Derby Paulista

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Derby Paulista
Corinthians x Palmeiras
Derby Paulista no Pacaembu em 2010

Derby Paulista no Estádio do Pacaembu
Corinthians 119 vitória(s), 460 gol(s)
Palmeiras 121 vitória(s), 496 gol(s)
Empates 104
Total de jogos 344
Total de gols 956
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Derby Paulista ou O Derby é o nome pelo qual é conhecido o duelo paulista entre os clubes de futebol Sport Club Corinthians Paulista e Sociedade Esportiva Palmeiras[1] .

É o clássico mais tradicional e de maior rivalidade entre dois clubes de futebol na cidade de São Paulo, já que reúne as agremiações paulistanas ainda na ativa mais antigas.[3] Foi o jornalista Tomás Mazzoni quem batizou a rivalidade como O Derby, em referência à mais importante corrida de cavalo do mundo, o Derby de Epsom.

O Corinthians surgiu em 1910 associado às camadas mais populares da sociedade paulistana. Quatro anos depois, o Palmeiras surgiu como o representante da imensa comunidade italiana de São Paulo, com o nome de Palestra Italia - o nome Sociedade Esportiva Palmeiras só foi adotado em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.

É uma das maiores rivalidades no futebol mundial: a CNN considera-o o nono maior clássico do mundo, o segundo maior clássico das Américas e o único do Brasil a figurar entre as principais rivalidades mundiais,[4] . Já o site especializado Football Derbies colocou O Derby como até a 4ª maior rivalidade do mundo (e primeira brasileira), hoje figurando como 8ª em seu ranking mundial [5] , enquanto a nacional revista Trivela classificou-o como segundo maior do Brasil.[6]

Corinthians e Palmeiras já decidiram campeonatos estaduais (Campeonato Paulista), regionais (Torneio Rio-São Paulo), nacionais (Campeonato Brasileiro) e vaga para a final de competição continental (Taça Libertadores da América), figurando como a rivalidade brasileira que mais decidiu vagas e campeonatos de grande porte nacionais e internacionais: nenhum outro derby decidiu tanto como Corinthians versus Palmeiras, no Brasil.

A rivalidade entre torcedores dos dois clubes também é a maior entre as grandes torcidas do estado de São Paulo. Pesquisa do Datafolha apontou que 59% dos corintianos consideram o Palmeiras como maior rival. Para 77% dos torcedores palmeirenses, o maior rival é o Corinthians.[7]

Os maiores clássicos

Partida entre Palestra Itália e Corinthians realizada no Estádio Palestra Itália nos Anos 20
Romeu Pellicciari marca um de seus 4 gols contra o Corinthians na goleada do Palmeiras por 8 a 0 em 1933
Partida entre Corinthians e Palestra Itália no Parque São Jorge em 1938
Estádio do Pacaembu durante a decisão da Taça Cidade de São Paulo entre Palestra Itália e Corinthians em 1940
Decisão da Taça Cidade de São Paulo entre Palestra Itália e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 1940
Partida entre Palmeiras e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 1942
Torcida do Corinthians durante Derby realizado em Presidente Prudente em 2009
Partida entre Palmeiras e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 2010
  • No primeiro confronto entre Palestra Itália e Corinthians, em 6 de maio de 1917, houve vitória palestrina por 3 a 0, com três gols do atacante Caetano. Duas vezes campeão pela Liga Paulista de Futebol, em 1914 e em 1916, o Corinthians estava invicto havia três anos em 25 jogos. Naquela tarde, no Estádio Palestra Itália, caiu diante do então novato Palestra, que seria a partir daquele dia seu maior rival na história.
  • A terceira partida da história entre as duas equipes foi disputada em 1918, em 17 de março. No dia do jogo, os jogadores do Palestra Itália passaram em frente a uma pensão onde os atletas do Corinthians almoçavam. Os primeiros pegaram um osso de boi, escreveram a mensagem "O Corinthians é canja de galinha para o Palestra" e atiraram no refeitório. No jogo, o Palestra chegou a estar vencendo duas vezes, mas cedeu o empate, por 3 a 3. Desde então o Corinthians guarda o osso em sua sala de troféus[8] .
  • A primeira vitória alvinegra sobre o Palestra foi por 3 a 0, no dia 3 de maio de 1919, com gols de Américo, Garcia e Roverso, em partida disputada no Estádio da Floresta.
  • Em 1921, Corinthians, Palestra Itália e o Paulistano, na ocasião o time mais vencedor da época, duelaram pelo título do Campeonato Paulista até as rodadas finais. Na última rodada, porém, apenas Corinthians e Paulistano ficaram com chances de título. O Paulistano venceu o Sírio por 3 a 2, alcançou 39 pontos e assumiu a liderança da competição. Restava ao Corinthians, com 38 pontos, enfrentar o Palestra, com 36 pontos, num período do futebol em que a vitória valia dois pontos. Se vencesse, portanto, a equipe do Parque São Jorge seria a campeã. Em pleno dia de Natal, Palestra e Corinthians fizeram um duelo no Parque Antarctica, ainda acanhado e recém-comprado pela equipe da colônia italiana, que derrotou o Corinthians por 3 a 0 e deu o título ao Paulistano. Para muitos, a partir daquele jogo, a rivalidade entre alviverdes e alvinegros havia definitivamente se consolidado e duraria para sempre. [9]
  • Em 1929, quando o Campeonato Paulista era organizado por duas entidades diferentes, o Corinthians foi campeão pela APEA, a mais tradicional delas. Na última rodada do primeiro turno único, o alvinegro se aproveitou do fato de os palestrinos atuarem apenas com dez – Heitor se contundiu, para golear por 4 a 1. A vitória, pelo campeonato de pontos corridos, valeu o título da competição, que teve o Santos como vice-campeão[10] .
  • Em 1933, no dia 5 de novembro, o Palestra Itália aplicou a maior goleada da história do clássico, em partida disputada no Estádio Palestra Itália, que foi válida simultaneamente pelo Campeonato Paulista e pelo Torneio Rio-São Paulo daquele ano. Com quatro gols de Romeu Pellicciari, um de Gabardo e três de Imparato, o alviverde aplicou sonoros 8 a 0 no alvinegro, na maior derrota sofrida pelo Corinthians em toda a sua história[11] . O impacto da goleada na equipe do Parque São Jorge foi tão grande que derrubou o então presidente do clube, Alfredo Schurig[12] e fez a torcida corintiana colocar fogo na sede da própria agremiação[13] .
  • No Campeonato Paulista de 1936, Corinthians e Palestra Itália fizeram sua primeira decisão de título em três partidas eletrizantes, já que o alvinegro havia ganho o primeiro turno de maneira invicta e o alviverde havia conquistado o segundo turno. Os três jogos foram realizados entre abril e maio de 1937. Na primeira partida, no Estádio Palestra Itália, o Palestra Itália venceu por 1 a 0, com o alvinegro abandonando o campo aos 31 minutos do segundo tempo, reclamando de falta no goleiro no lance do gol. Na segunda partida, no Parque São Jorge, as equipes empataram por 0 a 0. No terceiro jogo, no Estádio Palestra Itália, o Palestra venceu a finalíssima por 2 a 1 e conquistou o título.
  • Em 1938, a história do Derby Paulista contou com um fato inusitado que envolveu o São Paulo e também a Portuguesa. No começo de julho daquele ano, logo após a Copa do Mundo de 1938, uma crise financeira obrigou a equipe tricolor a criar um torneio quadrangular, denominado Taça Mündell Júnior, com o intuito de arrecadar dinheiro para sanar parte dos problemas. Na ocasião, Corinthians e Palmeiras disputaram partida, que ficou historicamente conhecida como o “Jogo das Barricas”. O duelo terminou empatado por 0 a 0 e contou com o alvinegro do Parque São Jorge classificado para a final pelo maior número de escanteios. Na final, contra a Portuguesa, que eliminou o São Paulo, o Corinthians se sagrou campeão. Após o torneio, a equipe tricolor se reergueu nos meses seguintes e foi vice-campeã do Campeonato Paulista do mesmo ano, também vencido pelos corintianos[14] .
  • Em 1940, a cidade de São Paulo viu a inauguração do Estádio do Pacaembu e a primeira conquista do local foi alcançada durante um Derby. Em 5 de maio daquele ano, depois de uma vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians pela Taça Cidade de São Paulo, o Palestra Itália foi o primeiro campeão do Pacaembu[15] .
  • No período de maior turbulência da história do Palmeiras, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Palestra Itália foi obrigado a mudar de nome pelas leis da Ditadura Vargas contra agremiações que faziam referências aos países do Eixo[16] , o Corinthians foi amplamente vitorioso. Durante a transição do nome de Palestra Itália para Palmeiras, o clube adotou, de março a setembro de 1942, o nome de Palestra de São Paulo. Neste intervalo, jogou quatro vezes contra o Corinthians. Na primeira partida com o tal nome provisório, por sinal, foi goleado pelo alvinegro por 4 a 1, em 28 de março, pelo Torneio Quinela de Ouro. Quase dois meses depois, no dia 27 de maio, o Corinthians goleou pelo mesmo placar, pela Taça Manoel Domingos Corrêa. Pelo Campeonato Paulista de 1942, o Palestra estava invicto e, no dia 28 de junho, manteve a condição ao empatar com o Corinthians por 1 a 1, no Primeiro Turno. Dias depois, em 15 de julho, pela Taça Cidade de São Paulo, o Corinthians voltou a golear o Palestra de São Paulo, desta vez por 4 a 2[17] .
  • Após o Palmeiras, no seu primeiro jogo com esta denominação, conquistar o título do Campeonato Paulista de 1942, contra o São Paulo, no episódio que ficou conhecido como Arrancada Heroica, a equipe encontrou o Corinthians na última rodada da competição, que era disputada por pontos corridos. Numa vingança em relação ao que o Palestra Itália havia feito ao alvinegro no ano anterior, o Corinthians impediu que o alviverde fosse campeão invicto, com uma vitória por 3 a 1, no dia 4 de outubro, no primeiro Derby entre as equipes com o novo nome do arquirrival[18] .
  • A primeira vitória do Palmeiras com o novo nome sobre o Corinthians viria apenas em 1943, no dia 23 de maio, pelo Primeiro Turno do Campeonato Paulista de 1943. Em partida realizada no Estádio do Pacaembu, o alviverde venceu o alvinegro por 2 a 0, com dois gols do meia Lima, para um público de 63.344 pessoas[19] .
  • Em 1945, os arquirrivais se uniram por uma causa política. Em partida histórica realizada no Estádio do Pacaembu, Corinthians e Palmeiras fizeram um clássico que visava arrecadar fundos para o Partido Comunista Brasileiro (PCB). O jogo terminou com vitória do alviverde por 3 a 1 e foi retratado anos depois no livro "Palmeiras x Corinthians 1945: O Jogo Vermelho", escrito pelo político Aldo Rebelo[20] .
  • Em 25 de abril de 1948, o Derby Paulista teve a sua segunda maior goleada em toda a história do clássico. Em partida realizada no Estádio do Pacaembu, pela Taça Cidade de São Paulo, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 6 a 0, no placar que só perde para os 8 a 0 de 1933 ainda da época do Palestra Itália[21] .
  • O Torneio Rio-São Paulo de 1951 marcou a segunda final de campeonato de destaque disputada entre as duas agremiações. O time do Palmeiras que viria a conquistar as cinco coroas fez do torneio Rio-SP daquele ano uma delas. O primeiro jogo final aconteceu no dia 8 de abril e acabou com o placar de 3 a 2 para os esmeraldinos. No segundo e decisivo embate, ocorrido no dia 11 de abril, o Palmeiras venceu no Pacaembu jogando para um público pagante de 54.465 espectadores e com 2 gols de Jair Rosa Pinto e um de Aquiles. O resultado final foi de 3 a 1, já que Luizinho descontou para o Corinthians[22] .
  • Em 18 de janeiro de 1953, o Derby teve sua partida de maior número de gols em toda a história. No clássico válido pelo Campeonato Paulista, o Corinthians derrotou o Palmeiras por 6 a 4 no Estádio do Pacaembu. Pelo alvinegro, Cláudio marcou três gols e Baltazar, dois, no jogo em que a equipe do Parque São Jorge mais estufou as redes do maior rival.
  • No dia 6 de fevereiro de 1955, foi realizado no Estádio do Pacaembu um importante jogo da história do derby, já que a partida valia o título do Campeonato Paulista de Futebol de 1954 e fazia parte das comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo, que foi fundada em 1554. O empate bastava para o Corinthians conquistar o título. Para o Palmeiras, era preciso derrotar o rival e torcer por um novo revés alvinegro na última rodada, contra o São Paulo. O alvinegro fez o que precisava, saindo na frente, com um gol de Luizinho logo no primeiro tempo, aos dez minutos. Depois de o Palmeiras, vestido com camisas azuis, igualar o placar com um gol de Nei, aos sete minutos do segundo tempo, o alvinegro segurou o empate por 1 a 1 e comemorou a importante conquista. Depois deste título, o Corinthians somente viria a sagrar-se campeão paulista novamente 22 anos depois, em 1977.
  • No primeiro turno do Campeonato Paulista de 1971, no dia 25 de abril, Corinthians e Palmeiras fizeram um dos maiores jogos da história do clássico. O alvinegro, com muitas cobranças por causa do tabu, vinha mal no campeonato e iria enfrentar o Palmeiras de Leão, Luís Pereira, Dudu e Ademir da Guia no Estádio do Morumbi. O alviverde fez 2 a 0 com gols de César Maluco no primeiro tempo. Na segunda metade do jogo, o Corinthians voltou disposto a acabar com a festa alviverde e conseguiu o empate, com gols de Mirandinha, aos 5 minutos, e Adãozinho, aos 24. O Palmeiras desempatou um minuto depois, com um gol do meia Leivinha, mas o corintiano Tião voltou a empatar aos 27 minutos. Aos 43 minutos, Mirandinha desempatou para o alvinegro, fechando o placar em históricos 4 a 3 e comemorando uma das maiores vitórias sobre seu maior rival.
  • O troco da decisão paulista de 1954 seria bastante doloroso para a torcida corintiana, já que no dia 22 de dezembro de 1974, o Palmeiras derrotou o alvinegro por 1 a 0 na final do Campeonato Paulista daquele ano. O Corinthians já se encontrava havia vinte anos sem conquistar o título estadual e, mesmo contando na final com craques como Rivelino, Vaguinho e Zé Maria, e também com a maioria esmagadora dos 120.522 torcedores que superlotavam o Morumbi, a equipe alvinegra foi derrotada pela esquadra alviverde comandada por Dudu e Ademir da Guia, tendo como técnico Osvaldo Brandão. A vitória palmeirense foi decretada pelo gol do centroavante Ronaldo, aos 24 minutos do segundo tempo. No final do jogo, a minoria de pouco mais de dez mil torcedores palmeirenses no estádio iniciou o grito "Zum, zum, zum, é 21", em referência a mais um ano que seria somado aos 20 do Corinthians sem títulos[23] .
  • No Campeonato Paulista de 1979, o Palmeiras era comandado pelo técnico Telê Santana e vinha sendo apontado como favorito ao título em função da boa campanha na primeira fase da competição. Uma manobra de bastidores do então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, jogou a semifinal que trazia o Derby para janeiro de 1980. Vicente Matheus durante a primeira fase do campeonato se valeu de um direito que acabou interrompendo o campeonato durante 4 meses. O presidente corinthiano se recusou a disputar a partida contra a Ponte Preta, na primeira fase, pois foi programada uma rodada dupla, e Matheus disse que o Corinthians acabaria prejudicado na divisão de renda (a exemplo do ocorrido nos anos de 77 e 78, segundo o regulamento, no critério classificatório a arrecadação obtida pelos clubes também era considerada juntamente com a pontuação nos dois turnos anteriores). De fato, só não foi prevista a rodada dupla e o campeonato parou tornando a manobra de intervenção uma estratégia para paralisar o campeonato e esfriar o maior rival que estava embalado. Desta forma, sem o mesmo ímpeto do final de 1979, o Palmeiras cedeu o empate por 1 a 1 ao alvinegro do Parque São Jorge aos 40 minutos do segundo tempo no primeiro jogo. Na segunda partida, disputada no dia 30 de janeiro, um gol de canela de Biro-Biro, deu a vitória corintiana e a eliminação alviverde, abrindo o caminho para o título do time de preto e branco naquela competição[24] .
  • Em 1982, auge do tabu palmeirense de títulos e auge da Democracia Corintiana, o Corinthians aplicou sua maior goleada sobre o Palmeiras. Em partida válida pelo Campeonato Paulista, o alvinegro venceu por 5 a 1, com três gols e show do então novato Casagrande, um de pênalti do meia Sócrates e outro do meia Biro-Biro. Com um time altamente técnico, o alvinegro seguiu bem na competição e chegou ao título, depois de bater o São Paulo nas finais. Ao alviverde, restou o terceiro lugar do campeonato.
  • Em 1983, uma das semifinais do Campeonato Paulista daquele ano contou com o Derby. Em dois jogos bastante disputados, Corinthians e Palmeiras honraram a tradição do clássico. Na primeira partida, o placar foi de 1 a 1 e teve como destaque a marcação imposta pelo alviverde em cima de Sócrates. Incumbido desta tarefa, o zagueiro Márcio Alcântara não desgrudou do craque corintiano em nenhum momento, mas, depois de sair atrás no placar, o time alvinegro empatou aos 31 minutos do segundo tempo, com um gol de pênalti exatamente de Sócrates[25] . Na segunda partida, também disputada no Estádio do Morumbi, o Palmeiras repetiu a tática de tentar anular o meia, mas, já escaldado, o jogador conseguiu se movimentar com mais facilidade e, numa jogada individual, fez o gol da vitória por 1 a 0. O placar eliminou o Palmeiras e garantiu o Corinthians em mais uma final, na qual a equipe do Parque São Jorge chegaria ao bicampeonato, novamente em cima do São Paulo.
  • Em 1986, apesar de ainda permanecer sem títulos, o palmeirense teve duas alegrias em jogos contra o Corinthians, ambos pelo Campeonato Paulista daquele ano. A primeira delas aconteceu no segundo turno do campeonato, com a devolução da goleada dos 5 a 1 aplicados pelo Corinthians em 1982. A segunda aconteceu nas semifinais do Paulistão. Depois de um primeiro jogo recheado de erros de arbitragens, o Corinthians venceu o alviverde por 1 a 0, com gol de Cristóvão. O Palmeiras deu o troco no segundo jogo, com uma vitória por 3 a 0, com grande exibição do centroavante Mirandinha, que marcou, no tempo normal, o gol alviverde aos 42 minutos do segundo tempo, e, na prorrogação, o segundo gol do Palmeiras. A vitória por 3 a 0 foi encerrada com um gol olímpico do meia Éder.
  • No Campeonato Brasileiro de 1989, o Palmeiras chegou à última rodada precisando da vitória para ir à final da competição. Já eliminado, o Corinthians foi o indigesto adversário alviverde na partida disputada no dia 10 de dezembro de 1989, já que, com um grande gol do centroavante Cláudio Adão, de calcanhar, evitou que o arquirrival, 13 anos sem título, fizesse a final contra o São Paulo[26] .
  • Em 12 de junho de 1993, mais uma decisão que envolvia um extenso tabu, de 16 anos, só que do Palmeiras. Comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, o alviverde encerrou o jejum de títulos, vencendo a finalíssima do Campeonato Paulista contra o Corinthians por 4 a 0 (3 a 0 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação), com gols marcados por Zinho, Evair(2) e Edílson. De acordo com o regulamento da competição, o Palmeiras, que havia feito melhor campanha no campeonato, precisava vencer o segundo jogo da final para levar a decisão para a prorrogação, uma vez que o Corinthians ganhou o primeiro jogo por 1 a 0, com gol marcado por Viola, que imitou um porco, provocando a torcida e o elenco alviverde. O Palmeiras abriu o placar do segundo jogo no primeiro tempo, quando após um passe do centroavante Evair, o meia Zinho acertou um chute de perna direita. No segundo tempo, Mazinho fez jogada pela esquerda e cruzou para Evair ampliar. Logo em seguida, Daniel Frasson cruzou da esquerda para Evair, que chutou na trave, mas, na sobra, Edílson marcou. Com esse placar, o alviverde jogava pelo empate na prorrogação, mas Evair marcou de penalti o gol do título e da quebra do tabu[27] .
  • Ainda em 1993, pelo Torneio Rio-SP, o Palmeiras venceu mais uma final contra o Corithians. No primeiro jogo, o endiabrado Edmundo marcou dois gols e garantiu a vitoria da primeira partida disputada no dia no Pacaembu por 2 a 0. Os gols na verdade, acabaram decidindo o titulo, já que no jogo final, um empate em 0x0 levou o caneco para o Palestra Italia.
  • No final de 1994, Palmeiras e Corinthians fizeram mais uma decisão, desta vez a mais importante do derby em nível nacional. As equipes paulistanas chegaram à final do Campeonato Brasileiro daquele ano em dois jogos que foram disputados no Estádio do Pacaembu. Na primeira partida, disputada no dia 15 de dezembro, o alviverde derrotou o alvinegro por 3 a 1, com grande exibição do meia Rivaldo, que marcou dois dos três gols palmeirenses. Com a abertura de grande vantagem sobre o arquirrival, o Palmeiras entrou traquilo na segunda partida e conquistou seu oitavo título do Campeonato Brasileiro no dia 18 de dezembro com um empate por 1 a 1 contra o Corinthians[28] .
  • Em 1995, finalmente, o Corinthians voltava a dar o troco no Palmeiras em uma decisão, depois de fracassos nos dois anos anteriores. As equipes chegaram às finais do Campeonato Paulista daquele ano, sendo que as duas partidas decisivas foram disputadas em Ribeirão Preto, no Estádio Santa Cruz. O primeiro jogo terminou com um empate por 1 a 1, com o Palmeiras chegando à igualdade aos 48 minutos do segundo tempo com um gol do atacante Nílson. Na segunda partida, o mesmo Nílson abriu o placar para o alviverde, mas o meia Marcelinho Carioca empatou em bela cobrança de falta. Na prorrogação, o meia Elivelton definiu o placar de 2 a 1 e selou o título do paulista do Corinthians, que, pela primeira vez em sua história, saia de campo com uma vitória em uma decisão de título oficial contra o Palmeiras.
  • Nas quartas-de-final da Copa Libertadores de 1999, o Palmeiras eliminou o arquirrival. Ambas as partidas foram realizadas no Estádio do Morumbi e terminaram com placar de 2 a 0: na primeira, no dia 5 de maio, a vitória foi do Palmeiras, depois de um verdadeiro bombardeio do Corinthians ao gol alviverde, mas com grande atuação do goleiro Marcos, que passou a ser chamado pela torcida de "São Marcos"; na segunda partida, no dia 12 de maio, a vitória foi do Corinthians. Com isso, a decisão foi para os pênaltis, com vitória da equipe de verde e branco por 4 a 2, com nova grande atuação de Marcos, que viu o atacante corintiano Dinei chutar na trave e que defendeu um dos pênaltis da disputa, cobrado pelo meia Vampeta[29] .
  • Um mês depois do confronto na Libertadores, Palmeiras e Corinthians voltaram a uma decisão, agora, na final do Campeonato Paulista de 1999. No primeiro jogo, disputado no dia 13 de junho, o alviverde poupou os titulares, pois teria, três dias depois, a decisão contra o Deportivo Cali, da Colômbia, pela final da Copa Libertadores. O alvinegro aproveitou a situação e venceu a partida por 3 a 0. No segundo jogo, disputado no dia 20 de junho, dias depois de o Palmeiras conquistar a Libertadores, a rivalidade, que historicamente é imensa, estava à flor da pele. Marcelinho Carioca abriu o placar, mas Evair, com dois gols, virou o jogo, empatado por Edílson, aos 28 minutos do segundo tempo. Com o título praticamente garantido, Edílson provocou o time do Palmeiras fazendo "embaixadas" e malabarismos com a bola. O lateral Júnior e o atacante Paulo Nunes não gostaram da provocação e partiram para cima do corintiano, desencadeando uma briga generalizada em campo. O juiz Paulo César de Oliveira encerrou a partida antes do tempo normal e o Corinthians se sagrou novamente campeão paulista[30] .
  • No ano seguinte, os dois grandes rivais voltariam a se encontrar na Libertadores, só que na fase semifinal. O duelo, vencido novamente nos pênaltis pelo Palmeiras, também trazia como ingredientes o fato de o alviverde defender o título continental de 1999 e o Corinthians conquistar, no início de 2000, o primeiro Campeonato Mundial de Clubes da Fifa. Os novos confrontos, realizados no Estádio do Morumbi, foram também vistos como uma forma de revanche corintiana sobre seu arquirrival, em relação ao mata-mata do ano anterior. Na primeira partida das semifinais da Libertadores de 2000, o Corinthians venceu o Palmeiras por 4 a 3. Depois de abrir o placar com um gol do meio-campista Ricardinho e permitir que a equipe alviverde empatasse o jogo em 3 a 3, o alvinegro decidiu o jogo nos minutos finais, com um gol do volante Vampeta. A partida decisiva, disputada no dia 6 de junho, teve doses elevadas de emoção, já que contou com duas viradas de placar. O Palmeiras abriu a contagem com um gol do atacante Euller. O Corinthians chegou à primeira virada com dois gols de Luizão. O Palmeiras virou novamente o jogo e definiu o placar em 3 a 2, com gols de Alex e Galeano. Com a igualdade no saldo de gols, a classificação para a próxima fase entre as duas equipes foi, pelo segundo ano consecutivo, definida nas cobranças de pênalti. O Palmeiras eliminou o Corinthians, pois converteu as cinco cobranças, enquanto o adversário desperdiçou o último tiro livre indireto, depois que o goleiro Marcos defendeu a cobrança do ídolo corintiano Marcelinho Carioca, num dos momentos mais marcantes da história da competição e do próprio derby paulista[31] [32] .
  • Em 2011, Palmeiras e Corinthians fizeram um jogo bastante tenso pelas semifinais do Campeonato Paulista. Com arbitragem polêmica do juiz Paulo César de Oliveira, o alviverde jogou a maior parte da partida com um jogador a menos, já que o zagueiro Danilo foi expulso por carrinho violento sobre o centroavante corintiano Liédson. Apesar da adversidade e também da expulsão do técnico Luis Felipe Scolari, o Palmeiras dominou a partida e fez o primeiro gol, aos 7 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Leandro Amaro. O Corinthians, por sua vez, empatou o jogo aos 19 minutos, com gol do atacante William. A disputa era em jogo único e, como terminou empatada, a decisão foi para os pênaltis. Nas cobranças, o goleiro corintiano Júlio César defendeu a sexta cobrança, do jogador palmeirense João Vítor, e o peruano Ramirez acertou a cobrança alvinegra, classificando a equipe às finais do campeonato e quebrando um tabu do Corinthians, que nunca havia eliminado o arquirival por meio de cobranças de pênalti.[33]
  • No mesmo ano, em dezembro, os arquirrivais voltaram a se encontrar num jogo decisivo. O Palmeiras não tinha chances de título e já estava classificado para a Copa Sul-Americana de 2012, mas o Corinthians jogava a partida que poderia trazer sua quinta conquista do Campeonato Brasileiro, disputado no sistema de pontos corridos. A equipe alvinegra era a líder da competição e precisava apenas de um empate para conseguir o título, enquanto o Vasco, segundo colocado na tabela, precisava torcer pela vitória do Palmeiras e derrotar seu arquirrival Flamengo no Estádio Engenhão para conseguir ser campeão. No Estádio do Pacaembu, Corinthians e Palmeiras fizeram um jogo tenso, com duas expulsões de cada lado, mas sem gols, enquanto Vasco e Flamengo empataram por 1 a 1 no Rio de Janeiro. Ao final de ambas as partidas, o Corinthians se sagrou campeão do Campeonato Brasileiro de 2011. O Palmeiras ficou na décima primeira posição do campeonato. O Vasco, por sua vez, ficou com o vice-campeonato e o Flamengo ficou na quarta posição da tabela.[34]
  • Em 2014, no dia 27 de julho, Corinthians e Palmeiras voltaram a se enfrentar, desta vez no novo estádio do alvinegro, a Arena Corinthians, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Com gols de Paolo Guerrero e de Petros, a equipe da casa derrotou o time alviverde por 2 a 0 no primeiro Derby Paulista disputado na arena[35] .

Todos os clássicos disputados

Seção em construção[1]

# Data Estádio Corinthians x Palmeiras Campeonato C E P
1 6 de maio de 1917 Palestra Itália 0 x 3 Campeonato Paulista 0 0 1
2 5 de agosto de 1917 Floresta 1 x 3 Campeonato Paulista 0 0 2
3 17 de março de 1918 Ponte Grande 3 x 3 Amistoso 0 1 2
4 24 de março de 1918 Ponte Grande 2 x 4 Amistoso 0 1 3
5 13 de maio de 1918 Floresta 3 x 3 Campeonato Paulista 0 2 3
6 3 de maio de 1919 Floresta 3 x 0 Amistoso 1 2 3
7 13 de maio de 1919 Floresta 1 x 2 Amistoso 1 2 4
8 20 de julho de 1919 Ponte Grande 0 x 1 Campeonato Paulista 1 2 5
9 9 de novembro de 1919 Palestra Itália 1 x 0 Campeonato Paulista 2 2 5
10 25 de abril de 1920 Ponte Grande 0 x 3 Campeonato Paulista 2 2 6
11 5 de setembro de 1920 Palestra Itália 2 x 1 Campeonato Paulista 3 2 6
12 4 de setembro de 1921 Palestra Itália 1 x 3 Campeonato Paulista 3 2 7
13 25 de dezembro de 1921 Palestra Itália 0 x 3 Campeonato Paulista 3 2 8
14 8 de janeiro de 1922 Floresta 0 x 0 Campeonato Paulista 3 3 8
15 23 de abril de 1922 Palestra Itália 2 x 2 Campeonato Paulista 3 4 8
16 9 de julho de 1922 Palestra Itália 2 x 0 Amistoso 4 4 8
17 24 de dezembro de 1922 Palestra Itália 2 x 3 Campeonato Paulista 4 4 9
18 8 de julho de 1923 Floresta 4 x 1 Campeonato Paulista 5 4 9
19 17 de maio de 1925 Palestra Itália 3 x 0 Campeonato Paulista 6 4 9
20 15 de agosto de 1926 Palestra Itália 2 x 3 Campeonato Paulista 6 4 10
21 8 de dezembro de 1926 Palestra Itália 1 x 0 Amistoso 7 4 10
22 21 de agosto de 1927 Palestra Itália 1 x 3 Campeonato Paulista 7 4 11
23 11 de março de 1928 Palestra Itália 3 x 1 Campeonato Paulista 8 4 11
24 25 de março de 1928 Palestra Itália 0 x 1 Amistoso 8 4 12
25 23 de setembro de 1928 Parque São Jorge 3 x 0 Campeonato Paulista 9 4 12
26 16 de dezembro de 1928 Palestra Itália 0 x 0 Campeonato Paulista 9 5 12
27 23 de dezembro de 1928 Palestra Itália 1 x 3 Amistoso 9 5 13
28 1 de dezembro de 1929 Palestra Itália 4 x 1 Campeonato Paulista 10 5 13
29 4 de maio de 1930 Parque São Jorge 0 x 1 Campeonato Paulista 10 5 14
30 27 de julho de 1930 Palestra Itália 2 x 3 Amistoso 10 5 15
31 24 de agosto de 1930 Palestra Itália 0 x 4 Campeonato Paulista 10 5 16
32 29 de março de 1931 Palestra Itália 1 x 3 Campeonato Paulista 10 5 17
33 7 de setembro de 1931 Palestra Itália 0 x 2 Amistoso 10 5 18
34 13 de setembro de 1931 Parque São Jorge 1 x 1 Amistoso 10 6 18
35 15 de novembro de 1931 Parque São Jorge 2 x 3 Campeonato Paulista 10 6 19
36 6 de novembro de 1932 Palestra Itália 0 x 3 Campeonato Paulista 10 6 20
37 7 de maio de 1933 Parque São Jorge 1 x 5 Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo 10 6 21
38 5 de novembro de 1933 Palestra Itália 0 x 8 Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo 10 6 22
39 6 de maio de 1934 Parque São Jorge 1 x 2 Campeonato Paulista 10 6 23
40 5 de agosto de 1934 Palestra Itália 1 x 3 Campeonato Paulista 10 6 24
41 30 de setembro de 1934 Parque São Jorge 2 x 0 Torneio Extra 11 6 24
42 23 de dezembro de 1934 Palestra Itália 1 x 0 Amistoso 12 6 24
43 4 de agosto de 1935 Parque São Jorge 4 x 1 Campeonato Paulista 13 6 24
44 24 de novembro de 1935 Palestra Itália 1 x 2 Campeonato Paulista 13 6 25
45 26 de abril de 1936 Parque São Jorge 2 x 1 Campeonato Paulista 14 6 25
46 28 de fevereiro de 1937 Palestra Itália 1 x 1 Campeonato Paulista 14 7 25
47 25 de abril de 1937 Palestra Itália 0 x 1 Campeonato Paulista 14 7 26
48 02 de maio de 1937 Parque São Jorge 0 x 0 Campeonato Paulista 14 8 26
49 09 de maio de 1937 Palestra Itália 1 x 2 Campeonato Paulista 14 8 27
50 07 de setembro de 1937 Parque São Jorge 1 x 2 Campeonato Paulista 14 8 28
51 14 de novembro de 1937 Palestra Itália 1 x 0 Campeonato Paulista 15 8 28
52 13 de maio de 1938 Parque São Jorge 2 x 2 Taça Embaixatriz Logacomo 15 9 28
53 25 de maio de 1938 Palestra Itália 1 x 4 Taça Embaixatriz Logacomo 15 9 29
54 03 de julho de 1938 Palestra Itália 0 x 0 Taça Henrique Mundel 15 10 29
55 21 de agosto de 1938 Palestra Itália 0 x 0 Torneio Extra 15 11 29
56 18 de setembro de 1938 Palestra Itália 1 x 2 Torneio Extra 15 11 30
57 23 de outubro de 1938 Parque São Jorge 1 x 1 Campeonato Paulista 15 12 30
58 04 de junho de 1939 Parque São Jorge 3 x 3 Campeonato Paulista 15 13 30
59 17 de setembro de 1939 Palestra Itália 0 x 1 Campeonato Paulista 16 13 30
60 21 de abril de 1940 Palestra Itália 2 x 1 Amistoso 17 13 30

Informações históricas

Do confronto

  • O Corinthians foi campeão em oito competições que contaram com o Palestra-Palmeiras como vice-campeão: nos Campeonatos Paulistas de 1922, quando o título foi decidido contra o Paulistano; de 1923, quando venceu a A.A. São Bento no jogo que definiu a competição; de 1937, quando a conquista foi ratificada contra o Estudiantes; de 1939, quando derrotou o Santos no jogo decisivo[36] ; de 1951, quando venceu o Guarani com duas rodadas para a competição terminar; de 1954, 1995 e 1999. Além dos títulos conquistados em partidas decisivas contra o arquirrival nos Paulistas de 1954, 1995 (final) e 1999 (final); o alvinegro também obteve títulos em jogos contra o Palmeiras no Campeonato Paulista de 1929, quando o Santos foi vice-campeão; no Torneio Rio-São Paulo de 1954, quando o Fluminense foi vice-campeão; e ainda no Campeonato Brasileiro de 2011, quando o Vasco foi vice-campeão.
  • Nas duas vezes em que se enfrentaram pela Taça Libertadores da América, o Palmeiras eliminou o Corinthians nos pênaltis: em 1999, nas quartas-de-final, e em 2000, nas semifinais. Na primeira disputa, em 1999, o Palmeiras venceu o primeiro jogo por 2 a 0 e o Corinthians venceu o segundo pelo mesmo placar, levando a decisão para os pênaltis, que resultaram em vitória alviverde por 4 a 2 (que futuramente seria campeão da competição). Na Libertadores de 2000, o Corinthians venceu o primeiro jogo por 4 a 3 e o Palmeiras venceu o segundo por 3 a 2, levando a decisão para os pênaltis. Ao final, a equipe alviverde bateu o Corinthians por 5 a 4.
  • Nas duas disputas diretas entre os dois times no Século XXI, o Corinthians eliminou o Palmeiras, ambas as vezes pelas semifinais do Campeonato Paulista de Futebol. Em 2003, o Corinthians levou a melhor sobre o Palmeiras, empatando a primeira partida por 2 a 2 e vencendo a segunda por 4 a 2. Em 2011, em partida única, o Derby terminou empatado por 1 a 1 e a equipe alvinegra venceu a disputa por pênaltis, por 6 a 5.
  • Das 344 partidas entre ambos, o placar de 2 a 1 é o mais comum, tendo se repetido 58 vezes, segudo pelo placar de 1 a 0, que ocorreu em 57 oportunidades. Ocorreram apenas 32 empates por 0 a 0.
  • O Derby Paulista já teve um resultado definido por W.O. em sua história. No segundo turno do Campeonato Paulista de 1923, o Palestra Itália resolveu não entrar em campo contra o Corinthians, em protesto contra a APEA, depois que o Germania contestou uma vitória do Palestra no tribunal da entidade. O arquirrival alvinegro, que não tinha nada a ver com isso, venceu este jogo não disputado por W.O. e este resultado foi importante para que a equipe conquistasse o bicampeonato da competição naquele ano.[39] [40]
  • Há quase 40 anos que O Derby não é disputado no estádio do Palmeiras, o Estádio Palestra Itália. Em 1976, o Palestra Itália viu seu último clássico entre Palmeiras e Corinthians, pois desde então ambos os times não aceitam a recepção ou visita no mesmo, configurando-se como o primeiro clássico do país a atingir este grau de rivalidade. A maior parte das disputas nestes 35 anos foram realizadas no neutro estádio municipal do Pacaembu ou no Estádio do Morumbi, pertencente ao São Paulo Futebol Clube
  • O último clássico disputado pelas equipes no Estádio do Morumbi foi realizada no dia 2 de março de 2008, quando o Palmeiras venceu o Corinthians por 1 a 0[41] . Na ocasião, o alvinegro já não derrotava o alviverde no estádio desde 2006[42] .
  • No Estádio do Pacaembu, o Corinthians não perde para o Palmeiras desde 1995[43] . Depois de ter sido jogado vários anos no Morumbi e em estádios do interior, o clássico voltou ao estádio municipal em 2010 e, desde então, a equipe do Parque São Jorge venceu sete vezes e empatou em quatro oportunidades.

Da rivalidade

  • No Torneio Rio-São Paulo, há igualdade. O Palmeiras conquistou os títulos de 1933, 1951, 1965, 1993 e 2000. O Corinthians foi campeão nas edições de 1950, 1953, 1954, 1966 e 2002.
  • O Palmeiras disputou a Série B dez anos depois de ser bicampeão brasileiro (1993 e 1994); o mesmo aconteceu com o Corinthians, que disputou a Série B em 2008, dez anos depois do seu primeiro título de bicampeão brasileiro (1998 e 1999).
  • No ano em que o Palmeiras disputou e ganhou a Série B (2003) o Corinthians foi campeão paulista; no ano em que o Corinthians disputou e ganhou a Série B (2008), o Palmeiras também acabou sendo campeão paulista. O Corinthians foi campeão paulista em 2013, ano em que o Palmeiras disputa novamente a Série B
  • O Palmeiras se mantém como maior campeão do país de forma isolada desde 1993, quando levou o Brasileirão e desempatou o duelo com o Santos (7 a 6). Atualmente, a vantagem alviverde sobre o Corinthians é de 11 títulos a 9[45] .

Estatísticas

Confronto inicial

O primeiro encontro entre o Palestra Itália e o Corinthians ocorreu em 6 de maio de 1917, com vitória palestrina por 3 a 0.


15:00
São Paulo Palestra Itália 3–0 São Paulo Corinthians Estádio Palestra Itália São Paulo (SP)

Caetano Gol marcado aos 63 minutos de jogo 63'
Caetano Gol marcado aos 70 minutos de jogo 70'
Caetano Gol marcado aos 84 minutos de jogo 84'
Árbitro: Alfredo Gullo

Último confronto

O mais recente encontro entre Corinthians e o Palmeiras ocorreu no dia 27 de julho de 2014, com uma vitória do Corinthians por 2 a 0.[46]

27 de julho de 2014 São Paulo Corinthians 2 – 0 São Paulo Palmeiras Arena Corinthians, São Paulo
16:00 (UTC-3)
Guerrero Gol marcado aos 50 minutos de jogo 50'
Petros Gol marcado aos 90 minutos de jogo 90'
Público: 31 031
Árbitro: PernambucoPE Sandro Ricci

Estatísticas detalhadas

Estatísticas Gerais do Derby Paulista
Número de jogos 344[1]
Vítórias do Corinthians 119
Vitórias do Palmeiras 121
Empates 104
Número de gols 954
Gols marcados pelo Corinthians 460
Gols marcados pelo Palmeiras 496
Maior goleada Palestra Italia 8-0 Corinthians (Campeonato Paulista/Rio-São Paulo - 5 de novembro de 1933)
Última partida Corinthians 2-0 Palmeiras (Campeonato Brasileiro de 2014) - 27 de julho de 2014
Estatística do Derby Paulista no Brasileirão pós-1971
Número de jogos 42
Vitórias do Corinthians 14
Vitórias do Palmeiras 13
Empates 15
Gols do Corinthians 42
Gols do Palmeiras 50
Última partida Corinthians 2-0 Palmeiras (Campeonato Brasileiro de 2014, 27 de julho de 2014)
Outras estatísticas
Maior goleada do confronto Palestra Itália 8-0 Corinthians (5 de novembro de 1933)
Partida com maior número de gols 10 gols - Palmeiras 4-6 Corinthians - (Estádio do Pacaembu - Campeonato Paulista em 18 de Janeiro de 1953)
Artilheiros Cláudio - Corinthians: 21 gols
Baltazar - Corinthians: 20 gols
Luizinho - Corinthians: 19 gols
Teleco - Corinthians: 15 gols
Heitor - Palmeiras: 14 gols
Mirandinha - Corinthians: 14 gols
César Lemos - Palmeiras: 13 gols
Marcelinho Carioca - Corinthians: 13 gols
Romeu Pellicciari - Palmeiras: 13 gols
Jogador que mais atuou Ademir da Guia - Palmeiras: 57 partidas
Goleiros mais vazados Oberdan - Palmeiras: 68 gols em 34 jogos
Ronaldo - Corinthians: 53 gols em 37 jogos
Invencibilidade[47] Palmeiras - 12 jogos - de 4 de maio de 1930 a 5 de agosto de 1934
Corinthians - 10 jogos - de 26 de dezembro de 1948 a 24 de março de 1951
Corinthians - 10 jogos - de 6 de julho de 1952 a 21 de julho de 1954
Corinthians - 10 jogos - de 22 de novembro de 1970 a 4 de novembro de 1973
Corinthians - 8 jogos - de 12 de agosto de 1956 a 15 de março de 1958
Palmeiras - 8 jogos - de 28 de Setembro de 1997 a 27 de fevereiro de 1999
Corinthians - 7 jogos - de 14 de abril de 1960 a 25 de outubro de 1961
Palmeiras - 7 jogos - de 11 de maio de 1969 a 11 de abril de 1970
Corinthians - 7 jogos - de 16 de agosto de 2000 a 8 de março de 2003
Palmeiras - 7 jogos - de 4 de março de 2007 a 31 de Janeiro de 2010

Maiores goleadas

São listadas as goleadas com diferença a partir de quatro gols ou mais.

Equipe vencedora Placar Ano Data Local Campeonato/Torneio
Palmeiras 8 x 0 1933 5 de novembro Estádio Palestra Itália Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo
Palmeiras 6 x 0 1948 25 de abril Estádio do Pacaembu Torneio Nacional e Taça Cidade de São Paulo
Palmeiras 5 x 1 1933 7 de maio Parque São Jorge Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo
Corinthians 5 x 1 1952 27 de agosto Estádio do Pacaembu Torneio Nacional e Taça Cidade de São Paulo
Corinthians 5 x 1 1982 1 de agosto Estádio do Morumbi Campeonato Paulista
Palmeiras 5 x 1 1986 3 de agosto Estádio do Morumbi Campeonato Paulista
Palmeiras 4 x 0 1930 24 de agosto Estádio Palestra Itália Campeonato Paulista
Palmeiras 4 x 0 1958 21 de agosto Estádio do Pacaembu Campeonato Paulista
Palmeiras 4 x 0 1993 12 de junho Estádio do Morumbi Campeonato Paulista
Palmeiras 4 x 0 2004 2 de maio Estádio do Morumbi Campeonato Brasileiro

Maiores públicos

No Morumbi

  1. Palmeiras 1 X 0 Corinthians, 120.902, 22/12/1974 (120.522 pagantes)(1)
  2. Palmeiras 4 X 0 Corinthians, 104.401, 12/06/1993
  3. Corinthians 1 X 0 Palmeiras, 102.939, 31/08/1977 (98.059 pagantes)
  4. Corinthians 0 X 2 Palmeiras, 102.187, 16/04/1989
  5. Corinthians 0 X 0 Palmeiras, 99.967, 18/02/1979 (94.852 pagantes)
  6. Corinthians 3 X 0 Palmeiras, 97.927, 12/11/1978 (94.872 pagantes)
  7. Corinthians 0 X 0 Palmeiras, 97.321, 08/05/1977 (91.795 pagantes)
  8. Corinthians 0 X 2 Palmeiras, 97.179, 20/05/1979 (91.193 pagantes)
  9. Corinthians 1 X 1 Palmeiras, 95.871, 04/12/1983 (91.461 pagantes)
  10. Corinthians 1 X 0 Palmeiras, 95.784, 08/12/1983
  11. Corinthians 1 X 0 Palmeiras, 95.759, 24/08/1986
  12. Corinthians 1 X 0 Palmeiras, 93.736, 06/06/1993
  13. Corinthians 0 X 3 Palmeiras, 92.982, 27/08/1986
  14. Corinthians 0 X 0 Palmeiras, 91.293, 07/11/1976 (86.013 pagantes)
  15. Corinthians 3 X 0 Palmeiras, 90.357, 02/05/1993 (89.326 pagantes)
(1) Maioria de corinthianos.[48]

Na Era Pacaembu (1940-1970)

  • Relacionados apenas jogos até 1970.[49]
  1. Corinthians 1 X 0 Palmeiras, 65.243, 13/04/1960
  2. Corinthians 3 X 0 Palmeiras, 64.726, 24/03/1959
  3. Corinthians 3 X 3 Palmeiras, 62.584, 02/04/1961
  4. Corinthians 1 X 1 Palmeiras, 62.514, 13/09/1961
  5. Corinthians 3 X 0 Palmeiras, 61.726, 24/03/1951
  6. Palmeiras 2 X 1 Corinthians, 60.000, 05/05/1940
  7. Corinthians 1 x 3 Palmeiras, 59.539, 20/07/1947
  8. Palmeiras 1 X 0 Corinthians, 55.992, 04/06/1967
  9. Palmeiras 3 X 1 Corinthians, 54.465, 11/04/1951
  10. Corinthians 1 X 0 Palmeiras, 54.312, 13/09/1964

Publicações e Filmes sobre o Derby Paulista

Livros, revistas e outras publicações, além de filmes que retratam a história ou algumas curiosidades do clássico entre Corinthians e Palmeiras:

Livros
  • NAPOLEÃO, Antonio Carlos - Corinthians x Palmeiras: Uma história de rivalidade. São Paulo: Editora Mauad, 2001.
  • PAULINO, Evair Aparecido, BETING, Mauro e GALUPPO, Fernando Razzo - Sociedade Esportiva Palmeiras 1993 - Fim do Jejum, Início da Lenda!. São Paulo: BB Editora, 2013.
  • REBELO, Aldo - Palmeiras X Corinthians 1945: O Jogo Vermelho. São Paulo: Editora Unesp, 2010.
  • STORTI, Valmir e FONTENELLE, André - A história do campeonato paulista. São Paulo: Publifolha, 1997.
  • UNZELTE, Celso Dario - Almanaque do Timão. Sâo Paulo: Editora Abril, 2000.
  • UNZELTE, Celso Dario e VENDITTI, Mário Sérgio - Almanaque do Palmeiras. Sâo Paulo: Editora Abril, 2004.
Revistas
  • Grandes Clássicos: Corinthians x Palmeiras. Editora Online, 2003.
Filmes

Outras Fontes

Ver também

Referências

  1. a b c d "Confrontos entre Palmeiras e Corinthians", Campeões do Futebol, 2/3/2012
  2. "A casa é minha! Timão vence Verdão no primeiro Dérbi na Arena", Lancenet, 27/7/2014
  3. "Corinthians x Palmeiras: um derby com 92 anos de muita história", Globo Esporte.com, 05/05/2009
  4. "CNN coloca clássico Palmeiras x Timão entre os dez maiores do mundo", Globo Esporte, 23/10/2008
  5. "FootballDerbies.com"
  6. "Te odeio, logo existo", Gustavo Hofman, Trivela número 32, outubro de 2008, Trivela Comunicações, pág. 36
  7. Para 59% dos corintianos, Palmeiras é o adversário mais importante
  8. "Corinthians x Palmeiras: um derby com 92 anos de muita história", Globoesporte.com, 5/5/2009
  9. "No Natal de 1921, Palmeiras tirou título do Corinthians", Folha.com, 2/12/2011
  10. "Anos 1920: O Mosquiteiro é tri e compra o Parque São Jorge", Gazeta Esportiva.net, 24/8/2010
  11. "Recordar é viver: há 80 anos, Palestra Itália humilhava o Corinthians: 8 a 0", GloboEsporte.com, 5/11/2013
  12. "Há 80 anos, 8 x 0 do Palestra sobre Corinthians derrubou presidente", Placar, 5/11/2013
  13. "Palmeiras celebra 80 anos da maior goleada aplicada no Corinthians: 8 a 0", Lancenet, 5/11/2013
  14. "Em 1938, São Paulo fez um apelo aos rivais a fim de diminuir crise financeira", O Estado de S. Paulo, 29/04/2014.
  15. "Em 1940, Verdão vencia primeira taça do Pacaembu: contra o Timão", Gazeta Esportiva.net, 28/4/2011
  16. "Tensão, nacionalismo e rivalidade: conheça o nascimento do Palmeiras", Gazeta Esportiva, 12/9/2012.
  17. Almanaque do Palmeiras, Edição 1 - 2004 - Editora Abril, páginas 85, 86 e 87
  18. Almanaque do Palmeiras, Edição 1 - 2004 - Editora Abril, página 88
  19. Almanaque do Palmeiras, Edição 1 - 2004 - Editora Abril, página 89
  20. "Livro de Aldo Rebelo mostra que o novo ministro entende de futebol", Folha.com, 27/10/2011
  21. Almanaque do Palmeiras, Edição 1 - 2004 - Editora Abril, página 104
  22. "Torneio Rio-SP de 1951", RSSSF Brasil, 21/11/2008.
  23. "Relembre uma final histórica entre Corinthians e Palmeiras", R7, 30/11/2011.
  24. "Em 1979, interrupção do Paulistão barrou ímpeto palmeirense e ajudou o Corinthians", Almanaque da Bola, 5/2/2013.
  25. "04/12/1983 - Sócrates (Palmeiras 1 x 1 Corinthians)", Rádio Globo, Visitada em 24/3/2013
  26. "Em 89, 'mala' vascaína incentivou eliminado Timão a vencer Verdão", Revista Veja, 1/12/2011
  27. "Evair. O jogo da Minha Vida. Palmeiras 4 x 0 Corinthians. Paulistão de 1993", Estadão.com, Visitada em 19/2/2013
  28. "Relembre: Palmeiras e Corinthians decidiram título brasileiro de 1994", Gazeta Esportiva, 28/8/2011.
  29. "Memórias do derby: Marcos pega pênalti e elimina o Corinthians da Libertadores; leia trecho", Folha de S.Paulo, 1/11/2009
  30. "Memórias do derby: Corinthians é campeão com direito a embaixadinhas de Edilson, leia trecho", Folha de S.Paulo, 1/11/2009
  31. "Palmeiras elimina Corinthians da Libertadores nos pênaltis", UOL Esporte/Reuters, 6/6/2000
  32. "Marcelinho erra pênalti e põe Palmeiras na final da Libertadores", Folha Online, 6/6/2000
  33. "Nos pênaltis, Corinthians supera trauma, vence clássico polêmico e está na final", UOL Esporte, 1/5/2011
  34. "Corinthians fica no 0 a 0 com o Palmeiras, conquista o penta em jogo marcado por confusão no final", UOL Esporte, 4/12/2011
  35. "Elias decide e Corinthians vence arquirrival Palmeiras em sua arena", Jovem Pan, 27/7/2014
  36. "Anos 30 O Campeão dos Campeões garante mais dois tris", Gazeta Esportiva.net, 27/8/2010.
  37. http://www.museudosesportes.com.br/noticia.php?id=10799
  38. "Campeonato Paulista Extra de 1938", RSSSF Brasil, 27/11/2005.
  39. Campeonato Paulista 1923 LPF - RSSSF Brasil.
  40. CorinthiansxPalmeiras: 200 vezes pelo Paulista - ESPN/Celso Unzelte.
  41. "Valdívia faz Fiel chorar no Morumbi", GloboEsporte.com, 2/3/2008.
  42. "Paulistão: Corinthians não vence o Palmeiras desde 2006", UOL Mais, 29/2/2008.
  43. "Corinthians arranca empate com o Palmeiras", BOL Notícias, 17/2/2013.
  44. "De virada e com golaço de estreante, Palmeiras bate o Corinthians", IG, 28/8/2011.
  45. "Maior campeão nacional, Palmeiras encerra longo jejum", Agência Estado, 12/7/2012.
  46. Lance!NET. A casa é minha! Timão vence Verdão no primeiro Dérbi na Arena (em pt).
  47. Revista Placar - Especial Os Grandes Clássicos, Edição 2 - Maio de 2005, página 50
  48. http://www.rsssfbrasil.com/miscellaneous/attpalmeiras.htm
  49. RSSSF Brasil Best attendances in Pacaembu Era

Ligações externas

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