História da Sociedade Esportiva Palmeiras

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Símbolo do Palmeiras em formato de mosaico no Estádio Palestra Itália

A História da Sociedade Esportiva Palmeiras começa em 1914 fundado por imigrantes italianos na Cidade de São Paulo com o nome de Palestra Itália.

Nasce o Palestra Itália (1914-1942)[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

"Cruz de Savóia", primeiro distintivo utilizado pelo Palestra Itália em 1915

O clube Sociedade Esportiva Palmeiras foi fundado em 26 de Agosto de 1914 por imigrantes da colônia italiana da cidade de São Paulo, sob o nome Palestra Italia (em italiano a palavra Itália não é acentuada)[1] . A sua fundação se deu pela presença de dois times italianos no Brasil, no caso o Pro Vercelli e o Torino, impulsionando assim quatro jovens italianos a criar um time para a colônia italiana, eram eles; Luigi Cervo, Luigi Marzo, Vincenzo Ragognetti e Ezequiel Simone, funcionários das Indústrias Matarazzo (que contaram com o apoio da fábrica para fundar o clube). A ata de fundação por sinal, é redigida em italiano. O primeiro presidente é Ezequiel Simone, que fica apenas dezenove dias no cargo.

A imensa maioria dos sócios fundadores eram italianos e descendentes; havia um português, inclusive eleito diretor, mas nenhum deles era filiado a qualquer outra entidade futebolística, com exceção do Luigi Cervo, que fora sócio e jogador do Internacional.

Entre agosto de 1914 a janeiro de 1915 o Palestra tratou de organizar a sua primeira apresentação para a cidade e principalmente para a colônia italiana residente em São Paulo. O grande baile de inauguração aconteceu nos salões da "Germânia" - localizado na rua "Dom José de Barros" e alugado na época por 300 mil réis - com uma festa realizada no dia 9 de janeiro, um sábado.

As primeiras partidas[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros meses, o futebol era praticado somente como atividade recreativa entre os associados, em um campo alugado na Vila Mariana. Esse campo ficava situado onde hoje localiza-se a Vila Clementino, muito próximo da atual área do Parque do Ibirapuera. Em 24 de Janeiro de 1915 o Palestra disputa o seu primeiro amistoso, contra o Savóia, de Sorocaba (que hoje é chamado Clube Atlético Votorantim, pois a equipe tinha sua sede no atual município de Votorantim, à época distrito de Sorocaba) e vence por 2 a 0, com gols de Bianco e Alegretti. O escudo adotado é a Cruz de Savóia.

Palestra Itália em 1916

Em 1915 o Palestra só jogou partidas amistosas, até que no início de 1916, aproveitou-se de uma situação de dificuldade da Associação Paulista de Esportes Atléticos, que na época era quem comandava o futebol dos grandes clubes paulistas, causada pela desativação do Velódromo, local onde eram disputadas as partidas do campeonato. Os dirigentes palestrinos articularam um apoio das Indústrias Matarazzo, para remover e transportar as arquibancadas do Velódromo para a Chácara da Floresta, pertencente à A. A. Palmeiras, e assim obteve apoio para seu ingresso na Liga da elite do futebol paulistano.

A estréia no campeonato aconteceu no dia 13 de Maio, na própria "Chácara Floresta", em partida contra a Associação Atlética Mackenzie College, empatando em 1 a 1. A escalação do time foi a seguinte: Fabrini; Grimaldi e Ricco (o capitão); Fabbi II, Bianco e De Biase; Gobbato, Valle II, Vescovini, Bernardini e Cestari.

Em 1917 a camisa muda sua aparência, saindo a faixa horizontal branca existente até então, e o escudo passa a ser um círculo com as iniciais P e I, no lugar da Cruz de Savóia. A equipe se reforça, e o Palestra conquista o primeiro vice campeonato. O ano marca também o primeiro confronto contra aquele que se tornaria seu maior rival, o Corinthians, em duas partidas, duas vitórias, 3 a 0 e 3 a 1. Dois anos depois, em 1919, o Palestra volta a ser vice-campeão.

As primeiras conquistas[editar | editar código-fonte]

Equipe do Palestra Itália campeã paulista de 1920

Em 26 de Abril de 1920, o Palestra adquire 150 mil metros quadrados do terreno pertencente à Companhia Antarctica Paulista, incluindo o estádio do Parque da Antarctica, então formado por arquibancadas de madeira.

No final do mesmo ano, 1920, o Palestra conquista seu primeiro título, numa final dramática contra o poderoso Paulistano, tetra-campeão paulista de 1916 a 1919. As duas equipes terminaram empatadas em pontos, obrigando a realização de uma partida extra, vencida pelo Palestra por 2 a 1, com gols de Martinelli e Forti, quebrando a hegemonia do rival.

Entre os anos de 1921, 1922 e 1923 o Palestra é vice-campeão três vezes seguidas do campeonato paulista. Em 1926 o Palestra consegue de novo o título com uma campanha indiscutível, 9 partidas, 9 vitórias, 33 gols, tendo Heitor como artilheiro com 18 gols. Em 1927 nova conquista, e o primeiro bicampeonato.

O início da década de 1930, é marcado pela Revolução de 32, que provocou a paralisação do campeonato por quatro meses, onde os clubes cederam suas Sedes para servirem de alojamento e enfermarias para as tropas paulistas. No futebol o período é marcado pela introdução do profissionalismo, e pela supremacia absoluta do Palestra não só pelos campos paulistas, mas também do restante do País.

Palestra Itália de 1932

Em 1932 o Palestra conquista o "Paulista" de forma invicta, e com a melhor campanha da história da competição: 11 jogos, 11 vitórias, 48 gols pró e apenas oito gols contra. No ano seguinte o Palestra comemora em dobro, bicampeão paulista e da primeira edição do torneiro Rio-São Paulo. 1933 marca também a inauguração do Estádio Palestra Itália, então o maior de São Paulo, e um dos únicos do País em concreto armado.

O mesmo ano ainda contou com a goleada histórica por 8 a 0 imposta pelo Palestra ao arquirrival Corinthians. O clássico, válido simultaneamente pelo Campeonato Paulista e pelo Torneio Rio-São Paulo de 1933, contou com quatro gols de Romeu Pellicciari, um de Gabardo e três de Imparato. Foi a maior derrota sofrida pelo Corinthians em toda a sua história[2] . O impacto da goleada na equipe do Parque São Jorge foi tão grande que derrubou o então presidente do clube, Alfredo Schurig[3] e fez a torcida corintiana colocar fogo na sede da própria agremiação[4] .

No ano seguinte, 1934 o clube chega ao tri-campeonato paulista. Nos anos de 1935 e 1936, o Palestra começa a se tornar conhecido fora do país ao disputar amistosos contra o Boca Juniors, Estudiantes, Huracán e Velez da Argentina, além do Espanyol, de Barcelona.

Em 1940 o Palestra tem a honra de inaugurar o estádio do Pacaembu, goleando o Coritiba por 6 a 2 na partida de estréia e vencendo o Corinthians por 2 a 1 no domingo seguinte, tornando-se Campeão da Taça Cidade de São Paulo, primeiro Campeão do Estádio do Pacembú. 1941 marca a estréia do maior ídolo do clube na década de 1940, o goleiro Oberdan Cattani, junto com Waldemar Fiúme; Oberdan domina o gol palestrino por quinze anos.

O Palestra torna-se Palmeiras[editar | editar código-fonte]

Tela que reproduz a Arrancada Heroica de 1942

O Palestra Itália foi forçado a mudar de nome por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Após manter uma posição de neutralidade ao longo dos três primeiros anos do conflito, em 28 de janeiro de 1942 o Brasil rompeu relações diplomáticas com os Países do "Eixo" (Alemanha, Itália e Japão), sinalizando a posição que formalizaria em 31 de agosto do mesmo ano, quando declarou guerra a estes Países, alinhando-se com os "Aliados", (EUA, Inglaterra, França, e outros países).

Na tentativa de atenuar a situação, em março a diretoria do clube passa a utilizar o nome de "Palestra de São Paulo". A troca não chega a ser formalizada, e a medida tem pouco ou nenhum efeito, já que o costume da imprensa e dos torcedores nesta época era o uso apenas da palavra Palestra, que continuava existindo, assim como suas cores inalteradas, que faziam referência à Itália.

A situação agravou-se com o decreto-lei de 17 de junho de 1942, exigindo que as agremiações esportivas que tivessem nomes estrangeiros mudassem suas denominações, e finalmente em 31 de Agosto o governo brasileiro declarou formalmente o estado de Guerra contra os Países do "Eixo".

Duas semanas depois, na noite do dia 14 de setembro de 1942, a diretoria do Palestra reuniu-se em sessão extraordinária para discutir a exigência dos militares, de mudança total do nome, a despeito de Palestra ser uma palavra grega. Após horas de discussão e resistência, e da sugestão de nomes como Piratininga e Paulista, decidiu-se finalmente por Sociedade Esportiva Palmeiras, em parte pela preservação da letra P nos escudos e símbolos do clube, e em parte em homenagem à Associação Atlética das Palmeiras, clube então extinto mas que sempre manteve excelente relacionamento com o Palestra Itália, tendo fornecido apoio decisivo em diversas ocasiões de litígio com dirigentes do futebol paulista.

A cor vermelha foi retirada, mantendo-se apenas o verde e branco, e no escudo foi removida a letra I, manténdo-se apenas a letra P sobre o fundo verde. Atendidas as exigências das autoridades, o Palmeiras entrou em campo no domingo seguinte para decidir o título do campeonato contra a equipe do São Paulo, trazendo duas novidades marcantes.

A Arrancada Heroica[editar | editar código-fonte]

Para evitar os protestos e vaias contra a equipe, planejados por vários dias pelos torcedores da equipe rival, o "alvi-verde imponente" surgiu com seu vice-presidente, o capitão do Exército Adalberto Mendes liderando a equipe que entrou em campo carregando uma bandeira brasileira. Após alguma indecisão e silêncio, o estádio aplaudiu de pé os jogadores, deixando a rivalidade apenas para a disputa nos gramados. A outra novidade, percebida apenas anos depois, foi a troca da camisa dos goleiros, que eram brancas desde 1914 e que a partir de então passaram a ser azuis, numa sutil homenagem às raízes italianas, através do uniforme da Seleção daquele País, que faz referência às cores reais da Casa de Saboia.

Por todos estes ingredientes, esta foi uma partida épica, marcada pela garra e determinação dos jogadores do Palmeiras, que, em sua primeira exibição, impuseram 3 a 1 no rival que ainda abandonou o campo aos 19 minutos do segundo tempo quando havia um penalti a ser batido pela equipe alviverde. Com esse resultado o time conquistou o título paulista com uma rodada de antecipação. Assim, o Palestra morreu líder em 14 de setembro de 1942, e o Palmeiras nasceu campeão uma semana depois, no dia 20 de setembro. Curiosamente, o clube permaneceu invicto durante todos os 6 meses em que se chamou "Palestra de São Paulo". Todo o episódio que marca a mudança do nome para Palmeiras e tem como final primeiro título com esta denominação ficou conhecido historicamente como "Arrancada Heroica"[5] .

O começo de uma nova era[editar | editar código-fonte]

1943-1950[editar | editar código-fonte]

Em 1944 o Verdão conquista mais uma vez o Paulistão. Em 1947 além de conquista de mais um título o que marca o ano é a ascensão de um jovem treinador que faria história no futebol brasileiro, Osvaldo Brandão. Em 1949 o Palmeiras vai à Europa pela primeira vez. Disputa um torneio na Espanha contra o Barcelona (empate de 1 a 1) e Kobenhavn (perde de 4 a 3) e fica em terceiro lugar. No ano de 1950, chamado de o Ano Santo, o Palmeiras conquista de novo o título em cima do São Paulo, em partida que ficou conhecida como o jogo da lama. 1950 recebeu o título de Ano Santo em função do IV centenário da morte de São João de Deus, e de um Congresso Eucarístico realizado na capital do País; "Jogo da lama" devido ao fato do gramado do Pacaembu estar enlameado na disputa da partida final.

A conquista da Copa Rio[editar | editar código-fonte]

Copa Rio de 1951

Em 1951, o "Verdão" conquista a Copa Rio, contra a Juventus de Turim. O jogo decisivo foi realizado no dia 22 de Julho de 1951 no estádio do Maracanã com um empate de 2 a 2, já que na primeira partida o Palmeiras havia vencido por 1 a 0. Para se ter uma idéia da importância desse título, a equipe campeã desfilou em carro aberto pela cidade do Rio de Janeiro. Outro fato importante foi a escolha de Jair da Rosa Pinto como o melhor jogador do torneio. A equipe foi recebida em São Paulo na estação Roosevelt de trem por milhares de paulistas. A edição do tradicional jornal esportivo brasileiro A Gazeta Esportiva deu como título na primeira página o seguinte:

Palmeiras Campeão do Mundo
A Gazeta Esportiva

Já a Rádio Panamericana, atual Rádio Jovem Pam, também considerou o Palmeiras Campeão do Mundo. A competição foi a primeira tentativa de organizar-se um campeonato de abrangência mundial, antes mesmo de se organizar a Taça Libertadores e a Liga dos Campeões. Na sua primeira edição, a FIFA acompanhou atentamente o torneio, indicando os árbitros e organizando-o em parceria com a CBD, sob o comando do secretário geral e vice-presidente da entidade, Ottorino Barassi; Este, por sinal, acompanhou a final, entregando as medalhas e o troféu.

Fifa reconhece o título como mundial[editar | editar código-fonte]

Desde 2001, dirigentes do Palmeiras trabalhavam para que o título da Copa Rio de 1951 fosse reconhecido como o primeiro Mundial de Clubes da história.[6] O clube paulista preparou um dossiê para fazer lobby junto a Fifa com o pedido do reconhecimento.[7] [8]

No final de março de 2007, dirigentes do Palmeiras apresentaram um fax, que havia sido encaminhado e assinado pelo então secretário-geral da Fifa, Urs Linsi, que atestava que a primeira edição da Copa Rio tinha sido o primeiro Mundial de Clubes de futebol da história.[6] [9] O clube brasileiro comemorou o reconhecimento e chegou a anunciar festejos para comemorar a chancela da Copa Rio como o primeiro mundial oficial.[10] [11]

Com a repercussão da decisão da FIFA, outros clubes brasileiros pediram à Fifa o mesmo reconhecimento como "campeão mundial" para alguns títulos em torneios internacionais que disputaram, como o Fluminense (Copa Rio 1952) e o Santos (Recopa Internacional de 1968).[12]

Com receio de provocar uma onda de pedidos de outros clubes do mundo sobre o mesmo tema, a Fifa voltou atrás da decisão sobre a Copa Rio 1951, não assumiu que o torneio disputado no Brasil era o primeiro campeonato mundial de clubes e anunciava que o Comitê Executivo da entidade decidiria sobre o assunto.[9]

Em 26 de abril de 2007 o jornal O Estado de S. Paulo veiculou em seu site a notícia[13] de que a Fifa alertou que a decisão final sobre o reconhecimento da Copa Rio de 1951 como um título mundial só seria definida após reunião no dia 27 de maio. "Ainda não há uma decisão formal", afirmou na ocasião Andreas Herren, porta-voz da Fifa em Zurique. "O caso foi debatido internamente pela administração da Fifa. Mas a conclusão foi a de que, por sua importância e complexidade, deve ser levado ao Comitê Executivo", disse o porta-voz.

Em dezembro de 2007 a Fifa endossou que o Corinthians, clube que conquistou o Campeonato Mundial de Clubes da FIFA 2000, era o primeiro campeão mundial reconhecido pela entidade.[14] [nota 1] , o que fez também que as Copas Intercontinentais disputadas entre os clubes campeões da Copa Libertadores da América e da Copa dos Campeões da Europa também não fossem reconhecidas pela entidade máxima do futebol mundial. Os dirigentes do Palmeiras não recorreram da decisão da Fifa.[15]

Em agosto de 2014, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, afirmou que a entidade reconhecerá a competição de 1951 como um Mundial de Clubes. O dirigente máximo da entidade destacou que a Copa Rio não será equiparada aos Mundiais da Fifa, mas que o Palmeiras receberá um certificado que chancela a importância da Copa Rio como a primeira competição em nível mundial[16] .

Depois da Copa Rio - 1951-1959[editar | editar código-fonte]

No mesmo ano de 51 o Palmeiras vence o Torneio Rio-São Paulo. No período de 1952 até 1958 o Palmeiras não ganha nenhum título. Já em 1959 o Palmeiras volta a ser campeão paulista, vence o Santos de Pelé no último jogo, esse campeonato foi intitulado pela imprensa da época como o Supercampeonato Paulista,[17] devido ao equilibrio e força de ambos os elencos, Palmeiras e Santos disputaram a liderança rodada a rodada, o Santos venceu o primeiro turno e o Palmeiras o segundo; o título foi decidido em três partidas, dois empates e uma vitótia palestrina, 2 a 1, título considerado histórico até os dias atuais. No mesmo ano o escudo muda novamente, agora, o P ganha o nome Palmeiras ao seu redor, o mesmo até os dias atuais.

Ademir da Guia

Década de 1960 - A primeira "Academia de Futebol"[editar | editar código-fonte]

Começa a década de 1960 e o Palmeiras seria o único time paulista a rivalizar com o Santos de Pelé. Em 1960 o Palmeiras ganha o seu primeiro título nacional, a Taça Brasil (o Campeonato Brasileiro da época), goleando o Fortaleza por 8 a 2. Com esta histórica conquista o Palmeiras conquista o direito de disputar pela primeira vez a Taça Libertadores no ano seguinte. Em 1961, em sua primeira participação na Libertadores, o Palmeiras chega à final contra o Peñarol do Uruguai, perdendo o título com uma derrota e um empate. Em 1963 o Palmeiras é novamente campeão paulista com grande destaque para o atacante Julinho Botelho. O ano de 1965 é histórico para o Palmeiras; no dia 7 de Setembro no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, o Palmeiras entra em campo com a camisa da Seleção Brasileira para enfrentar o Uruguai e vence por 3 x 0 com gols de Julinho Botelho, que encerra a carreira no fim da temporada, Rinaldo e Tupãzinho, além disso conquista o Torneio Rio-São Paulo. Em 1966 novamente o Palmeiras conquista o Paulista em cima do Santos de Pelé. O ano seguinte é um dos melhores da década para o Palmeiras, o Verdão ganha a Taça Brasil e o recém - criado Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o chamado Robertão, uma outra espécie de competição nacional. Em 1968 o Palmeiras de novo chega a final da Libertadores, agora perdendo para o Estudiantes da Argentina. A década se encerra como começou, conquista de títulos, o Robertão (título nacional) e o tradicional Troféu Ramón de Carranza, na Espanha.

Luís Pereira, pela Seleção, na Copa de 74

Década de 1970 - A Segunda "Academia de Futebol"[editar | editar código-fonte]

Começa a década de 1970, uma das melhores da história do Palmeiras. Comandados por Leão, Luís Pereira, Dudu, Ademir da Guia, entre outros, o Palmeiras começa a montar a equipe que dominaria o cenário nacional na primeira metade da década. Em 1971 o atacante Leivinha, na época na Portuguesa é contratado após longa negociação. Ele se tranformaria em um dos maiores artilheiros do clube com 105 gols. O ano de 1972 é histórico, o Palmeiras conquista os títulos das 5 competições que participou, entre elas o Campeonato Paulista, o último campeão invicto referente ao campeonato paulista até os dias atuais, e Brasileiro, triunfos em cima do São Paulo e do Botafogo do Rio, respectivamente. No ano seguinte vem o bicampeonato brasileiro, contra o São Paulo, além do time paulista, o quandragular final ainda era composto por grandes times da época, o Cruzeiro e o Internacional do RS. Em 1974 o Verdão conquista um dos títulos mais comemorados de sua história; em uma final diante do Corinthians, que na época estava amargando um jejum de vinte anos sem ganhar nenhum título, o Palmeiras vence por 1 a 0 com gol de Ronaldo. Este título causou grandes estragos no rival palmeirense, o Corinthians se desestruturou, e o então presidente Vicente Matheus ainda se viu obrigado a negociar um dos maiores jogadores da história corintiana; Roberto Rivellino.[18]

Leão

Último título da "geração Ademir" e começo de um jejum[editar | editar código-fonte]

Em 1976 o Palmeiras ganha mais um "Paulista", o último da geração Ademir da Guia, considerado o melhor jogador da história do clube, apelidado de o "Divino", ele abandonou o futebol no ano seguinte, depois de 16 anos de glórias. Este título contou com Dudu comandando a equipe do banco de reservas, inclusive a partida final é até os dias atuais a recordista de público na história do Palestra Itália, mais de 40 mil pessoas. Em 1977, Ademir resolve abandonar o futebol, depois de 16 anos de glórias na equipe palestrina, inclusive, vale ressaltar que Ademir nos jogos finais renunciou à posição de titular absoluto. No ano de 1978, o Palmeiras chega à final do Campeonato Brasileiro comandado por jogadores como Jorge Mendonça, mas perde para o Guarani do então jovem atacante Careca. Em 1979, mesmo fazendo grandes campanhas tanto no "Paulista" como no "Brasileiro", ambas sob o comando de Telê Santana, o time não consegue chegar ao título, o time ficou conhecido na época como o "Verdão Maravilha". Um fato curioso a ser destacado nesse ano é que Vicente Matheus conseguiu no "tapetão" o adiamento das finais do Campeonato Paulista, muitos alegam que essa atitude prejudicou o time palestrino.[19] No período de 1980 até 1985 o Palmeiras não conquista nenhum título de importância histórica, é considerada a pior fase da história do clube.Em 1981, o Verdão vai mal no "paulista" e tem de começar o ano na Taça Prata(então divisão de acesso do nacional), mas tem uma boa campanha e consegue ficar em primeiro de seu grupo e, pelo regulamento, é promovido à Taça Ouro.Já em 1982, fracassa no paulista mais uma vez, mas não consegue uma boa colocação na Taça Prata, não conseguindo migrar para a Taça de Ouro. No ano de 1985 ocorre um jogo considerado histórico, a partida entre Palmeiras e São Paulo termina empatada em 4 a 4 no Estádio do Pacaembu, além do placar anormal, houve duas cobranças de pênaltis perdidas, um para cada lado. Em 1986 o time volta a disputar uma final do campeonato paulista, mas é derrotado pela surpreendente Internacional de Limeira; nesse mesmo campeonato, o Palmeiras derrota o seu arqui-rival, o Corinthians, por 5 a 1. Em 1987 o jovem goleiro Zetti entra para a história ao ficar 1.239 minutos sem tomar gol defendendo o Verdão. Em 1989 o time conquista a Taça dos Invictos (23 partidas sem perder) sendo o seu treinador Leão.

Zinho, jogador fundamental em 12 de junho de 1993

1992-2000, a Era Parmalat[editar | editar código-fonte]

No começo da década de 1990 o Palmeiras segue sem títulos, mas em abril de 1992, a diretoria assina um inédito contrato de parceira para a gestão do futebol com a multinacional italiana Parmalat e anuncia profundas mudanças, entre elas a camisa, que ganha listras brancas e o verde fica mais claro. Inicialmente, alguns craques são contratados, entre eles o meia Zinho e o lateral Mazinho, que se juntaram a jogadores, como o volante César Sampaio e o atacante Evair. Com a equipe ainda em formação e se acostumando aos novos tempos, o Palmeiras foi vice-campeão do Campeonato Paulista de 1992. Na virada de 1992 para 1993, outros craques são contratados, como o zagueiro Antonio Carlos, além de revelações do futebol que trariam muitas alegrias ao torcedor alviverde, como o lateral-esquerdo Roberto Carlos e os atacantes Edmundo e Edílson. Com a postura ousada da Parmalat, de fazer contratações caras para a época, o Palmeiras caminhava para o retorno aos títulos.

1993 - O fim do jejum em cima do maior rival[editar | editar código-fonte]

Edmundo, um dos ídolos do início da Era Parmalat

O ano de 1993 é histórico para a Sociedade Esportiva Palmeiras. O Verdão foi campeão paulista, do Torneio Rio-São Paulo sobre o Corinthians, 27 anos depois de sua última disputa, contando com o time reserva, já que os titulares estavam servindo a seleção. Antes disso, na final do Paulistão, no dia 12 de Junho, o Palmeiras comandado por Vanderlei Luxemburgo venceu o mesmo Corinthians, sendo campeão paulista após 16 anos de jejum. A partida foi realizada no Estádio do Morumbi. Segundo o regulamento, o Palmeiras precisava vencer o segundo jogo da final para levar a decisão para a prorrogação, uma vez que o Corinthians ganhou o primeiro jogo por 1 a 0, com gol marcado por Viola, o artilheiro da competição, que imitou um porco, em clara provocação aos palmeirenses. Na segunda partida, Luxemburgo usou a comemoração de Viola para motivar ainda mais os jogadores.

O Palmeiras abriu o placar no primeiro tempo, quando após um passe do centroavante Evair, o meia Zinho acertou um belo chute de perna direita. No segundo tempo, Mazinho, jogando na época como lateral-direito, fez uma grande jogada pela esquerda e cruzou para Evair ampliar. Logo em seguida, o volante Daniel Frasson cruzou da esquerda para Evair, que chutou na trave, mas na sobra Edílson marcou. Com esse placar, o alviverde jogava pelo empate na prorrogação, mas Evair marcou de penalti o gol do título e da quebra do tabu, num dos jogos mais memoráveis do Derby Paulista, que terminou com o placar final de 4 a 0. Na final do Campeonato Brasileiro, depois de uma ótima campanha na primeira fase, derrota com facilidade o Vitória, que havia eliminado o Corinthians em jogo decisivo. No primeiro jogo, em Salvador, o Palmeiras venceu por 1 a 0, com gol marcado pelo atacante Edílson. No segundo jogo, no Estádio do Morumbi, derrotou o Vitória por 2 a 0, com gols de Evair e Edmundo, chegando ao seu terceiro título da competição, na fase moderna do Campeonato Brasileiro (a partir de 1971).

Roberto Carlos

1994 - Bicampeonatos estadual e brasileiro[editar | editar código-fonte]

Em 1994, de novo, é campeão paulista e brasileiro no mesmo ano. No Campeonato Paulista, que foi disputado por pontos corridos, o Palmeiras terminou seis pontos à frente do segundo colocado, mesmo com a ausência de Edmundo, suspenso por indisciplina pelo treinador Luxemburgo. O centroavante Evair, em grande fase, foi o artilheiro da competição. Já no Brasileirão, o Palmeiras foi campeão novamente contra o Corinthians - essa foi a primeira final de Campeonato Brasileiro disputada pelos dois eternos rivais. Um dos destaques na campanha foi o jogador Rivaldo, que marcou gols em todos os jogos desde as semifinais contra o Guarani. Na primeira partida da final contra o Corinthians, com Edmundo reintegrado à equipe, o Palmeiras venceu por 3 a 1. Na segunda partida, o placar foi de 1 a 1 e o alviverde chegou a mais um título. O ano de 1994 marcou também o retorno da equipe à Taça Libertadores da América. O Palmeiras foi eliminado pelo São Paulo nas oitavas-de-final, mas a trajetória alviverde na competição ficou marcada pela histórica goleada, por 6 a 1, aplicada sobre o Boca Juniors, da Argentina, na primeira fase, em partida realizada no Estádio Palestra Itália.

1995 - Um ano atípico[editar | editar código-fonte]

Em 1995, o Corinthians pôs fim à série de derrotas em decisões para o Palmeiras, conquistando o Campeonato Paulista daquele ano em cima do arquirrival, que já não contava com Luxemburgo no comando da equipe e com muitos jogadores das campanhas de 1993 e 1994. Três dias antes, na Libertadores, o Palmeiras, do técnico Carlos Alberto Silva, foi eliminado pelo Grêmio, que era comandado por Luís Felipe Scolari, nas quartas-de-final. A equipe saiu de campo sob aplausos da torcida após mais uma exibição histórica, pois, por pouco, não devolveu a goleada imposta pela equipe gaúcha em Porto Alegre: o Grêmio havia vencido o primeiro jogo por 5 a 0 em uma noite em que o Palmeiras teve Rivaldo expulso. Em São Paulo, o alviverde goleou os gaúchos por 5 a 1, mas a equipe rival se classificou pelo saldo de gols.

O "Super Verdão" de 96[editar | editar código-fonte]

Em 1996, depois de uma nova reformulação no elenco e de novo comandado por Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras ganha o Campeonato Paulista de forma incrível. O alviverde conquistou o título da competição com a melhor campanha de uma equipe na era profissional neste campeonato.[20] Na ocasião, foi campeão com 83 pontos ganhos em 90 possíveis, com um índice de aproveitamento de 92,2% dos pontos disputados e 102 gols marcados em 30 jogos realizados. Desde então, esta marca jamais foi alcançada por qualquer outra equipe na competição. O time histórico de 1996 tinha craques como o goleiro Velloso, Djalminha, Luisão, Rivaldo, Cafu, o lateral esquerdo Júnior, Muller, entre outros. No mesmo ano, o Palmeiras chegou pela primeira vez à final da Copa do Brasil, mas perdeu para o Cruzeiro de Marcelo Ramos.

Luiz Felipe Scolari, o Felipão

1997-1998 - Chegada de Felipão, Copa do Brasil e Mercosul[editar | editar código-fonte]

Em 1997, o Palmeiras faz má campanha no quadrangular final do Campeonato Paulista, sendo derrotado por Corinthians, São Paulo e Santos. Já sob o comando do técnico Felipão, chega à decisão do Campeonato Brasileiro contra o Vasco da Gama. Apesar de empatar os dois jogos das finais por 0 a 0, perde o título por conta da melhor campanha da equipe do Rio de Janeiro na primeira fase. Em 1998, o Palmeiras vence pela primeira vez a Copa do Brasil, em uma revanche contra o Cruzeiro, o título viria no penúltimo minuto na decisão no Morumbi, com um gol praticamente sem ângulo marcado pelo atacante Oséas. Também conquista a primeira Copa Mercosul na final com o mesmo Cruzeiro, com um gol marcado pelo paraguaio Arce na partida decisiva.

Conquista da Taça Libertadores da América de 1999[editar | editar código-fonte]

Bandeja de prata e réplica da Copa Libertadores da América conquistada pelo Palmeiras em 1999

O ano de 1999 é memorável para a história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Em uma campanha histórica[21] , o Verdão de Felipão vence nos pênaltis a Libertadores, principal competição do futebol do continente, em uma final com o Deportivo Cali da Colômbia no Palestra Itália, com grande destaque para o goleiro Marcos, escolhido o melhor jogador da competição. Durante a competição o Palmeiras eliminou times como Vasco (campeão do ano anterior), Corinthians e River Plate, entre outros. O capitão da equipe nessa histórica conquista foi César Sampaio. Outro destaque foi a participação de Paulo Nunes. Além dos gols e passes para seus companheiros, ele se destacou pelas comemorações engraçadas e até mesmo provocativas de seus gols. O elenco ainda era formado pelos laterais Arce (direito) e Júnior (esquerdo); pelos zagueiros Júnior Baiano e Roque Júnior; o volante Rogério; os meio-campistas Alex e Zinho; e pelo atacante Oséas. Também tiveram participação importante na conquista os atacantes Evair e Euller, além do zagueiro Cléber e do volante Galeano. O ano de 1999 também ficaria marcado por um dos jogos mais emocionantes da história alviverde, pela Copa do Brasil. Na ocasião, com uma vitória por 4 a 2 obtida nos minutos finais, o Palmeiras eliminou o Flamengo e se classificou para as semifinais, quando foi superado pelo Botafogo nos pênaltis.

Marcos, ídolo do Palmeiras

Perda do título mundial[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 1999, o clube é vice-campeão mundial, perdendo para o Manchester United em Tóquio, por 1 a 0, mesmo fazendo uma boa partida. O zagueiro Júnior Baiano e o goleiro Marcos são criticados pelas falhas no gol do Manchester. Além disso, o ataque também foi criticado pelas inúmeras chances de gol desperdiçadas durante a partida, principalmente no segundo tempo.

Vice da Libertadores, após eliminação histórica do Corinthians[editar | editar código-fonte]

No ano de 2000, o Palmeiras chegou ao vice-campeonato da Libertadores, perdendo para o Boca Juniors, da Argentina, nos pênaltis, depois de dois empates: 2 a 2 no Estádio de La Bombonera e 0 a 0 no Morumbi.[22] . Nas semifinais, em dois jogos épicos, o alviverde elimina o arquirrival Corinthians. Na primeira partida das semifinais da Libertadores de 2000, o alvinegro venceu por 4 a 3. Depois de abrir o placar com um gol do meio-campista Ricardinho e permitir que a equipe alviverde empatasse o jogo em 3 a 3, o alvinegro decidiu o jogo nos minutos finais, com um gol do volante Vampeta. O segundo jogo contou com duas viradas de placar. O Palmeiras abriu a contagem com um gol do atacante Euller; o Corinthians chegou à primeira virada com dois gols de Luizão; e o alviverde virou novamente o jogo e definiu o placar em 3 a 2, com gols de Alex e Galeano.Com a igualdade no saldo de gols, a classificação para a final contra o Boca foi, pelo segundo ano consecutivo, definida nas cobranças de pênalti. O Palmeiras converteu as cinco cobranças, enquanto o adversário desperdiçou o último tiro livre indireto, depois que o goleiro Marcos defendeu a cobrança do ídolo corintiano Marcelinho Carioca, num dos momentos mais marcantes da história da competição[23] [24] . No início da temporada de 2000, o Palmeiras conquistaria o torneio Rio-São Paulo, com uma goleada contra o Vasco de Edmundo e Romário por 4 a 0. Na metade do mesmo ano, com uma equipe de garotos e já com a diminuição expressiva de investimentos da Parmalat, o alviverde vence a Copa dos Campeões, que lhe garantiu o direito de disputar a Libertadores do ano seguinte.

Palmeiras no Século XXI[editar | editar código-fonte]

2001-2007[editar | editar código-fonte]

Início do novo milênio sem a Parmalat[editar | editar código-fonte]

Em 2001, no primeiro ano do novo milênio, já sem a Parmalat, o Palmeiras consegue chegar à semifinal da Libertadores da América, mas é eliminado novamente para o Boca Juniors, nos pênaltis, após uma atuação contestada do árbitro paraguaio Ubaldo Aquino na primeira partida, na Argentina, em La Bombonera, por parte da equipe brasileira.

Segunda divisão e o retorno à elite[editar | editar código-fonte]

Vágner Love, fundamental na conquista da Série B de 2003

Em 2002, o clube foi rebaixado à segunda divisão do Campeonato Brasileiro devido à péssima campanha no campeonato daquele ano, mesmo contando com uma equipe bastante forte, pelo menos no "papel", já que, na prática, isso não resultou em bons resultados. A última e derradeira partida ocorreu na Bahia na derrota para o Vitória. Em 2003, o Palmeiras disputou e venceu o campeonato da segunda divisão com larga folga em relação aos seus adversários, entre eles o Botafogo do Rio de Janeiro, retornando à primeira divisão no ano seguinte. Nessa equipe campeã da "Série B", o Palmeiras fez uma grande reformulação no seu elenco e apostou as suas fichas em garotos revelados pelo clube, entre eles Vágner Love. Apesar de ser pela segunda divisão, o Palmeiras conseguiu ter o artilheiro do campeonato nacional pela primeira vez em sua hintória, com o garoto Love. Em 2004, o clube obteve a quarta colocação no campeonato brasileiro e retornou à Libertadores da América, disputa em que é o clube brasileiro com o maior número de participações, além de quatro finais disputadas. No ano de 2005 o Verdão fica novamente em quarto lugar no "Brasileirão" e garante vaga na primeira fase de repescagem da Libertadores de 2006, onde passa com folga pelo Deportivo Táchira da Venezuela, tendo garantido assim, mais uma participação na fase de grupos da competição. Nas oitavas-de-final, o Palmeiras foi eliminado pelo segundo ano consecutivo pelo São Paulo, após dois jogos equilibrados e uma atuação considerada infeliz do trio de arbitragem comandado por Wilson Souza de Mendonça, que de certa maneira "ajudou" a decidir o confronto anotando um pênalti inexistente em cima de Júnior após "armar" de forma involuntária um contra-ataque a favor da equipe do Morumbi. No mesmo ano de 2006, faz boa campanha no Campeonato Paulista, mas termina na terceira posição, devido a ausência de seu melhor jogador até então, Juninho Paulista. No campeonato brasileiro realiza uma das piores campanhas da história palestrina, contudo, consegue escapar do rebaixamento.

Em busca do retorno às glórias[editar | editar código-fonte]

Após um final de 2006 turbulento, o Palmeiras começa o ano de 2007 renovado, buscando um melhor planejamento para voltar a lutar efetivamente por títulos.

Encerrada a fraca campanha no campeonato brasileiro, o presidente Affonso Della Monica decidiu promover uma grande reformulação no departamento de futebol do clube, mesmo já estando no final de seu primeiro mandato. Essa reformulação iniciou-se com o afastamento do então diretor de futebol Salvador Hugo Palaia, considerado como uma personalidade egocêntrica e geradora de conflitos como o que marcou a saída do elogiado treinador Tite. Sua substituição por Gilberto Cipullo, homem forte do clube nos "anos dourados" da Parmalat, foi seguida pela contratação do técnico Caio Júnior e a dispensa de diversos jogadores que não agradavam a torcida, sendo alguns deles com salários considerados altos para a difícil situação financeira do clube, tais como Juninho Paulista e Marcinho. Para superar algumas perdas, o Palmeiras investiu na contratação de alguns jogadores elogiados pela crítica na última temporada, tais como o zagueiro Edmílson, os volantes Pierre e Martinez, além dos atacantes Florentín e Cristiano.

Com um elenco mais enxuto e buscando planejar a colheita de bons resultados em um maior prazo, o Palmeiras de 2007 é um time em formação, mas que já espera pela crescente pressão dos torcedores para a conquista de títulos importantes (que não aparecem desde 2000).

No campo político, Della Monica conseguiu se reeleger para mais dois anos de mandato dentro do clube em 22 de janeiro, derrotando Roberto Frizzo e colocando em xeque o futuro político do ex-presidente Mustafá Contursi, aliado do rival. Para vencer as eleições, Della Monica contou com o apoio de outros nomes importantes da era Parmalat, como Seraphim Del Grande e Luiz Gonzaga Beluzzo (relegados ao ostracismo durante os anos em que Contursi dirigiu o clube), e de uma maioria significativa de torcedores, esperançosos com a volta de administradores que antes eram considerados como símbolo da boa organização que marcou a gloriosa década de 1990 do alviverde.

2008-2010[editar | editar código-fonte]

Fim do jejum de estaduais e nova geração de ídolos[editar | editar código-fonte]

Valdivia

Em 2008, o Palmeiras fecha acordo com a Traffic e troca de patrocinador. Com a saída da Pirelli, entra a montadora automotiva Fiat, que patrocina a parte da frente e as costas das camisetas. O Palmeiras também fechou contrato com um patrocinador para as mangas do fardamento: as tintas Suvinil. Com a parceria da Traffic, o Palmeiras passou a investir mais em jogadores, já que tinha a sua disposição cerca de R$ 40 milhões. O clube contratou o técnico Wanderlei Luxemburgo, entretanto, este não foi pago pela Traffic.[25] Com um time renovado e liderado pelo meia chileno Valdívia em grande fase, o Palmeiras conquistou, no dia 4 de maio, após um jejum de 12 anos na competição, o Campeonato Paulista de 2008, vencendo a Ponte Preta por um resultado agregado elástico de 6 a 0 (1 a 0 e 5 a 0).[26] Alguns dias antes de ganhar o título, o clube é eliminado da Copa do Brasil pelo Sport após empatar, no Palestra Itália, por 0 x 0 e ser goleado por 4 x 1, na Ilha do Retiro. No Campeonato Brasileiro de 2008, a equipe de Luxemburgo, despontou como uma das favoritas ao título, mas, já sem contar com o Valdívia, encerrou a competição na quarta colocação, que garantiu classificação para a primeira fase da Taça Libertadores da América do ano seguinte. Nesse período a torcida, em busca de esperança, a torcida fez seus ídolos: Kléber, Valdívia e Pierre são os principais.

Dois anos para esquecer[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o alviverde iniciou a temporada com grandes mudanças, dispensando vários jogadores e contratando jovens revelações. A maior delas foi o atacante Keirrison, que marcou 13 gols nas 10 primeiras partidas que realizou com a camisa do Palmeiras, agora, patrocinada pela Samsung. A equipe alviverde surpreendeu a imprensa especializada no Campeonato Paulista com a melhor campanha na primeira fase, mas foi eliminada nas semifinais pelo Santos. Na Libertadores, oscilou com apresentações que mostraram a inexperiência dos jovens atletas nos jogos em casa, mas se superou em diversas apresentações na casa dos adversários, especialmente nos jogos contra o Colo Colo, do Chile, quando buscou uma classificação para as oitavas-de-final nos últimos minutos de jogo (gol de Cleiton Xavier), e contra o Sport Recife, já nas oitavas, quando eliminou a equipe pernambucana nos pênaltis, com três defesas do goleiro Marcos. O Palmeiras foi desclassificado nas quartas-de-final pelo Nacional, depois de empatar por 1 a 1 em casa e por 0 a 0 no campo da equipe uruguaia. No Campeonato Brasileiro, já sob o camando do técnico Muricy Ramalho, o alviverde liderou a competição durante 19 rodadas, mas não conseguiu manter o desempenho na reta decisiva e sequer se classificou para a Copa Libertadores, ficando na quinta colocação e frustrando sua torcida.

Em 2010, o clube manteve a maior parte do elenco da temporada anterior e obteve um desempenho pífio no primeiro semestre, ficando em apenas 11º lugar do Campeonato Paulista e sendo eliminado nas quartas-de-final da Copa do Brasil, pelo Atlético Goianiense. Nessa primeira metade do ano, o time passou por trocas de técnicos e nem mesmo o campeoníssimo Muricy Ramalho escapou da demissão. Além disso, houve desgaste na relação de alguns jogadores e a torcida, especialmente na polêmica envolvendo o meia Diego Souza, que saiu do clube, após retrucar ofensas de torcedores. O atraso do início das obra em seu estádio foi mais um problema enfrentado pela diretoria ao longo desse ano. O segundo semestre do alviverde tinha tudo para ser melhor com a vinda de ídolos do passado como o técnico Felipão, o atacante Kléber e Valdívia. O novo treinador disse que tinha um elenco limitado e faria um trabalho visando a temporada de 2011. Demorou um pouco para conseguir encaixar a equipe, mas ele conseguiu uma boa sequência de vitórias no nacional e uma classificação emocionante nas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, quando o volante Marcos Assunção fez o gol consagrador nos minutos finais contra o Vitória, reascendendo a esperança da massa palmeirense de obter um título internacional novamente. Contudo, o elenco "abandonou" o Campeonato Brasileiro muito cedo e foi tragicamente eliminado da Copa Sul-Americana nas semifinais da competição, contra o Goiás, frustrando mais uma vez sua torcida, que viu sua equipe encerrar a primeira década do milênio de uma maneira bem menos vitoriosa do que o final do século XX.

2011-2012[editar | editar código-fonte]

Início ruim da nova década[editar | editar código-fonte]

O primeiro ano da segunda década do terceiro milênio não foi muito diferente dos dois últimos anos da década anterior. No Campeonato Paulista de 2011, a equipe até fez uma boa campanha na primeira fase, empatando em pontos com o líder São Paulo, mas ficando na segunda posição por conta apenas do número de vitórias. Na semifinal, disputada em jogo único contra o arquirrival Corinthians, o alviverde lutou, mas não conseguiu avançar à final. Com arbitragem polêmica do juiz Paulo César de Oliveira, o Palmeiras jogou a maior parte da partida com um jogador a menos, já que o zagueiro Danilo foi expulso por carrinho violento sobre o centroavante corintiano Liédson. Apesar da adversidade e também da expulsão do técnico Luis Felipe Scolari, o Palmeiras dominou a partida e fez o primeiro gol, aos 7 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Leandro Amaro. O Corinthians, por sua vez, empatou o jogo aos 19 minutos, com gol do atacante William. A decisão foi para os pênaltis. Nas cobranças, o goleiro corintiano Júlio César defendeu a sexta cobrança, do jogador palmeirense João Vítor, e o peruano Ramirez acertou a cobrança alvinegra, classificando a equipe às finais do campeonato e quebrando um tabu do Corinthians, que nunca havia eliminado o arquirival por meio de cobranças de pênalti[27] . Poucos dias depois, nas quartas-de-final da Copa do Brasil, o Palmeiras fez uma partida irreconhecível e foi impiedosamente goleado pelo Coritiba por 6 a 0, em Curitiba. No jogo de volta, tentou reverter o placar, mas não passou de um 2 a 0, que resultou na eliminação da equipe na competição. No Campeonato Brasileiro, a equipe começou bem, mas, depois de uma polêmica envolvendo o atacante Kléber, que exigia maior reconhecimento salarial, o grupo passou por uma má fase durante boa parte da competição, incluindo aí a dispensa do atacante pelo técnico Luis Felipe Scolari. Nas rodadas finais, até se recuperou com gols salvadores do volante Marcos Assunção, mas não passou de um 11º lugar no campeonato.

Marcos Assunção

Volta do maior campeão nacional e novo rebaixamento[editar | editar código-fonte]

O Palmeiras começou o ano de 2012 desacreditado pela imprensa e pela própria torcida, em função da fraca temporada de 2011. O alviverde iniciou o ano com poucas mudanças no elenco, com a aposentadoria do ídolo Marcos, mas venceu a primeira partida de 2012 com uma vitória sobre o Ajax, da Holanda, em amistoso disputado no Estádio do Pacaembu. Entre as poucas contratações para a temporada, o maior destaque foi o atacante argentino Hernán Barcos, vindo da LDU do Equador. A equipe ainda trouxe o lateral Juninho, do interior paulista, e o meia Daniel Carvalho, numa negociação com o Atlético Mineiro.

O Palmeiras iniciou o Campeonato Paulista de Futebol de 2012 regular, com Hernán Barcos fazendo 13 gols nos 10 primeiros jogos, mas chegou ao final da competição sem o mesmo aproveitamento e caiu nas quartas de final da competição diante do Guarani. Em contrapartida, na Copa do Brasil, o clube fez campanha impecável, confirmando a fama de Luiz Felipe Scolari de ser especialista em competições mata-mata. O alviverde eliminou o Coruripe, de Alagoas, na Primeira Fase; o Horizonte, do Ceará, na Segunda Fase; o Paraná Clube nas oitavas de final; e o Atlético Paranaense nas quartas de final.

Na semifinal, contra o Grêmio, o Palmeiras chegou a ser apontado como azarão pela imprensa, mas conseguiu importante vitória por 2 a 0, em pleno Estádio Olímpico, em Porto Alegre, na primeira partida, que teve o centroavante Hernán Barcos e o atacante Mazinho como grandes destaques. No jogo de volta, na Arena Barueri, segurou o empate por 1 a 1, com atuação decisiva do meia Valdívia[28] , e chegou à sua primeira final de competição nacional em 12 anos. Na final, disputada contra o Coritiba, o alviverde mais uma vez entrou em campo desacreditado pela imprensa, mas, apoiado pela torcida e por um esquema tático sólido implantado por Scolari, venceu o primeiro jogo da decisão, em Barueri, por 2 a 0, com gols de Valdívia e Thiago Heleno e importante participação do volante Marcos Assunção. Na partida de volta, disputada na capital paranaense, no Estádio Couto Pereira, o Palmeiras fez grande partida, segurou o Coritiba e a torcida e arrancou um empate por 1 a 1. O resultado levou a equipe alviverde ao título invicto da competição, consolidou o clube como o maior vencedor de títulos nacionais da história, com 11 conquistas, e classificou os paulistas para a Copa Libertadores da América do ano seguinte[29] .

O que parecia ser o ano da redenção e retorno às tradições vitoriosas se transformou, no segundo semestre de 2012, no ano dos extremos, já que, apesar de ter ratificado a marca de maior campeão nacional da história, o Palmeiras amargou um novo rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, depois de uma campanha marcada por uma série de contusões de jogadores, mau planejamento, elenco limitado e uma administração bastante questionada de seu presidente Arnaldo Tirone. A equipe foi matematicamente levada à segunda divisão na antepenúltima rodada da Série A, depois de um empate contra o Flamengo, em Volta Redonda, por 1 a 1, e de placares desfavoráveis de seus adversários diretos, como o Bahia e a Portuguesa[30] .

Fernando Prass

Novo retorno à elite[editar | editar código-fonte]

Após o ano incomum de conquista e rebaixamento, o Palmeiras teve como principal meta de 2013 a volta à divisão principal do Campeonato Brasileiro. A primeira novidade do ano foi a eleição do presidente Paulo Nobre[31] , que simbolizou uma esperança de renovação administrativa do clube após a polêmica gestão de Arnaldo Tirone. O primeiro semestre foi de desafios e dificuldades, com a nova gestão tentando reestruturar o clube e tendo o desafio de montar um elenco de jogadores num momento de crise financeira. Logo em fevereiro, a torcida foi surpreendida com a venda de seu principal jogador, o centroavante argentino Barcos, para o Grêmio, que, em contrapartida, liberou quatro jogadores ao alviverde e uma quantia em dinheiro para fechar o negócio[32] . Ainda na primeira metade do ano, o time foi eliminado pelo Santos, na disputa de pênaltis, pelas oitavas de final do Campeonato Paulista. Na Copa Libertadores da América, puxado pela torcida nos jogos disputados em casa, o time até vinha bem, mas foi eliminado também nas oitavas, em pleno Estádio do Pacaembu, pela equipe mexicana do Tijuana, após frango histórico do goleiro Bruno, que substituía o titular Fernando Prass[33] . Em agosto de 2013, o clube promoveu uma nova reformulação no Avanti, com a criação de novas faixas para o plano de sócio torcedor e a inclusão de novos benefícios para os associados[34] . Depois disso, o programa deu um salto importante, chegando muito próximo da marca de 40 mil associados[35] . Na Série B de 2013, com uma campanha com clara superioridade da equipe ante as demais e tendo como destaques as participações de Fernando Prass, Alan Kardec e Valdivia, o Palmeiras subiu novamente à primeira divisão com 6 rodadas de antecedência, garantindo a participação na Série A de 2014, ano de seu centenário[36] . O título foi conquistado no dia 16 de novembro, depois de o aliverde derrotar o Boa Esporte, por 3 a 0, no Estádio do Pacaembu[37] .

Publicações e filmes sobre o Palmeiras[editar | editar código-fonte]

Livros, revistas e outras publicações, além de filmes e documentários que retratam a história ou algumas curiosidades do Palmeiras:

Livros
  • BETING, Mauro - O dia em que me tornei…palmeirense. São Paulo: Panda Books, 2007.
  • BETING, Mauro - Os dez mais do Palmeiras. São Paulo: Maquinária, 2009.
  • CAMPOS JÚNIOR, Celso de - O Livro de São Marcos. São Paulo: Editora Realejo, 2011.
  • CAMPOS JÚNIOR, Celso de - 1942 - O Palestra vai à Guerra. São Paulo: Editora Realejo, 2012.
  • DUARTE, Orlando - O alviverde imponente. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.
  • FERRARI, Osni - Oberdan Cattani, a Muralha Verde. São Paulo. Edição própria, 2004.
  • FRANCINE, Soninha - Meu pequeno palmeirense. São Paulo: Editora Belas Letras, 2009.
  • GALUPPO, Fernando Razzo - Alma Palestrina. Belo Horizonte: Editora Leitura, 2009.
  • GALUPPO, Fernando Razzo - Morre líder, nasce campeão!. São Paulo: BB Editora, 2012.
  • GALUPPO, Fernando Razzo - O Time do Meu Coração: Sociedade Esportiva Palmeiras. Belo Horizonte: Editora Leitura, 2009.
  • GALUPPO, Fernando Razzo - Palmeiras Campeão do Mundo 1951. São Paulo: Editora Maquinária, 2011.
  • GRECO, César - O Brasil é alviverde inteiro. São Paulo: Editora Baroni&Baroni, 2012.
  • HELENA JÚNIOR, Alberto - Palmeiras, a eterna Academia - 2ª Edição. São Paulo: DBA, 2003.
  • KLEIN, Marco Aurélio e AUDININO, Sérgio Alfredo - O almanaque do futebol brasileiro. São Paulo: Editora Escala, 1998.
  • MAZZIERO DE SOUZA, Kleber - Divino: a vida e a arte de Ademir da Guia. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2001.
  • NAPOLEÃO, Antonio Carlos - Corinthians x Palmeiras: Uma história de rivalidade. São Paulo: Editora Mauad, 2001.
  • NASSAR, Luciano Ubirajara - Julinho Botelho, um herói brasileiro. São Paulo: Editora Expressão e Arte, 2010.
  • PAULINO, Evair Aparecido, BETING, Mauro e GALUPPO, Fernando Razzo - Sociedade Esportiva Palmeiras 1993 - Fim do Jejum, Início da Lenda!. São Paulo: BB Editora, 2013.
  • PRATA, Mário - Palmeiras, um caso de amor. São Paulo: DBA, 2002.
  • REBELO, Aldo - Palmeiras X Corinthians 1945: O Jogo Vermelho. São Paulo: Editora Unesp, 2010.
  • REIS, Marcos e BETING, Mauro - Nunca fui Santo - O Livro Oficial do Marcos. São Paulo: Universo dos Livros, 2012.
  • STORTI, Valmir e FONTENELLE, André - A história do campeonato paulista. São Paulo: Publifolha, 1997.
  • TREVISAN, Márcio e BORELLI, Hélvio - Mário Travaglini, da Academia à Democracia. São Paulo: HBG Editora, 2008.
  • UNZELTE, Celso Dario e VENDITTI, Mário Sérgio - Almanaque do Palmeiras. Sâo Paulo: Editora Abril, 2004.
  • ZIRALDO - O Campeão do Século em Quadrinhos. Sâo Paulo: Editora Globo, 2010.
Revistas
  • Série Placar: As maiores torcidas do Brasil - Palmeiras. Editora Abril, 1988.
  • Série Placar: Grandes Reportagens de Placar - Palmeiras. Editora Abril, 2001.
  • Palmeiras: Sua história, suas glórias. Editora Online, 2004.
  • Grandes Clássicos: Corinthians x Palmeiras. Editora Online, 2003.
Filmes
Documentários
  • Primeiro Tempo (2011) - Direção: Rogério Zagallo.
  • Um Craque Chamado Divino (2006) - Direção: Penna Filho.
  • Palmeiras - Campeão Copa Toyota Libertadores 99 (1999) - Direção: Flávio José Tirico e Luiz Fernando Santoro.

Referências

  1. "O verdadeiro nome do Palestra", Site Oficial do Palmeiras, 9/12/2011.
  2. "Recordar é viver: há 80 anos, Palestra Itália humilhava o Corinthians: 8 a 0", GloboEsporte.com, 5/11/2013
  3. "Há 80 anos, 8 x 0 do Palestra sobre Corinthians derrubou presidente", Placar, 5/11/2013
  4. "Palmeiras celebra 80 anos da maior goleada aplicada no Corinthians: 8 a 0", Lancenet, 5/11/2013
  5. "Arrancada Heroica completa 70 anos", Gazeta Esportiva, 20/9/2012.
  6. a b Após 56 anos, Palmeiras celebra Copa Rio-1951 como mundial - Folha Online, 30 de março de 2007.
  7. Fifa divulga em setembro se oficializa Palmeiras como campeão mundial - Folha Online, 5 de junho de 2006.
  8. Sem rumo, diretoria do Palmeiras mira passado - Folha de S.Paulo, 29 de novembro de 2006.
  9. a b Cartola que elevou Copa Rio-51 a Mundial sai de cena na Fifa - Folha de S.Paulo, 12 de junho de 2007.
  10. Palmeiras agenda festa para comemorar título mundial de 51 - Folha Online, 24 de abril de 2007.
  11. Palmeiras não vê gafe em festa e já fala em louro na camisa - Folha de S.Paulo, 27 de abril de 2007.
  12. Santos quer reconhecimento da Fifa para conquista de título em 68.
  13. http://www.estadao.com.br/esportes/futebol/noticias/2007/abr/26/255.htm
  14. Fifa confirma Corinthians como 1º campeão mundial e frustra Palmeiras - UOL Esporte, 15 de dezembro de 2007.
  15. Palmeiras prega orgulho próprio contra orfandade de Mundial - Folha de S.Paulo, 17 de dezembro de 2007.
  16. 'Palmeiras foi o campeão do mundo de clubes', afirma Blatter - O Estado de S. Paulo, 9/8/2014.
  17. Revista do jornal "Lance" (Série Grandes Clubes); Págs. 42-43 - Editora: Areté Editorial S/A - 2001
  18. Revista do jornal "Lance" (Série Grandes Clubes); Pág. 45 - Editora: Areté Editorial S/A - 2001
  19. Revista "Coleção" Placar (Grandes Reportagens de Placar); Pág 16 - Editora Abril S/A - 2001 1204-I ISSN: 0104-1762
  20. Enciclopédia do Futebol Brasileiro, Volume 1 - Lance, Rio de Janeiro: Aretê Editorial S/A, 2001, página 217
  21. "Especial Libertadores 1999", UOL, 16/6/1999
  22. "Palmeiras perde o bi", UOL Esporte, 21/06/2000
  23. "Palmeiras elimina Corinthians da Libertadores nos pênaltis", UOL Esporte/Reuters, 06/06/2000
  24. "Marcelinho erra pênalti e põe Palmeiras na final da Libertadores", Folha Online, 06/06/2000
  25. "Parceria com Traffic fará Palmeiras investir R$ 40 milhões", Estadão.com, 11/12/2007
  26. "Palmeiras marca 5, despacha Ponte e leva Paulista após 12 anos", Folha Online, 04/05/2008
  27. "Nos pênaltis, Corinthians supera trauma, vence clássico polêmico e está na final", UOL Esporte, 1/5/2011
  28. Valdivia supera sequestro, vira herói ao marcar gol e põe Palmeiras na final da Copa do Brasil (em português) (21 de junho).
  29. "Palmeiras busca empate e é campeão da Copa do Brasil", Agência Estado, 12/7/2012.
  30. "Gol de Love, Bahia e Lusa decretam o segundo rebaixamento da história do Palmeiras", UOL, 18/11/2012 Título não preenchido, favor adicionar.
  31. Piloto de rali é eleito novo presidente do Palmeiras - Folha de S. Paulo, 21/1/2013.
  32. "Negócio fechado: Palmeiras libera Barcos e recebe 'pacotão' do Grêmio", GloboEsporte.com, 8/2/2013 Título não preenchido, favor adicionar.
  33. "Com falha de Bruno, Palmeiras é eliminado da Copa Libertadores", Agência Estado, 15/5/2013.
  34. "Palmeiras reformula programa de sócio-torcedor", Agência Estado, 27/8/2013.
  35. "Sócio-torcedor do Palmeiras 'bomba' em 2013, mas segue longe de rivais", ESPN.com, 20/12/2013.
  36. "Em dia de lambança de juiz, Palmeiras empata com São Caetano e volta à Série A", UOL, 26/10/2013 Título não preenchido, favor adicionar.
  37. "Palmeiras faz 3 a 0 no Boa Esporte e é campeão da Série B", Agência Estado, 16/11/2013 Título não preenchido, favor adicionar.

Notas

  1. "Em relação à história do Mundial de Clubes da Fifa e competições intercontinentais anteriores, como a Copa Rio dos anos 50, o comitê Executivo reafirma a visão de que a primeira edição da competição foi disputada em 2000 no Brasil, onde o Corinthians foi o verdadeiro primeiro campeão mundial de clubes da Fifa. Os demais torneios não são considerados eventos oficiais da Fifa." - FIFA (retirado de uma notícia do portal brasileiro de internet IG em 15 de dezembro de 2007: Fifa decide: primeiro Mundial de Clubes foi em 2000; Intercontinental e Copa Rio são ignorados