Década de 1920

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Século: Século XIX - Século XX - Século XXI

Décadas: 1890 1900 1910 - 1920 - 1930 1940 1950

Anos: 1920 - 1921 - 1922 - 1923 - 1924 - 1925 - 1926 - 1927 - 1928 - 1929

O penteado feminino La Garçonne, cortado à altura da orelha, foi um modismo que começou nos anos 20. Na foto: a atriz Clara Bow.

A década de 1920, ou simplesmente década de 20 ou ainda anos 20 foi o período de tempo entre 1 de janeiro de 1920 e 31 de dezembro de 1929.

Os EUA eram ainda uma das maiores do mundo - prosperidade essa que teve uma forte queda em 1929 com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. A Europa, simultaneamente, sofria as consequências da Primeira Guerra Mundial, que viria permitir a ascensão do Nazismo, liderado por Hitler, após a Crise de 29, o surgimento do Fascismo italiano e ainda o Salazarismo em Portugal.

Na cultura e nos costumes, houve mais liberdade. Os filmes de Clara Bow e as comédias de Chaplin, imperavam no cinema. Também surgiram movimentos de arte como o dadaísmo, de Marcel Duchamp e o surrealismo, de Salvador Dalí. O cinema também passou por uma revolução com os movimentos de vanguarda, na União Soviética, cineastas como Sergei Eisenstein de O Encouraçado Potemkin (1925) e Dziga Vertov, de O Homem com a Câmera (1929), refizeram o cinema. Em Espanha, tinham espaço os filmes surrealistas de Luís Buñuel. Em França, uma dançarina afro-americana, Josephine Baker, apresentava-se nos teatros da efervescente cidade de Paris, ditando a moda a todo o mundo, tendo divulgado os banhos de sol.

No Brasil, entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 é realizada, no Teatro Municipal de São Paulo, a "Semana de Arte Moderna", que contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos. O seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há no nosso meio a nível da escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 2010.

Ford T de 1927, modelo que ficou conhecido no Brasil como Ford-de-Bigode.

Participavam nesse movimento os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Alberto Martins Ribeiro,Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura; os escritores Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Manuel Bandeira, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida; além de nomes já consagrados na música, como Heitor Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana; entre vários outros artistas e intelectuais que vieram a tomar parte no movimento cultural que ali se iniciou.

Além desses eventos, 1922 foi um ano um tanto conturbado, com o movimento tenentista(o 18 do forte), a eleição de Artur Bernades que governou em praticamente estado de sítio, e a fundação do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Também no Brasil iniciaram as primeiras transmissões de rádio. Em 1925 Tarsila do Amaral lançava uma de suas obras mais famosas: O vendedor, em 1928 Abaporu.

Faltando pouco mais de dois meses para acabar esta década, a queda da bolsa de Nova York, em 24 de outubro de 1929, marcou o fim desta época de prosperidade que ficou conhecida como "Loucos Anos 20".

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