Copa Rio de 1951

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Torneio Internacional de Clubes Campeões
Copa Rio de 1951

A Copa Rio de 1951, conhecida também como Torneio Internacional de Clubes Campeões - Copa Rio (nome escrito no troféu da edição de 1951, "Copa Rio" era o nome do troféu),[1] [2] Campeonato Mundial de Futebol,[3] Torneio Mundial de Campeões,[4] Torneio Internacional de Campeões,[5] e chamado de Torneio dos Campeões na Itália,[6] [7] na Espanha[8] e em Portugal,[9] foi uma competição intercontinental de clubes disputada por 8 equipes da Europa e América do Sul entre 30 de junho e 22 de julho de 1951 em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos estádios do Pacaembu e Maracanã, respectivamente.

A competição foi conquistada pelo Palmeiras, do Brasil, e teve a Juventus, da Itália, como vice-campeã[10] .

A Copa Rio tem a sua importância histórica em virtude de ter sido a primeira competição de futebol de clubes de abrangência intercontinental, antes mesmo da Copa Intercontinental e da Copa do Mundo de Clubes da FIFA.

A competição foi organizada pela Confederação Brasileira de Desportos, com a autorização da FIFA, e tinha este nome por ser patrocinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

História[editar | editar código-fonte]

A Copa Rio tem a sua importância histórica em virtude de ser a primeira tentativa de organização de uma Copa do Mundo de Clubes de futebol que na prática teve alcance intercontinental[11] , antes mesmo da Copa Intercontinental e da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Segundo a FIFA, a primeira tentativa de que se tem notícia de fazer um Mundial de Clubes foi o Troféu Sir Thomas Lipton, de 1909 e 1911, porém esta competição contou apenas com equipes européias.[12] [13] [14]

Em janeiro de 1951, o jornal "O Globo Sportivo" destacou a notícia de que o presidente da FIFA, Jules Rimet, concedia o apoio da entidade presidida por ele ao torneio que a CBD almejava realizar no Rio de Janeiro. Com isso, nomeou oficialmente Ottorino Barassi (posteriormente, um dos fundadores da UEFA e um dos idealizadores da Liga dos Campeões) para o comitê organizador daquela disputa, Barassi que anteriormente também tinha participado da organização das Copas de 1934 e 1950, e que no período da Segunda Guerra Mundial escondeu a taça Jules Rimet.[15] A citada matéria foi assinada pelo jornalista francês Albert Laurence, que à época era integrante do L'Équipe e France Football.[16] Albert Lawrence cobriu o evento, segundo o jornal catalão El Mundo Deportivo.[17]

O jornal catalão Mundo Deportivo sustenta a versão de que Ottorino Barassi atuava como Secretário da FIFA em 1951 e 1952. No dia 31 de dezembro de 1950, foi noticiado que Barassi e Stanley Rous (Inglaterra) atuarão em conjunto como Secretários da FIFA a partir de fevereiro de 1951. No dia 8 de junho de 1951, o jornal catalão confirma a presença de ambos no Comitê Organizador da Copa Rio, sendo que ambos acumulavam suas funções na FIFA com as de presidentes de suas respectivas Federações (Itália e Inglaterra).[8] [18] [19]

De acordo com o Jornal do Brasil do dia 20 de janeiro de 1951, Barassi e Stanley Rous (Secretários da FIFA) estavam vindo ao Brasil para discutir com a CBD sobre o Campeonato Mundial de Futebol, sobre a possibilidade de realizá-lo em junho e julho de 1951.[20]

O entusiasmo criado em torno da competição era latente, tanto que a Associação Uruguaia de Futebol suspendeu o campeonato nacional durante o período de um mês entre o final de junho e julho para que o Nacional disputasse a competição. Essa informação está presente em uma ata do dia 15 de junho de 1951, assinada por dirigentes de todos os clubes da primeira divisão do futebol uruguaio. Fato idêntico ocorreu em São Paulo e no Rio, onde os campeonatos paulista e carioca foram igualmente paralisados.[21]

A FIFA deu aval à organização do torneio e indicou como representante seu Secretário-Geral, Ottorino Barassi.[18] [22] A entidade máxima do futebol indicou os árbitros e a final contou com a presença do Ottorino Barassi para efetuar a entrega da taça ao vencedor. A imprensa dos países envolvidos na competição noticiou o torneio além de enviarem correspondentes ao Brasil. Em 6 de janeiro de 1951, Barassi (Secretário-Geral da FIFA e Presidente da Federação Italiana de Futebol) era aguardado para tratar sobre a realização do Primeiro Mundial de Clubes.[23]

Segundo a edição de 5 de abril de 1951 do jornal espanhol El Mundo Deportivo, o presidente da FIFA Jules Rimet declarou que a Copa Rio não foi submetida à FIFA;[24] segundo a edição da mesma data do Jornal do Brasil, Jules Rimet afirmou que a Copa Rio era competência exclusiva da CBD[25] e segundo a edição de 12 de abril de 1951 do mesmo jornal, Ottorino Barassi afirmou que "atribuíra ao Jules Rimet a declaração de que estava comprometida a realização daquela importante prova", e que "A Copa Rio era um fato na data prevista, não sendo de competência da FIFA, e não tinha nem sequer sido tratada nas reuniões daquele organismo", citando em seguida os valores em dinheiro oferecidos aos clubes concorrentes do torneio.[26]

Segundo o jornal italiano La Stampa de 21 de julho de 1951, a ideia do Torneio dos Campeões, surgiu durante a Copa do Mundo de 1950, a ideia foi lançada pelo jornalista britânico Frank Thompson, do jornal The Daily Mirror de Londres. Cada país seria representado a partir de uma forte disputa nacional, ou seja, representado por sua melhor equipe do campeonato nacional de cada país.[27] [28] Na edição de 15 de julho de 1950 do mesmo jornal, noticiou-se que Ottorino Barassi foi ao Brasil propor a realização de um torneio entre os campeões de Itália, Inglaterra, Argentina e Brasil, seguindo o modelo do Campeonato Sul-Americano de Campeões, questionando o jornal italiano que o modelo seria semelhante ao da Copa Latina.

Em 1975, o jornal La Stampa, em matéria sobre a Juventus, que viria ao Brasil, destacou a nostalgia do Torneio dos Campeões, que segundo o jornal, inspirou os franceses a criarem a Liga dos Campeões da qual se derivou a Copa Intercontinental.[29] [30] [31]

A Copa Rio foi um "projeto impressionante" e que teve uma recepção entusiástica dos dirigentes da FIFA, Ottorino Barassi, Jules Rimet e Stanley Rous em particular. Assim, o "Torneio dos Campeões" foi criado "quase tendo o rótulo oficial" (ou seja, quase tendo o rótulo oficial da FIFA), segundo evidenciou o jornal italiano Corriere dello Sport na véspera do evento, informando também o jornal que o dirigente italiano Ottorino Barassi e a CBD foram os responsáveis diretos pela concretização do projeto.[32]

A mesma matéria confirma que a ideia original era fazer a competição com 16 times, conforme exposto por Fernando Galuppo em seu livro. Além dos países citados pelas demais fontes (Inglaterra, Iugoslávia, Áustria, Espanha, França, Itália, Uruguai, Portugal, Suécia), a matéria informa que o campeão escocês também foi convidado à competição.

O Jornal do Brasil de 30 de junho de 1951 atribuiu ao jornalista Mário Filho a sugestão para a criação da Copa Rio (que o jornal chamou de Torneio Internacional dos Campeões), dizendo que Mário Filho fez esta sugestão à CBD, devido "ao sucesso da Copa do Mundo de 1950 e que foi formidável, apesar da final de pouca sorte que tiveram os brasileiros". Isso permitiu a ideia e o feito concreto da Copa Rio.[33]

Segundo o jornal O Estado de São Paulo de 22 de julho de 1950, a ideia da competição foi proposta à CBD por Stanley Rous, então presidente da Associação de Futebol da Inglaterra, secretário-geral e vice-presidente da FIFA. Em 1961, ainda nestes cargos, Rous autorizou a International Soccer League. Em 1967 e 1970, já como presidente da FIFA, Rous propôs a criação da Copa do Mundo de Clubes da FIFA.[34]

Resumo da cobertura do jornal O Estado de São Paulo à organização da Copa Rio de 1951: A edição de 22 de julho de 1950, em sua página 9, traz declarações do presidente do Conselho Técnico de Futebol da CBD (Sr. Castelo Branco), de que o torneio de campeões seria o "torneio de campeões de todos os países filiados à FIFA", e que Stanley Rous (presidente da Associação Inglesa de Futebol e um dos vice-presidentes da FIFA) foi o pai da ideia. Também adicionou que o CBD teria que fazer um campeonato de clubes para indicar um representante brasileiro no certame, sendo que esse campeonato ocorreria ao final de 1950, que os outros países escolheriam seus campeões na mesma época, que o assunto é por demais complexo e precisa ser estudado.

Em sua edição de 13 de agosto de 1950, o jornal noticiou que Ottorino Barassi acreditava na realização do Torneio Mundial de Campeões no Brasil, planejado para 1951, acrescentando que tudo dependeria das conveniências dos países concorrentes, cujos certames terminam em épocas diferentes, de modo que a organização do evento seria um tanto difícil, porém os dirigentes da FIFA e da CBD esperavam contornar essas dificuldades, sendo que nessa matéria o jornal paulista ressaltava a posição de Barassi como vice-presidente da FIFA.

A edição de 18 de agosto de 1950 trouxe as declarações de Barassi no dia de seu embarque de volta à Itália, incluindo declarações sobre o Torneio Mundial de Campeões: segundo ele, o torneio deverá ser realizado em junho de 1951, e contaria com 8 representantes (4 europeus e 4 sul-americanos), porém ele frisou que o número de participantes poderia aumentar conforme o interesse no Torneio aumentasse; e sendo que, ao chegar à Itália, ele entraria em contato com entidades européias, para convencê-las a participar do Torneio, e escreveria um relatório com as bases do Torneio. A mesma matéria informa que o Campeonato Mundial de Campeões seria um torneio bianual, realizado nos anos ímpares, enquanto nos anos pares seria realizado o Campeonato Brasileiro de Clubes Campeões (com os clubes brasileiros campeões estaduais). O troféu teria o nome de "Rio de Janeiro".[2]

A edição de 12 de outubro de 1950 dá conta de declaração de Ottorino Barassi de que ele conseguiu várias adesões à ideia do Torneio Mundial de Campeões, entre elas, a adesão de Stanley Rous. A matéria de 29 de novembro de 1950 cobriu a reunião entre a Diretoria do CBD e seu Conselho Técnico, reunião que tratou do planejamento do Torneio Mundial de Campeões: a reunião determinou que o número de participantes seria 8, e ficou determinado que o critério de escolha dos países convidados seria a ordem de colocação dos países na última Copa do Mundo (1950), de modo que seriam convidados, a princípio, os campeões de Uruguai, Brasil (2 campeões: Rio de Janeiro e São Paulo), Suécia, Espanha, Inglaterra, Itália e Portugal; e caso algum deles desistisse, seriam convidados clubes dos países que se seguissem na classificação da Copa do Mundo de 1950.

Observa-se que a inclusão de Portugal é uma exceção ao critério de escolha delineado na matéria de 29 de novembro de 1950 do jornal O Estado de São Paulo, pois Portugal não participou da Copa do Mundo de 1950 (Portugal foi convidado à Copa do Mundo de 1950 para substituir outras seleções, mas acabou recusando devido ao custo da viagem até o Brasil, o que levou também outras seleções a recusarem o convite à Copa do Mundo de 1950.[35]

Na edição do jornal O Estado de São Paulo de 1º de abril de 1951, saiu a noticia que o Tottenham(Inglaterra) tinha cancelado uma escursão programada na Argentina alegando ter problemas financeiros, provavelmente esse também teria sido o motivo da negativa do clube em disputar a Copa Rio no Brasil).[36] A edição de 7 de janeiro de 1951 confirma a vinda Ottorino Barassi ao Brasil, ainda em janeiro, para tratar da organização do certame, referindo-se a ele como delegado da FIFA. No dia 11 de janeiro de 1951, saiu a notícia que o Conselho Técnico da CBD discutia sobre a "Taça Rio", ou melhor, o Torneio Mundial de Campeões, que a CBD teria que patrocinar, pois de acordo com Ottorino Barassi, a organização e regulamentação da competição dependeriam da CBD.[37]

A edição de 11 de janeiro de 1951 informa sobre reunião no CBD tratando do "Campeonato Mundial de Campeões". Nesta reunião mostrou-se uma resposta de Ottorino Barassi (presidente da Associação Italiana de Futebol e um dos vice-presidentes da FIFA) de que toda a responsabilidade pela organização e regulamentação do certame seria da CBD. Nesta reunião, o presidente do Conselho Técnico de Futebol de CBD (Sr. Castelo Branco) propôs que os campeões e vices estaduais de Rio de Janeiro e São Paulo disputariam uma "melhor de três" para indicar o representante brasileiro no certame, mas sua proposta não foi bem recebida e as Federações de Futebol Paulista e Carioca seriam consultadas. A mesma matéria cita a realização de um "torneio início" com clubes de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, porém sem mencionar se tal torneio seria classificatório à Copa Rio.

A edição de 3 de fevereiro de 1951 chamou a competição de Torneio Mundial dos Campeões, e noticiou que, após reunião com Ottorino Barassi, a CBD delineou o formato do certame, com os campeões de Rio de Janeiro e São Paulo e mais seis concorrentes estrangeiros, citando que poderiam ser clubes representantes da Suécia, Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal e Uruguai. A edição de 13 de fevereiro de 1951 dá conta de que Ottorino Barassi foi à Argentina para, entre outras coisas, tentar por fim à hostilidade entre CBD e AFA e viabilizar a participação do bicampeão argentino Racing Avellaneda na Copa Rio de 1951.

A edição de 1º de maio de 1951 confirma a vinda do Sporting de Portugal ao certame.

A matéria de 12 de maio de 1951 deu conta de que o CBD esperava ainda a inscrição de representantes espanhol e inglês e que a Associação de Futebol da Índia havia solicitado a inscrição de um representante. A matéria de [18 de maio]] de 1951 dá conta de que o CBD estabeleceria comissões para a Copa Rio, nos mesmos moldes das comissões estabelecidas para a Copa do Mundo de 1950 (ainda que as comissões para a Copa Rio teriam escala reduzida em relação às estabelecidas em 1950), e dá conta de que o Atlético de Madrid e o Milan seriam também convidados ao torneio: a edição de 18 de maio de 1951 dá conta de que a Federação Italiana de Futebol estabeleceu que o Campeão Italiano daquele ano (fosse quem fosse) seria convidado ao Torneio dos Campeões, sendo que a matéria indica que provavelmente o Milan seria o campeão.

A edição de 1º de junho de 1951 informa que a CBD entregou aos próprios cronistas esportivos a tarefa de eleger a Comissão de Imprensa para o Torneio de Campeões, informando (na matéria acima desta na página do jornal) que a CBD não permitiria a disputa de jogos internacionais durante o Torneio dos Campeões.

A matéria de 9 de junho de 1951 dá conta da dificuldade na realização do certame, haja vista a dificuldade de se compatibilizar a disponibilidade de datas de participantes de países tão diferentes, citando declaração de Mario Polo (vice-presidente do CBD) de que no futuro a competição deixaria de se chamar de Torneio de Campeões pelo fato de o CBD não ter conseguido seu objetivo de contar apenas com as equipes campeãs mais recentes em seus países (ou seja, as equipes campeãs do último certame organizado em seus respectivos países). Observação: provavelmente por isso foram diferentes os nomes escritos nos troféus entregues aos campeões das Copas Rio de 1951 e 1952. O troféu de 1951 trazia a inscrição "Torneio Internacional de Clubes Campeões - Copa Rio", enquanto o troféu de 1952 trazia apenas a inscrição "Copa Rio". A matéria de 10 de junho de 1951 afirma que a equipe francesa do Nice participou em substituição ao Barcelona.

A matéria de 13 de junho de 1951 dá conta de que o Juventus participou no lugar do campeão italiano Milan. Segundo a matéria de 16 de junho de 1951, o clube Atlas, do México, solicitou inscrição no torneio, o que foi recusado pela CBD, com o argumento de que o quadro de participantes já estava completo. A edição de 20 de junho de 1951 informa da autorização da Associação Uruguaia de Futebol à participação do Nacional de Montevidéu no certame, sendo que este clube pagará a cada clube "pequeno" de Montevidéu a quantia de 2 mil pesos por cada partida que disputar no Torneio de Campeões, por eventuais prejuízos que estes clubes poderiam vir a sofrer com a paralisação do Campeonato Uruguaio para permitir a ida do Nacional ao Torneio de Campeões. A matéria informa que durante esta paralisação do Campeonato Uruguaio, seriam realizados jogos em Montevidéu entre Peñarol, um combinado de clubes "pequenos" locais, e os clubes brasileiros Bangu, Fluminense, America-RJ e Corinthians. A mesma edição informa que o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro só seria iniciado após o fim do Torneio dos Campeões (em SP, o Campeonato Estadual foi paralisado em função do certame internacional).

A matéria de 30 de junho informa sobre o início do certame, informado que este seria realizado pela CBD de 2 em 2 ou de 4 em 4 anos. A matéria informa que a Taça é de posse definitiva, instituindo-se uma Taça diferente para cada disputa. A mesma matéria informa que o regulamento da competição estabelece que apenas os clubes campeões mais recentes em seus países, do último campeonato realizado em cada respectivo país, poderiam participar do certame, informando que o regulamento não seria seguido à risca porque a competição teria 3 clubes que não eram os campeões mais recentes de seus países: a Juventus, campeã italiana da temporada 1949/1950, foi a terceira colocada na Itália (que veio como substituta do Milan); o Estrela Vermelha, que ocupava a terceira colocação no Campeonato da Iugoslávia quando do início da Copa Rio (a matéria ressaltando os seis jogadores do clube que formaram a seleção iugoslava na Copa de 1950, e ressaltando a ótima qualidade daquela seleção, sendo que o Estrela Vermelha, anteriormente campeão da Copa da Iugoslávia de 1950 em 31 de dezembro de 1950,[38] ) foi o primeiro clube indicado pela Federação Iugoslava de Futebol[39] ); e o Austria Viena, campeão austríaco da temporada 1949/1950, que acabou sendo o terceiro colocado na Áustria na temporada 1950-1951, sendo que o Rapid Viena, campeão austríaco da temporada 1950-1951, não foi convidado à Copa Rio por causa de fatos ocorridos em viagens anteriores,[40] [41] sendo que ele e o vice-campeão austríaco da temporada 1950-1951 (Wacker) jogaram a Mitropa Cup em datas coincidentes com as da Copa Rio.[42] [43] [44]

A edição de 24 de julho, comentando a final da competição, dá conta de que o público foi de cerca de 90 mil pessoas, e que foi enorme a quantidade de paulistas que foram para o Rio de Janeiro ver a final, e que lotaram toda a rede hoteleira da cidade e toda a disponilibidade de passagens áereas, e que a recepção do público paulista à volta do Palmeiras à sua cidade seria a recepção mais festiva até então já prestada a esportistas brasileiros.

A matéria de 29 de junho de 1951, comentando o início da competição no dia seguinte, escreveu que um "torneio que a princípio deliberou-se chamar de Campeões do Mundo, ficou reduzido a um certame que tem muito pouco de campeões" (o Juventus, o Estrela Vermelha e o Austria Viena não eram os campeões vigentes de seus países quando do início da Copa Rio). Esta mesma matéria ressaltou que a Iugoslávia foi um dos adversários mais difíceis do Brasil na Copa do Mundo de 1950, e que o Estrela Vermelha possuía 7 jogadores da seleção iugoslava que disputou aquela Copa, sendo 6 destes titulares e 1 reserva da seleção do país.

Em sua edição de 24 de junho de 1951, anterior ao início do certame, o mesmo jornal criticou o torneio, em matéria intitulada "Nem Mundial, Nem dos Campeões". Segundo esta matéria: "Talvez haja êxito econômico, apesar dos pesares. Mas, com ele ou sem ele, é aconselhável, além de honesto, que se mude a denominação do certame, mesmo porque, pelo simples exame da relação dos concorrentes, verifica-se que ele não é dos Campeões e muito menos Mundial..." Nesta matéria, o jornal também criticou o fato de que Palmeiras e Vasco participaram como campeões estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro ao invés de ter sido feito um campeonato nacional de clubes campeões estaduais de maneira a indicar um único representante nacional no certame. Porém, em sua edição de 26 de julho de 1951, após o fim do certame, O Estado de São Paulo escreveu: Desse modo, na semana passada, os acontecimentos de maior relevo foram, ainda, os jogos pela "Taça Rio", principalmente o último, é claro, em que se evidenciou a possibilidade de o quadro campeão paulista obter o título de campeão mundial.

A edição de 25 de julho de 1951 informa sobre as homenagens ao Palmeiras após seu título. Informa sobre a multidão que acolheu a delegação do clube em seu retorno a São Paulo na Estação Roosevelt. A matéria diz que os festejos (fogos de artifício, cortejos, etc) tomaram proporções gigantescas ao desembarque dos campeões e prolongaram-se por todo o trajeto do cortejo até a cidade, sendo que milhares de pessoas estavam agrupadas em todas as vias públicas por onde se presumia a passagem dos campeões. A matéria diz que o Palmeiras "impediu a reprodução do lamentável revés verificado no Maracanã por ocasião do jogo decisivo do Campeonato Mundial de Futebol" de 1950. A matéria também informa que no dia anterior os círculos esportivos do Rio de Janeiro se dedicaram a enaltecer a conquista do Palmeiras, com declarações de homenagem feitas por Ottorino Barassi e Mario Polo, este último dizendo que a sigla do clube , SEP (Sociedade Esportiva Palmeiras), poderia significar "Sabem Engrandecer a Pátria". A matéria informa que o Palmeiras também emitiu nota de agradecimento ao público e à imprensa do Rio de Janeiro pelo apoio prestado.[4]

A Copa Rio foi organizada pela CBD, a Confederação Brasileira de Desportos. Apenas a partir da temporada 1955-1956 a UEFA passou a organizar as competições europeias de clubes e a definir o campeão europeu de clubes (com a criação da Copa dos Campeões da Europa) - com autorização da FIFA para que a UEFA assumisse esse papel na Europa.[45] Apenas a partir de 1960 a CONMEBOL passou a organizar as competições sul-americanas de clubes e a definir o campeão sul-americano de clubes (com a criação da Copa Libertadores) - com autorização da FIFA para que a CONMEBOL assumisse esse papel na América do Sul, pois por uma questão de igualdade de direitos das confederações filiadas à FIFA perante a mesma, os poderes que a FIFA concede à UEFA na Europa são os mesmos que a FIFA concede à CONMEBOL na América do Sul. E apenas a partir de 1960 estas duas entidades (UEFA e CONMEBOL) passaram a organizar as competições intercontinentais europeias-sul-americanas (com a criação da Copa Intercontinental e da Recopa Intercontinental)- neste último caso, porém, sem a autorização da FIFA.[46] No período anterior a 1960, a responsabilidade pela organização das competições intercontinentais de clubes recaía sobre as entidades nacionais, clubes de futebol e até de empresários. Pelo menos em 1951, como evidenciado nos jornais da época, a responsabilidade naquela oportunidade foi atribuída a CBD pelo então presidente da FIFA Jules Rimet.

A regularização de competições de abrangência mundial, envolvendo clubes e de maneira legitimamente oficial (FIFA), só foi possível em 2005, quando a FIFA substituiu a Copa Intercontinental pela Copa do Mundo de Clubes da FIFA (pela segunda edição da competição, pois a primeira edição foi realizada em 2000).

Como foi organizada pelo CBD, na Copa Rio as equipes estrangeiras convidadas não eram obrigadas a participar da competição, tendo assim a competição observado em 1951 a negativa de Barcelona, Atlético de Madrid, Tottenham e Milan em participar. Na década de 1970, a Copa Intercontinental também observou negativas e desistências de clubes europeus em 7 entre os 10 anos da década. Apenas a partir da década de 1980, o duelo intercontinental Europa versus América do Sul (na forma da Copa Toyota) deixou de observar desistências e negativas de clubes europeus, pois passou a haver a obrigatoriedade de participação dos mesmos: a partir do surgimento da Copa Toyota nos anos 1980, a UEFA passou a obrigar os clubes europeus a assinarem um contrato, antes de entrarem na Copa dos Campeões da Europa, segundo o qual eles seriam obrigados a disputar a Toyota Cup (mesmo se não quisessem) ao vencerem a Copa dos Campeões da Europa, e caso não disputassem a Copa Toyota, sofreriam sanções pesadas por quebra de contrato. Esses fatos inclusive pesaram na decisão do Barcelona de disputar a Copa Toyota de 1992 (o clube chegou a cogitar não disputar a competição naquele ano).[47]

A competição[editar | editar código-fonte]

Com o intuito de não esfriar a paixão dos torcedores brasileiros pelo futebol, após a perda do título mundial para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950, a Confederação Brasileira de Desportos (atual Confederação Brasileira de Futebol) organizou em 1951 o Torneio Internacional de Clubes Campeões (mesmo nome escrito no troféu), que depois ficou conhecida como a Copa Rio ou "Taça Rio". A competição reunia os principais campeões nacionais da Europa e da América do Sul.[48] Os italianos do Milan, campeão italiano de 1950/1951, optaram em participar da contemporânea Copa Latina, que na edição de 1951 sediou-se na Itália - prenunciando assim a tendência européia a valorizar competições européias de clubes mais do que as competições mundiais e intercontinentais, tendência que também se mostraria posteriormente quando a Copa Intercontinental e a Copa do Mundo de Clubes da FIFA foram criadas e receberam dos europeus menor importância que eles atribuem à Copa dos Campeões da Europa.

Com a recusa do Milan, a Juventus (campeã italiana anteriormente em 1949/1950) assumiu automaticamente a vaga.[6] Em junho de 1951, Ottorino Barassi informou à CBD que o elenco do Milan era formado por vários jogadores estrangeiros, e por força de contrato, eram obrigados a terem férias após o termino do certame nacional italiano, e o Milan não quis participar da Copa Rio com sua equipe desfalcada, e assim a Juventus aceitou substituí-lo (com a sua equipe principal) na Copa Rio, segundo Barassi.[39] De acordo com o jornal italiano La Stampa de 14 de junho de 1951, o desgaste físico e as férias programadas(durante a Copa Rio) foram o motivo da desistência do Milan, que tinha como destaque jogadores estrangeiros, na época o trio sueco "Gre-No-Li".[40] [49] Os franceses do Nice fizeram o inverso ao feito pelo Milan, escolheram a Copa Rio deixando a vaga na Copa Latina para o Lille, vice-campeão francês.

Originalmente, a CBD não planejava aceitar equipes de França e Argentina, dado o ressentimento por estes países não terem participado da Copa do Mundo de 1950 realizada no Brasil, mas a equipe campeã francesa acabou sendo admitida à competição após o insucesso do CBD em trazer uma equipe espanhola à competição.[50] Os portugueses do Sporting fizeram um "tour de force" de verdade, não querendo perder nem a Copa Rio, nem a Copa Latina, e participaram de ambas as competições.[7] Outro participante estrangeiro de relevância foi o Estrela Vermelha (da Sérvia, à época Iugoslávia), uma das equipes mais tradicionais da Europa, até hoje uma das duas únicas equipes da Europa Oriental a ter vencido a Liga dos Campeões da Europa.

Equipes britânicas (Tottenham, campeão da Liga Inglesa, Newcastle, campeão da Copa da Inglaterra, e Hibernian, campeão escocês) foram convidadas, mas não participaram,[8] prenunciando o típico desprezo britânico por competições intercontinentais de clubes, que na década de 1970 seria novamente mostrado: naquela década, clubes ingleses venceram a Liga dos Campeões da Europa em 3 ocasiões, e nas 3 ocasiões não quiseram vir à América do Sul disputar a Copa Intercontinental.

O Austria Viena, campeão austríasco em 1949-1950, acabou sendo o terceiro colocado da Áustria na temporada 1950-51, sendo que os dois primeiros colocados (Rapid Wien e Wacker) participaram, no período de 3 a 5 de julho de 1951 (ou seja, em datas coincidentes com a Copa Rio) da Zentropa Cup, tentativa em 1951 de relançamento da tradicional Mitropa Cup,[51] [52] [44] sendo que o Rapid Viena (campeão austríaco da temporada 1950-1951), não foi convidado à Copa Rio por causa de fatos ocorridos em viagens anteriores[40] [41] O Malmö, campeão sueco de 1950-1951, também não foi convidado à Copa Rio por causa de fatos ocorridos em viagens anteriores.[40] [41]

Em maio de 1951, Barassi (tratado nesta matéria de jornal como representante da FIFA) informou à CBD que era garantida a participação do campeão português, do italiano e do iugoslavo. Quanto ao campeão espanhol, o Atlético de Madrid, sua participação dependeria do campeonato local. Sobre o campeão inglês, o Tottenham, Stanley Rous tentava assegurá-lo no torneio, o que se tornou improvável e acabou não ocorrendo. Ainda de acordo com Barassi, o campeão da Índia (Ásia) queria sua participação; entretanto, como esse país não compareceu ao Mundial de 1950, sua participação na Copa Rio automaticamente ficou fora de cogitação.[53] Assim como o Milan, o Atlético de Madrid acabaria disputando a Copa Latina daquele ano. Da Espanha, além do Atlético de Madrid, também se cogitou a participação do Barcelona ou do Sevilha.[8]

Findas as gestões pela vinda dos clubes estrangeiros, a lista final de participantes incluiu o Olympique de Nice (da França), Estrela Vermelha (da então Iugoslávia, atualmente Sérvia), Juventus (da Itália), Nacional (do Uruguai), Austria Viena (da Áustria), Sporting Lisboa (de Portugal), Vasco da Gama e Palmeiras (do Brasil), que lutariam então pelo título. A maior parte da imprensa esportiva brasileira apontava o Vasco da Gama como o grande favorito para conquistar a competição. Inclusive, o time vascaíno chegou a desprogramar compromissos no exterior, dando férias a seus atletas, para poder priorizar a Copa Rio, de acordo com o jornal catalão El Mundo Deportivo de março de 1951.[54] O Palmeiras também deu prioridade máxima ao torneio, tendo feito cerca de um mês de concentração no Parque Antártica para o mesmo.[55]

A CBD, organizou a competição, que contou com árbitros estrangeiros.[56] O objetivo era fazer uma competição internacional de clubes tão forte tecnicamente quanto possível. Dos 3 países líderes no futebol sul-americano de clubes (Brasil, Uruguai e Argentina)[57] , apenas a Argentina não foi convidada para a edição de 1951 da Copa Rio, por causa das relações estremecidas entre CBD e AFA à época. Mesmo com relações ainda estremecidas, o campeão argentino Racing foi convidado a participar da edição de 1952 da competição. Entretanto, a AFA vetou a participação do clube no torneio.[58] Dos 3 países líderes no futebol europeu de clubes (Espanha, Itália e Inglaterra), os 3 foram convidados a enviar representantes a ambas as edições da competição.[59]

Segundo Fernando Galuppo, em seu livro Palmeiras Campeão do Mundo 1951, os representantes espanhol e inglês seriam o Barcelona e o Tottenham, que declinaram os convites para participar e foram substituídos respectivamente por Nice (França) e Austria Viena (Áustria). Segundo o mesmo livro, as conversações entre CBD e FIFA para a realização da competição mundial de clubes começaram já em 19 de junho de 1950, numa reunião entre CBD e FIFA sobre a Copa do Mundo de 1950. Segundo este livro, o plano original do CBD era fazer uma competição com 16 clubes, dos quais apenas um seria brasileiro, e este sairia de uma competição nacional a ser realizada entre os campeões estaduais de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná, porém esta ideia foi abandonada por falta de datas disponíveis para a realização deste torneio nacional, optando-se pelo modelo com duas equipes brasileiras, uma campeã do Rio de Janeiro e outra campeã de São Paulo.

Dadas as dificuldades da época, sobretudo falta de datas e a dificuldade da viagem da Europa ao Brasil, o modelo com 16 equipes acabou sendo substituído pelo modelo com 8 equipes. O mesmo livro confirma o apoio incondicional de Jules Rimet à competição, e sustenta que 3 dirigentes da FIFA atuaram na organização do certame: Ottorino Barassi, Stanley Rous e Ivo Schricker. Não foi possível à Copa Rio contar com representantes de Hungria e Tchecoslováquia, duas das escolas de futebol mais fortes na primeira metade do século XX, porque a União Soviética exilou a si própria e a seus países subjulgados (como Hungria e Tchecoslováquia) do futebol internacional na época, não tendo nenhum país do bloco pro-soviético participado da Copa do Mundo de 1950 (período em que a Copa Rio começou a ser elaborada por CBD e FIFA).[60] Na época (1951), países como Holanda e Alemanha não tinham tido ainda títulos ou campanhas de grande destaque em Copas do Mundo e não eram considerados potências no futebol, tendo a Alemanha inclusive deixado de participar da Copa do Mundo de 1950, (quando a Copa Rio começou a ser elaborada por CBD e FIFA) por causa de um banimento imposto pela FIFA em função da ocupação da Alemanha pelas potências vencedoras da 2ª Guerra Mundial,[61] além de que havia uma proibição do governo federal alemão-ocidental na época, até meados de 1952, a que equipes do país participassem de torneios no exterior.[62] [63]

Conforme mostrado na matéria de 29 de novembro de 1950 do jornal Estado de São Paulo, os convites na Copa Rio seguiram um critério: convidar os clubes campeões de RJ e SP (as duas principais escolas de futebol do país-sede, o Brasil) , dos demais países mais bem colocados na Copa do Mundo de 1950 (Uruguai, Inglaterra, Espanha, Suécia e Itália) e de Portugal. A matéria de 29 de novembro de 1950 não explica a razão do convite ao campeão português, que não se enquadra no critério estipulado (pois Portugal não participou da Copa do Mundo de 1950). Uma possível explicação para o convite à equipe portuguesa é dado pela edição de 11 de abril de 1952 do mesmo jornal: esta edição, comentando os convites às equipes estrangeiras para a Copa Rio de 1952, comenta que o Sporting Lisboa seria "o mais fraco" entre os clubes convidados à Copa Rio de 1952, mas seria convidado porque "trata-se porém de um assunto de sangue luso-brasileiro". Ou seja: pelo menos em 1952 (e possivelmente também em 1951), a equipe portuguesa foi convidada ao certame em função dos laços afetivos entre Brasil e Portugal.

Dos países originalmente convidados à Copa Rio de 1951, três (Inglaterra, Espanha, Suécia) acabaram não tendo representantes participando do certame. Segundo Fernando Galuppo, em seu livro Palmeiras Campeão do Mundo 1951, os representantes espanhol e inglês seriam o Barcelona e o Tottenham, que declinaram os convites para participar e foram substituídos respectivamente por Nice (França) e Austria Viena (Áustria) (a participação do Nice francês na condição de substituto ao Barcelona é confirmada também pelos jornais El Mundo Deportivo e O Estado de São Paulo). Ou seja, por exclusão, conclui-se que o representante da Suécia foi substituído pelo Estrela Vermelha, um clube da Iugoslávia, participante bem colocada na Copa do Mundo de 1950, ou seja, o convite ao clube iugoslavo foi feito também de acordo ao critério estipulado na edição de 29 de novembro de 1950 do jornal O Estado de São Paulo: convidar clubes de países selecionados pela ordem de colocação destes na última Copa do Mundo (1950), e caso algum deles desistisse, convidar clubes dos países que se seguissem na classificação daquela Copa do Mundo. Sendo que o Malmö, campeão sueco de 1950-1951, não foi convidado à Copa Rio por causa de fatos ocorridos em viagens anteriores.[40] [41] Austria e Escócia, nas Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo de 1950 abriram mão de suas vagas, oferecidas as seleções como França, Portugal e outras. Ninguém aceitou e a Europa ficou com menos 2 representantes.[64]

Na Copa Rio França e Áustria foram convidadas no lugar de Espanha e Inglaterra; porém, isso pode ter sido uma decorrência lógica da exclusão dos demais participantes possíveis como substitutos: a União Soviética e seus aliados (Tchecoslováquia, Hungria, Alemanha Oriental, etc) estavam "auto-exilados" do futebol internacional na época, tendo se negado a participar da Copa do Mundo de 1950; a Alemanha Ocidental foi vetada de participar da Copa do Mundo de 1950 pela FIFA (a ideia da Copa Rio foi formulada durante a Copa do Mundo de 1950); e a Holanda não possuía à época o status de força no futebol, que passaria a ter apenas nos anos 1970. Já a Áustria dividia com a Hungria à época o status de país que mais vezes havia vencido a Mitropa Cup, sendo por isso considerada a "expressão máxima da Europa Central",[65] enquanto a França não participou da Copa do Mundo de 1950, mas foi a seleção mais bem colocada na Copa do Mundo de 1938 após os países já anteriormente citados (Brasil, Itália, Uruguai, Suécia, Hungria, Tchecoslováquia), tendo a França sido eliminada na Copa de 1938 pela campeã Itália nas quartas-de-final daquela Copa (a Áustria não participou da Copa do Mundo de 1938 pois naquele ano foi anexada à Alemanha, e na Copa de 1934 a Áustria foi eliminada pela campeã Itália nas semifinais).

A imprensa brasileira da época tratou a competição como Torneio Mundial de Campeões (designação pela qual o jornal O Estado de São Paulo tratava a competição) ou Torneio Internacional de Campeões (designação pela qual o Jornal do Brasil tratava a competição).[66] Após o título do Palmeiras, o Jornal do Brasil se referiu a ele como Campeão dos Campeões do Mundo[67] , ressaltando como o Palmeiras "tão bem soube levantar a moral do futebol brasileiro, levantando o título de campeão dos campeões do mundo".[68] Não só no Brasil, mas também em Itália e Uruguai (então, os únicos dois países campeões mundiais de seleções), a competição foi tratada como Mundial. Na Itália, o jornal Corriere dello Sport publicou em 14 de junho de 1951 que, após a renúncia do Milan ao torneio, o Juventus decidiu participar do torneio "por sua ressonância mundial e ainda porque não poderia faltar uma equipe italiana num torneio tão importante".[69] Após o fim da competição, o embaixador uruguaio no Brasil enviou uma carta de cumprimentos à CBD referindo-se à competição como "certamen mundial de la Copa Rio".[70] Tal valorização da competição ocorreu inclusive na Espanha, país que não teve clube representante na competição. Após o título do Palmeiras, o jornal catalão El Mundo Deportivo comentou que o Palmeiras foi premiado com a Copa Rio de Janeiro, que segundo o jornal, "é o troféu internacional de futebol" (grifo em itálico no texto original, em espanhol).[71] A competição foi chamada de "Torneio de Campeões" na Itália,[6] [7] na Espanha[8] e em Portugal.[9] Estes três países (Portugal, Espanha e Itália) são, entre as principais forças do futebol europeu de clubes (Espanha, Itália, Inglaterra, Alemanha, Holanda e Portugal- países cujos clubes venceram a Copa dos Campeões da Europa mais que uma vez), os únicos países que disputaram a Copa Intercontinental todas as vezes que tiveram a oportunidade (os clubes de Alemanha, Inglaterra e Holanda abriram mão da Copa Intercontinental em 7 entre os 10 anos da década de 1970, época quando ainda não era obrigatória pela UEFA a participação do campeão europeu na Copa Intercontinental[72] ).

Em um texto publicado no site do jornalista Victor Birner[73] , José Renato Sátiro Santiago Jr. questionou a força técnica da Copa Rio de 1951. Segundo ele, na época "as melhores equipes do mundo seriam dos seguintes países: Uruguai, Brasil, Suécia, Espanha, Hungria, Iugoslávia e Alemanha", e assim ele criticou a Copa Rio porque, entre estes 7 países, "apenas 3 foram representados: Uruguai, Brasil e Iugoslávia", ou seja, criticando a Copa Rio pela ausência de equipes de Suécia, Espanha, Hungria e Alemanha. Em seu texto, Sátiro Santiago Jr. não citou que o planejamento original da Copa Rio era contar com representantes de Suécia e Espanha e que esforços foram feitos nesse sentido; não citou que a Hungria estava "auto-exilada" (na verdade, exilada pela União Soviética) do futebol internacional em 1950-1952; não citou que a Alemanha Ocidental estava banida pela FIFA em 1950 (quando a Copa Rio foi idealizada por CBD e FIFA) e que havia uma proibição do governo federal alemão-ocidental na época, até meados de 1952, a que equipes do país participassem de torneios no exterior.[74]

A final[editar | editar código-fonte]

A final foi disputada entre o Palmeiras e a Juventus em duas partidas. Na primeira decisão, vitória da equipe brasileira por 1 a 0. No segundo duelo, um empate por 2 a 2. Com estes resultados, o Palmeiras sagrou-se campeão da Copa Rio de 1951.

O artilheiro da competição foi Giampiero Boniperti, da Juventus com seis gols, jogando todos os sete jogos do torneio.[7] Em maio de 2007, a Revista Placar publicou uma entrevista[75] com Boniperti na qual ele afirmou concordar com o reconhecimento da FIFA à competição, dizendo que a competição foi antecessora da Copa Intercontinental e dizendo que, para ele, foi como uma Copa do Mundo.

A festa da conquista[editar | editar código-fonte]

Após a conquista do torneio, houve uma grande comemoração no Rio de Janeiro para celebrar o título, a equipe palmeirense desfilou em carro aberto pela cidade do Rio de Janeiro. Na volta a São Paulo, o Palmeiras foi recebido por uma grande multidão na Estação Roosevelt de trem. No trajeto entre a estação e o Parque Antártica, o povo aglomerou-se em todos os lugares possíveis para reverenciar os campeões. Essa recepção está evidenciada em um texto escrito por José Guedes Torino no jornal "Vida Esportiva Paulista".

A imprensa brasileira da época, além de tratar o torneio como título mundial, afirmou que a competição era o maior feito do futebol brasileiro, afirmando que superava em importância o título vascaíno em 1948 no Campeonato Sul-Americano de Campeões.[76] Na cerîmônia realizada na CBD após a final da competição, Ottorino Barassi foi apresentado como delegado da FIFA.[77]

Grupos[editar | editar código-fonte]

Estádio do Maracanã (RJ)

Grupo do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Vasco da Gama* Brasil Campeão carioca de 1950
Sporting* Portugal Campeão português da temporada 1950/51
Áustria Viena** Áustria Campeão austríaco da temporada 1949/50 e terceiro colocado na temporada 1950/1951. O Rapid Viena, campeão austríaco na temporada de 1950-1951, não foi convidado à Copa Rio por causa de fatos ocorridos em viagens anteriores.[40] [41] . Os dois primeiros da Áustria em 1950-1951 (Rapid Viena e Wacker) acabaram disputando a Copa Mitropa em datas coincidentes com as da Copa Rio. O Austria Viena substituiu o Tottenham (Inglaterra), que declinou participar, supostamente por problemas financeiros,[36] e o campeão escocês Hibernian, que também recusou o convite para participar.[40] [78]
Nacional* Uruguai Campeão uruguaio de 1950
Foto aérea do Pacaembu e sua vizinhança.

Grupo de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Palmeiras* Brasil Campeão paulista de 1950 e do Torneio Rio-São Paulo de 1951
Juventus** Itália Campeão italiano da temporada 1949/50 e terceiro colocado na temporada 1950/1951. Participou em substituição ao Milan, que disputou a Copa Latina[nota 1]
Estrela Vermelha Iugoslávia Campeão da Copa da Iugoslávia de 1950 em 31 de dezembro de 1950.[38] Estava na terceira posição na Liga Iugoslava de 1950/1951 quando do início da Copa Rio, porém acabou se tornando o campeão iugoslavo de 1950/1951 após o fim da Copa Rio,[79] tendo sido porém o primeiro clube indicado ao torneio pela Federação Iugoslava de Futebol. Supostamente substituiu o Malmö, campeão sueco da temporada 1950-1951, que não foi convidado por causa de fatos ocorridos em viagens anteriores.[40] [41] .
Nice* França Campeão francês da temporada 1950/51. Substituiu o representante espanhol, que seria o Barcelona ou o Atlético de Madrid (este último participou da Copa Latina).

= * O clube era o campeão mais recente da sua respectiva liga.

= ** O clube não era o campeão mais recente da sua respectiva liga.

OBS: A Suíça foi o único país europeu participante na Copa do Mundo de 1950 do qual não se cogitou convidar um representante.[40] [80] Da América do Norte e da Ásia, considerou-se a participação do Atlas, campeão mexicano da temporada 1950/1951, e de um representante da Índia. Estes dois últimos clubes solicitaram sua participação no certame, porém esta não foi aceita pela CBD, no caso do Atlas porque o quadro de participantes já estava completo quando do pedido do clube mexicano, e no caso indiano porque a Índia não participou da Copa do Mundo de 1950.

Partidas[editar | editar código-fonte]

Grupo do Rio de Janeiro (todas as partidas no Maracanã)[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
30 de Junho de 1951 Rio de Janeiro A Áustria Viena Flag of Austria.svg 40 Flag of Uruguay.svg Nacional
1º de Julho de 1951 Rio de Janeiro B Vasco da Gama Flag of Brazil.svg 51 Flag of Portugal.svg Sporting
3 de Julho de 1951 Rio de Janeiro C Nacional Flag of Uruguay.svg 32 Flag of Portugal.svg Sporting
5 de Julho de 1951 Rio de Janeiro D Vasco da Gama Flag of Brazil.svg 51 Flag of Austria.svg Áustria Viena
7 de Julho de 1951 Rio de Janeiro E Sporting Flag of Portugal.svg 12 Flag of Austria.svg Áustria Viena
8 de Julho de 1951 Rio de Janeiro F Vasco da Gama Flag of Brazil.svg 21 Flag of Uruguay.svg Nacional

Classificação final[editar | editar código-fonte]

Posição Time Jogos Vitórias Empates Derrotas GP GC Pontuação
1 Vasco da Gama 3 3 0 0 12 3 6
2 Áustria Viena 3 2 0 1 7 6 4
3 Nacional 3 1 0 2 4 8 2
4 Sporting 3 0 0 3 4 10 0

Grupo de São Paulo (todas as partidas no Pacaembu)[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
30 de Junho de 1951 São Paulo G Palmeiras Flag of Brazil.svg 30 Flag of France.svg Nice
1º de Julho de 1951 São Paulo H Juventus Flag of Italy.svg 32 Flag of SFR Yugoslavia.svg Estrela Vermelha
3 de Julho de 1951 São Paulo I Juventus Flag of Italy.svg 32 Flag of France.svg Nice
5 de Julho de 1951 São Paulo J Palmeiras Flag of Brazil.svg 21 Flag of SFR Yugoslavia.svg Estrela Vermelha
7 de Julho de 1951 São Paulo L Nice Flag of France.svg 21 Flag of SFR Yugoslavia.svg Estrela Vermelha
8 de Julho de 1951 São Paulo M Juventus Flag of Italy.svg 40 Flag of Brazil.svg Palmeiras

Classificação final[editar | editar código-fonte]

Posição Time Jogos Vitórias Empates Derrotas GP GC Pontuação
1 Juventus 3 3 0 0 10 4 6
2 Palmeiras 3 2 0 1 5 5 4
3 Nice 3 1 0 2 4 7 2
4 Estrela Vermelha 3 0 0 3 4 7 0

Semi-finais[editar | editar código-fonte]

Semi-final de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
12 de Julho de 1951 São Paulo N Juventus Flag of Italy.svg 33 Flag of Austria.svg Áustria Viena
14 de Julho de 1951 São Paulo O Juventus Flag of Italy.svg 31 Flag of Austria.svg Áustria Viena

Semi-final do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
12 de Julho de 1951 Rio de Janeiro P Palmeiras Flag of Brazil.svg 21 Flag of Brazil.svg Vasco da Gama
15 de Julho de 1951 Rio de Janeiro Q Palmeiras Flag of Brazil.svg 00 Flag of Brazil.svg Vasco da Gama

Finais[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
18 de Julho de 1951 São Paulo R Palmeiras Flag of Brazil.svg 10 Flag of Italy.svg Juventus
22 de Julho de 1951 Rio de Janeiro S Palmeiras Flag of Brazil.svg 22 Flag of Italy.svg Juventus

Outras informações[editar | editar código-fonte]

Partida do dia 22 de julho
  • Árbitro: Gaby Tordjman ( França )
  • Público: 100.933 presentes ( 82.892 pagantes )
  • Gols pela ordem: Praest (Juv), Rodrigues (Pal), Boniperti (Juv) e Liminha (Pal).

Equipes[editar | editar código-fonte]

Palmeiras: Fábio; Salvador, Juvenal; Túlio, Luís Villa, Dema; Lima, Ponce de León (Canhotinho), Liminha, Jair da Rosa Pinto e Rodrigues; Treinador: Ventura Cambon;
Juventus: Giovanni Viola; Bertucceli, Manente; Mari, Parola, Bizzoto; Miccinelli, Karl Hansen, Boniperti, Johan Hansen e Praest; Treinador: Carver;

Resultado final[editar | editar código-fonte]

-Copa Rio de 1951-
Flag of Brazil.svg
Sociedade Esportiva Palmeiras
- Campeão -

Reconhecimento pela FIFA[editar | editar código-fonte]

Desde 2001, dirigentes do Palmeiras trabalhavam para que o título da Copa Rio de 1951 fosse reconhecida como a primeira Copa do Mundo de Clubes da história.[81] O clube paulista preparou um dossiê para fazer junto à FIFA o pedido de reconhecimento.[82] [83] .

No final de março de 2007, dirigentes do Palmeiras apresentaram um fax, que havia sido encaminhado e assinado pelo então secretário-geral da Fifa,Urs Linsi, que atestava que a primeira edição da Copa Rio tinha sido a primeira Copa do Mundo de Clubes oficial da história.[81] [84] O clube brasileiro comemorou o reconhecimento e chegou a anunciar festejos para comemorar a chancela da Copa Rio como o primeiro mundial oficial.[85] [86]

Com a repercussão da decisão da FIFA, outros clubes brasileiros anunciaram que iriam pedir à FIFA o mesmo reconhecimento como "campeão mundial" para alguns títulos em torneios internacionais que disputaram: o Fluminense, vencedor da segunda edição da Copa Rio, em 1952;[87]  ; supostamente o Santos, vencedor da Recopa Intercontinental de 1968;[88] [89] ; e supostamente o Corinthians, vencedor da Pequena Taça do Mundo de 1953. Nos casos corintiano e santista, o que houve foram supostos pedidos, pois verificaram-se apenas matérias de imprensa segundo as quais os dois clubes alvinegros cogitavam ou pretendiam fazer tal pedido à FIFA, porém nunca se comprovou que os dois clubes tenham de fato chegado a protocolar o pedido na FIFA. Com efeito, Palmeiras e Fluminense (clubes que comprovadamente protocolaram o pedido na FIFA)[90] tratam a Copa Rio em seus sites como um título mundial[91] [92] , enquanto o Corinthians em seu site trata a Pequena Taça do Mundo de 1953 como título amistoso e de menor expressão[93] (além disso, o vice-presidente jurídico do Corinthians, Sérgio Alvarenga, publicou no site do clube um artigo defendendo a visão de que o primeiro Mundial de Clubes foi disputado em 2000 e vencido pelo próprio Corinthians, portanto não considerando a Pequena Taça do Mundo como um título mundial),[94] e o Santos também não trata a Recopa Intercontinental de 1968 como Mundial de Clubes em seu site.[95] Observa-se que a Pequena Taça do Mundo (vencida pelo Corinthians) e a Recopa Intercontinental (vencida pelo Santos) foram torneios que não tiveram nenhuma relação com a Copa Rio de 1951. No caso corintiano, cogitou-se inclusive que o suposto anúncio do pedido de reconhecimento à FIFA seria apenas uma tentativa corintiana de atrapalhar seu rival Palmeiras em seu pedido à FIFA de reconhecimento à Copa Rio de 1951.[96] Já no caso do pedido do Fluminense, trata-se de decorrência óbvia do sucesso do pedido palmeirense, pois o Fluminense venceu em 1952 a mesma competição que o Palmeiras venceu em 1951.

Com receio de provocar uma onda de pedidos de outros clubes do mundo sobre o mesmo tema, a FIFA voltou atrás da decisão sobre a Copa Rio 1951, não assumiu que o torneio disputado no Brasil era o primeiro Campeonato Mundial de Clubes e anunciava que o Comitê Executivo da entidade decidiria sobre o assunto.[84] Segundo a FIFA, ela voltou atrás em sua decisão sobre a Copa Rio de 1951 de forma a estudar os outros pedidos (Fluminense/Copa Rio-1952 e Corinthians/Pequena Taça do Mundo-1953) e poder dar uma única resposta definitiva que contemplasse todos os pedidos.[97]

Finalmente, em 15 de dezembro de 2007, a FIFA endossou a visão que o Corinthians (também do Brasil), clube que conquistou o Campeonato Mundial de Clubes da FIFA 2000, era o primeiro campeão mundial oficialmente reconhecido pela entidade,[98] [nota 2] classificando a Copa Rio como um torneio intercontinental e não-FIFA (obs: a FIFA classificou não só a Copa Rio como torneio intercontinental e não-FIFA, mas atribuiu a mesma classificação a todas as competições intercontinentais de clubes criadas antes do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA de 2000, como por exemplo a Copa Intercontinental).[99] Os dirigentes do Palmeiras não recorreram da decisão da Fifa.[100]

A conquista do Palmeiras é citada no site da FIFA, ainda que não seja reconhecida pela referida entidade como um "Mundial FIFA"[101] [102] .

Foi levantada a hipótese de que o pedido palmeirense à FIFA de reconhecimento à Copa Rio Internacional como Mundial de Clubes teria sido motivado por uma tentativa de "compensar" o clube alvi-verde, que foi campeão da Copa Libertadores de 1999 mas abriu mão de reivindicar sua participação no Mundial de 2000 contando com jogar a edição de 2001 do torneio, mas que acabou não jogando nenhum Mundial da FIFA porque a edição de 2001 do torneio acabou não ocorrendo.[103] [104] Em realidade, o Palmeiras já considerava a Copa Rio como "Mundial Interclubes" desde antes do cancelamento do Mundial de 2001 da FIFA, como visto no material divulgado pelo clube sobre sua participação neste Mundial, e que foi divulgado antes do cancelamento deste Mundial: no texto "O alvi-verde mais famoso do mundo", que faz parte desse material, o clube se refere à Copa Rio como "verdadeiro mundial interclubes".[105] Além da própria época em que foi realizada, a Copa Rio de 1951 já era citada como Mundial de Clubes desde 22 de junho de 1994, sete anos antes de 2001.[106]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Livros que retratam a história da competição:

  • DUARTE, Orlando - O alviverde imponente. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.
  • GALUPPO, Fernando Razzo - Palmeiras Campeão do Mundo 1951. São Paulo: Editora Maquinária, 2011.

Notas

  1. "A renúncia do campeão italiano de 1950-1951, AC Milan, que deu prioridade à contemporânea Copa Latina." - Corriere dello Sport 1951 - 32 - Fascicolo: 141 pág. nº4 TORNEIO DOS CAMPEÕES: [1]
  2. "Em relação à história do Mundial de Clubes da Fifa e competições intercontinentais anteriores, como a Copa Rio dos anos 50, o comitê Executivo reafirma a visão de que a primeira edição da competição foi disputada em 2000 no Brasil, onde o Corinthians foi o verdadeiro primeiro campeão mundial de clubes da Fifa. Os demais torneios não são considerados eventos oficiais da Fifa." - FIFA (retirado de uma notícia do portal brasileiro de internet IG em 15 de dezembro de 2007: Fifa decide: primeiro Mundial de Clubes foi em 2000; Intercontinental e Copa Rio são ignorados

Referências

  1. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19510630-23352-nac-0006-999-6-not/
  2. a b http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19500818-23088-nac-0010-999-10-not
  3. O Dr. Otto Barassi visitará o Brasil - Jornal do Brasil - página 10
  4. a b http://acervo.estadao.com.br
  5. "Palmeiras, O Palmeiras, representando o Foot-ball brasileiro, sagrou-se o Campeão do Torneio Internacional de Campeões", Acervo do Jornal do Brasil, 24 de julho de 1951 Título não preenchido, favor adicionar (em Português). Jornal do Brasil (24/07/1951). Página visitada em 19/07/2011.
  6. a b c Corriere dello Sport. Corriere dello Sport 1951 - 32 - Fascicolo: 141 pág. nº4 TORNEIO DOS CAMPEÕES (em italiano).
  7. a b c d Baldini&Castoldi. Dizionario biografico enciclopedico di un secolo del calcio italiano, Volume 2 Por Marco Sappino Pág. 1095 (em italiano).
  8. a b c d e http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/07/05/pagina-3/621884/pdf.html?search=copa%20rio%20de%20janeiro
  9. a b http://www.fmsoares.pt/aeb_online/visualizador.php?bd=IMPRENSA&nome_da_pasta=06333.054.12910&numero_da_pagina=4
  10. Memória do Plantão: Palmeiras campeão Copa Rio 51 - Jovem Pan, 24 de julho de 2011.
  11. http://www.90soccer.com/releases/what-is-wrong-with-the-fifa-club-world-cup/
  12. http://www.fifa.com/newscentre/news/newsid=71488/index.html
  13. http://www.bbc.co.uk/news/uk-england-tyne-19691913
  14. http://www.rsssf.com/tablesl/lipton-trophy.html
  15. FIFA. A história da Copa do Mundo da FIFA (em português).
  16. Albert Laurence escreveu em 1951 uma série de artigos sobre a Copa Rio no "O Globo Sportivo", estando parte do acervo do jornal disponível para consulta na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
  17. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/07/12/pagina-3/624897/pdf.html?search=Torneo%20de%20Rio
  18. a b http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1950/12/31/pagina-1/661301/pdf.html?search=barassi
  19. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/07/05/pagina-3/621904/pdf.html?search=copa%20rio%20de%20janeiro
  20. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510120&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  21. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510601&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  22. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/03/29/pagina-3/625312/pdf.html?search=barassi
  23. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510106&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  24. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/04/05/pagina-3/1351260/pdf.html
  25. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510405&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  26. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510412&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  27. La Stampa - Finalissima domani a Rio, 21-22/07/1951 - página: 5
  28. http://www.archiviolastampa.it/component/option,com_lastampa/task,search/action,viewer/Itemid,3/page,0005/articleid,1600_02_1951_0172_0005_22420591/
  29. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois as fontes seguintes
  30. La Stampa Per Boniperti, Parola ed Altafini sarà una tournée piena di ricordi e nostalgie, 30 de junho de 1975 - página: 10
  31. La Stampa In Brasile un torneo tipo Coppa Latina?, 15-16/07/1950 - página: 5
  32. Corriere dello Sport - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  33. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510630&printsec=frontpage&hl=en
  34. As fontes originais estão disponíveis nos respectivos artigos.
  35. http://www.copanaafrica2010.com/2008/01/copa-de-1950-curiosidades/
  36. a b http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19510401-23276-nac-0014-999-14-not/busca/Tottenham
  37. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19510111-23209-nac-0006-999-6-not
  38. a b http://www.rsssf.com/tablesj/joegcupdetail.html#50
  39. a b http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510614&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  40. a b c d e f g h i OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  41. a b c d e f Del Rapiti e del Malmoe, primi classificati rispettivamente in Austria ed in Svezia, i brasiliani non vogliono saperne, per te fattive prove fatte in precedenti viaggi.
  42. http://www.rsssf.com/tableso/oost51.html
  43. http://www.rsssf.com/tablesz/zent51.html
  44. a b http://www.austriasoccer.at/dataold/ec/zc1951.html
  45. http://www.uefa.com/newsfiles/240459.pdf
  46. http://pt.uefa.com/MultimediaFiles/Download/EuroExperience/uefaorg/Publications/01/59/87/45/1598745_DOWNLOAD.pdf
  47. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1992/12/29/pagina-8/1259619/pdf.html?search=Intercontinental
  48. "Palmeiras, o dono do mundo", Gazeta Esportiva.Net, 30 de março de 2007.
  49. A rappresentare l'Italia ai è deciso, all'ultimo, il Milan. / rossoneri sono giunti al traguardo infamo, quello italiano, esausti, sfiniti. Dovevano andare a Rio, ma le condizioni in cui sono ridotti hanno impressionato un po' tutti. Meglio stiano a casa e facciano quello che possono nella Coppa Latina — di cui pure farebbero volentieri a meno. D'altronde i loro tre svedesi, punto di forza della aquadra, vogliono essere a casa per fine mese, per le stesse ragioni di Rosen del Torino, per allinearsi nell'undici degli exnazionali attuali, professionisti contro il Djurgarden di Stoccolma, nel cinquantenario di questa società.
  50. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/07/05/pagina-3/624875/pdf.html?search=copa%20rio%20de%20janeiro
  51. http://www.rsssf.com/tableso/oost51.html
  52. http://www.rsssf.com/tablesz/zent51.html
  53. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510511&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  54. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/06/10/pagina-3/625247/pdf.html?search=Milan%20vacaciones
  55. https://blogdojuca.uol.com.br/2007/04/nao-se-irrite-palmeirense-aja/
  56. http://www.rsssfbrasil.com/miscellaneous/matflucrio52.htm
  57. Líderes no futebol sul-americano de clubes até hoje, como evidenciado pela sua participação nos títulos da Copa Libertadores.
  58. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19520528&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  59. Líderes no futebol europeu de clubes até hoje, como evidenciado pela sua participação nos títulos da Liga dos Campeões da Europa.
  60. Segundo o documento oficial da FIFA sobre as Eliminatórias da Copa do Mundo, na parte sobre a Copa do Mundo de 1950: For political reasons the East European countries did not enter, which deprived the competition right away of some of the potentially strongest teams,- Soviet Union, Czechoslovakia, Hungary. Disponível em http://www.fifa.com/mm/document/fifafacts/mencompwc/51/97/75/fs-201_19a_fwc-prel-history.pdf
  61. Segundo o documento oficial da FIFA sobre as Eliminatórias da Copa do Mundo, na parte sobre a Copa do Mundo de 1954: Back in the FIFA family, both Germany FR and Japan took part in the preliminary round. Disponível em http://www.fifa.com/mm/document/fifafacts/mencompwc/51/97/75/fs-201_19a_fwc-prel-history.pdf
  62. Sobre a Alemanha Oriental, esta só foi admitida à FIFA em 1953, posteriormente às edições da Copa Rio, e esta Alemanha era um país do bloco soviético, como Hungria, União Soviética, Bulgária, Romênia e Tchecoslováquia.
  63. Sobre a proibição do governo federal alemão-ocidental na época, até meados de 1952, a que equipes do país participassem de torneios no exterior, ver edições de 27/06/1952 e 02/07/1952 do jornal Estado de São Paulo.
  64. http://www.copanaafrica2010.com/2010/04/especial-a-copa-no-brasil-1950-parte-i/
  65. Ver a edição de 09 de abril de 1952 do Jornal do Brasil.
  66. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510724&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  67. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510727&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  68. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510728&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  69. http://www.emeroteca.coni.it/bookreader.php?&c=1&f=9961&p=3#page/4/mode/1up
  70. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510726&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  71. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/07/23/pagina-3/624948/pdf.html
  72. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1992/12/29/pagina-8/1259619/pdf.html?search=Intercontinental
  73. http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2008/07/22/22071951-copa-rio-1951-campeonato-mundial/
  74. Ver edições de 27/06/1952 e 02/07/1952 do jornal O Estado de São Paulo.
  75. issuu.com/placar/docs/placar_maio2007
  76. http://www.rankingdeclubes.com.br/jornal5.jpg
  77. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510724&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  78. Il Tottenham campione d'Inghilterra e gli Bibernians campioni di Scozia hanno risposto con un rifiuto.
  79. [2]
  80. La Svizzera non è stata nemmeno presa in considerazione.
  81. a b Após 56 anos, Palmeiras celebra Copa Rio-1951 como mundial - Folha Online, 30 de março de 2007.
  82. Fifa divulga em setembro se oficializa Palmeiras como campeão mundial - Folha Online, 5 de junho de 2006.
  83. Sem rumo, diretoria do Palmeiras mira passado - Folha de S.Paulo, 29 de novembro de 2006.
  84. a b Cartola que elevou Copa Rio-51 a Mundial sai de cena na Fifa - Folha de S.Paulo, 12 de junho de 2007.
  85. Palmeiras agenda festa para comemorar título mundial de 51 - Folha Online, 24 de abril de 2007.
  86. Palmeiras não vê gafe em festa e já fala em louro na camisa - Folha de S.Paulo, 27 de abril de 2007.
  87. http://www.fluminense.com.br/site/futebol/historia/capitulo-ii-os-titulos/internacionais/ii-copa-rio-1952/
  88. http://www.lancenet.com.br/minuto/unificacao-nacional-clubes-miram-Mundiais_0_394760672.html
  89. Santos quer reconhecimento da Fifa para conquista de título em 68.
  90. http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,Palmeiras-e-flu-se-aliam-por-homologacao-da-copa-rio,80626,0.htm
  91. http://www.Palmeiras.com.br/conteudo/?categoria=T%EDtulos&menu=Hist%F3ria
  92. http://www.fluminense.com.br/site/futebol/historia/capitulo-ii-os-titulos/lista-de-titulos/
  93. http://www.corinthians.com.br/portal/futebol/default.asp?categoria=T%EDtulos
  94. http://www.corinthians.com.br/portal/noticias/2012/02/02/15h51-id14178-campeao+mundial+sim.shtml
  95. http://www.santosfc.com.br/historia/default.asp?c=História&id=28538
  96. http://blogdojuca.uol.com.br/2007/05/verdade-oculta/
  97. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/20070528-41495-nac-39-esp-e3-not/busca/Corinthians+Pequena+Venezuela
  98. Fifa confirma Corinthians como 1º campeão mundial e frustra Palmeiras - UOL Esporte, 15 de dezembro de 2007.
  99. http://es.fifa.com/aboutfifa/organisation/bodies/news/newsid=660849/
  100. Palmeiras prega orgulho próprio contra orfandade de Mundial - Folha de S.Paulo, 17 de dezembro de 2007.
  101. Palmeiras, o Alviverde Imponente - Site Oficial da Fifa, visitado em 16/3/2012.
  102. Palmeiras, the Green Giant - Site Oficial da Fifa (em inglês), visitado em 16/3/2012.
  103. http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/03/30/ult59u117054.jhtm
  104. http://blogdojuca.uol.com.br/2007/03/esperanca-verde/
  105. http://blogs.estadao.com.br/edmundo-leite/2011/07/28/o-maior-drible-tomado-pelo-Palmeiras/
  106. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19940622-36771-spo-0003-edi-a3-not/busca/Palmeiras+1951+Fifa

Ligações externas[editar | editar código-fonte]