada pela ideia de não poder ser mãe; a Frida pós-separação; a Frida filha; e a Frida esposa.

Na pintura brasileira, Eliseu Visconti certamente foi um dos artistas que mais se autorretrataram. Estima-se que tenha executado cerca de quarenta autorretratos, representativos das diversas fases de sua produtiva carreira artística. Também José Pancetti produziu interessantes trabalhos em pintura ou desenho se autoretratando.[carece de fontes?]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. NOVAES, Joana de Vilhena. Auto-retrato falado: Construções e desconstruções de si. Lat. Am. j. fundam. psychopathol. on line, São Paulo, v. 4, n. 2, nov. 2007 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-03582007000200002&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 21 set. 2013.
  2. TEIXEIRA, Lucia. Sou, então, pintura: em torno de auto-retratos de Iberê Camargo. Alea, Rio de Janeiro , v. 7, n. 1, June 2005 . PDF aces. Mar. 2014.
  3. QUERIDO, Alessandra Matias. Autobiografia e autorretrato: cores e dores de Carolina Maria de Jesus e de Frida Kahlo. Rev. Estud. Fem., Florianópolis , v. 20, n. 3, Dec. 2012 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000300016&lng=en&nrm=iso>. access on 21 Sept. 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

E. T. A. Hoffmann, ( 1776 - 1822). A caricatura é outra forma de representação do "self" apesar de que, em sua maioria, caracterizar o "outro", destacando particularidades anatômicas ou relacionado a pessoa à sua atividade ou acontecimentos específicos como se fosse uma charge ou crítica pessoal
  • Coleção Mestres da Pintura: Dürer. São Paulo: Abril, 1978.
  • MITTELSTÄDT, K.. Gauguin, Self-portaits. London: Cassirer Oxford, s.d..
  • PANOFSKY, E.. Significado nas Artes Visuais. São Paulo: Perspectiva, 2002.
  • GOMBRICH, E. H.. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
  • RANGEL, Cláudio José Aarão. Por uma História da Auto-retratística no Brasil: em busca da I Exposição Brasileira de Auto-retratos no MNBA. Niterói: UniLaSalle, 2004.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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