Futebol Clube do Porto

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FC Porto
Nome Futebol Clube do Porto
Alcunhas Dragões, Azuis e Brancos
Adepto Portista
Mascote Dragão
Hino Hino do FC Porto
Fundação Fundado em 28 de setembro de 1893
Refundado em 2 de agosto de 1906
Estádio Estádio do Dragão, Porto (50 431 lugares)
Pavilhão Dragão Caixa, Porto (2 200 lugares)
Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa
Cores Azul e branco
Equipamento Estados Unidos Warrior
Modalidades Andebol
Atletismo
Bilhar
Futebol
Hóquei em patins
Natação
Website fcporto.pt
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Primeiro
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Alternativo
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Terceiro
Portal Portal

O Futebol Clube do Porto MHIHMHM[1] é um clube multidesportivo português, sediado na cidade do Porto e fundado em 1893 por António Nicolau d'Almeida. O clube, após um período de inatividade de mais de dez anos, foi refundado em 1906 por José Monteiro da Costa.

Na principal modalidade do clube, o futebol, venceu 27 campeonatos, 4 Taças de Portugal, 16 Taças de Portugal, e um recorde nacional de 20 Supertaças Cândido de Oliveira. Internacionalmente, venceu 7 títulos, nomeadamente 2 Ligas dos Campeões, 2 Ligas Europa, 1 Supertaça Europeia e 2 Taças Intercontinentais, totalizando assim 74 títulos oficiais na modalidade, pelo que é o clube português com mais títulos oficiais.

Para além do futebol, o FC Porto tem também várias outras modalidades tais como o hóquei em patins, o andebol, o bilhar, entre outros, nos quais venceu também diversos troféus nacionais e internacionais. O FC Porto faz parte do trio dos "Três Grandes", juntamente com o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal, seus maiores rivais.

As cores principais do clube são o azul e o branco, e a casa atual do clube para o futebol é o Estádio do Dragão, que tem uma capacidade para 50 mil espetadores. O Dragão Caixa é o segundo recinto do clube, destinado para as modalidades. O atual presidente é Jorge Nuno Pinto da Costa, que tem estado à frente do clube há mais de 30 anos.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

António Nicolau d'Almeida, fundador e primeiro presidente do FC Porto.

A 28 de setembro de 1893, no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.[2]

A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado é novamente quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Porém, Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitou o convite mas não no dia previsto. A data escolhida é o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto consegue convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, no qual ofereceu também uma taça. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey.[3] Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.[4]

Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey, e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.[3] Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome "Grupo do Destino".[5]

Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesita e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino.[6] A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo.[7] Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de metal azul com as iniciais "FCP".[8] Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.[9]

Pré-Pinto da Costa[editar | editar código-fonte]

O antigo estádio do FC Porto – o Campo da Constituição.

O Campo da Rainha começou a ficar pequeno para tanta assistência, por isso em julho de 1912 o FC Porto muda-se para o Campo da Constituição. Para comemorar a nova casa, a equipa inglesa Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizou um jogo, do qual saíram vencedores por 5–2.[10] Em agosto de 1912, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, participando assim no Campeonato do Porto, na qual viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947.[11]

A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na época de 1915–16, com o duplocampeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira.[12] A época posterior a essa foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube.[13] Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.[14]

Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, prova criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima.[15] Nesse mesmo ano, o futebolista "Simplício", que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.[8]

Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional, iniciando no mesmo ano a prática do hóquei em patins.[16] Dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, e a sua homenagem foi feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol.[17]

A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores,[18] e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.[19]

O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava de vez em quando em outros campos emprestados, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.[9]

No ano da primeira edição da Primeira Divisão, em 1934–35, o FC Porto vence a mesma, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, e graças ao húngaro Joseph Szabo.[20] O FC Porto volta a ser campeão nacional apenas quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares.

Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o Campeonato Regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol, e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história.[21]

A pior época de futebol até esta altura ocorreu em 1942–43, quando o clube conseguiu um sétimo lugar no campeonato. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato em 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka.[22] Contudo, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.[23]

Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta,[24] e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol.[25]

Ainda no mesmo ano, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça. A "Taça Arsenal", a maior taça do mundo, custou duzentos contos e pesa cerca de duzentos e cinquenta quilos, repartidos 130 quilos de prata, os restantes num relicário com 2,80 metros de altura.[26]

Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o "Estádio do Futebol Clube do Porto" é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas.[27] [28] Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica.[29] Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0.[30] Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1.[31] Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a derrota contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus.[32]

Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal, como na Taça das Cidades com Feiras.[33] O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa.[34]

Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, havia falecido no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato.[28] Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube.[35] 19 anos depois, os dragões voltam a conquistar o campeonato nacional de futebol em 1978, mas perdem na final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.[36] Na época seguinte, mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, campeonato nacional de ciclismo em equipas, Taça de Portugal de andebol e campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha.[37]

Entrada de Pinto da Costa[editar | editar código-fonte]

A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade.[38] A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo.[39]

Na última época de Pedroto, em 1983–84, o clube acaba a temporada com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos.[40] Na época seguinte, o clube é campeão graças ao treinador Artur Jorge e vence também a supertaça. Na mesma época e agora no atletismo, Aurora Cunha batera dois recordes nacionais e sagrara-se campeã mundial dos 10 km de estrada.[41] A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol, e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.[42] Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.[43]

A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube ganha com brilho o favorito Bayern de Munique por 2–1 para vencer o seu primeiro troféu internacional de sempre no futebol, a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do primeiro título europeu do palmarés do clube, no futebol. O FC Porto foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica.[44]

Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivic assumiu o cargo, e venceu mais quatro títulos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax. O FC Porto foi ainda campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal.[45] Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996.[46] Foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que não evitou o tricampeonato.[47] Em 1998–99, o clube vence o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. A supertaça não escapou e é vencida ao Braga.[48]

Novo século[editar | editar código-fonte]

Equipa que derrotou o Mónaco na final por 3–0.

Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, liderado por Fernando Santos, despedido nessa época após a falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Contudo, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo.[49] Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.[50]

A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, fora inaugurado, mas só começou a ser jogado devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0.[51] Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo a 5 de agosto de 2002, o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia.[52]

A época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube, eliminando pelo caminho a Lazio, o Panathinaikos, e finalmente o Celtic na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou a Taça de Portugal e o campeonato.[53] Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0. Manchester United e Deportivo La Coruña foram um dos adversários eliminados pela equipa novamente campeã nacional e vencedora da supertaça.[54] Já no mesmo ano, o FC Porto derrotaria o Once Caldas nos penaltis na Taça Toyota, a última disputada. Mourinho haveria saído no fim da última época, mas nem isso travou o FC Porto de vencer quatro títulos em 2004.[55] Depois, veio o escândalo de corrupção Apito Dourado.

Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e campeão da Taça de Portugal, por obra e graça de Jesualdo Ferreira. Os dragões atingiram ainda os quartos-de-final da Liga dos Campeões, mas foram eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de um 2–2 em casa dos "reds".[56] Entretanto, no dia 23 de abril de 2009, o Dragão Caixa é inaugurado, pavilhão destinado para as modalidades do clube.[57] Após um terceiro lugar no campeonato em 2009–10,[58]

André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11.[59] Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida ao Braga por 1–0, com um golo do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia.[60] Para além do campeonato, Taça de Portugal e da supertaça, o FC Porto ainda estabeleceu diversos recordes, entre eles a equipa portuguesa com mais títulos no futebol, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68.[59] Os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup.[61]

Em 2012–13, o FC Porto, sob o comando de Vítor Pereira, foi mais uma vez campeão invicto, com seis empates em trinta jogos, sucedendo a Vilas-Boas que tinha sido também campeão sem derrotas dois anos atrás.[62] Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.[63]

Em 2013/2014, o FC Porto, fez uma das piores épocas da sua história, não ganhando nenhum troféu, ficando abaixo dos seus rivais, Benfica e Sporting, Ficando em 3º lugar no campeonato Português, com 7 derrotas e a 13 pontos do Campeão Nacional Benfica .

Recintos[editar | editar código-fonte]

Fotografia recente do Campo da Constituição.

O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o Campo do Padro, em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893.[2] Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o Campo da Rainha, que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 1$20.[10]

Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o Campo da Constituição, na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2.[10]

Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem.[13] Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor.[64] Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.[14] Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos.[65] Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira.[66] O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o Estádio das Antas. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o Estádio do Lima ou o Campo do Ameal.[9]

Vista exterior do atual estádio do Porto.

A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários.[51] A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como "Estádio do Futebol Clube do Porto", onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa.[28] O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2.[28] Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.[67]

Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas.[51] Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.[28]

A 9 de março de 1994, o estádio foi incrivelmente penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos.[68] O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual Estádio do Dragão.[69]

Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva.[51] A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para 50 mil espetadores.[70] O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezesseis anos.[71] O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia.[72] O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia,[73] e a certificação "Sistema de Gestão Ambiental", entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de "Sistema de Gestão de Qualidade".[74]

Outros recintos e infraestruturas[editar | editar código-fonte]

O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa, o pavilhão para as modalidades do clube inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para dois mil espetadores,[57] e um campo de treinos para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia.[52]

A 28 de setembro de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG, porém o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.[63]

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

O Clássico[editar | editar código-fonte]

A rivalidade entre Lisboa e Porto já se fazia sentir antes das existências destes dois clubes.[75] O FC Porto começou a sua história no topo, conseguindo uma vitória de 8–0 em 1933 para o Campeonato de Portugal, a maior que conseguiu até hoje.[76] Porém, esta partida foi fruto de muitos protestos por parte do Benfica, pois o clube não tinha sido informado sobre a alteração da hora do jogo. No final do jogo, dois jogadores do Benfica agrediram o dirigente da Federação Portuguesa de Futebol, e ambos foram suspensos. A seguir à segunda mão, os dois clubes cortaram relações, até 1935, quando os dois clubes voltaram a entrar em paz com um amigável.[77] O cenário do FC Porto enquanto melhor equipa portuguesa rapidamente se inverteu, cabendo às águias o estatuto de "maior clube de Portugal".[75] Em 1943, o FC Porto é derrotado por 12–2 no campeonato, naquele que foi a maior derrota de sempre contra as águias.[78] Foram tempos negros para o clube azul e branco, mas a amizade entre os dois ia-se aprofundando mais.[75] Um exemplo foi o convite ao Benfica para a inauguração do Estádio das Antas em 1952, e dois anos depois a inversão dos papéis.[75] Mas a pacífica relação não se ficou por aí, quando o FC Porto admitiu o Benfica como Membro Honorário do clube, após a aceitação do convite. O FC Porto também foi eleito Membro Honorário do Benfica a 11 de março de 1955, pela mesma razão.[79] O Benfica dominava o futebol nacional, e começou a ser reconhecido internacionalmente com a conquista das duas Taça dos Clubes Campeões Europeus, e a presença em várias finais da mesma competição.[75] Com a chegada de Jorge Nuno Pinto da Costa e de José Maria Pedroto ao clube portuense, a história inverteu-se e a rivalidade foi ficando mais forte com as conquistas do FC Porto, tanto nacionalmente como internacionalmente.[75] Em 1986–87, quando o clube portuense estava prestes a contratar Ademir, do Vitória de Guimarães, o Benfica desviou o jogador para a Luz. Com efeito, no ano seguinte o FC Porto contratou dois jogadores ao Benfica, e por consequência os dois clubes cortaram relações institucionais.[80] "O Clássico" tornara-se a maior rivalidade de Portugal até aos dias de hoje.[75]

O FC Porto venceu 89 jogos, empataram 56 e o Benfica venceu 85, em competições oficiais.[nota 1] [81] O portista que mais jogos fez contra o Benfica foi João Pinto, com 51 partidas disputadas. Os três atletas com mais golos frente ao rival foram Fernando Gomes, Pinga e Monteiro da Costa, cada um com dez golos marcados. Na época 2013/2014 fui umas das piores para o Porto a nivel de clássicos, perdeu 3 vezes com o Benfica, a 1ª vez a 12 de Janeiro de 2014 no Estádio da Luz por 2 vs 0 , a 2ª vez por 3 vs 1 a 16 de Abril de 2014 para a Taça de Portugal ( Recuperando de uma desvantagem de 1 vs 0 ) e a 3ª vez no Estádio do Dragão por 4 vs 3 nas grandes penalidades.

Rivalidade com o Sporting[editar | editar código-fonte]

A rivalidade entre leões e dragões começou na finalíssima do Campeonato de Portugal, em que o FC Porto venceu o Sporting por 3–1, dando assim o título ao clube azul e branco. A partir daí, os leões cortaram relações com os portistas, mas em janeiro de 1924, dirigentes de ambos os clubes selaram a paz, com a disputa da Taça Soares Júnior. No fim, ganhou o Sporting por 2–1, onde, ainda antes do jogo, presidentes dos dois clubes trocaram ramos de flor.[82] Em 1936, o FC Porto vence por 10–1, naquele que foi a maior vitória sobre o Sporting.[83] No ano seguinte, o Sporting devolveu a proeza e bateu o FC Porto por 9–1, tornando-se na maior derrota de sempre contra os leões.[84] A era dourada para o Sporting começou a partir dos anos 40, superiorizando-se ao FC Porto por muitos anos.[85] Jorge Nuno Pinto da Costa tornara-se no novo presidente do FC Porto em 1982, e os papéis inverteram-se, enriquecendo o palmarés do FC Porto com títulos nacionais e internacionais. O FC Porto é agora favorito sempre que defronta o Sporting em casa.[85] A 5 de junho de 2013, o Sporting informou que iria cortar novamente relações institucionais com o clube.[86]

O FC Porto venceu 79 jogos, empataram 62 e o Sporting venceu 77 em competições oficiais.[nota 2] [87] O futebolista com mais jogos disputados frente ao Sporting foi Virgílio, com 39 jogos disputados. Pinga foi também o jogador que mais marcou ao Sporting, com treze golos marcados.[88]

Emblema[editar | editar código-fonte]

Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais "FCP". Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por "Simplício". Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto.[8] A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto.[89]

Associados[editar | editar código-fonte]

O número de adeptos do FC Porto tem vindo a crescer devido ao sucesso que o clube tem vindo a ter nas diversas modalidades do clube.[90] Num estudo feito pela Sport+Markt em 2009, de cerca de 4,699 milhões de portugueses que revelaram ser interessados ou muito interessados em futebol, o FC Porto tem cerca de 1,3 milhões de adeptos, menos novecentos mil que o Benfica e mais duzentos mil que o Sporting. No mesmo estudo e agora na Europa, de entre 9,6 milhões de adeptos da modalidade, 600 mil desses adeptos apoiam o FC Porto. Assim, o clube ocupa a 44ª posição do ranking dos clubes mais populares da Europa, com um total de 1,9 milhões de adeptos.[91] No mesmo ano, um outro estudo feito pela Futebol Finance revela que o FC Porto é o quinto clube com mais sócios do mundo e o segundo em Portugal, com cerca de 120 mil sócios.[92] No setor informático, o FC Porto tem cerca de 1,5 milhão de gostos no Facebook,[93] e cerca de 170 mil seguidores no Twitter.[94]

A primeira claque organizada do clube surgiu nos anos 30, com o apoio da direção portista. Chamava-se "Esquadrão Azul e Branco", formada por volta de 1934. Ao longo dos anos, foram-se criando mais claques, como é o caso de "Força Azul", "Esquadra Azul" e "Dragões Azuis".[95] A atual principal claque do clube tem como nome "Super Dragões", criada a 30 de novembro de 1986 por um grupo de adeptos descontentes com a já extinta "Dragões Azuis". A partir desse dia, começaram a ocupar no topo sul do Estádio das Antas, e hoje são a claque portuguesa mais numerosa e uma das maiores do mundo. Mais tarde, surgiu o "Colectivo", que mudou de nome em 2000 para "Colectivo Ultras 95". Foi constituída a 6 de julho de 1995 por dissidentes dos Super Dragões e instalou-se no topo norte das Antas.[96]

Equipamentos e material[editar | editar código-fonte]

As suas cores devem ser as da bandeira da Pátria [azul e branco naquela altura], e não as cores da bandeira da cidade, que tenho esperança que o futuro clube há-de ser grande, não se limitando a defender o bom nome da cidade, mas também o de Portugal, em pugnas desportivas contra os estrangeiros.[7]

José Monteiro da Costa

A primeira equipa de futebol do FC Porto foi constituída por oito jogadores com camisolas brancas e colarinhos vermelhos, dois com camisolas listadas azuis e brancas e um de encarnado. Mas nos tempos iniciais, vestia-se maioritariamente de vermelho, "à Arsenal", cor mais defendida nesse tempo. O verde também se usou, pois eram as cores da cidade. Mas em 1909, José Monteiro da Costa, que defendia o azul e branco por serem as cores da monarquia, aprovou as mesmas, ignorando o uso das cores da cidade.[97]

Em 1966, foram confecionados 103 fatos de treino, 548 calções e 156 pares de botas para o clube, após o desaparecimento dos colarinhos tipo pólo.

Foi apenas em 1975 que os futebolistas do FC Porto começaram a usar camisolas feitas por marcas estrangeiras, neste caso pela Adidas.[98] Com o futebol a ser cada vez mais profissional e popular, o clube aderiu pela primeira vez na época 1983–84 ao patrocínio no equipamento. A Revigrés foi o primeiro parceiro estampado na frente das camisolas, a troco de 50 mil euros anuais. Foi ainda o primeiro clube português a fazê-lo. Mas o FC Porto tinha ainda outro parceiro, a empresa de Adolfo Roque, já falecido, embora sem visibilidade nas camisolas.[99] Mais tarde, o clube começou a usar nos equipamentos das equipas uma nova tecnologia, desenvolvida pela Nike com o nome de "Pro Combat", que permite aos jogadores do FC Porto combater com mais eficácia o frio, e, no caso dos calções, proteger contra o risco de lesões.[100] Para além disso, as camisolas de futebol eram feitas à base de garrafas de plástico recicláveis, de modo a permitir uma maior evaporação do suor e o aumento da frescura da pele, e conforto dos atletas, para além de essencialmente preservar o ambiente. Para cada camisola, era usada oito garrafas.[101] Atualmente, é a empresa norte-americana Warrior que produz os equipamentos do clube.[102]

Período Marca de equipamento Patrocínio[nota 3]
1975–1983 Adidas[98] Nenhum
1983–1997 Revigrés[98]
1997–2000 Kappa[98]
2000–2003 Nike[98]
2003–2008 PT
2008–2011 TMN[103]
2011–2014 MEO
2014– Warrior[102]

Finanças[editar | editar código-fonte]

Nos finais do século XX, em 1997, é criada a Futebol Clube do Porto – Futebol SAD (Sociedade Anónima Desportiva), tendo como objetivos a gestão e a organização do futebol no clube. Foram três os accionistas fundadores da SAD: Investiantes – Investimentos Desportivos, Lda, detendo noventa e nove mil novecentos e noventa e sete ações (50%); o próprio clube, detendo oitenta mil ações (40%); e a Câmara Municipal do Porto, detendo vinte mil ações (10%).[104] No mesmo ano, a 20 de julho, a Futebol Clube do Porto – Basquetebol SAD é criada, sendo o grande objetivo a exclusividade da gestão técnica e financeira da modalidade e a participação em competições desportivas profissionais.[105]

Em 2005, o Forbes avaliou o valor do clube para 106 milhões de dólares, ficando assim na 25ª posição da lista. Estes dados são relativos à época 2004–05 e foram baseados nas antigas transações, nos valores corporativos das equipas publicamente negociadas e no negócio do atual estádio do clube.[106]

A 1 de agosto de 2011, o FC Porto assume a direção e a gestão do Porto Canal. O clube adquiriu a parte detida pela Media Luso (97%), pertencente ao grupo espanhol Mediapro, mediante um acordo que previu uma aquisição completa de capital em três anos e o compromisso de fornecimento de programas durante quatro anos, cujo tecto mínimo é de 60%.[107]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Recordes do clube[editar | editar código-fonte]

A maior vitória de sempre foi de 19–1, fora contra o Coimbrões para o Campeonato Regional do Porto no dia 22 de janeiro de 1933, e de 18–0 em casa contra o Ginásio Lis a 3 de abril de 1932 para o Campeonato de Portugal. A maior vitória no primeiro escalão foi de 14–0, contra o Leça a 22 de fevereiro de 1942. A maior vitória na Taça de Portugal foi contra o Sanjoanense, a 30 de maio de 1943, por 15–1. Nas competições europeias, a maior vitória da equipa foi de 9–0 contra o Rabat Ajax a 17 de setembro de 1986, para a 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1986–87. A maior derrota de sempre foi contra o Sporting por 9–1 em casa, a 4 de abril de 1937 para a Primeira Divisão Experimental. A maior derrota na Taça de Portugal foi de 7–0 em casa contra o Vitória de Setúbal a 13 de junho de 1943. Na Europa, a maior derrota de sempre foi contra o AEK de Atenas para a Taça dos Campeões Europeus a 13 de setembro de 1978.[108]

O jogador que mais marcou no clube em competições oficiais foi o português Fernando Gomes, tendo marcado 352 golos em 455 jogos nas 13 épocas ao serviço do clube (1974–1989), obtendo assim uma média de 0,77 golos por jogo e 27,1 golos por época. Gomes foi também por seis vezes o melhor marcador do campeonato (totalizando um total de 288 golos no clube para a liga), e por duas vezes o melhor da Europa.[109] O segundo melhor marcador foi Pinga, com 314 golos marcados.[110] O defesa que mais golos marcou na equipa foi Zé Carlos. O brasileiro marcou 26 golos em seis épocas no dragão em 1989–90 e entre 1991 e 1996.[111] Vítor Baía, antigo guarda-redes do clube, foi o jogador que mais títulos da Primeira Divisão venceu, com dez troféus conquistados.[112] O portista que mais jogou na equipa principal foi João Pinto, que fez 587 jogos entre 1981 e 1997.[97] João Pinto é também o jogador que mais jogou na seleção enquanto portista, tendo estreado em 16 de fevereiro de 1983 contra a França e feito 71 partidas.[113] Os jogadores que mais jogaram numa só época foram Vítor Baía (1990–91), Drulović (1999–00), Hulk e João Moutinho (ambos em 2010–11), os quatro com 53 jogos.[114] O primeiro portista internacional foi Artur Augusto, cuja estreia aconteceu a 8 de dezembro de 1921.[115] A aquisição mais cara de sempre foi a do brasileiro Hulk, tendo o FC Porto pago 19 milhões de euros.[nota 4] [116] Curiosamente, a saída dele para o Zenit São Petersburgo foi também a venda mais alta de sempre do clube, juntamente com Radamel Falcao, tendo rendido 40 milhões de euros em 2012 e 2011 respetivamente.[nota 5] [117]

A maior assistência no Estádio das Antas aconteceu em 1980, quando 59 327 espetadores foram ver a equipa jogar contra o Benfica. A maior assistência no atual Estádio do Dragão foi de 50 818 espetadores, contra o Deportivo La Coruña em 2003.[118]

Jogadores[editar | editar código-fonte]

Equipa principal[editar | editar código-fonte]

Atualizado no dia 02 de agosto de 2014.[119]


Goleiros
Jogador
1 Brasil Helton
12 Brasil Fabiano Freitas
24 Portugal Ricardo
25 Espanha Andrés Fernández
Defensores
Jogador Pos.
3 Países Baixos Martins Indi Z
4 Brasil Maicon Z
5 Espanha Iván Marcano Z
13 México Diego Reyes Z
43 Chile Igor Lichnovsky Z
44 Gana Daniel Opare Z
2 Brasil Danilo LD
14 Espanha José Ángel LE
26 Brasil Alex Sandro LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
6 Brasil Casemiro V
16 México Héctor Herrera V
36 Portugal Rúben Neves V
8 Argélia Yacine Brahimi M
10 Colômbia Quintero M
15 Brasil Evandro M
20 Brasil Carlos Eduardo M
30 Espanha Óliver Torres M
Atacantes
Jogador
7 Portugal Ricardo Quaresma
9 Colômbia Jackson Martínez
11 Espanha Cristian Tello
18 Espanha Adrián López
19 Guiné-Bissau Sami
21 Portugal Ricardo Pereira
28 Brasil Kelvin
TBA Camarões Aboubakar
Comissão técnica
Nome Pos.
Espanha Julen Lopetegui T



Equipa B[editar | editar código-fonte]

Funcionários[editar | editar código-fonte]

Nome Cargo
Equipa técnica
Julen Lopetegui Treinador
Rui Barros Treinador assistente
Julián Calero Treinador assistente
Juan Carlos Martínez Preparador físico
Juan Carlos Arévalo Treinador de guarda-redes
Direção
Jorge Nuno Pinto da Costa Presidente
Antero Henrique Vice-presidente

Fonte: Zerozero

Títulos[editar | editar código-fonte]

Intercontinentais[editar | editar código-fonte]

Continentais[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Outras modalidades[editar | editar código-fonte]

O FC Porto possui várias outras modalidades coletivas e individuais, extintas e em atividade. Incluem-se:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Atualizado até ao último jogo de 10 de maio de 2014 (FC Porto 2–1 Benfica).
  2. Atualizado até ao último jogo de 16 de março de 2014 (Sporting 1–0 FC Porto).
  3. Apenas o patrocínio do equipamento principal.
  4. O jogador foi adquirido em duas parcelas, uma correspondente a 45% dos seus direitos por 5,5 milhões de euros e, mais tarde, 40% por 13,5 milhões de euros, num total de 19 milhões de euros por 85% do valor do passe.
  5. A transferência de Hulk foi feita por 85% do passe.
  6. O FC Porto juntamente com o Sporting CP é o maior vencedor da competição.

Referências

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  2. a b Tovar, p. 9
  3. a b Tovar, p. 10
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  5. Mendes, pp. 8–10
  6. Mendes, p. 9
  7. a b Tovar, p. 11
  8. a b c Bandeira, p. 14
  9. a b c Tovar, p. 13
  10. a b c Tovar, pp. 12–13
  11. Tovar, pp. 12, 18
  12. Tovar, p. 39
  13. a b Tovar, p. 40
  14. a b Tovar, p. 47
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  16. Tovar, p. 53
  17. Tovar, p. 56
  18. Tovar, p. 59
  19. Tovar, p. 71
  20. Tovar, p. 92
  21. Tovar, pp. 115, 121
  22. Tovar, p. 142
  23. Tovar, p. 148
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  27. Tovar, pp. 182, 195
  28. a b c d e Estádio das Antas: a fortaleza do Dragão. Zerozero. Página visitada em 9 de novembro de 2012.
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  30. Tovar, p. 205
  31. Tovar, p. 218
  32. Tovar, p. 224
  33. Tovar, pp. 230, 236, 262, 274, 292, 304
  34. Tovar, pp. 313, 318
  35. Tovar, p. 349
  36. Tovar, p. 355
  37. Tovar, p. 362
  38. Tovar, p. 384
  39. Tovar, pp. 384, 391
  40. Tovar, pp. 398–404
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  46. Palmarés do FC Porto no hóquei em patins. FC Porto. Página visitada em 18 de novembro de 2013.
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  94. FC Porto. Twitter.
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  99. Bandeira, p. 102
  100. Bandeira, p. 190
  101. Bandeira, p. 104
  102. a b João Ruela (29 de maio de 2014). FC Porto confirma Warrior como sucessora da Nike. Diário de Notícias. Página visitada em 30 de maio de 2014.
  103. PT patrocina camisolas dos "três grandes". Sapo (8 de julho de 2008). Página visitada em 30 de abril de 2014.
  104. Grupo FCP – Futebol SAD. FC Porto. Página visitada em 18 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 21 de setembro de 2013.
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  118. Bandeira, p. 88
  119. FC Porto - Plantel
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  122. Vencedores da Supertaça Cândido de Oliveira. Zerozero. Página visitada em 4 de abril de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bandeira, João Pedro. Bíblia do FC Porto. 3 ed. [S.l.]: Prime Books, 2012. ISBN 9789896551544
  • Mendes, Alfredo. Futebol Clube do Porto – A História, os triunfos e as imagens de todos os tempos. [S.l.]: Diário de Notícias, 2000.
  • Tovar, Rui Miguel. Almanaque do FC Porto 1893–2011. 1 ed. Lisboa: Caderno, 2011. ISBN 9789892315430

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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