Estádio Raimundo Sampaio

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Raimundo Sampaio
Independência
Estádio Independência em 2012.png
Estádio após a reforma
Nomes
Nome Estádio Raimundo Sampaio
Apelido Independência
Características
Local Belo Horizonte, MG, Brasil
Gramado Grama natural (105 x 68m)
Capacidade 24.446 pessoas[1]
Construção
Data 1947 a 1950
Custo R$ 125 milhões
Inauguração
Data 25 de Junho de 1950
Recordes
Jogo inaugural Iugoslávia 3 x 0 Suíça
Primeiro gol Rajko Mitić, pela Copa de 1950
Público recorde 32.721 pessoas
Data recorde 27 de Janeiro de 1963
Jogo recorde Seleção Mineira 1 x 0 Seleção da Guanabara
Outras informações
Remodelado 1985 e 2010
Expandido 1999 e 2010
Fechado 2009
Demolido 2009
Proprietário América Futebol Clube (arrendatário)
Administrador BWA - Arena Independência Operadora de Estádia S.A
Mandante Clube Atlético Mineiro e América Futebol Clube

O Estádio Raimundo Sampaio, mais conhecido como Independência, fica no bairro do Horto, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil e foi inaugurado em 1950 para a Copa do Mundo de futebol realizada no Brasil. Inicialmente com capacidade para 30.000 pessoas, hoje possui capacidade para 25.000 pessoas. Pertencia ao licenciado Sete de Setembro Futebol Clube, razão pela qual o estádio é chamado de Independência. Atualmente é arrendado pelo América Futebol Clube, que manda os seus jogos neste estádio. O nome original é uma homenagem a um ex-presidente do Sete de Setembro.

Índice

[editar] História

[editar] Copa do Mundo 1950

Sua construção iniciou-se em 1947, sendo inaugurado no dia 25 de junho de 1950, para a Copa do Mundo realizada no Brasil, da qual foi palco de 3 partidas:[2] O jogo de inauguração Iugoslávia 3 x 0 Suíça (25 de Junho); Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra (29 de Junho), partida que tornou-se conhecida como a maior zebra da história das Copas do Mundo, sendo inclusive tema de um longa-metragem; Uruguai 8 x 0 Bolívia (2 de Julho).

[editar] Aquisição pelo América

Inicialmente o estádio pertencia ao Governo do estado de Minas Gerais, mas passou a ser propriedade do clube Sete de Setembro em 1965, após a inauguração do Mineirão. Em 1989 o América arrendou o estádio, mantendo-o sob sua administração em regime de comodato, pelo período de 30 anos.[2] Neste estádio o América conquistou o Campeonato Brasileiro Série B em 1997 no confronto contra o Vila Nova-GO e na partida contra o Náutico pela fase final compareceram 18.900 torcedores pagantes. O America conquistou também, nesse Estadio, o Campeonato Brasileiro da Série C em 2009.

Torcida do América durante jogo realizado em 2009, antes da reforma.

Em 1999, numa parceria com o Atlético, o América construiu uma arquibancada de estrutura metálica, aumentando a capacidade do estádio para cerca de 30.000 pessoas, além de um placar eletrônico. Mas por falta de segurança, tal arquibancada foi desativada um tempo depois. O fim da parceria também resultou na retirada do placar.

O recorde de público é de 32.721 espectadores, na partida Seleção Mineira 1 x 0 Seleção Guanabara (Carioca), em 27 de janeiro de 1963, pelo primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro de 1962, disputado por seleções estaduais.

[editar] Reforma

Independência após a demolição, em Junho de 2010

Em dezembro de 2008, o Governo de Minas Gerais anunciou a reforma no estádio em um convênio celebrado com o América, que transfere a administração do estádio para a Ademg por 20 anos. O investimento inicial anunciado, foi de R$13 milhões de reais por parte do governo do estado e R$ 31 milhões do governo federal.[3] Em agosto de 2009 o Conselho do Meio Ambiente de Belo Horizonte concedeu a licença ambiental para a reforma[4].

As obras de reforma tiveram início em 22 de janeiro de 2010, com quase um ano de atraso.[5] A data de entrega da obra, que deveria ser até setembro de 2010, também foi alterada, passando para março de 2011.[6] Todo o estádio foi demolido, com exceção dos vestiários.[7]

Em 25 de novembro de 2010, foram firmados os primeiros pilares do estádio. O custo da obra aumentou para 70 milhões de reais.[8] Em 2011, problemas do financiamento - com o orçamento inflado para R$ 125 milhões - começaram a ser resolvidos, e a reinauguração prevista para dezembro de 2011[9]. Segundo o projeto, o estádio teria capacidade para 25 mil torcedores, entretanto, o número foi reduzido para 23.950 lugares.[10]

Para aumentar o número de assentos, foram construídos mais dois níveis de arquibancada. Além do primeiro, com 15 mil assentos, o segundo foi destinado à imprensa e os camarotes e terceiro nível recebeu mais seis mil lugares. Nesse último nível, no entanto, o Ministério Público de Minas Gerais identificou a existência de pontos cegos em todos os lugares destinados ao público.[11] Por se tratar de um espaço muito íngreme - com uma altura de 27 metros e a uma inclinação de 45º - foi necessária a instalação de guarda-corpos de grades de metal entrelaçado, que obstruem a visão do campo de jogo. Segundo o arquiteto Leon Myssior, os guarda-corpos não faziam parte do projeto original, que apresentava como alternativas barras protetoras ou uma proteção transparente (vidro laminado de segurança ou acrílico). A primeira proposta foi vetada por imposição da legislação de segurança do Corpo de Bombeiros, que exigia preenchimento da parte central da proteção e a segunda opção recusada por falta de recursos.[12]

[editar] Nova administração

Para manutenção do novo estádio, o Governo do Estado abriu licitação à iniciativa privada, que foi vencida em dezembro de 2011 pelo grupo paulista BWA.[13] No dia 14 de fevereiro de 2012, no entanto, a empresa assinou contrato de parceria com o Atlético, garantindo 45% da receita comercial do estádio, sem informar o governo, como mandava o edital. No dia 24 o Governo anunciou a alteração do contrato para garantir que o Atlético não tivesse participação na administração.[14]

[editar] Festivais de música

Entre 1997 e 2000, o Independência foi palco dos festivais de música Pop Rock Brasil e Axé Brasil.

[editar] Galeria de fotos

Referências

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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