Chelsea Football Club

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Chelsea Football Club
Chelsea FC.svg
Nome Chelsea Football Club
Alcunhas The Blues
The Pensioners
Fundação 10 de março de 1905 (109 anos)
Estádio Stamford Bridge
Capacidade 41.798[1]
Presidente Estados Unidos Bruce Buck
Treinador Portugal José Mourinho
Patrocinador Coreia do Sul Samsung
Material esportivo Alemanha Adidas
Competição Inglaterra Premier League
Inglaterra The FA Cup
Inglaterra Copa da Liga Inglesa
União Europeia Liga dos Campeões da UEFA
PL 2014–15
CI 2014–15
CL 2014–15
LC 2014–15
em disputa
a disputar
a disputar
a disputar
Website chelseafc.com
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Chelsea Football Club (AFI: tʃɛɫsi) é um clube de futebol de Londres, na Inglaterra, considerado um dos principais times do mundo na atualidade.[2] [3]

Fundado em 10 de março de 1905, o clube conquistou quatro vezes o Campeonato Inglês, sete vezes a Copa da Inglaterra, quatro vezes a Copa da Liga e a Supercopa da Inglaterra como títulos nacionais; nos internacionais, venceu uma vez a Liga dos Campeões da UEFA, uma vez a Liga Europa, duas a Recopa, e uma Supercopa Europeia.[4]

Entre 1939 e 1945, o Chelsea foi forçado a abandonar a Liga Inglesa, juntamente com muitos outros clubes, devido a Segunda Guerra Mundial, uma vez que todos os resultados obtidos durante o conflito foram vistos como "não oficiais". Desta forma, o Chelsea competiu em uma série de competições regionais, e, como qualquer outro clube, o seu elenco estava seriamente diminuindo, devido a guerra (somente dois membros do Chelsea não chegaram a fazer parte da guerra).

O clube teve seu primeiro grande sucesso em 1955, quando conquistou o seu primeiro título inglês. Conquistou também vários títulos durante as décadas de 1960 e 1970, mas não voltou a vencer outro importante título até 1997. No entanto, o clube viveu seus melhores momentos durante a década de 2000 e inicio da seguinte, niveladas por conquistar três vezes o título nacional inglês, e uma vez cada os dois principais torneios europeus, a Liga dos Campeões da UEFA e a Liga Europa da UEFA, entrando com a conquista do segundo, no seleto grupo dos clubes que venceram os quatro principais torneios europeus, se tornando o primeiro clube inglês.[5]

O Chelsea manda seus jogos no estádio Stamford Bridge, com capacidade para 41.798 espectadores, e fica localizado em Fulham Road.[6] Apesar do seu nome, o clube não está localizado no bairro de Chelsea, mas está no bairro vizinho de Fulham. Em 2003, o Chelsea foi comprado pelo magnata do petróleo russo Roman Abramovich.[7]

A cor tradicional do clube é o azul real, utilizado para as camisas e calções, enquanto que o branco é utilizado nas meias. Seu escudo é tradicionalmente composto por um leão segurando uma bengala. A versão original deste escudo foi utilizado pela primeira vez em 1953, quando Ted Drake foi o responsável por mudar a imagem do clube. O escudo foi alterado em 2005, para comemorar o centenário do clube, e continua sendo utilizado atualmente.[8]

O clube dispõe de um grande número de torcedores, com os quais, tem a quinta maior média de público da Inglaterra.[9] E, segundo pesquisa divulgada em 2010, o clube também dispõe da quarta maior torcida do continente europeu, com aproximadamente 22 milhões de torcedores.[10]

História[editar | editar código-fonte]

Pré-fundação[editar | editar código-fonte]

Em 1896, Henry Augusto "Gus" Mears, um entusiasta de futebol e empresário, juntamente com seu irmão, Joseph "Joe" Mears, compraram o Stamford Bridge, em Fulham Road, oeste de Londres, com a intenção que o estádio recebesse partidas do mais alto nível do futebol inglês, mas tiveram que esperar até 1904 para poder tomar posse do imóvel, já que, pelas leis da época, o novo proprietário só poderia tomar posse assim que o atual morresse. Após terem tomado posse do estádio em definitivo, tentaram persuadir o presidente do Fulham a adotar o estádio como sua casa, mas fracassaram, após um diferendo sobre a renda. Após fracassos em trazer partidas de futebol, resolveram vender o estádio para a Great Western Railway Company, que estava construindo a linha ferroviária que ligaria Londres à parte oeste da Inglaterra, mas por conselho de seu amigo Fred Parker, os irmãos Mears resolveram não vendê-lo, e criar um clube para disputar partidas no estádio, surgindo assim, o Chelsea Football Club.[11]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Primeiro elenco do Chelsea, em 1905.

O Chelsea foi fundado no dia 10 de março de 1905, em um pub chamado The Rising Sun. Disputou sua primeira partida oficial em 2 de setembro de 1905, na derrota para o Stockport County, pela Segunda Divisão Inglesa.[12] Sua primeira vitória foi em um amistoso contra o Liverpool, em que os Pensioners (como também é conhecido) venceram por 4 a 0.

O primeiro jogador do clube foi o escocês John Tait Robertson, que foi também o treinador ao mesmo tempo. O clube começou com a contratação de jogadores de outras equipes, inclusive o goleiro William Foulke, que acabava de ser campeão da Copa da Inglaterra com o Sheffield United e Jimmy Windridge, que veio do Small Heath. O clube terminou em uma respeitável terceira colocação na sua primeira temporada disputada. Mas, Robertson deixou a equipe em 1907, devido a conflitos com a diretoria. Com isso, William Lewis se tornou o treinador interino, levando a equipe a promoção ao fim da temporada, em grande parte graças aos gols de Windridge e George Hilsdon. Esse último, foi o primeiro atacante a jogar pelo Chelsea, marcando cinco gols em vinte e sete jogos em sua primeira temporada, além de ser o primeiro jogador a marcar mais de cem gols com a camisa dos Blues.

Lewis foi substituído por David Calderhead, que permaneceria os próximos vinte e seis anos no comando do Chelsea.[13] Nas primeiras temporadas, a equipe teve pouco sucesso, ficando entre à Primeira e a Segunda Divisão. Foi rebaixado na temporada 1909-10, voltando na temporada 1911-12 e terminando em último na temporada 1914-15. Chegou a final da Copa da Inglaterra em 1915 contra o Sheffield United, mas acabou sendo derrotado por 3 a 0.[14] O clube teria sido rebaixado nessa mesma temporada, mas o campeonato foi suspenso devido à Primeira Guerra Mundial e, após o fim da guerra, o Chelsea foi convidado a disputar a Primeira Divisão novamente.

Partida do Chelsea contra o West Bromwich Albion em setembro de 1905.

A temporada 1919-20, foi a primeira temporada completa após a guerra, era agora a mais bem sucedida do clube. Liderada pelo atacante Jack Cock, o clube terminou o campeonato em terceiro[15] (o melhor resultado obtido por um clube de Londres até então) e chegou às semifinais da Copa da Inglaterra, onde perderam para o Aston Villa e perderam sua primeira chance de disputarem uma final em Stamford Bridge. O clube foi rebaixado novamente na temporada 1923-24 e quatro, das próximas cinco, perdeu a oportunidade de voltar a Primeira Divisão, terminando em quinto, terceiro, quarto e terceiro novamente, respectivamente.[15] Voltou a elite inglesa na temporada 1929-30, onde permaneceu durante os próximos trinta e dois anos.

Para tentar uma temporada excelente em 1930, o clube gastou vinte e cinco mil libras na contratação de três importantes jogadores: Hughie Gallacher, Alex Jackson e Alec Cheyne.[16] Gallacher, em particular, foi um dos maiores talentos de sua época, conhecido pelo seu faro de gols e por ter levado o Newcastle United ao título nacional na temporada 1926-27. Ele e Jackson também fizeram parte da famosa equipe Wembley Wizards, a equipe da Escócia que derrotou a Inglaterra por 5 a 1 em Wembley em 1928. No entanto, embora que a equipe de vez em quando tivesse grandes vitórias, como os 6 a 2 sobre o Manchester United e os 5 a 0 sobre o Sunderland, não conseguiu o desempenho desejado. Gallacher foi o goleador máximo do Chelsea do início de cada uma das suas quatro temporadas, anotando oitenta e um gols no total, mas seu tempo em Londres foi preenchido com longas suspensões por indisciplina. Jackson e Cheyne lutavam para resolver os problemas do clube, mas não tendo o mesmo desempenho de antes. O trio não chegou a disputar trezentas partidas somadas, e deixaram uma substancial perda financeira para o clube. Sua decepção foi maior por erros no Chelsea durante toda a década.

Calderhead renunciou em 1933 e foi substituído por Leslie Knighton, mas o novo treinador da equipe teve pouca sorte.[17] Por diversas vezes durante a década, o clube teve jogadores como Tommy Lei, Sam Weaver, Syd Bishop, Harry Burgess, Dick Spence e Joe Bambrick, todos estrangeiros, mas o máximo conquistado durante o período foi um oitavo lugar. Ironicamente, dois dos clubes mais populares venderam dois jogadores famosos ao clube: o goleiro Vic Woodley e o atacante George Mills. Esse último, foi o primeiro jogador a marcar mais de cem gols com a camisa do clube no campeonato. Ele evitou o rebaixamento do clube por dois pontos nas temporadas 1932-33 e 1933-34 e por um ponto na temporada 1938-39.

Performance do clube na Liga Inglesa entre 1906 e 2007.

O clube era muito popular em todo o país, apaido por muitos seguidores. A visita do Arsenal em 12 de outubro de 1935 atraiu 82.905 espectadores ao Stamford Bridge, que continua a ser um recorde de presença no campeonato inglês.[18] Em 1939, o clube não foi bem e Knighton foi rejeitado como treinador. Ele foi substituído pelo escocês Billy Birrell, um homem cuja ideia era a de alterar radicalmente o destino do clube.

Entre e depois da guerra[editar | editar código-fonte]

Birrell foi nomeado treinador do Chelsea, pouco antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. Após três jogos na temporada 1939-40, o campeonato foi abandonado na Grã-Bretanha durante a duração do conflito, o que significava que todos os resultados eram considerados "não oficiais". O Chelsea competiria em uma série de campetições regionais, e, como qualquer outro clube, o seu elenco estava seriamente diminuido (somente dois membros do Chelsea não chegaram a fazer parte da guerra). O clube, assim, realizou um série de novas contratações: Matt Busby, Walter Winterbottom e Eddie Hapgood. Também competiu na Football League War Cup, fazendo sua estreia em Wembley, na derrota por 3 a 1 contra o Charlton Athletic na final de 1944, e um ano mais tarde derrotando o Millwall por 2 a 0, diante de oitenta mil espectadores. Após o último jogo, John Harris se tornou o primeiro capitão a levantar um troféu em Wembley, recebendo a taça do primeiro-ministro Winston Churchill.[19]

Em outubro de 1945, com o fim da guerra, as autoridades do futebol na Inglaterra buscaram uma maneira de comemorar o retorno da paz em tempo de jogo. Como parte de um gesto de boa vontade, foi anunciado que o Dínamo Moscou, que reinava na União Soviética, visitaria o Reino Unido para jogar contra várias equipes, incluindo o Chelsea. O partida aconteceu em 13 de novembro, em Stamford Bridge, com um uniforme vermelho totalmente desconhecido, devido a um choque de cores no uniforme do Dínamo.

Antes do início do jogo, os jogadores do Dínamo presentearam um buquê de flores para o seu homólogo. Apesar disso, o povo britânico viu como uma "falsa paz". A equipe soviética surpreendeu muitos telespectadores com seu talento e técnica durante a partida que terminou com um empate em 3 a 3. Estima-se que uma multidão de mais de cem mil pessoas assistiram ao jogo, com milhares de pessoas ilegalmente no estádio. Esse número é o mais elevado jamais registado em Stamford Bridge, mas é estimado.[20]

Depois da guerra, o Chelsea voltou como uma grande equipe, e de novo comprou três renomados talentos: Tommy Lawton, Len Goulden e Tommy Walker, gastando cerca de vinte e duas mil libras. O trio preencheu as expectativas de muitos (Lawton marcou vinte e seis gols em trinta e quatro jogos na liga na temporada 1946-47 com o Chelsea), mas o clube terminou na décima terceira colocação sob o comando de Birrell. As maiores contribuições de Birrell foram fora de campo. Ele supervisionou o desenvolvimento de um programa de apoio aos jovens, liderado pelos ex-jogadores Dickie Foss, Spence e Jimmy Dick Thompson. Durantes as três próximas temporadas, a política era de produzir um fluxo aparentemente interminável de grandes talentos para a equipe principal.

No ano de 1950, na Copa da Inglaterra, após vencer o Manchester United por 2 a 0, em uma vibrante quartas de final, o Chelsea enfrentou o Arsenal no estádio White Hart Lane. Dois gols de Bentley colocaram o Chelsea à frente do placar, mas o Arsenal acabou descontando antes do fim do primeiro tempo. O Chelsea parecia incapaz de recuperar-se do golpe e o Arsenal marcou o gol de empate com quinze minutos do segundo tempo, para depois, vencer o replay por 1 a 0. Um ano depois, o Chelsea parecia destinado a ser rebaixado, com quatro rodadas restantes, eram nove pontos para conseguir, estando em último e a catorze jogos sem vencer. Após surpreendentemente vencer os três primeiros jogos, o Chelsea entrou na partida final onde precisava vencer o Bolton Wanderers e aguardar o resultado entre Everton e Sheffield Wednesday. O Chelsea ganhou por 4 a 0 e o Sheffield derrotou o Everton por 6 a 0, assegurando assim, sua permanência na elite. Em 1952, Chelsea e Arsenal se enfrentaram novamente na semifinal da Copa da Inglaterra. Depois de um empate por um tento na primeira partida, o Chelsea perdeu por 2 a 0 o jogo de volta. Birrell foi demitido pouco tempo depois.

Os anos de Ted Drake (1952–1961)[editar | editar código-fonte]

Em 1952, o ex-atacante do Arsenal foi nomeado novo treinador. Uma das primeiras "intervenções como treinador" foi a de agitar as mãos de cada jogador e deseja-les "o melhor" antes de cada partida. Drake procedeu à atualização do clube, tanto dentro, quanto fora de campo. Uma de suas primeiras ações foi a de remover a imagem de pensionista do Chelsea e mudar o apelido do clube. A partir disso, o clube passou a ser conhecido como the Blues. Melhorou no regime de formação, introduzindo uma formação em prática rara na Inglaterra naquele momento, o programa de apoio à junventude cresceu e o clube deixou de contratar estrelas pouco confiáveis, para assim, confiar em jogadores vindos da categoria de base. Os primeiros anos de Drake foram de pouco sucesso, terminando em décimo novo, apenas um ponto acima da zona de rabaixamento em sua primeira temporada e na oitava posição em sua segunda temporada.[21]

Na temporada 1954-55 o Chelsea conseguiu ser mais regular que nos outros anos. A equipe encontrou uma regularidade que não tinha antes, o que levou o Chelsea a conquistar inesperadamente a Primeira Divisão com uma equipe, de sua maioria, formado por jovens, na ausência de jogadres estrelas. O modelo inclui jogadores como o goleiro Charlie Thomson, jogadores amadores como Derek Saunders e Jim Lewis, meio-campistas como Johnny McNichol, Eric Parsons, Frank Blunstone, defensores como Peter Sillett, jogadores como o veterano Ken Armstrong, Stan Willemse, John Harris, e a única estrela da equipe, Roy Bentley.

O Chelsea começou uma temporada com quatro derrotas consecutivas, incluindo uma derrota por 5 a 6 contra o Manchester United. A partir daí, a equipe entra em uma "fila" de vitórias, perdendo apenas três dos próximos vinte e cinco jogos, conquistando o título com um rodada de antecedência, após a vitória sobre o Sheffield Wednesday por 3 a 0 em St. George's Day. A chave para o sucesso foi devido a duas importantes vitórias contra o Wolverhampton Wanderers: a primeira em Molineux, uma dramática vitória por 4 a 3 e, a segunda no Stamford Bridge, por 1 a 0.

Com a conquista do campeonato, o Chelsea tinha a oportunidade de disputar a primeira Liga dos Campeões da UEFA, que se organizaria na temporada seguinte. De fato, o seu primeiro rival seria a equipe sueca Djurgårdens. No entanto, a The Football Association e a Football League intervieram e foi negada a participação do Chelsea, pois os membros se opuseram à ideia, considerando que, deveria-se priorizar as competições nacionais, de modo que o clube teve de se retirar.

O Chelsea foi incapaz de aproveitar o êxito de seu título, e terminou em uma decepcionante décima sexta posição na temporada seguinte. A equipe foi envelhecendo e teve de recorrer as categorias de base. Um dos principais "pontos brilhantes" nesse período, é o aparecimento do atacante Jimmy Greaves, uma das melhores revelações do Chelsea (marcou cento e vinte e quatro gols em quatro temporadas). Juntamente com Greaves, uma série de outros jovens começaram a surgir, coloquialmente conhecido como o Drake's Duckings. Um dos pontos mais baixos para o clube neste período foi a eliminação na terceira rodada da Copa da Inglaterra contra uma equipe da quarta divisão, o Crewe Alexandra, em janeiro de 1961. Quando Greaves foi vendido ao Milan, em junho de 1961, o clube decaiu notavelmente. Poucos depois, Drake sofreu uma dolorosa derrota para o Blackpool com o Chelsea, por 4 a 0. Ele foi substituído por Tommy Docherty logo depois.

Bobby Tambling e Barry Bridges atuaram juntos durante o período que Docherty era o treinador.

A era Docherty (1962–1967)[editar | editar código-fonte]

Tommy Docherty instituiu um regime de estrita disciplina, vendendo jogadores veteranos e substituindo por jogadores mais jovens do próprio Chelsea, além de outros clubes ingleses. No momento em que assumiu o clube, em janeiro de 1962, a equipe estava condenada ao rebaixamento. Sem chances de evitar o rebaixamento da equipe, Docherty usou as partidas restantes para experiências, testando outros esquemas de jogo e jogadores. O Chelsea retornou na temporada seguinte, terminando com o vice-campeonato, tendo garantido sua classificação após vitória sobre o Sunderland pelo placar mínimo e, na última partida goleou o Portsmouth por 7 a 0.

O Chelsea voltava à Primeira Divisão com uma nova equipe que incluía jogadores jovens como Ron Harris, Peter Bonetti, Bobby Tambling, John Hollins, Eddie McCreadie, Ken Shellito, Barry Pontes, Bert Murray, o capitão Joe Fascione e Terry Venables, todos promovidos das categorias de base. No entanto, Docherty não estava satisfeito.

O Chelsea terminou em quinto em sua primeira temporada jogando um futebol a base de força e passes rápidos, o que fez dele uma das primeira equipes da Inglaterra a adotar esse sistema de jogo. Foram convidados a disputar um amistoso contra a Seleção Alemã, que estava cheia de grandes nomes como Franz Beckenbauer, Uwe Seeler e Berti Vogts. Nos primeiros trinta minutos, o Chelsea vencia o jogo por 3 a 1, mas ao fim, a partida terminou empatada em 3 a 3. O Chelsea estabeleceu rapidamente um ritmo em suas partidas, disputando o título inglês com o Manchester United e o Leeds United. A Copa da Liga Inglesa seria conquistada com uma vitória por 3 a 2 sobre o Leicester City, com um memorável esforço de McCreadie e em um empate em 0 a 0 no jogo de volta.

No entanto, os problemas começaram a aparecer quando Docherty enfrenta algumas das personalidades mais fortes no vestiário, em particular Venables. A equipe foi derrotado pelo Manchester United e perdeu por 2 a 0 na semifinal da Copa da Inglaterra contra o Liverpool, apesar de serem favoritos. Docherty, em seguida, manda para casa oito jogadores (Venables, Graham, Pontes, Hollins, McCreadie, Hinton, e Murray Fascione) como um "toque de recolher" antes do jogo crucial contra o Burnley. Com um time repleto de jovens, foram derrotados por 6 a 2, deixando escapar o título da liga, terminando em terceiro. Na temporada seguinte, seriam grandes os desafios no campeonato, na Copa da Inglaterra e na Copa das Feiras. Jogador um total de sessenta jogos nas três competições, a equipe não pôde suportar, terminando em quinto na liga, e sendo derrotado nas semifinais da Copa da Inglaterra pelo Sheffield Wednesday.

Na Copa das Feiras, enfrentaram a Roma (um violento encontro, durante o qual Docherty foi emboscado por torcedores da Roma), o 1860 Munique e o Milan, chegando as semifinais, onde foram eliminados pelo Barcelona. Ganharam em casa por 2 a 0, mas no jogo de volta, no Camp Nou, foram derrotados por 5 a 0. Docherty, e sua relação com vários jogadores tinham atingido o seu limite. Tomou a decisão de acabar com uma equipe que tinha uma média de idade de vinte e um anos. Venables, Graham e Murray foram vendidos na temporada seguinte, enquanto que o escocês Charlie Cooke foi comprado por setenta e dois mil libras, e Tommy Baldwin foi trocado por Graham. Também promoveram o atacante Peter Osgood.

O Chelsea, com Osgood como o coração da equipe, lideravam o campeonato em outubro de 1966, sendo o único clube invicto após dez jogos da liga, mas Osgood sofreu uma fratura na perna durante uma partida da Copa da Liga. Para substituir Osgood, Docherty contrata o atacante Tony Hateley por cem mil libras, mas Hateley não atende as expectativas e a equipe terminou em nono na liga. O clube ainda chegou a final da Copa da Inglaterra, mas foi derrotado pelo Leeds United (foi o jogo que começou a acirrada rivalidade entre os dois clubes).

O Chelsea disputou contra o Tottenham Hotspur a sua primeira final de Copa da Inglaterra disputada em Londres. Ron Harris, de vinte e dois anos, foi o mais jovem capitão da história em disputar uma final. O Chelsea foi derrotado por 2 a 1 pelos Spurs, que tinha em seu plantel nada mais e nada menos que Terry Venables e Jimmy Greaves. Na temporada seguinte, o Chelsea venceu apenas dois de seus primeiros dez jogos na liga, o que causou a demissão de Docherty.

Esquema utilizado na final da Copa da Inglaterra, em 1970.

A era Sexton (1967–1974)[editar | editar código-fonte]

Na primeira partida após a saída de Docherty, o Chelsea sofreu uma histórica goleada para o Leeds United de 7 a 0, que é maior derrota da história do clube. Dave Sexton, ex-treinador do Leyton Orient, e com uma personalidade muito mais tranquila e reservada que Docherty, foi nomeado novo treinador. Sexton contrataria jogadores, tais como John Dempsey, David Webb, Ian Hutchinson, Alan Hudson e Peter Houseman. Sexton, demonstrando ser um bom treinador, leva o Chelsea a terminar em segundo na liga, assim como uma breve incursão na Copa das Feiras na temporada 1968-69, sendo derrotado pelo DWS Amsterdam.[22]

O Chelsea terminou em terceiro o campeonato na terceira temporada sob o comando de Sexton, tendo como protagonistas a dupla de ataque formada por Osgood e Hutchinson, que marcaram cinquenta e três tentos, e chegou à final da Copa da Inglaterra na mesma temporada, sendo a primeira vez após cinquenta e cinco anos. Na final, que aconteceu no lendário estádio de Wembley, o Chelsea enfrentou o Leeds United, uma das principais equipes na época. Na primeira partida, terminou empatado em dois gols. Já na segunda, o Chelsea conseguiu recuperar seu prestígio após sofrer a histórica goleada e vencer por 2 a 1 e, enfim, conquistar sua primeira Copa da Inglaterra.

com a conquista da Copa da Inglaterra, o Chelsea ganhou o direito de disputar a Recopa Europeia na temporada seguinte, disputando assim, seu primeiro torneio europeu. Vitórias sobre o Aris Salônica e CSKA Sofia o levaram as quartas de final, onde enfrentou o Brugge, ganhando por 4 a 0. Nas semifinais, enfrentou e venceu o Manchester City, chegando a sua primeira final europeia. Na final, disputada em Atenas, enfrentou o Real Madrid. O resultado na final seria o mesmo da temporada anterior, quando conquistou o título sobre o Leeds, empatando a primeira partida por 1 a 1 e vencendo a segunda, por 2 a 1, conquistando assim, seu primeiro título europeu.

Tempos difíceis (1972–1983)[editar | editar código-fonte]

Não houve mais sucesso na década e vários dos principais problemas do clube cresceram. Desde o início dos anos 1970, a disciplina da equipe começaram a ficar menor. Os problemas de Sexton aumenteram quando as discussões com Osgood e Hudson apareceram. Como o espírito da equipe diminuiu, os resultados também não apareciam mais. O Chelsea é eliminado da Recopa Europeia na temporada 1971-72 pelo desconhecido Åtvidabergs, da Suécia, na Copa da Inglaterra, pelo Leyton Orient, apesar de estar vencendo a partida por 2 a 0 e perdeu a final da Copa da Liga contra o Stoke City. Terminou em décimo segundo na temporada 1972-73 e décimo sétimo na temporada seguinte. Os problemas de Sexton com Osgood e Hudson atingiram o seu limite após uma derrota em casa contra o West Ham United por 4 a 2, em 1973, vendendo os jogadores ao longo dos meses. Sexton foi demitido no início da temporada 1974-75, dando lugar ao seu auxiliar, Ron Suart, que não foi capaz de evitar o rebaixamento da equipe em 1975.[23]

A construção da East Stand causou muitos dos problemas financeiros do clube durante os anos 1970 e 1980.

A construção da East Stand, como parte de um projeto para construir um estádio de 60.000 lugares, foram adicionados. O projeto tem sido descrito como "o mais ambicioso já realizado na Grã-Bretanha." Concluiu com uma crise econômica mundial e foi atropelado por atrasos, greves pelos construtores e pela falta de material, o que levou a deixá-los controlar o custo de construção do clube e aumentar a sua dívida para 3,4 milhões de libras. Como resultado, entre agosto de 1974 e junho de 1978, o Chelsea não foi capaz de comprar um único jogador. O declínio da equipe foi acompanhada por uma queda na frequência de torcedores no estádio e o aumento da euforia, que saiu do controle, causando danos ao estádio. No final dos anos 1970 e no início da década de 1980 foram a "era dourada" dos torcedores ingleses. O Chelsea teve suas torcidas: o Chelsea Headhunters, que foram, particularmente, conhecidos por sua violência e sua relação com grupos extremistas políticos.

O ex-jogador do Chelsea, Eddie McCreadie se tornou treinador do clube,[24] pouco antes da queda em 1975 e, após um ano de consolidação na temporada 1975-76, levou a equipe devolta a elite na temporada 1976-77, com uma equipe de jovens jogadores, dos quais destacou-se Ray Wilkins e Steve Finnieston, junto com os veteranos Cooke, Harris e Bonetti. McCreadie teve uma disputa contratual com o clube e outro antigo jogador do Chelsea foi nomeado treinador, agora Shellito Ken.[25]

Shellito manteve o Chelsea na Primeira Divisão na temporada 1977-78, embora o pico da temporada foi uma vitória por 4 a 2 sobre o Liverpool na Copa da Inglaterra. Shellito foi demitido no meio da temporada seguinte, após vencer apenas três jogos da liga. Mesmo o breve retorno de Peter Osgood, pouco ajudou o clube. O sucessor de Shellito foi um ex-jogador do Tottenham Hotspur, Danny Blanchflower, que não foi capaz de evitar o rebaixamento do clube, conseguindo apenas cinco vitórias e vinte e sete derrotas.[26] Wilkins, uma dss poucas estrelas ainda no clube, foi vendido ao Manchester United e o herói na final da Copa do Mundo 1966, Geoff Hurst, se tornou o novo treinador, em setembro de 1979, tendo Bobby Gould como seu assistente. Sua chegada logo daria resultados, por um período o Chelsea liderou a tabela, mas acabou terminando em quarto, perdendo a chance de voltar a elite inglesa. Na temporada seguinte, a equipe lutou para marcar gols, passando por um período de nove jogos, ganhando apenas três jogos em vinte e acabando em décimo segundo na temporada 1980-81. Hurst, em seguinda, foi despedido.[27]

Em 1981, Brian Mears deixou o cargo de presidente, onde terminava com setenta e seis anos de uma relação entre o clube e família Mears. Um dos últimos atos de Mears foi a de nomear o antigo treinador do Wrexham John Neal como novo treinador do clube. Um ano depois, com uma enorme dívida, o clube não pode pagar os salários dos jogadores, então um empresário e preseidente do Oldham Athletic, Ken Bates, comprou o clube pela incrível soma de uma libra, embora recusou-se a comprar o estádio e suas dívidas substancialmente aumentaram, um ato que mais tarde se arrependeu. Bates provou ser um verdadeiro lutador como o novo presidente, embora seus adeptos adversários incluídos, bem como os imobiliários da Marler Estates, a quem David Mears, irmão de Brian, havia vendido uma parte do Stamford Bridge.

Na temporada 1981-82, o Chelsea terminou em décimo segundo novamente. Na quinta rodada da Copa da Inglaterra, o Chelsea eliminou os campeões europeus nessa temporada: o Liverpool, por 2 a 0. Nas quartas-de-final, ele enfrentou seus antigos rivais: o Tottenham Hotspur, que derrotou por 3 a 2. A temporada 1982-83 foi a pior da história do Chelsea. Depois de um início brilhante, a equipe caiu dramaticamente, ficando um período de nove jogos sem ganhar, ficando a dois pontos de cair para a terceira divisão. No penúltimo jogo da temporada, o Chelsea venceu o Bolton Wanderers com um golaço de vinte e três metros de Clive Walker, ganhoando ao fim, por 1 a 0. Um empate em casa contra o Middlesbrough, na última rodada, garantiu sua permanência.

Um novo começo (1983–1989)[editar | editar código-fonte]

O verão de 1983 marcou um ponto de virada na história do Chelsea. O treinador John Neal fez uma série de mudanças decisivas na história do clube. Contratou jogadores como Kerry Dixon, Pat Nevin, Nigel Spackman, Eddie Niedzwiecki e David Speedie, além do retorno de John Hollins como jogador-treinador, pagando um total de quinhentas mil libras. Rapidamente, Dixon e Speedie se "combinaram", marcando mais de duzentos gols em três anos. O novo Chelsea começou a dar resultados e na temporada 1983-84, com uma vitória por 5 a 0 sobre o Derby County, no dia de abertura, ganhando de 5 a 3 sobre o Fulham e derrotando o Newcastle United por 4 a 0. Dixon marcou trinta e seis gols em todas as competições, um recorde que pertencia a Bobby Tambling e Jimmy Greaves, e selando a volta a elite com uma vitória de 5 a 0 sobre seus antigos adversários: o Leeds United. A equipe terminou campeã da Segunda Divisão com uma vitória sobre o Grimsby Town.

Em seu retorno à Primeira Divisão, o Chelsea terminou em sexto na temporada 1984-85. Ele também chegou a sua terceira final da Copa da Liga contra o Sunderland, que havia caído naquela temporada. O ex-jogador do Chelsea Clive Walker era parte daquela equipe do Sunderland e inspirou a sua equipe a ganhar por 3 a 2 em Stamford Bridge (5 a 2 no total), que foi seguido por causa de um motim. O jogo continuou com a polícia montada e apoiantes no campo, e mais tarde a violência se espalhou pelas ruas. Neal se aposentou no fim da temporada, devido à sua saúde precária, e foi substituído por Hollins.

Hollins, em sua primeira temporada com o Chelsea, estava perto do título inglês, liderando a classificação em fevereiro, mas por lesões de Dixon e Niedzwiecki, combinada com uma série de maus resultados, principalmente durante a Páscoa, fizeram as chances de título irem "água abaixo". Uma vitória sobre o Manchester United em Old Trafford, por 2 a 1, e outra sobre o West Ham United deixaram o Chelsea apenas três pontos atrás do Liverpool, que foram os líderes nas últimas cinco rodadas. Contudo, mais uma vez terminou em sexto lugar. Na mesma temporada, foi campeão da recém-criada Full Members Cup com uma vitória por 5 a 4 sobre o Manchester City em Wembley, graças a um hat-trick de Speedie.

A raiz deste novo começo, a equipe entraria novamente em colapso, terminando em décimo quarto na temporada seguinte. O espírito de equipe começou a desandar com Hollins, após discussões com várias peças-chaves do elenco, em particular, Speedie e Spackman, que foram posteriormente vendidos. Bobby Campbell assumiu em março, mas não pôde impedir a queda do Chelsea, após uma derrota contra o Middlesbrough, em uma partida que foi novamente seguida por problemas com os torcedores e uma tentativa de invasão de campo, o que resultou no fechamento temporário do estádio. No entanto, o clube voltou de forma rápida e enérgica, apesar de não ganhar nenhum dos seus primeiros seis jogos, foram promovidos como campeões da Segunda Divisão com noventa e nove pontos, dezessete pontos mais do que o vice-campeão Manchester City.

Anos 1990: De volta aos trilhos[editar | editar código-fonte]

O Chelsea teve um impressionante retorno à Primeira Divisão na temporada 1989-90. O treinador Bobby Campbell, guiado por uma unidade da maioria dos jogadores, levaría a equipe a terminar em um honroso quinto lugar. Por causa da proibição dos clubes ingleses de participarem de competições europeias, o Chelsea perdeu a chance de disputar sua primeira Copa da UEFA. Na mesma temporada, o Chelsea conquistou sua segunda Full Members Cup, ao vencer o Middlesbrough por 1 a 0, em Wembley. Campbell se demitiu um ano depois e foi substituído por Ian Porterfield, que ajudou o Chelsea a ficar em uma boa posição na recém-criada Premier League, na temporada 1991-92. Pouco tempo depois, ele foi substituído pelo ex-jogador do Chelsea em 1970: David Webb, que levou a equipe a terminar em décimo primeiro. Webb foi demitido ao fim da temporada, Glenn Hoddle, que vinha do cargo de jogador-treinador do Swindon Town, entrou em seu lugar.

Entretanto, em 1992, após mais de uma década de incerteza sobre o futuro do Stamford Bridge, dando lugar a controversas jurídicas, Bates finalmente ganha dos promotores imobiliários e também o direito de reunir com o clube, fazendo um acordo com os seus bancos. Isto levou à criação do Chelsea Pitch Owners, que em 1997 adquiriu a propriedade do estádio, os direitos do clube e do terreno, para garantir que esta situação não volte a acontecer. Imediatamente, eles começaram a renovar todo o estádio, colocando novos lugares, mais próximos do campo. O trabalho foi concluído em 2001.[28]

Hoddle, em sua primeira temporada como treinador do Chelsea, ficou, por um momento, a um passo de ser rebaixado novamente, mas com a contratação do goleador Mark Stein, por um milhão e meio de libras, conseguiu se manter na elite inglesa. Na mesma temporada, o Chelsea chegou a final da Copa da Inglaterra, onde enfrentaram os atuais campeões da Premier League: o Manchester United, uma equipe que havia perdido por 1 a 0 para o Chelsea na liga. Após um empate em zero a zero durante os primeiros trinta minutos, os erros fatais na defesa do Chelsea, garantiram a vitória do Manchester por 4 a 0. No entanto, o Chelsea conseguiu se classificar para a Recopa Europeia da temporada 1994-95. Chegou as semifinais do torneio, mas acabou perdendo para o Real Zaragoza, que acabaria campeão.

O Chelsea logo consegue um elenco decente, com vários jogadores de primeira linha, dos quais o mais importante era o capitão Dennis Wise. No entanto, o presidente Ken Bates junto com o diretor Matthew Harding estavam gastando milhões de libras com novos jogadores, trazendo dois jogadores mundialmente conhecidos, em 1995: o neerlandês Ruud Gullit e o galês Mark Hughes por um milhão e meio de libras, juntamente com o romeno Dan Petrescu. Hoddle leva o Chelsea a outro décimo primeiro lugar na temporada 1995-96 e outra semifinal de Copa da Inglaterra, mas logo, ele deixa o cargo no Chelsea para assumir a Seleção Inglesa.

Renascimento: Gullit e Vialli[editar | editar código-fonte]

Camisa autografada de Ruud Gullit, no museu do Chelsea.

Ruud Gullit foi nomeado jogador-treinador para a temporada 1996-97, e contratou vários jogadores de alto nível para a equipe, incluindo o atacante Gianluca Vialli, que havia sido campeão europeu com a Juventus, o defensor francês Frank Leboeuf, e os italianos Gianfranco Zola e Roberto Di Matteo (este último veio por quatro milhões e novecentos mil libras). Se juntaram mais tarde a equipe, o uruguaio Gustavo Poyet e o norueguês Tore André Flo. Com esses jogadores, Gullit teve uma equipe que jogava um futebol puro, atraente e divertido, que lhes rendeu a fama de "futebol sexy". Gullit em sua primeira temporada, conseguiu levar o Chelsea a um sexto lugar (melhor posição desde 1990), e por um fim a um tabu de vinte e seis anos sem conquistar a Copa da Inglaterra. Após um 4 a 0 sobre o Liverpool, o Chelsea conquistou o título em Wembley, após uma vitória por 2 a 0 sobre o Middlesbrough, com o gol mais rápido da história das finais da Copa: 42 segundos, marcado por Di Matteo. A vitória foi um "final feliz" para uma temporada que parecia ser dominada por tristeza, após a morte, em outubro, do popular diretor do clube, Matthew Harding, em um acidente de helicóptero, voltando após a partida contra o Bolton Wanderers, pela Copa da Liga.

Gullit foi despedido repentinamente em fevereiro de 1998, aparentemente após uma disputa contratual, com a equipe na segunda posição na Premier League e as semifinais de duas competições.[29] Outro jogador-treinador foi nomeado, desta vez Vialli. Vialli iniciou sua carreira conquistando dois títulos em dois meses. A Copa da Liga foi conquistada com uma vitória sobre o Middlesbrough , em Wembley, por 2 a 0. Também consquistou a Recopa Europeia, após uma semifinal dramática, contra o Vicenza, da Itália. O Chelsea começou perdendo o jogo por 1 a 0, mas conseguiu virar para 3 a 1 e, se classificar para a final. A vitória na final aconteceu contra o Stuttgart, vencida por 1 a 0, em Estocolmo, Suécia. O gol foi marcado por Zola, dezessete segundos após entrar. Vialli levou ainda o clube, a conquistar a Supercopa Européia, contra o Real Madrid, que era o atual campeão europeu, por 1 a 0, com um gol de Poyet, aos oitenta e dois minutos no Stade Louis II, em Mônaco.

Durante a temporada 1998-99 na Premier League, o Chelsea teve a chance de conquistar o título da liga. As suas chances de título eventualmente desapareceram após a derrota em casa para o West Ham United, e depois de três derrotas consecutivas para Middlesbrough, Leicester City e Sheffield Wednesday, ao fim, terminaram em terceiro, apenas quatro pontos atrás do campeão Manchester United. O Chelsea, defendendo o seu título da Recopa Europeia foi eliminado nas semifinais pelo Real Mallorca, da Espanha, enquanto que nas outras duas competições, é eliminado nas quartas-de-final. Sua posição final no campeonato foi alto o suficiente para se classificarem para a sua primeira Liga dos Campeões da UEFA.

Quarenta e quatro anos depois de terem tido negada a disputa da primeira Copa dos Campeões, o Chelsea fez sua estreia na competição, em agosto de 1999 para chegar até as quartas-de-final, onde foram eliminados pelo Barcelona. Empates no San Siro e Olímpico de Roma contra a Lazio e Milan, respectivamente, uma vitória sobre o turco Galatasaray, por 5 a 0, no Ali Sami Yen foram suficientes para chegar as quartas. Na primeira partida contra o Barcelona em Stamford Bridge, o Chelsea venceu por 3 a 1 com um gol contra de Luis Figo, e na partida de volta, em Camp Nou, começou perdendo por 2 a 1, mas inexplicavelmente, o Barça marcou três gol em trinta minutos, e acabou perdendo por 5 a 1, 6 a 4 no total.

O Chelsea teve nesses anos jogadores de renome como Zola, Di Matteo, Poyet, goleiro neerlandês Ed de Goeij e do trio francês vencedor da Copa do Mundo 1998: Frank Leboeuf, Marcel Desailly e Didier Deschamps. Desse modo, o Chelsea se tornou o primeiro clube inglês a disputar uma partida com um elenco todo estrangeiro. Na temporada 1999-2000 veio o regresso e a irregularidade, terminando na liga em um decepcionante quinto lugar, mas conquistou a Copa da Inglaterra, após vencer o Aston Villa na final. A Supercopa da Inglaterra, também é conquistada em agosto, após uma vitória por 2 a 0, sobre o Manchester United.

A era Ranieri (2000–2004)[editar | editar código-fonte]

Vialli gastou quase vinte e seis milhões de libras em novos jogadores durante o verão, incluindo as contratações do neerlandês Jimmy Floyd Hasselbaink, o talentoso atacante islandês Eiður Guðjohnsen, mas foi demitido em setembro de 2000, depois de vencer apenas um dos cinco primeiros jogos. Ele foi substituído por outro italiano, Claudio Ranieri, que, apesar de seus problemas iniciais com o idioma, ele levou a equipe a terminar em sexto em sua primeira temporada. Ranieri gradualmente reconstruiu a equipe, reduzindo o elenco, vendendo jogadores veteranos e substituindo por outros mais jovens, como John Terry, William Gallas, Frank Lampard e Jesper Grønkjær.

Ranieri, em sua segunda temporada, teve alguns progressos, principalmente em competições de mata-mata. O Chelsea chegou a semifinais da Copa da Liga e na final da Copa da Inglaterra, mas não foi capaz de evitar a derrota na final para o Arsenal. No entanto, na liga termina outra vez em sexto. Com os rumores circulando que, o clube estaria com grandes problemas financeiros, Ranieri não pôde contratar mais jogadores. Como resultados, as expectativas do Chelsea na temporada 2002-03 foram mais limitados. O Chelsea, no entanto, em uma inesperada e talvez mais importante da sua história, derrota o Liverpool por 2 a 1, no último jogo do campeonato, terminando em quarto e conquistando uma vaga na Liga dos Campeões da UEFA, e deixando os Reds fora.

Com o clube enfrentando uma aparente crise financeira,[30] Bates inesperadamente vendeu o Chelsea em junho de 2003, por sessenta milhões de libras.[31] O novo proprietário do clube foi o bilionário russo Roman Abramovich, que também assumiu a responsabilidade por oitenta milhões de libras da dívida, pagando rapidamente. Gastou também cem milhões de libras em contratações: do Real Madrid, comprou dois jogadores da Copa do Mundo de 2002, o francês Claude Makélélé e o camaronês Geremi Njitap; do rebaixado West Ham United, Glen Johnson e Joe Cole, este também figurante da Copa, bem como Wayne Bridge (do Southampton) e duas estrelas da Seleção Argentina que também estiveram na Copa, vindo do campeão Manchester United, o sem espaço Juan Sebastián Verón, e Hernán Crespo, afastado da Internazionale; além do romeno Adrian Mutu (vindo do Parma) e do irlandês Damien Duff (do Blackburn Rovers). Este, que também jogara o mundial da Ásia, foi a mais cara contratação, chegando a Stamford Bridge ao custo de vinte e quatro milhões de euros.[32] E poderia ter sido mais: o magnata também fez propostas pelos italianos Alessandro Nesta e Christian Vieri (de Milan e Internazionale e que também estiveram na Copa) e por outra estrela da Serie A, o brasileiro Emerson (da Roma), ofertando respectivamente por eles cinquenta, quarenta e vinte e quatro milhões de euros.[33]

O Chelsea terminou em segundo na liga (sua melhor posição em quarenta e nove anos) e chegou às semifinais da Liga dos Campeões da UEFA, após golear o Arsenal nas quartas-de-final, mas caiu nas semifinais para o Monaco, após algumas estranhas decisões táticas de Ranieri. Ranieri foi despedido ao fim da temporada. Abramovich posteriormente contratou o português José Mourinho, que tinha levado o Porto a dois títulos nacionais, uma Copa da UEFA e uma Liga dos Campeões da UEFA. Abramovich também trouxe o caça-talentos neerlandês Piet de Visser, que trouxe ao PSV Eindhoven Romário e Ronaldo, e é considerado um dos maiores caça-talentos da história.[34]

José Mourinho e o bicampeonato (2004–2007)[editar | editar código-fonte]

José Mourinho: principal treinador da história do Chelsea.

Na primeira temporada sob o comando da equipe, Mourinho pediu (e teve) três compatriotas, todos figurantes da Seleção Portuguesa na campanha do vice-campeonato da recém-terminada Eurocopa 2004: Tiago, do Benfica, e dois com quem fora campeão europeu na temporada anterior com o Porto, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho. Do PSV Eindhoven, vieram o neerlandês Arjen Robben (também da última Euro) e o servo-montenegrino Mateja Kežman. Do equipe francesa do Rennes, o goleiro tcheco Petr Čech, outro a ter se destacado na Euro; e, também do futebol francês, o mais caro reforço, vindo por 24 milhões de libras, o marfinense Didier Drogba, do Olympique Marselha.[35] No total, o clube gastou cerca de cento e sessenta e seis milhões de libras, balançeadas com as dispensas de outros jogadores, alguns deles também vindos, na temporada anterior, a quantias altíssimas: os argentinos Verón e Crespo foram por empréstimo a Milão, para respectivamente Inter e Milan; Grønkjær, Mario Melchiot e Carlton Cole foram para Birmingham: os dois primeiros para o Birmingham City e Cole, ao Aston Villa; Hasselbaink foi para o Middlesbrough.[35]

A temporada 2004-05 foi a mais bem sucedida na história do Chelsea. Após um começo lento, marcando oito gols nos primeiros nove jogos e estando atrás do Arsenal cinco pontos, o Chelsea, graças ao vice-capitão Frank Lampard e o regresso de jogadores em lesão, rumou ao título. O clube chegou a liderança após uma vitória sobre o Everton, em novembro de 2004 e nunca mais perdeu a liderança, perdendo apenas um jogo e vencendo vinte e nove (batendo o recorde da competição) , conquistando noventa e cinco pontos. O Chelsea também teve a melhor defesa, liderada pelo capitão John Terry, o versátil William Gallas, o meia Claude Makélélé e o goleiro Petr Čech, que sofreu apenas quinze gols. O Chelsea garantiu a taça ao vencer o Bolton Wanderers, por 2 a 0, conquistando o título após cinquenta anos.[36] Ainda nessa temporada, o Chelsea conquistou a Copa da Liga, sobre o Liverpool por 3 a 2, no Millennium Stadium.[37]

Na Liga dos Campeões, o Chelsea passou sem problemas na fase de grupos, para enfrentar nas oitavas-de-final o Barcelona. Na primeira partida, no Camp Nou, o Chelsea venceu por 2 a 1 e no Stamford Bridge, por 4 a 2.[38] Nas quartas-de-final, uma vitória por 4 a 2 em casa, sobre o Bayern de Munique e uma derrota por 3 a 2 na Alemanha foi o suficiente para garantir a vaga semifinais, onde enfrentam o Liverpool. Após um empate em 0 a 0, em Stamford Bridge, o Liverpool venceu por 1 a 0 em Anfield, graças a um polêmico gol de Luis Garcia, em que a bola não teria entrado. O Chelsea, assim perdeu a oportunidade de conseguir a triplice coroa.

Um ano mais tarde, novos reforços a peso de ouro: o ganês Michael Essien, eleito o melhor jogador do último campeonato francês, vindo por 38 milhões de euros do campeão Lyon após a recusa de cinco propostas;[39] o então titular da Seleção Inglesa e destaque do Manchester City, Shaun Wright-Phillips, por 30,6 milhões;[39] além de, dentre outros, o retorno de Crespo, vice-campeão da Liga dos Campeões na temporada anterior com o Milan. Com eles, o Chelsea conseguiu o seu segundo título da liga, vencendo os seus primeiros nove jogos, incluindo uma vitória por 4 a 1 em Anfield sobre o Liverpool e ficando dezoito pontos acima do segundo colocado: o Manchester United. O título foi premiado com uma vitória de 3 a 0 sobre o próprio United em Stamford Bridge, igualando o seu próprio recorde de vinte e nove vitórias. O Chelsea também passou a ser a quinta equipe a ganhar o campeonato duas vezes seguidas, desde a Segunda Guerra Mundial e a única equipe de Londres desde 1930. Porém, foram eliminados da Liga dos Campeões pelo Barcelona e nas semifinais da Copa da Inglaterra pelo Liverpool.

Para a temporada 2006-07, Abramovich trouxe, entre vários jogadores da Copa do Mundo na Alemanha, dois dos melhores do mundo e estrelas máximas do futebol de seus países: o ucraniano Andriy Shevchenko e o alemão Michael Ballack. O Chelsea também fez troca com o rival Arsenal, cedendo William Gallas para receber Ashley Cole.[40] Contratou, após disputar com o Manchester United inclusive na Justiça,[40] o jovem nigeriano Mikel John Obi; além do marfinense Salomon Kalou e do neerlandês Khalid Boulahrouz. A equipe não conseguiu o título inglês, ficando em segundo, mas foi campeão da Copa da Liga, ao derrotar o Arsenal por 2 a 1, no Millennium Stadium e da Copa da Inglaterra em cima do Manchester United, vencendo por 1 a 0. Ainda conseguiram chegar nas semifinais da Liga dos Campeões, mas foram eliminados novamente pelo Liverpool, desta vez nos pênaltis.

Pós-Mourinho (2007–2009)[editar | editar código-fonte]

Avram Grant: primeiro treinador a levar o Chelsea a uma final de Liga dos Campeões da UEFA.

Em 20 de setembro de 2007, foi anunciado que Mourinho havia deixado o Chelsea por "consentimento mútuo" após vários de meses atrito entre ele e Abramovich. Pouco depois, o israelense Avram Grant, que tinha sido nomeado diretor de futebol do Chelsea em 8 de julho de 2007, foi anunciado como substituto de Mourinho no comando da equipe e, tendo Steve Clarke como seu auxiliar. Desta vez, as contratações do russo foram menos badaladas e caras, após o fiasco de Shevchenko, que viera do Milan por 30 milhões de libras. A mais cara delas, por 13,5 milhões de libras, foi Florent Malouda,[41] do Lyon e da Seleção Francesa vice-campeã mundial em 2006. Tentou a estrela do Sevilla Daniel Alves,[41] mas os brasileiros que chegaram foram Belletti e Alex, este um jogador já pertecente ao clube mas que esteve emprestado ao PSV Eindhoven enquanto não obtinha visto para jogar no Reino Unido. Menos badalados ainda, chegaram também o israelense Tal ben Haim, o inglês Steve Sidwell e o peruano Claudio Pizarro, todos sem custo[41] e que acabariam ficando no clube apenas para a temporada que se seguiu.

Mesmo com o contestado Grant, o Chelsea ficou perto de conquistar três diferentes competições, o que tornaria apenas o terceiro clube inglês a conseguir tal feito (os outros foram o Liverpool, que conquistou o título inglês, Copa da Liga e Copa Europeia em 1984, e o Manchester United, ganhando o título inglês, a Copa da Inglaterra e a Liga dos Campeões em 1999). Eles chegaram à sua terceira final da Copa da Liga em quatro anos, mas perderam por 2 a 1 para o Tottenham Hotspur na prorrogação em Wembley, após estar vencendo o jogo no tempo normal. Na última rodada da Premier League, o Chelsea tinha chances de conquistar o título, caso o Manchester United perdesse e o Chelsea vencesse, mas o Chelsea apenas empatou, enquanto que o Manchester ganhou seu jogo. O Chelsea teve sua última chance na Liga dos Campeões, onde também acabará perdendo o título, e novamente para o Manchester.

A final aconteceu contra o Manchester United, após vencer o Liverpool em uma emocionante semifinal, onde ganhou por 3 a 2 na prorrogação. A partida final aconteceu em Moscou, no dia 21 de maio de 2008, mas o Chelsea acabou perdendo o título nas penalidades máximas por 6 a 5, após no tempo normal e na prorrogação empatar em 1 a 1. Nas cobranças de pênaltis, Petr Čech pegou o pênalti da estrela adversária Cristiano Ronaldo, dando a chance do capitão e ídolo John Terry bater o pênalti do título, mas em sua cobrança acabou escorregando e perdendo a penalidade do título e, Nicolas Anelka, vindo no meio da temporada, também perdeu o seu, dando o título ao United.

Alguns dias após a derrota na final da Liga dos Campeões, e o segundo lugar na Premier League, Avram Grant foi despedido, dando o lugar ao brasileiro Luiz Felipe Scolari, campeão do mundo e vice-campeão europeu, com Brasil e Portugal, respectivamente. Recebido com festa, Big Phil trouxe de sua Seleção Portuguesa na última Euro Deco, José Bosingwa e, posteriormente, Ricardo Quaresma, além de indicar o contestado Mineiro. Shevchenko fora devolvido, por empréstimo, ao Milan, após duas temporadas fracas. Lampard, assediado pela Inter de Milão, comandada por José Mourinho, ficou,[42] e outro a chegar foi o sérvio Branislav Ivanović. Porém, com ainda oito meses a frente do comando dos Blues, foi anunciado em 9 de fevereiro de 2009, que Scolari, que havia tido um bom começo, havia sido demitido após maus resultados, apesar da terceira colocação na Premier League[43] e do apoio dos líderes Terry e Lampard.[44] Entretanto, a insatisfação das também estrelas Drogba (isolado pelo treinador), Čech e Ballack, má preparação física do elenco e diversos reveses nos clássicos e perdas de pontos em casa (o empate sem gols, dois dias antes, com o fraco Hull City em rodada posterior a derrota por 0 a 2 contra o Liverpool foi a gota d'água para sua saída), além de comunicação com os jogadores prejudicada pela sua falta de domínio na língua inglesa foram determinantes para sua saída.[44] Em seu lugar, assumiu o neerlandês Guus Hiddink, vindo para ficar até o fim da temporada inglesa, quando voltará a dirigir somente a Seleção Russa.[45] Em 18 de abril, o Chelsea se classificou à final da Copa da Inglaterra, após vencer o Arsenal por 2 a 1, no Wembley.[46] O adversário na final foi o Everton, que eliminou o Manchester United nos pênaltis na outra semifinal,[47] mas acabou perdendo - de virada - o título por 2 a 1, sendo Lampard e Drogba autores dos tentos da vitória.[48] [49] Entretanto, foi eliminado na semifinais da Liga dos Campeões pelo Barcelona, sofrendo o gol de empate e eliminação nos acrécimos do segundo tempo.[50]

Ancelotti: O primeiro Double (2009–2011)[editar | editar código-fonte]

Logo após a saída de Guus Hiddink - que voltou a treinar somente a seleção russa, o italiano Carlo Ancelotti, bicampeão europeu com o Milan, foi anunciado, firmando um acordo de três anos.[51] No primeiro torneio sob o comando de Ancelotti, o Chelsea conquistou o World Football Challenge, disputado nos Estados Unidos, com três vitórias em três jogos.[52] Pouco tempo depois, em 9 de agosto, após empatar no tempo normal em 2 a 2, o Chelsea conquistou a Supercopa da Inglaterra sobre o Manchester United, batendo-o nos pênaltis por 4 a 1.[53]

Elenco do Chelsea em campo contra o Olympiacos, na temporada que o clube foi finalista da Liga dos Campeões da UEFA.

Em 3 de setembro, o Chelsea acabou sendo punido pela FIFA, após disputa na contratação do francês Gaël Kakuta, na época com dezesseis anos, que teria sido encorajado pelo clube a rescindir seu contrato com o Lens, da França. Como punição, o clube está proibido de realizar qualquer contratação por um ano (tanto jogadores nacionais, quanto internacionais), nas próximas duas janelas de transferências, podendo contratar novamente apenas em janeiro de 2011. O clube ainda terá que pagar uma multa de setecentos e oitenta mil euros à equipe francesa.[54] [55] [56] Porém, após recorrer, acabou ficando livre para contratar nas próximas "janelas"de transferências e livre da multa, assim como Kakuta.[57]

Jogadores comemorando o primeiro Double na história do clube.

Na temporada de estreia de Ancelotti, apesar do grande início, conquistando o título da Supercopa sobre o United, o Chelsea acabou sofrendo com a eliminação na Copa da Liga nos pênaltis para o Blackburn Rovers, após empate em três gols.[58] Porém, a eliminação mais sofrida foi na Liga dos Campeões para a Internazionale, após duas derrotas (2 a 1 fora e 1 a 0 em casa, respectivamente). Ironicamente, a equipe de Milão é treinada pelo português José Mourinho, responsável por transformar o clube num dos principais da Europa.[59] Três semanas após a eliminação, a equipe se classficiou para a final da Copa da Inglaterra pelo segundo ano consecutivo, após vitória por três a zero contra o Aston Villa.[60] Contra essa mesma equipe do Villa, duas semanas atrás, o Chelsea venceu pela trigésima segunda rodada da liga inglesa por 7 a 1.[61]

Apesar de não conseguir conquistar o principal objetivo na temporada, o Chelsea conquistou o seu quarto título inglês após uma vitória sobre o Wigan Athletic por 8 a 0 (sendo a maior goleada da temporada, ao lado do rival Tottenham Hotspur, que venceu o próprio Wigan por nove a um). Na campanha com vinte e sete vitórias (apenas duas atrás do recorde de vitórias no campeonato, pertencente ao próprio Chelsea), a equipe bateu o recorde de número de gols marcados: cento e três. O antigo recorde pertencia ao Manchester United, que tinha marcado seis vezes a menos dez temporadas antes. O Chelsea também foi responsável pelo artilheiro do campeonato, o marfinense Didier Drogba, que marcou vinte e nove vezes (sendo três na vitória do título) e, o jogador com mais assistências: Frank Lampard, com dezessete. A equipe também teve cem por cento de aproveitamento contra o Big Four (expressão utilizada para se referir aos quatro principais times da Inglaterra: Arsenal, Chelsea, Liverpool e Manchester United).[62] [63] [64] Seis dias depois, o Chelsea conquistou seu primeiro Double na história, conquistando também a Copa da Inglaterra, após vitória sobre o Portsmouth pelo placar mínimo.[65] [66]

Porém, mesmo com as conquistas da temporada passada, a segunda temporada do Chelsea sob o comando de Ancelotti não teve o mesmo início. O clube perdeu antes do início da temporada nomes importantes do elenco, como Joe Cole, que não teve seu contrato renovado e assinou com o rival Liverpool,[67] [68] Michael Ballack, que também não teve seu contrato renovado e retornou à Alemanha, retornando ao Bayer Leverkusen.[67] [69] Além das dispensas de Belletti[67] [70] e Deco,[71] que retornaram ao futebol brasileiro e Ricardo Carvalho, que se transferiu para o Real Madrid, comandando por José Mourinho.[72] As únicas contrações para a temporada foram Yossi Benayoun, que estava no Liverpool,[73] e Ramires, vindo do Benfica,[74] além de contratações de jovens, mas que foram repassados para outros clubes.[75] Tendo disputado na pré-temporada quatro amistosos, o Chelsea venceu apenas um[76] e, na disputa do primeiro torneio oficial, perdeu o título da Supercopa da Inglaterra para o Manchester United (3 a 1).[77] Porém, em sua estreia na Liga Inglesa, mostrou força novamente vencendo o West Bromwich Albion (treinado por Roberto Di Matteo) por 6 a 0.[78] Em seguida, venceu novamente por seis gols, dessa vez contra o Wigan Athletic.[79]

O clube manteve o grande início nas partidas seguintes, tendo vencido nove das doze disputadas. Porém, acabaria entrando numa sequência sem vitórias que durou seis partidas no campeonato e mais uma na Liga dos Campeões.[80] [81] Sendo dessas, quatro derrotas e três empates. Com o cargo de treinador de Ancelotti em risco, o clube só voltaria a vencer em 9 de janeiro de 2011, quando massacrou o Ipswich Town por 7 a 0 pela Copa da Inglaterra, se classificando para a fase seguinte.[82] Na janela de transferências, para suprir as carências do time por conta de diversas lesões, a diretoria contratou no último dia dois antigos desejos da mesma: o brasileiro David Luiz, vindo do português Benfica por 25 milhões de euros mais Nemanja Matić[83] e, Fernando Torres, vindo do rival Liverpool por 58 milhões de euros, batendo o recorde de transferências do Reino Unido.[84] [85] Mesmo com os reforços, a equipe acabou não conseguindo conquistar nenhum título, tendo como melhor resultado na temporada o vice-campeonato no inglês. Por conta disso, Ancelotti acabou sendo demitido após a última rodada do campeonato, em 22 de maio.[86]

Villas-Boas, Di Matteo e Benítez (2011–2013)[editar | editar código-fonte]

Após a demissão de Ancelotti, diversos nomes foram especulados como novo treinador do clube, principalmente do ex-treinador do próprio Chelsea, o neerlandês Guus Hiddink. Porém, como Hiddink não obteve liberação frente à Federação Turca de Futebol, o clube foi atrás de André Villas-Boas, então treinador do Porto e ex-assistente de José Mourinho durante seu período no Chelsea.[87] Para sua liberação, o clube pagou treze milhões e trezentos mil libras ao clube português e assinou um contrato de três temporadas.[87] [88] Posteriormente, como assistente de Villas-Boas seria contratado Roberto Di Matteo, ídolo do clube como jogador durante os anos 1990.[89] Já reforços para o elenco, destaca-se a maior promessa recente do futebol europeu, o belga Romelu Lukaku.[90] Também foram contratados os espanhóis Oriol Romeu (este para substituir o lesionado Essien)[91] e Juan Manuel Mata,[92] e o português Raul Meireles, vindo no último dia da janela de transferências do rival Liverpool.[93] Ainda foram contratadas as promessas Thibaut Courtois e Ulises Dávila, mas que foram emprestados para Atlético de Madrid e Vitesse, respectivamente.[94] [95] O clube ainda tinha acertada a contratação do brasileiro Lucas Piazon para o início de 2012, vindo das categorias de base do São Paulo.[96] No entanto, durante o período que Villas-Boas ficou à frente do Chelsea, acumulou apenas resultados péssimos e medianos, não tendo conseguido implantar seu estilo de trabalho. Por conta disso, foi anunciada sua demissão em 4 de março de 2012,[97] assumindo Di Matteo como seu substituto até o término da temporada.[97]

Os onze que iniciaram a partida contra o Bayern na final da Liga dos Campeões.

Di Matteo iniciou sua nova trajetória no Chelsea com duas vitórias, a primeira sobre o Birmingham City por 2 x 0, pela Copa da Inglaterra, classificando o clube para as quartas-de-final;[98] já a segunda aconteceu na Premier League, sobre o Stoke City, por 1 x 0.[99] No entanto, seu primeiro grande desafio aconteceu dez dias após assumir o clube, quando precisou reverter uma derrota por 3 x 1 para o Napoli,[100] feito conseguido com uma vitória por 4 x 1 na prorrogação.[101] Quatro dias depois, o clube enfrentou o Leicester City pelas quartas-de-final da Copa da Inglaterra, se classificando após vitória por 5 x 2.[102] Nas quartas-de-final da Liga dos Campeões, os Blues enfrentaram o Benfica, eliminando o clube com vitórias por 1 x 0 em Portugal e 2 x 1 no Stamford Bridge.[103] Retornando à Copa da Inglaterra, mais uma vitória, desta vez contra o Tottenham Hotspur, por 5 x 1, classificando o clube a sua décima primeira final do torneio.[104] Nas semifinais da Liga, o Chelsea acabou pegando o Barcelona, então atual campeão do torneio. Apesar de considerada como uma classificação improvável pela imprensa, o Chelsea conseguiu chegar a sua segunda final após vitória por 1 x 0 em casa[105] e empate em 2 x 2 no Camp Nou.[106]

Em pouco mais de um mês no comando do clube, Di Matteo já havia levado o clube à duas finais, no entanto, não conseguiu ter o mesmo desempenho na Premier League. Em onze partidas, obteve apenas cinco vitórias, três empates e três derrotas, terminando o campeonato apenas na sexta posição,[107] tendo sofrido na penúlima rodada uma derrota por 4 x 1 para o Liverpool,[108] três dias após vencer o mesmo na final da Copa da Inglaterra por 2 x 1, garantindo seu sétimo título.[109] Na disputa de sua segunda final na temporada, a imprensa considerou como improvável o título, assim como havia considerado improvável a classificação azul para à final, muito devído aos quatro desfalques ingleses na final (Branislav Ivanović, Raul Meireles, Ramires e John Terry).[110] Tendo jogado durante quase toda a partida no contra-ataque,[111] sofreu um gol aos 83 minutos,[111] conseguindo o empate cinco depois, com Drogba.[111] Com o empate no tempo normal, a partida foi para a prorrogação,[111] onde o time conseguiu segurar o placar por 1 x 1, tendo Čech ainda defendido um pênalti de Arjen Robben.[111] Na disputa dos pênaltis, mesmo após ter começado perdendo a primeira cobrança, com Mata,[111] o clube conseguiu o título após Čech defender as duas últimas cobranças bávaras, de Ivica Olić e Bastian Schweinsteiger.[111] [112] Ainda como um "brinde" pela conquista, o título do Chelsea na Liga tirou o rival Tottenham da próxima Liga dos Campeões, uma vez que o mesmo terminou na quarta posição (última posição classificatória para a Liga), e o Chelsea na sexta (fora, apenas classificado para a Liga Europa), herdando a vaga dos Spurs na próxima edição do torneio.[113]

A temporada seguinte ao título viu a saída de um dos maiores ídolos do clube: Didier Drogba.[114] Após meses em divergências com a diretoria para assinar um novo contrato (a diretoria queria um contrato de apenas uma temporada enquanto Drogba de duas), Didier decidiu não renovar e deixou o clube após o término do mesmo, seguindo para o Shanghaï Shenhua (mesmo clube que Anelka seguiu após deixar o clube).[115] A mesma janela de transferências também viu a saída de dois importantes jogadores, o português José Bosingwa[116] e o conterrâneo de Drogba Salomon Kalou (este para o Lille), que também não tiveram seus contratos renovados.[116] Entretanto, a mesma janela viu a chegada de grandes nomes para o elenco. O mais prestigiado e disputado internacionalmente foi o belga Eden Hazard, contratado por 32 milhões de libras frente ao Lille.[117] O segundo foi o brasileiro Oscar, vindo do Internacional por 25 milhões.[118] O clube ainda contratou do Werder Bremen o alemão Marko Marin, vindo por seis milhões e meio.[119] Também chegou, mas este vindo inicialmente para defender a categoria juvenil e reserva, o irmão de Eden Hazard, Thorgan.[120] Ainda chegaram, já durante a disputa da temporada, o nigeriano Victor Moses (este contratado após boa exibição na partida de abertura da Premier League contra o próprio Chelsea) vindo do Wigan Athletic por nove milhões de libras e o lateral-direito César Azpilicueta, que chegou do Olympique de Marseille por sete milhões.

Nos amistosos pré-temporada, o clube teve um iniciou promissor nas duas primeiras partidas, principalmente das novas contratações, mas acabou terminando a série de amistosos decepcionando. Na primeira partida, contra o Seattle Sounders, o clube conseguiu sua única vitória nas cinco partidas amistosas. Tendo jogado com uma equipe mista, composta principalmente por jovens, conseguiu uma vitória por 4 x 2, tendo as recém-contratações, Hazard e Marin, marcado um cada. Lukaku, também jovem promessa, marcou os outros dois.[121] Na partida seguinte, ficou num empate em 1 x 1 com o Paris Saint-Germain, considerado uma das novas forças do continente. O gol da partida também foi marcado por uma promessa azul, o brasileiro Lucas Piazon.[122] As três partidas seguintes acabaram terminando em derrota. A primeira, contra um selecionado dos melhores da última edição do campeonato estadunidense, terminou em 3 x 2, tendo Terry e Lampard marcado os dois tentos do Chelsea.[123] A segunda, por 1 x 0, foi para um enfraquecido Milan, que acabara de perder suas duas principais estrelas.[124] E a terceira, foi para o Brighton & Hove Albion, por 3 x 1, tendo Lampard marcado o únido dos Blues.[125] A série de derrotas continou na primeira partida após a pré-temporada, desta vez saindo com uma derrota por 3 x 2 para o Manchester City na disputa da Supercopa da Inglaterra.[126] Mesmo a aquipe tendo saído na frente do placar com Fernando Torres, sofreu o revés no segundo tempo após um "apagão" de doze minutos, o suficiente para o City virar o placar para 3 x 1.[126] Ryan Bertrand ainda conseguiu diminuir a diferença para 3 x 2 aos 79 minutos, mas a equipa não conseguiu a virada.[126]

A série de derrotas terminou na abertura da Premier League, após uma vitória por 2 x 0 sobre Wigan Athletic.[127] Nas duas partidas seguintes, o Chelsea conseguiu mais duas vitórias, contra Reading (4 x 2)[128] e Newcastle United (2 x 0).[129] Entretanto, a agora série de vitórias terminou na disputa do título da Supercopa Europeia, onde o clube saiu humilhado com uma derrota por 4 x 1 para o Atlético de Madrid.[130] Após a derrota, ficou mais duas partidas sem vitória, empatando com o Queens Park Rangers por 0 x 0 em seu retorno à Inglaterra,[131] e com a Juventus por 2 x 2 após sair vencendo por 2 x 0 em sua estreia na Liga dos Campeões.[132] Voltou a vencer após a partida contra a Juventus, engrenando desta vez uma série com seis vitórias (quatro pela liga inglesa, uma pela Copa da Liga, e outra pela Liga dos Campeões), incluindo uma por 2 x 1 sobre o Arsenal[133] e outra por 4 x 2 sobre o Tottenham Hotspur (este agora treinado por Villas-Boas),[134] ambas na casa do adversário. A série terminou com uma derrota por 2 x 1 para o Shakhtar Donetsk.[135] A partida seguinte também terminaria com uma derrota (esta bastante contestável, devido a grande quantidade de erros do árbitro em favor ao adversário), desta vez para o Manchester United, por 3 x 2.[136] Voltaria a vencer contra o próprio United, três dias depois, pela Copa da Liga, por 5 x 4.[137] Empataria as duas próximas partidas da liga inglesa por 1 x 1, contra Swansea City[138] e Liverpool,[139] tendo uma vitória por 3 x 2 sobre o Shakhtar Donetsk entre elas.[140] As duas partidas seguintes, derrotas por 2 x 1 para o West Bromwich Albion[141] e 3 x 0 para a Juventus,[142] acabariam sendo as duas últimas partidas de Di Matteo no comando do clube. Essa série de maus resultados, tanto na Premier League quanto na Liga dos Campeões, acabaram deixando o clube em terceiro em ambas competições, e no caso da Liga dos Campeões, precisando de uma combinação de resultados para se classificar as oitavas de final. Por conta disso, em 21 de novembro foi anunciada a demissão de Di Matteo, apenas seis meses após sua efetivação no cargo.[143] Para substituí-lo, a diretoria contratou Rafael Benítez, antigo treinador do rival Liverpool como interino para o restante da temporada.[144] Benítez ainda trouxe como assistente Boudewijn Zenden, antigo jogador do clube e, seu antigo comandado durante seus primeiros anos à frente dos Reds.[145]

A primeira partida da equipe sob o comando de Benítez terminou em um apático empate em 0 x 0 com o Manchester City, mesmo o clube jogando no Stamford Bridge.[146] A estreia do espanhol acabou ficando marcada principalmente pelos protestos dos torcedores do Chelsea contra a demissão de Di Matteo e contratação de Benítez, que enquanto treinador do Liverpool, disse que nunca treinaria o clube londrino, inclusive criticando a torcida azul.[146] [147]

Mesmo tendo vencido a última partida da fase de grupos da Liga dos Campeões, contra o Nordsjælland, por 6 x 1,[148] e terminado com a mesma pontuação que o Shakhtar Donetsk (10 pontos),[148] o clube acabou eliminado nos critérios de desempate, se tornando o primeiro atual campeão na história a ser eliminado na primeira fase.[148] Como terminou em terceiro no grupo, o clube acabou classificado para a Liga Europa da UEFA.[148] Entrando diretamente na segunda fase, o Chelsea passou pela sua primeira fase no torneio pelo Sparta Praha após vitória agregada por 2 x 1.[149] Na fase seguinte, apesar de derrota na primeira partida para o Steaua București,[150] venceu na volta por 3 x 1 e se classificou para as quartas de final com o placar agregado de 3 x 2.[151] Em sua terceira fase no torneio, o Chelsea pegou mais um clube do leste europeu, desta vez o Rubin Kazan, o qual venceu no agregado novamente por um placar apertado: 4 x 5.[152] Nas semifinais, o clube teve maior facilidade contra o Basel, eliminando o clube suíço após duas vitórias, uma por 2 x 1[153] e outra por 3 x 1.[154] Na final, pegou o Benfica, vencendo os Encarnados por 2 x 1, tendo Fernando Torres marcado o primeiro gol azul e Branislav Ivanović marcado o gol do título nos acréscimos do segundo tempo.[155] Com o título, o clube também se tornou o terceiro na história a ser campeão dos dois principais torneios europeus ao mesmo tempo (1º Liverpool, 2º F.C Porto)[156] além de entrar no seleto grupo dos clubes que venceram os quatro principais torneios europeus (Liga dos Campeões, Liga Europa, Supercopa Europeia, e a extinta Recopa Europeia), juntamente com Ajax e Juventus.[157]

O retorno de Mourinho[editar | editar código-fonte]

Poucos dias após a saída oficial de Benítez, o diretor executivo do clube, Ron Gourlay, anunciou o retorno de José Mourinho ao comando do clube após algumas semanas de especulações na imprensa sobre seu possível retorno.[158] [159] O português, que se tornou o primeiro treinador na história do clube a retornar ao comando do mesmo para uma segunda passagem, assinou um contrato de quatro temporadas com o clube.[158] [159] Juntamente com Mourinho, também chegaram para a comissão técnica o preparador de goleiros Silvino Louro, o preparador físico Rui Faria e analista José Morais.[158]

Estádio Stamford Bridge[editar | editar código-fonte]

Stamford Bridge atualmente.

Em toda sua história, o Chelsea teve apenas um estádio: Stamford Bridge, onde a equipe tem desempenhado desde a sua fundação. O estádio foi oficialmente inaugurado no dia 28 de abril de 1877. Durante os primeiros vinte e oito anos da sua existência, foi utilizado pelo clube de atletismo London Athetics Club. Em 1896, os irmãos Gus e Joseph Mears, compraram o estádio, mas só tomando posse em 1904. A intenção dos irmãos Mears, era que o estádio recebesse partidas do mais alto nível do futebol inglês.[89]

A família ofereceu o estádio para o Fulham, mas a oferta foi rejeitada. Como resultado, os proprietários decidiram fundar o seu próprio clube para jogar no seu novo estádio. Como já havia um clube chamado Fulham, os fundadores decidiram adotar o nome do bairro vizinho (Chelsea) para o clube, após ter rejeitado nomes como Kensington FC, Stamford Bridge FC e London FC.[89]

Com um desenho original de uma tigela aberta e com setores cobertos, o Stamford Bridge tinha uma capacidade inicial de cerca de 100.000 pessoas.[89] No início dos anos 1930, os proprietários começaram a construir uma camada no lado sul do campo, que cobria 1/5 do total do estádio. Esta sessão era conhecida como "Shed End", onde ficavam os mais leais torcedores do Chelsea, especialmente nos anos 1960 até os anos 1980.[89]

No final dos anos 1960 e início dos anos 1970, os proprietários do clube tinham um projeto para modernizar o Stamford Bridge, tendo intenção de diminuir a capacidade para 50.000 lugares.[89] O trabalho começou na sessão leste no início dos anos 1970, mas o clube estava endividado, não tendo mais como pagar a reforma, o que resultou na venda do estádio, para quitar as dívidas. Após uma longa e dura batalha judicial, foi assegurado ao Chelsea permancer com o estádio e a remodelação do estádio foi retomada em meados da década de 1990. O norte, oeste e sul do estádio, foram totalmente reconstruído com diferentes lugares e mais próximo do campo. Este processo foi concluído em 2001.

Escudo[editar | editar código-fonte]

Desde a fundação do clube, o Chelsea teve quatro escudos, todos com pequenas modificações. Em 1905, o Chelsea adotou seu primeiro escudo, com uma imagem de um pensionista, que, obviamente, contribuiu para o apelido do time, The Pensioners, e foi mantido por quase cinquenta anos, porém, isso nunca apareceu nos desenhos do uniforme. Como parte do projeto de modernização do clube, conduzido por Ted Drake, a partir de 1953, decidiu remover o escudo de pensionista, para adotar um novo escudo.[160] Foi decidido criar um emblema temporário, com as iniciais CFC. Em 1953, o escudo foi novamente alterado, agora, para um leão olhando para trás e segurando uma bengala. Esse emblema durou trinta anos. Este escudo é baseado nos elementos do escudo das armas do Distrito Metropolitano de Chelsea.[161]

Michael Essien com o uniforme titular da temporada 2010-11.

Em 1986, os novos proprietários do clube, decidiram mudar o escudo novamente, com a ideia de modernizar a equipe e obter novas oportunidades de mercado. O novo escudo continha um leão mais natural, e agora, amarelo e não azul, apoiado ainda, na sigla CFC. Esse escudo foi mantido por dezenove anos, com algumas pequenas modificações, como o uso de diferentes cores. Com novos donos, e perto das comemorações do centenário do clube, juntamente com pedidos de torcedores, que que gostariam de restaurar o tradicional escudo, foi decidido que o escudo deveria ser alterado novamente em 2004. O novo escudo foi aprovado oficialmente, e utilizado pela primeira vez na temporada 2005-06 e marcou a volta da velha concepção de um leão segurando uma bengala. Tal como no anterior escudo, que aparecem em diferentes cores, inclusive branco e dourado.[162]

Uniforme e cores[editar | editar código-fonte]

O Chelsea tradicionalmente, sempre utilizou o uniforme azul, apesar de nos primeiros anos, o clube ter utilizado um azul mais pálido do que hoje, além de usar calções e meias brancas. O uniforme com o azul pálido, foi tomado pelo então presidente, o Conde de Cadogan. A cor das camisas foram alteradas para uma nova versão com o azul real em torno de 1912. Quando Tommy Docherty se tornou treinador da equipe, no início de anos 1960, o uniforme foi alterado novamente, agora com a parte de cima azul e, a outra metade, branca. O argumento foi que essas cores eram mais distintas, já que nenhum outro clube utilizava essa combinação. Essa combinação foi utilizado pela primeira vez na temporada 1964-65.

As cores tradicionais para o uniforme alternativo do clube, são amarelas ou brancas em todo o kit. A primeira alternativa constitui de um uniforme azul, com listras brancas e, a partir dos anos 1960, a equipe utilizou um uniforme azul com listras pretas, ao estilo da Internazionale de Milão, contra as ordens de Docherty. Este modelo foi utilizado nas semifinais da Copa da Inglaterra, contra o Sheffield Wednesday, em 23 de abril de 1967. Outros memoráveis uniformes, incluem um verde, utilizado em 1980 e, um xadrez vermelho e branco, no início dos anos 1990.[163]

O uniforme do Chelsea é atualmente fabricado pela Adidas, que foi contratada para fornecer uniformes para a equipe em 2006, com um contrato até 2011. Seu uniforme anterior era fabricado pela Umbro. O primeiro uniforme foi patrocinado pela Gulf Air, durante a temporada 1983-84. O clube tem sido patrocinado por empresas como a Grange Farms, Bai Lin e uma empresa italiana chamada Simod, antes de assinar um contrato a longo prazo com o fabricante Commodore International: Amiga, que também apareceu nos uniformes. Mais tarde, o Chelsea foi patrocinado por várias empresas como a Coors (1995-97), Autoglass (1997-01) e Emirates Airline (2001-05). Atualmente, o Chelsea é patrocinado pela empresa Samsung.[164]

Uniformes atuais[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Camisa azul, calção azul e meias brancas;
  • 3º - Camisa amarela, calção amarelo e meias amarelas;
  • 2º - Camisa preta com detalhes em azul-claro, calção e meias pretas.
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Primeiro Uniforme
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Segundo Uniforme
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Terceiro Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

  • Camisa verde escuro, calção e meias verde escuro.
  • Camisa branca, calção branco e meias grenás.
  • Camisa verde-limão, calção preto e meias verde-limão.
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Uniformes de treino[editar | editar código-fonte]

  • Camisa branca, calção e meias brancas;
  • Camisa dourada, calção e meias douradas;
  • Camisa azul-marinho, calção e meias azuis-marinho.
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Material Esportivo e Patrocinadores[165] [editar | editar código-fonte]

Período Material Esportivo Patrocinador
1975–1981 Umbro Nenhum
1981–1986 Le Coq Sportif
1983–1984 Gulf Air
1986–1987 Chelsea Collection* Bai Lin Tea
Grange Farm
1987–2006 Umbro
1987–1993 Commodore
1993–1994 Nenhum
1994–1997 Coors
1997–2001 Autoglass
2001–2005 Fly Emirates
2005–2008 Samsung Mobile
2006–Presente Adidas
2008–Presente Samsung

(*) Chelsea Collection era uma marca própria do club, fabricada pela empresa italiana Simod.

Torcida[editar | editar código-fonte]

Torcedores do Chelsea.

O Chelsea tem a quinta melhor média de público da Inglaterra[166] e, atrai regularmente cerca de quarenta mil torcedores para Stamford Bridge. Além disso, a equipe foi a quinta melhor média de público durante a temporada 2007-08, com média de 41.673 pessoas.[167]

A base de torcedores do clube vem das classes trabalhadoras no oeste de Londres, apesar de ter uma das bilheterias mais caras da Premier League. Os torcedores do clube sempre cantam temas dedicados ao clube como "Carefree", "Blue is the Colour", "We all follow the Chelsea", "Ten Men Went to Mow", "Zigga Zagga", "Hello! Hello!" e "Celery".[168]

Em particular, durantes os anos de 1970 e 1980, os torcedores do Chelsea foram amplamente associados como vândalos. O grupo de torcedores do clube, originalmente chamado de Chelsea Shed Boys, agora conhecido como Chelsea Headhunters, ficaram nacionalmente conhecidos pela violência contra grupos de torcedores de outras equipes como os Inter City Firm, do West Ham United e dos Bushwackers, do Millwall, antes e, depois dos jogos.[169]

O aumento de vandalismo na década de 1980, levou o presidente Ken Bates propor uma cerca elétrica, que acabou sendo rejeitada pelo conselho de Greater London.[170] Os torcedores do Chelsea foram acusados de terem ligações com grupos neonazistas como o Combat 18 e outras organizações de extrema-direita ou racistas como a British National Party. Desde 1990, tem havido um declínio nos problemas com os torcedores devido ao rigoroso controle policial, de circuitos fechados de televisão e a venda de todos os lugares do estádio.[171]

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Londrinas[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente, o rival dos Blues é o Fulham, com quem divide o mesmo bairro e de onde teve indiretamente o motivo para sua criação. Entretanto, décadas sem confrontos regulares devido a frequentes divisões diferentes para cada um tornaram a disputa desigual, o que só fez pender colossalmente para o lado do Chelsea com a chegada dos milhões de Abramovich, embora o ódio não tenha desaparecido.[172] Roy Bentley, Ray Wilkins, Dave Beasant, Wayne Bridge, Damien Duff, Ian Pearce, Steve Sidwell, Aleksey Smertin, Eiður Guðjohnsen e Mark Schwarzer estão entre os jogadores que passaram pelas duas equipes. Embora não haja grandes animosidades, os jogos contra o Queens Park Rangers e o Brentford também são considerados dérbis, pela proximidade. Sidwell também foi jogador do Brentford, e Bentley e Wilkins chegaram a atuar pelo QPR, contra quem a rivalidade pode ser reacesa: em 2008, tornou-se o clube inglês mais rico, com a chegada do bilionário indiano Lakshmi Mittal, que na época possuía fortuna mais de duas vezes superior à de Abramovich.[173]

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Planetfootball.com, em 2004, os torcedores do Chelsea na atualidade tem grande rivalidade principalmente com os também londrinos Arsenal e Tottenham Hotspur, além do Manchester United.[174] A rivalidade com o Arsenal não se restringe ao fato de ambos serem da mesma cidade: o sucesso do Chelsea a partir da temporada 2004/05 tornou-se de difícil digestão para os vermelhos, que acreditavam que seriam a nova força dominante do futebol inglês depois de ver o Manchester United ocupar o "posto" por anos. Entretanto, o Chelsea emergiu de uma decadente equipe que não era campeã inglesa havia cinquenta anos para uma das grandes potências do futebol mundial, roubando o lugar que seria do Arsenal, na visão dos Gunners.[175] Tommy Lawton, Tommy Docherty, Graham Rix, David Rocastle, Emmanuel Petit, Ashley Cole, William Gallas, Lassana Diarra, Nicolas Anelka , Yossi Benayoun e Cesc Fàbregas são jogadores que atuaram pelos dois times.

Intermunicipais[editar | editar código-fonte]

Ultimamente, a rivalidade com o Manchester United intensificou-se grandemente, tendo seu ápice na temporada europeia de 2007/08, em que ambos disputaram a Premier League rodada por rodada e decidiram posteriormente a final da Liga dos Campeões. Os Red Devils acabaram levando a melhor nos dois campeonatos. A derrota mais sofrida foi certamente na decisão do torneio europeu: primeiro, obviamente por ser o título mais importante em disputa; e teria sido a primeira conquista dos londrinos no título continental mais importante de clubes. Segundo, por ter perdido a taça por um triz, estando a um pênalti da vitória, desperdiçado por um ídolo, o zagueiro John Terry, em trágica escorregada na hora do chute. A perda da taça foi selada adiante com o caro reforço francês Nicolas Anelka também errando sua cobrança. Ray Wilkins, Mark Hughes, Mark Bosnich e Juan Sebastián Verón jogaram nos Blues e nos Red Devils.

De outras e mais recentes rivalidades, uma tem sido com o Liverpool, devido às quatro ocasiões em que ambos se enfrentaram nos mata-matas de cinco edições da Liga dos Campeões da UEFA entre os anos 2005 e 2009. Os Reds levaram a melhor nas duas primeiras, ambas nas semifinais: na de 2004/05, venceram com polêmico gol de Luis García, onde a bola não teria passado da linha do gol, e posteriormente terminaram campeões. Mourinho nunca digeriu o que ele chamou de "gol fantasma", "meio-gol" e "gol que nunca aconteceu";[176] e na de 2006/07. Os Blues devolveram na semifinal de 2007/08 e nas quartas-de-final de 2008/09. Nicolas Anelka, Boudewijn Zenden, Glen Johnson, Yossi Benayoun, Joe Cole, Fernando Torres, Daniel Sturridge e Victor Moses são os mais conhecidos a terem passado pelos dois clubes.

Também pela Liga dos Campeões, o Chelsea desenvolveu rixa com o Barcelona no mesmo período em que sofreu reveses para o Liverpool: os londrinos eliminaram nos mata-matas os favoritos blaugranas em 2004/05 e a equipe catalã, liderada por Ronaldinho Gaúcho, deu o troco em 2005/06. Ambos ainda encontraram-se na primeira fase da de 2006/07, assim como o Chelsea reencontrou o Liverpool na mesma fase na de 2007/08. Entretanto, com este ainda restou uma diferença fundamental: os Reds terminaram campeões após passarem pelo Chelsea, e o contrário, não.[177] Essa pendência dos Blues também existiu com o Barça até a edição de 2001-12.

A disputa com os catalães já havia sido revivida nas semifinais da edição 2008/09 do torneio, com eliminação bastante dolorida para os ingleses, que aspiravam revanche contra o United (classificado para a final no dia anterior): jogando em casa e com um jogador a mais, sofreram o gol do empate que os tirou da decisão nos acréscimos do segundo tempo na única falha de sua defesa na partida, além de reclamarem em mais de uma ocasião de pênaltis não-marcados, um deles pouco após o gol adversário.[178] [179] O troco veio três anos depois, com a eliminação dos favoritíssimos culés em pleno Camp Nou depois que o Chelsea buscou o empate após estar perdendo por 0 a 2 e sem o capitão John Terry, expulso ainda com a partida sem gols. Mark Hughes, Boudewijn Zenden, Albert Ferrer, Winston Bogarde, Eiður Guðjohnsen e Samuel Eto'o jogaram nos dois times, mas só os dois últimos o fizeram com a rivalidade já instalada.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Frank Lampard é o jogador que mais vezes vestiu a camisa da equipe e mais gols marcou na história do clube.

A vitória pelo placar agregado de 21 a 0, sobre o clube luxemburguês Jeunesse Hautcharage, pela Recopa Europeia, na temporada 1971-72, permanece um recorde nas competições europeias.[180] O Chelsea também desempenhou uma das mais caras transferências do futebol inglês, quando pagou ao Milan, por Andriy Shevchenko, trinta milhões de euros.

O clube também tem várias "primeiras vezes" no futebol inglês. O Chelsea foi o primeiro clube a viajar de avião para a disputa de uma partida do campeonato local, quando eles visitaram o Newcastle United, em 19 de abril de 1957. Em 26 de dezembro de 1999, o Chelsea se tornou a primeira equipe inglesa a jogar uma partida com um time completamente estrangeiro. Isso aconteceu no jogo contra o Southampton.[181] Em 2007, o Chelsea foi o primeiro clube a conquistar um título no novo Estádio de Wembley.[182]

O Chelsea também detém o recorde de maior número de torcedores no estádio de um clube da primeira divisão. Isso aconteceu no jogo contra o Arsenal, em 12 de outubro de 1935, quando 82.905 pessoas assistiram a partida. No entanto, estima-se que mais de cem mil pessoas presenciaram o jogo do Chelsea contra a equipe soviética do Dínamo Moscou, em 13 de novembro de 1975.[89] No final da temporada 2007-08, o Chelsea atingiu o primeiro lugar no ranking da UEFA, tornando-se o primeiro clube inglês a alcançar este feito no Século XXI.[183] O Chelsea também detém o recorde de mais jogos invicto em casa no futebol inglês. Este registro chegou a 86 jogos invicto contra equipes inglesas,[184] além do recorde de mais vitórias consecutivas como visitante: 11.[185]

O jogador que detém o recorde de partidas oficiais disputadas pelo Chelsea é Ron Harris, que disputou 795 partidas entre 1961 e 1980. O atual jogador com mais aparições é Frank Lampard, com 607 jogos (ocupando a quarta posição na lista de atletas com mais partidas pelos Blues). O goleiro com mais aparições é Peter Bonetti, com 729 partidas disputadas. Além disso, Lampard também detém o número de aparições com a camisa de uma seleção nacional enquanto defendia as cores do clube. Neste caso, a Seleção Inglesa, a qual defendeu em 95 oportunidades (93 atuando pelo Chelsea), marcando 28 vezes.

Frank Lampard também detém o recorde de gols pelo clube, com 203, tendo batido a marca que pertenceu durante 47 anos a Bobby Tambling em 11 de maio de 2013, após marcar os dois gols da vitória sobre o Aston Villa por 2 x 1.[186] [187] Sete outros jogadores fizeram mais de 100 gols com a camisa da equipe: George Hilsdon (1906-12), George Mills (1929-39), Roy Bentley (1948-56), Jimmy Greaves (1957-61), Peter Osgood (1964-74 & 1978-79), Kerry Dixon (1983-92) e Didier Drogba (2004-2012). Greaves detém o recorde de mais gols marcados em uma temporada (43, na temporada 1960-61).

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Em 1930, o Chelsea apareceu em um dos primeiros filmes de futebol, o "The Great Game".[188] O atacante Jack Cock, que foi então, jogar pelo Millwall, foi a estrela do filme e várias cenas foram filmadas em Stamford Bridge, incluindo o terreno, a diretoria e os vestiários. Inclusive, jogadores do Chelsea como Andrew Wilson, George Mills e Sam Millington, colaboraram na gravação. Devido à notoriedade do Chelsea Headhunters, o clube também apareceu em filmes de vandalismo. A mais recente foi no "The Football Factory", em 2004.[189] Em 2005, o Chelsea também foi envolvido no filme "Gooooal!", disputando um jogo fictício contra o Newcastle United, no St James' Park. Nessa partida ficticia, o Chelsea é derrotado por 1 a 0. A última aparição do Chelsea em um filme, foi em 2007, no indiano "Jhoom Barabar Jhoom".[190]

Pintura dos jogadores do Chelsea em um pub na cidade uzbeque de Tashkent.

Até a década de 1950, o clube tinha uma larga associação com o Music hall, com o seu baixo rendimento, muitas vezes fornecia materias para comediantes, como George Robey.[191] A canção "Blue is the Colour" foi criada para a final da Copa da Liga Inglesa de 1972, com todos o jogadores do Chelsea contando, colocando-a no posto número cinco no UK Singles Chart.[192] Também foi criada a canção "Blue Day", para a final da Copa da Inglaterra de 1997.[193] O cantor canadense Bryan Adams, um torcedor do Chelsea, dedicou a canção intitulada "We're Gonna Win", que pertence ao seu álbum "18 Til I Die". Em 2007, a banda Wills compõe o tema "Skin", juntamente com os jogadores Didier Drogba e Michael Essien.

Jogadores[editar | editar código-fonte]

O Chelsea tem uma das melhores categorias de base do futebol inglês, tendo revelado grande nomes como: Ron Harris, Peter Bonetti, Bobby Tambling, John Hollins, Peter Osgood, Ray Wilkins, Terry Venables, Jimmy Greaves e John Terry, entre muitos outros, nutrindo a seleção inglesa com os jovens talentos e, rivalizando com Manchester United, Liverpool, Arsenal, Tottenham Hotspur, Aston Villa e West Ham United.

No Chelsea, também figuraram grandes nomes do futebol internacional como: Ruud Gullit, Glenn Hoddle, Gianluca Vialli, Frank Lebœuf, Marcel Desailly, Didier Deschamps, Gianfranco Zola, Roberto Di Matteo, Gustavo Poyet, Jimmy Floyd Hasselbaink, Eiður Guðjohnsen, Jesper Grønkjær, Ed de Goeij, Arjen Robben, Hernan Crespo, Andriy Shevchenko, Michael Ballack, Didier Drogba, Salomon Kalou, entre muitos outros.

Elenco Atual[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 29 de Agosto de 2014.[194]
Legenda


Goleiros
Jogador
1 República Checa Petr Čech Capitão³
13 Bélgica Thibaut Courtois
23 Austrália Mark Schwarzer
Defensores
Jogador Pos.
5 França Kurt Zouma Z
24 Inglaterra Gary Cahill Z
26 Inglaterra John Terry Capitão [195] Z
31 Dinamarca Andreas Christensen Z
2 Sérvia Branislav Ivanović LD
28 Espanha César Azpilicueta LD
3 Brasil Filipe Luís LE
6 Países Baixos Nathan Aké LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
7 Brasil Ramires V
12 Nigéria John Obi Mikel V
21 Sérvia Nemanja Matić V
4 Espanha Cesc Fàbregas M
8 Brasil Oscar M
10 Bélgica Eden Hazard M
17 Egito Mohamed Salah M
22 Brasil Willian M
34 Inglaterra Lewis Baker M
Atacantes
Jogador
11 Costa do Marfim Didier Drogba
14 Alemanha André Schürrle
18 França Loïc Rémy
19 Brasil Espanha Diego Costa
Comissão técnica
Nome Pos.
Portugal José Mourinho T

Transferências para 2014/15[editar | editar código-fonte]

Legenda
  • Empréstimo Jogadores que chegaram por empréstimo;
  • Regresso após empréstimo Jogadores que retornaram de empréstimo;
  • Saindo por empréstimo Jogadores emprestados pelo Chelsea;
  • Fim de contrato Jogadores que saíram após o fim do contrato.




Números aposentados[editar | editar código-fonte]

25Itália Gianfranco Zola,[210] Meio-campo (1996-2003)

Jogador do ano[editar | editar código-fonte]

Ano Vencedor
1967 Inglaterra Peter Bonetti
1968 Escócia Charlie Cooke
1969 Inglaterra David Webb
1970 Inglaterra John Hollins
1971 Inglaterra John Hollins
1972 Inglaterra David Webb
1973 Inglaterra Peter Osgood
1974 Inglaterra Gary Locke
1975 Escócia Charlie Cooke
1976 Inglaterra Ray Wilkins
1977 Inglaterra Ray Wilkins
1978 Inglaterra Micky Droy
1979 Inglaterra Tommy Langley
1980 Inglaterra Clive Walker
Ano Vencedor
1981 Jugoslávia Petar Borota
1982 Inglaterra Mike Fillery
1983 País de Gales Joey Jones
1984 Escócia Pat Nevin
1985 Escócia David Speedie
1986 País de Gales Eddie Niedzwiecki
1987 Escócia Pat Nevin
1988 Inglaterra Tony Dorigo
1989 Inglaterra Graham Roberts
1990 Países Baixos Ken Monkou
1991 República da Irlanda Andy Townsend
1992 Inglaterra Paul Elliott
1993 Jamaica Frank Sinclair
1994 Escócia Steve Clarke
Ano Vencedor
1995 Noruega Erland Johnsen
1996 Países Baixos Ruud Gullit
1997 País de Gales Mark Hughes
1998 Inglaterra Dennis Wise
1999 Itália Gianfranco Zola
2000 Inglaterra Dennis Wise
2001 Inglaterra John Terry
2002 Itália Carlo Cudicini
2003 Itália Gianfranco Zola
2004 Inglaterra Frank Lampard
2005 Inglaterra Frank Lampard
2006 Inglaterra John Terry
2007 Gana Michael Essien
2008 Inglaterra Joe Cole
Ano Vencedor
2009 Inglaterra Frank Lampard
2010 Costa do Marfim Didier Drogba
2011 Tchecoslováquia Petr Čech
2012 Espanha Juan Manuel Mata
2013 Espanha Juan Manuel Mata
2014 Bélgica Eden Hazard
Didier Drogba: um dos jogadores mais queridos da torcida dos Blues.

Jogadores campeões do mundo[editar | editar código-fonte]

Jogadores que, durante sua passagem pelo Chelsea, foram campeões do mundo:[211]

 

Jogadores campeões continentais[editar | editar código-fonte]

África[editar | editar código-fonte]

Jogadores campeões africanos durante sua passagem pelo azul de Londres:[212]

 

América do Sul[editar | editar código-fonte]

Jogadores campeões sul-americanos durante sua passagem pelo Chelsea:[213]

Europa[editar | editar código-fonte]

Jogadores campeões europeus durante sua passagem pela equipe londrina:[214]

 

Jogadores campeões da Copa das Confederações[editar | editar código-fonte]

Jogadores campeões da Copa das Confederações durante sua passagem pelos Blues:[215]

 

Notáveis treinadores[editar | editar código-fonte]

Carlo Ancelotti, treinador do clube no período 2009-2011.

O Chelsea teve um total de trinta treinadores em toda sua história, tendo vinte e dois britânicos (quinze ingleses, seis escoceses e um norte-irlandês), além de três italianos, dois neerlandeses, dois portugueses, um israelense e um brasileiro. O primeiro treinador oficial do clube foi o escocês John Tait Robertson (1905-06), obtendo sessenta por cento de aproveitamento. O atual treinador é o português José Mourinho, que retornou ao clube para a temporada 2013/14.

  • Os seguintes treinadores ganharam pelo menos um título no Chelsea:
Nome Período Títulos
Inglaterra Ted Drake 19521961 Campeonato Inglês, Supercopa da Inglaterra
Escócia Tommy Docherty 19621967 Copa da Liga Inglesa
Inglaterra Dave Sexton 19671974 Copa da Inglaterra, Recopa Europeia
Inglaterra John Neal 19811985 Segunda Divisão Inglesa
Inglaterra John Hollins 19851988 Full Members Cup
Inglaterra Bobby Campbell 19881991 Segunda Divisão Inglesa, Full Members Cup
Países Baixos Ruud Gullit 19961998 Copa da Inglaterra
Itália Gianluca Vialli 19982000 Copa da Inglaterra, Copa da Liga Inglesa, Recopa Europeia, Supercopa da Inglaterra, Supercopa Europeia
Portugal José Mourinho 20042007 2 Campeonatos Inglês, 2 Copas da Liga Inglesa, Copa da Inglaterra, Supercopa da Inglaterra
Países Baixos Guus Hiddink 2009[nota 1] Copa da Inglaterra
Itália Carlo Ancelotti 20092011 Campeonato Inglês, Copa da Inglaterra, Supercopa da Inglaterra
Itália Roberto Di Matteo 2012[nota 2] Copa da Inglaterra, Liga dos Campeões da UEFA
Espanha Rafael Benítez 20122013[nota 3] Liga Europa da UEFA

Direção do clube[editar | editar código-fonte]

Roman Abramovich é o atual proprietário do Chelsea.
Chelsea Ltd.
Proprietário: Roman Abramovich
Chelsea F.C. plc
Presidente do conselho: Bruce Buck
Diretores: Ron Gourlay e Eugene Tenenbaum
Conselho de administração
Presidente: Ron Gourlay
Diretor de operações e finanças: Chris Alexander
Secretário do clube: Chris Alexander
Secretário da companhia: Alan Shaw
Conselho do Chelsea Football Club
Bruce Buck
Eugene Tenenbaum
Ron Gourlay
David Barnard
Mike Forde
Presidente honorário
Richard Attenborough

Corpo técnico[editar | editar código-fonte]

  • De acordo com o site oficial.[216]
Posição Nome
Treinador da equipe Portugal José Mourinho
Assistente do treinador Portugal José Morais
Diretor técnico Nigéria Michael Emenalo
Preparador de goleiros França Christophe Lollichon
Portugal Silvino Louro
Preparador físico Inglaterra Chris Jones
Portugal Rui Faria
Olheiro principal Inglaterra Mick McGiven
Diretor médico Espanha Paco Biosca
Médico da equipe principal Gibraltar Eva Carneiro
Treinador da equipe reserva Inglaterra Dermot Drummy
Treinador das categorias de base Inglaterra Adrian Viveash
Treinador da categoria infantil Inglaterra Neil Bath
Analísta de partidas Inglaterra James Melbourne

Títulos[editar | editar código-fonte]

Arjen Robben (esquerda) e Petr Čech (direita) levantando o troféu da Premier League, conquistado na temporada 2005-06.

Cscr-featured.svgCampeão Invicto

Continentais
Competição Títulos Temporadas
Coppacampioni.png Liga dos Campeões da UEFA 1 2011-12
UEFA Cup (adjusted).png Liga Europa da UEFA 1 2012–13
Coppacoppe.png Recopa Europeia 2 1970-71 e 1997-98
Supercup.png Supercopa Europeia 1 1998Cscr-featured.svg
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Premier league trophy icon.png Campeonato Inglês 4 1954-55, 2004-05, 2005-06 e 2009-10
FA Cup.png Copa da Inglaterra 7 1969-70, 1996-97, 1999-00, 2006-07, 2008–09, 2009-10 e 2011-12
Carling.png Copa da Liga Inglesa 4 1964-65, 1997-98, 2004-05 e 2006-07
CommunityShield.png Supercopa da Inglaterra 4 1955, 2000, 2005 e 2009

Notas

  1. Conquistou o título da Copa da Inglaterra como interino.
  2. Conquistou os títulos da Copa da Inglaterra e Liga dos Campeões da UEFA como interino.
  3. Conquistou o título da Liga Europa da UEFA como interino.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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