Isabel II do Reino Unido

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Isabel II / Elizabeth II
Royal Coat of Arms of the United Kingdom.svg
Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de Seus outros Reinos e Territórios, Chefe da Commonwealth
Elizabeth II greets NASA GSFC employees, May 8, 2007 edit.jpg
Governo
Reinado 6 de fevereiro de 1952 - presente (62 anos) [1]
Coroação 2 de junho de 1953[2]
Consorte Filipe, Duque de Edimburgo
Antecessor Jorge VI
Herdeiro Carlos, Príncipe de Gales
Dinastia Windsor
Hino Real God Save the Queen
Títulos SM a Rainha
SAR a Princesa Isabel, Duquesa de Edimburgo
SAR a Princesa Isabel
SAR a Princesa Isabel de Iorque
Vida
Nome completo Elizabeth Alexandra Mary
Nascimento 21 de abril de 1926 (87 anos)
Londres, Inglaterra,
 Reino Unido
Filhos Carlos, Príncipe de Gales
Ana, Princesa Real
André, Duque de Iorque
Eduardo, Conde de Wessex
Pai Jorge VI
Mãe Isabel Bowes-Lyon

Isabel II ou Elizabeth II (Elizabeth Alexandra Mary) (Londres, 21 de abril de 1926 [3] ) é a atual monarca constitucional e chefe de Estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu[3] , sendo, portanto, a chefe da Casa de Windsor[4] . A rainha Isabel II é também a chefe da Comunidade de Nações, governante suprema da igreja da Inglaterra (também denominada igreja anglicana), comandante-em-chefe das Forças Armadas do Reino Unido, Lorde de Mann, Duque de Lancaster e Duque de Normandia; ela reina com esses títulos desde a morte de seu pai, rei Jorge VI, em 6 de fevereiro de 1952[3] .

Vida[editar | editar código-fonte]

Isabel nasceu no número 21 da rua Bruton, em Mayfair, um bairro de Londres, em 21 de abril de 1926. Seu pai, o príncipe Alberto, duque de Iorque (mais tarde rei Jorge VI), era o segundo filho mais velho do rei Jorge V e da rainha Maria[4] . Sua mãe era a Duquesa de Iorque, depois Rainha-consorte Isabel, mais tardiamente Rainha-mãe (nascida Elizabeth Bowes-Lyon), filha do lorde Claude George Bowes-Lyon, Conde de Strathmore e Kinghorne e sua esposa, a Condessa de Strathmore. Ela recebeu o nome de sua mãe, enquanto seus dois nomes do meio são de sua bisavó paterna rainha Alexandra e avó rainha Maria, respectivamente[4] . Quando criança e estava aprendendo a falar[5] , a então princesa sentia dificuldade de pronunciar o nome "Elizabeth"[5] , trocando seu nome por "Lilibet"[5] , sendo este o apelido a ser usado para se referir a ela dentro da família[5] [3] .

Isabel II com a irmã Margarida (à frente) e a sua avó Maria de Teck (ao lado)

Como neta do soberano[4] , adquiriu a condição de Princesa da Grã-Bretanha, recebendo o tratamento de Sua Alteza Real. Era a princesa Isabel de Iorque, quando nasceu, terceira na linha sucessória, atrás de seu pai e seu tio, o Príncipe de Gales, mais tarde rei Eduardo VIII[5] .

Educação[editar | editar código-fonte]

Quando tinha quatro anos sua irmã Margarida nasce[5] . A jovem princesa Isabel foi educada em casa[5] sob a supervisão de sua mãe, a então Duquesa de Iorque. Sua governanta era Marion Crawford[5] . Estudou história e línguas modernas. Fala francês fluentemente, tendo-o demonstrado em diversas ocasiões, como em 2004 durante sua visita à França em comemoração da Entente Cordiale e nas várias visitas ao Canadá.

Herdeira do trono[editar | editar código-fonte]

Como neta de um monarca através de uma linhagem masculina, ela foi chamada desde o seu nascimento de Sua Alteza Real a Princesa Isabel de Iorque.[4] Ela era a terceira na linha de sucessão ao trono britânico,[4] atrás de seu tio, Eduardo, Príncipe de Gales e de seu pai.[5] Apesar de seu nascimento gerar um grande interesse público, não era esperado que ela se tornasse a rainha, pois o Príncipe de Gales era jovem e ele assumiria o trono e teria seus filhos, fazendo assim sua linha de sucessão.[5] Em 1936, quando a princesa tinha dez anos[5] e seu avô paterno, o rei, morreu e seu tio Eduardo o sucedeu, ela tornou-se a segunda na linha de sucessão ao trono, atrás de seu pai.[4] Após um ano, Eduardo abdicou, ante a não aceitação pela família real de um casamento seu com a socialite Wallis Simpson, uma americana divorciada, gerando uma crise constitucional.[5] O pai de Isabel tornou-se rei e ela, por ser a primogênita e não ter irmãos varões mais novos, tornou-se a herdeira presuntiva, sob o nome de Sua Alteza Real a princesa Isabel.[5]

Em 1937, seus pais viajaram para a Austrália e Nova Zelândia, Isabel permaneceu na Grã-Bretanha, dado que o seu pai, o rei, pensava que ela era muito jovem para passeios públicos.[5] Em 1939, seus pais fizeram outra viagem, desta vez ao Canadá e aos Estados Unidos.

Família real britânica
Casa de Windsor
Badge of the House of Windsor.svg

SM a Rainha
SAR o Duque de Edimburgo


Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

A partir de setembro de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, Isabel e sua irmã mais nova, Margarida, ficaram no Castelo de Balmoral, Escócia, até o natal de 1939, quando elas mudaram-se para a Sandringham House, Norfolk. De fevereiro a maio de 1940, elas viveram no Royal Lodge, Windsor, até mudarem-se para o Castelo de Windsor, onde elas viveram por mais de cinco anos[6] . A sugestão pelo político lord Hailsham, que as duas princesas deviam ser evacuadas para o Canadá foi rejeitada pela rainha; ela anunciou: "As crianças não irão sem mim. Eu não deixarei o rei e o rei nunca deixará seu povo"[7] .

Foi de Windsor, em 1940, quando Isabel tinha apenas 14 anos, que ela fez sua primeira transmissão no rádio, durante a Children' Hour da BBC. Ela disse:

"Nós estamos tentando fazer tudo que é possível para ajudar nossos bravos marinheiros, soldados e aviadores, e nós estamos tentando, também, apagar a tristeza e perigo da guerra. Nós sabemos, cada um de nós, que no fim, tudo ficará bem."

Em 1943, aos 16 anos de idade, Isabel fez sua primeira aparição pública, sozinha, a uma visita aos Grenadier Guards, de qual ela foi apontada coronel-em-chefe anos antes[8] . Em fevereiro de 1945, ela ingressou no Serviço Territorial Auxiliar das Mulheres, como uma honorária segunda subalterna, com o número de serviço de 230873. Ela foi treinada como motorista e mecânica, dirigindo um caminhão militar, e foi promovida a Comandante Júnior cinco meses depois. Ela é a última chefe de Estado viva a servir uniformizada na Segunda Guerra Mundial[9] .

Durante a guerra, planos foram traçados para acabar com o nacionalismo galês, fazendo Isabel ter relações mais estreitas com o País de Gales[10] . Os políticos galeses propuseram que Isabel fosse feita Princesa de Gales quando completasse 18 anos. A ideia foi dada pelo Ministro do Interior, Herbert Morrison, mas rejeitada pelo rei, alegando que esse título pertence exclusivamente à esposa de um príncipe de Gales, e esse título, de Príncipe de Gales, é sempre do filho mais velho do rei, enquanto Isabel era apenas a herdeira presuntiva[11] [12] .

Ao fim da guerra, no Dia da Vitória na Europa, Isabel e sua irmã misturaram-se anonimamente com a multidão que comemorava nas ruas de Londres. Mais tarde, ela disse em uma rara entrevista: "nós pedimos aos nossos pais se podíamos sair e ver por nós mesmas. Eu lembro que ficamos com medo de sermos reconhecidas. Eu me lembro também das pessoas que davam os braços e saíam andando pela Whitehall, todos arrastados por uma onda de felicidade e alívio"[13] . Dois anos depois, a princesa fez sua primeira viagem ao exterior, acompanhando seus pais para a África do Sul. Em seu 21º aniversário, em abril de 1947, em um pronunciamento à Comunidade Britânica da África do Sul, ela afirmou: "Eu declaro diante de todos vocês, que minha vida inteira, seja ela longa ou curta, será dedicada ao seu serviço e ao serviço de nossa grande família imperial, a qual todos nós pertencemos"[14] .

Casamento e maternidade[editar | editar código-fonte]

Isabel encontrou-se com o seu futuro marido, Filipe, Duque de Edimburgo em 1934 e 1937[15] . Após reencontrá-lo novamente no Colégio Real Naval em Darrmouth, em julho de 1939, Isabel - com apenas 13 anos de idade - apaixonou-se por Filipe, e eles começaram a trocar cartas[16] . Eles casaram no dia 20 de novembro de 1947 no Abadia de Westminster. O casal são primos de segundo grau do pelo lado do rei Cristiano IX da Dinamarca e primos de terceiro grau pelo lado da rainha Vitória do Reino Unido. Antes do casamento, Filipe renunciou ao seus títulos gregos e dinamarqueses, convertendo-se da Igreja Ortodoxa Grega ao anglicanismo e adotou o nome de Filipe Mountbatten, sendo o sobrenome britânico de sua mãe[17] . Mas antes do casamento, foi-lhe dado o título de Duque de Edimburgo e ele chamado de Sua Alteza Real.[18]

O casamento não aconteceu sem controvérsias: Filipe não tinha nenhum suporte financeiro, era um estrangeiro e sua irmã tinha casado com um nobre alemão, com ligações com os Nazistas[19] . A mãe de Isabel foi contra a união inicialmente, como relatam algumas biografias, chamando Filipe de "alemão destruidor".[20] . No fim da vida, entretanto, ela disse a seu biógrafo Tim Heald que Filipe foi "um cavaleiro britânico"[21] . Isabel e Filipe receberam 2.500 presentes de casamento de todo o mundo[22] , mas seu país ainda não estava totalmente recuperado da devastação da guerra.

Após o casamento, Isabel e Filipe mudaram-se para Clarence House, Londres. Em 14 de novembro de 1948, deu à luz seu primeiro filho, Príncipe Carlos de Edimburgo. Além de Carlos, tiveram mais três filhos: Ana, Princesa Real,[23] André, Duque de Iorque e Eduardo, Conde de Wessex. Apesar da casa real ser oficialmente chamada Windsor, foi decretado em 1960 que os descendentes da rainha Isabel II e do Príncipe Filipe teriam o sobrenome Mountbatten-Windsor.

Reinado[editar | editar código-fonte]

Sucessão[editar | editar código-fonte]

A rainha Isabel II do Reino Unido, ao lado do Duque de Edimburgo, na cerimônia de coroação (1953).

A saúde de Jorge VI do Reino Unido começou a declinar durante 1951 e Isabel foi representar seu pai em eventos públicos com frequência. Em outubro do mesmo ano, ela viajou ao Canadá e visitou o presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman em Washington. Durante a viagem, seu secretário pessoal, Martin Charteris, foi o responsável pelo aviso de que avisar se o rei morresse durante a viagem[24] . No começo de 1952, Isabel e Filipe foram a uma viagem a Austrália e Nova Zelândia, pelo Quênia. No dia 6 de fevereiro de 1952 eles retornaram à sua residência Saana Lodge, após uma noite no Hotel Treetops, quando chegou a notícia de que o pai de Isabel havia morrido e Filipe deu a notícia à nova rainha[25] . Martin Charteris perguntou a ela qual seria seu nome real e ela respondeu: "Isabel, é claro"[26] . Ela foi proclamada rainha e voltou às pressas ao Palácio de Buckingham[27] Ela e o Duque de Edimburgo se mudaram então para o Palácio de Buckingham.[28] .

Com a ascensão de Isabel, a Casa Real deveria levar o nome de seu marido. A casa deveria ser Casa de Mountbatten, como Isabel sempre usava o nome de seu marido, depois de seu casamento; entretanto, a rainha Maria e o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, favoreceram que a casa fosse Casa de Windsor e Windsor foi mantido. O duque reclamou: "Eu sou o único homem no país que não pode dar seu nome aos seus filhos"[29] . Em 1960, com a morte da rainha Maria e a renúncia de Churchill, o sobrenome Mountbatten-Windsor foi adotado[30] .

No meio das preparações para a coroação, a princesa Margarida informou a sua irmã que desejaria se casar com Peter Townsend, um plebeu divorciado, 16 anos mais velho que Margarida e com dois filhos do primeiro casamento. A rainha pediu-lhe que esperasse por um ano, nas palavras de Martin Charteris, "A rainha foi naturalmente simpática com a princesa, mas eu acho que ela disse - ela desejava - dê-me tempo, o seu affair com ele acabará"[31] . Políticos seniores eram contra o casamento e a Igreja da Inglaterra não permitia casamentos a pessoas divorciadas. Se Margarida desejava realizar um casamento civil, ela deveria renunciar o seu direito a sucessão[32] . Posteriormente, ela desistiu dos seus planos com Townsend[33] . Em 1960 ela casou-se com Antony Armstrong-Jones, mas divorciaram-se em 1978. Ela não casou-se mais.

Apesar da morte de sua avó, Rainha Maria, em 24 de março de 1953, a coroação foi em frente à Abadia de Westminster em 2 de junho de 1953, como o desejo de Maria. A cerimônia inteira foi televisionada, exceto a unção e a comunhão. Mais de 20 milhões de britânicos assistiram à coroação pela TV[34] [35] [36] . Na América do Norte, 100 milhões de pessoas assistiram[37] .

Evolução do Reino[editar | editar código-fonte]

Estandarte pessoal da rainha Isabel II.

Isabel assistiu durante sua vida, a transformação do Império Britânico e suas nações. Em 1953/54, a rainha e seu marido embarcaram em uma turnê pelo mundo, durando seis meses. Ela tornou-se a primeira soberana reinante a circunavegar o globo terrestre, e a primeira monarca da Austrália, Fiji e Nova Zelândia a visitar essas nações[38] [39] . Durante o tour, o público foi imenso; estima-se que quase 80% da população da Austrália foi as ruas para ver a rainha. Ao longo do seu reinado, a rainha viajou por todos os estados de seu reino, sendo a chefe de Estado que mais viajou na história[40] (passando até do Papa João Paulo II). Em 18 de fevereiro de 1957, visitou Portugal, onde foi recebida com grande festa, em outubro do mesmo ano fez uma visita oficial aos Estados Unidos e, em 1959, ao Canadá. Em 1961 viajou até a Índia e ao Paquistão, pela primeira vez. Ela já fez visitas oficiais à maioria das nações da Europa e de outros continentes. Ela vai regularmente aos encontro da Comunidade Britânica das Nações.

A 25 de outubro de 1955 foi agraciada com a grã-cruz da Banda das Três Ordens.[41]

Em 1956, o primeiro-ministro francês, Guy Mollet e o primeiro-ministro britânico, Anthony Eden, discutiram a possibilidade da França entrar ao grupo das Nações da Comunidade Britânica. A proposta nunca foi aceita e no ano seguinte a França assinou o Tratado de Roma, que estabelecia a Comunidade Econômica Europeia, a precursora da União Europeia[42] . Em novembro de 1956, o Reino Unido e a França invadiram o Egito, para tomar o Canal de Suez. Lord Mountbatten foi contra a invasão e o primeiro-ministro, Eden, renunciou ao cargo.[43] .

Com a falta de um mecanismo formal no Partido Conservador para a escolha do primeiro-ministro seguinte, a rainha decidiu formar uma comissão para formar o governo. Eden recomendou que Isabel consultasse Lord Salisbury (O senhor Presidente do Conselho). Lord Salisbury e Lord Kilmuir (o Lord Chanceler) consultou o Gabinete do Reino Unido e recomendaram o candidato Harold Macmillan[44] . Seis anos depois, Macmillan renunciou o cargo e aconselhou a rainha a apontar Alec Douglas-Home ao cargo, conselho que ela seguiu[45] .

A crise de Suez e a escolha do sucessor de Eden, em 1957, foram as primeiras crises que a rainha enfrentou[46] . No mesmo ano, ela foi a Assembleia Geral das Nações Unidas em nome da Comunidade Britânica de Nações, nos Estados Unidos. Na mesma viagem, ela abriu o 23º Parlamento Canadense, tornando-se a primeira monarca do Canadá a abrir uma sessão parlamentar. Em 1961, ela viajou para o Chipre, Índia, Paquistão, Nepal e Irã[47] . No mesmo ano, em uma visita a Gana, ela afirmou que temia por sua segurança, já que o presidente do país havia sido assassinado em um atentado.

Os únicos anos que a rainha não abriu o Parlamento Britânico foi na gravidez de André, Duque de Iorque em 1959 e na gravidez de Eduardo, conde de Wessex em 1963[48] .

Nas décadas de 1960 e 1970, a rainha viu a aceleração da descolonização da África e do Caribe. Aproximadamente 20 países ganharam a independência do Império Britânico, como parte do plano de auto-governo.

Em 1977, Isabel marcou os vinte e cinco anos de sua coroação. Muitas festas e eventos aconteceram por todos os países do reino, reafirmando a popularidade da rainha, fazendo-se esquecer a coincidência negativa que foi o divórcio da princesa Margarida, sua irmã[49] .

A 14 de agosto de 1979, foi agraciada com o grande-colar da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[50]

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Durante o ano de 1981, a cerimônia Trooping the Colour[51] , a apenas seis semanas do casamento de Carlos, Príncipe de Gales com Diana, Princesa de Gales, seis tiros foram disparados contra a rainha, enquanto ela cavalgava seu cavalo, Burmese. Depois, foi descoberto que as balas eram falhadas. O atirador, Marcus Sarjeant, um jovem de 17 anos foi preso em seguida, e foi sentenciado a cinco anos de prisão, mas foi solto depois de três. A compostura da rainha e seu controle do cavalo foram enormemente elogiados. No ano seguinte, a rainha encontrou-se novamente em uma situação delicada, quando ela acordou em seu quarto[51] , no Palácio de Buckingham e encontrou um intruso[51] , Michael Fagan, em seu quarto. Depois de se acalmar, e fazer duas ligações para a guarda, Isabel conversou com Fagan[51] , enquanto ele sentou-se nos pés de sua cama até ser preso, sete minutos depois[51] . De abril a setembro de 1982, a rainha sentiu-se ansiosa, mas orgulhosa de seu filho, André, Duque de Iorque, que estava servindo com as forças britânicas, durante a Guerra das Malvinas[52] . Enquanto ela hospedou o presidente Ronald Reagan no Castelo de Windsor em 1982 e o visitou em seu rancho na Califórnia, em 1983, ela viu sua administração ordenar a invasão de Granada, uma de suas ilhas do Caribe, sem sua permissão.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Em 1991, na sequência da vitória dos Estados Unidos na Guerra do Golfo, ela se tornou a primeira monarca britânica a discursar numa sessão do Congresso dos Estados Unidos[53] . No ano seguinte, ela tentou salvar o casamento de seu filho mais velho Carlos, falando que ele e sua esposa tinham que resolver suas diferenças.

No dia 24 de novembro de 1992, o dia que marcava o 40º aniversário de sua coroação, a rainha chamou 1992 como "annus horribilis"[54] . Em março, seu filho, André, Duque de Iorque e sua esposa, Sarah, Duquesa de Iorque, separaram-se. Em abril, sua filha, Ana, Princesa Real, divorciou-se de seu marido, capitão Mark Philips. Durante uma visita à Alemanha, manifestantes raivosos em Dresden jogaram-lhe ovos[55] , e em novembro, o Castelo de Windsor sofreu grande avarias, por causa de um incêndio.

A 27 de abril de 1993 foi agraciada com o grande-colar da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.[56]

Carlos e Diana[editar | editar código-fonte]

A rainha Isabel II ao lado do ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Nos anos seguintes, as revelações sobre o estado do casamento de Carlos e Diana continuaram[57] . No fim de dezembro de 1995, revelaram que o divórcio era desejado por ambos[58] . Um ano após o divórcio, que aconteceu em 1996, Diana morreu em um acidente automobilístico em Paris, dia 31 de agosto de 1997. Na época, a rainha estava com seu filho e netos, em Balmoral[59] .

Após cinco dias em aparições públicas, a rainha e o duque blindaram seus netos do intenso interesse da imprensa, mantendo-os em Balmoral, onde eles poderiam sofrer em paz[60] . Por parte do povo, a rainha fez uma transmissão dia 5 de setembro, um dia antes do funeral de Diana. Na transmissão ela expressou sua admiração por Diana e seus sentimentos como "uma avó" para os príncipes Guilherme e Henrique[61] . Como resultado, a hostilidade pública praticamente evaporou.

A soberana nunca sofreu uma desaprovação pública[62] . Mas, em 1997, ela e outros membros da família real foram recebidos de forma fria quando não presenciaram algumas cerimônias da morte de Diana, Princesa de Gales.[63] Isso incorreu em grandes críticas nos tabloides.[63]

A rainha Isabel tinha sentimentos negativos em relação a Diana e acreditava que ela havia causado um grande dano à monarquia. Para a rainha [3] , Diana envergonhava a família real e seus filhos com seu comportamento subversivo alvo diário de capa de tabloides no mundo[3] .

A rainha e a família real foram extremamente criticados com o que sucedeu após a morte da Princesa de Gales[3] . Para evitar que os filhos acompanhassem a cobertura sensacionalista da mídia inglesa[3] , a família real estava em uma de suas propriedades nas Escócia[3] , e decidiu lá ficar quando as noticias começaram a ser publicadas[3] . Para entreter os Henrique e Guilherme, diariamente havia atividades de caça e esporte na propriedade real, especialmente ao lado do primo dos príncipes, Peter Phillips[3] .

A cada momento que passava a pressão da mídia crescia[3] . De fato, os jornais entendiam a necessidade da família real em se manter longe de Londres na época[3] . Segundo Alastair Campbell, na época redator político do jornal Daily Mirror[3] , o clima entre os funcionários mais próximos a família real era de um time que havia perdido o final de campeonato e se preparava para enfrentar seus torcedores enfurecidos[3] . O tabloide The Sun publicou um editorial que resumia o clima no Reino Unido na época:

"Onde está a nossa rainha quando o país precisa dela? Ela está a 550 milhas de Londres, a concentração da tristeza da nação. Seu castelo em Balmoral está o mais longe o possível do oceano de flores que está se formando em volta das propriedades reais (...) Vamos deixar Carlos, Guilherme e Henrique chorarem juntos nas solitárias colinas escocesas. Nós podemos entender. Mas o local da rainha é com o povo. Ela deve voltar imediatamente e aparecer no balcão do palácio real".[3]


Embora alguns membros da família real tivessem aparecido publicamente nesse período[3] , a rainha ainda continuava em Balmoral com os príncipes, e sua intenção eram continuar lá até o último momento antes de voltar no trem real[3] . Por fim, devido as pressões[3] , a rainha acabou fazendo um discurso a nação ao vivo pela BBC, coisa incomum[3] , e a bandeira hasteada no palácio foi rebaixado, quebrando o protocolo real[3] .

A visão da família real inteira junto à passagem do caixão de Diana pelo Palácio de Buckingham foi transmitida ao vivo. Os conselhos da rainha-mãe e de Tony Blair fizeram com que a rainha mudasse de atitude [3] .

Relações políticas[editar | editar código-fonte]

Isabel conserva uma boa relação com os políticos de todos os partidos[64] . Os seus primeiros-ministros favoritos foram Winston Churchill, Harold Macmillan e Harold Wilson[64] . Em contrapartida, parece que não gostava de Margaret Thatcher[64] , que desgostava cordialmente, o que não obstou a que lhe tivesse concedido o título de Baronesa Thatcher. Com Tony Blair, diz-se que nos primeiros anos a relação entre os dois foi boa[65] , mas nos últimos anos de ministro foi evidente de que a relação se tornou mais difícil[65] . Diz-se que a rainha afirmava que se sentia pouco informada nos assuntos do Estado[65] .

A rainha Isabel II recebe o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua esposa Michelle Obama, no Palácio de Buckingham.

A rainha tem-se pronunciado a favor da continuidade da união entre Inglaterra e Escócia, irritando alguns nacionalistas escoceses[66] . A sua declaração de louvor ao acordo de Belfast com a Irlanda do Norte levantou algumas queixas de alguns grupos unionistas no Partido Democrático da União que se opuseram ao referido acordo[67] .

Tirando algumas dezenas de controvérsias sobre os problemas da família real, particularmente os casamentos fracassados de seus filhos nas décadas de 1980 e 1990, a rainha permanece como uma figura marcante e é geralmente bastante respeitada pelas populações de seus reinos[62] . A sua dignidade e recusa em demonstrar emoção em algumas aparições públicas previne o aumento de sentimentos negativos por parte dos seus súditos[62] .

A rainha permanece como uma chefe de Estado bastante respeitada e amada. Sua família e ela, porém, têm sofrido com a pressão dos jornais britânicos[68] . Em 2002, comemorou-se o Jubileu de Ouro, marcando os cinquenta anos de sua ascensão ao trono [3] . O ano foi marcado por um grande tour nos reinos da Comunidade Britânica, incluindo numerosos desfiles e concertos oficiais [69] . Em junho, milhares de pessoas se reuniram nos arredores do Palácio de Buckingham para a "Festa no Palácio" (Party at the Palace), um show onde diversos músicos famosos das ilhas britânicas se apresentaram [69] . Foi celebrada uma Ação de Graças no dia seguinte na Catedral de São Paulo, seguida de uma grande festa, que terminou com o sobrevoo de um Concorde e da Esquadrilha Acrobática da Real Força Aérea [69] , com a família real assistindo a tudo na varanda do Palácio de Buckingham, juntamente com uma multidão de um milhão de pessoas [69] .

A rainha Isabel II sendo recebida na Casa Branca em Washington, D.C.

O ano do jubileu coincidiu com as mortes da mãe da rainha e de sua irmã.[70] A relação de Isabel com seus filhos, que já era distante, tendeu a esfriar mais ainda.[71] Ela é particularmente bastante próxima à condessa de Wessex,[72] sua nora. Quanto a Camilla Parker Bowles, a rainha desaprovou o longo romance entre ela e seu filho,[73] mas teve que aceitar devido ao casamento dos dois. Por outro lado, Príncipe Guilherme e Zara Philips são bastante queridos por ela.

Segundo consta, a rainha é apaixonada por cavalos e cães [74] , e não é uma apreciadora da arte, embora a coleção real possua inúmeras peças de arte [74] . A rainha também não gosta de música clássica, embora possua um flautista pessoal que toca para ela todas as manhãs[74] .

Em 2003, a rainha sofreu três intervenções cirúrgicas [75] . No final do ano foi operada duas vezes aos joelhos, e outra destinou-se a remover algumas lesões do rosto [75] .

Aos 82 anos, Isabel deixou claro que não pretende abdicar.[76] Aqueles mais próximos a ela dizem que sua intenção é reinar até o dia de sua morte. A rainha delega já alguns deveres de representação a seus filhos e também a outros membros da família real. Foi anunciado em 2005 que ela e seu marido reduziriam as viagens internacionais. Mas, fica claro que a rainha pretende fazer tudo que puder até não estar mais fisicamente apta.

A sua imagem pública tem sido amenizada nos últimos anos, particularmente após a morte da rainha-mãe.[77] Apesar de permanecer reservada em público, tem sido vista rindo e sorrindo mais do que em anos anteriores,[78] e foi com comoção que os súditos a viram chorar durante o culto em memória das vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, na Catedral de São Paulo e na Normandia, nas comemorações dos sessenta anos do Dia D.

Cerca de 125 milhões de pessoas vivem em países onde o soberano do Reino Unido é o chefe de Estado. Só no Reino Unido o seu reinado passou pelo governo de doze primeiros-ministros diferentes. Isabel II é casada com Filipe, Duque de Edimburgo, e é mãe do herdeiro ao trono, o Príncipe de Gales, Carlos. Há dois primeiros-ministros nascidos durante o seu reinado: Tony Blair e David Cameron.

Em 2009, foi considerada pela Forbes a 23ª mulher mais poderosa do planeta.[79] Nos dois anos seguintes, nas listas compiladas novamente pela revista, atingiu a 41ª e 49ª posição, respectivamente.[80] [81] .

Em 29 de dezembro de 2010, foi bisavó pela primeira vez, pois Peter Phillips — filho da princesa real, Ana — e a sua mulher, Autumn Kelly, foram pais de uma menina[82] .

Aos 87 anos, Isabel II tem quatro filhos, oito netos e quatro bisnetos[83] [84] .

Atualmente é a chefe de Estado que está no poder há mais tempo na Europa, nas Américas, África e Oceania, sendo a segunda no mundo, superada apenas pelo rei Rama IX da Tailândia [85] . Isabel II é a mais velha monarca britânica de todos os tempos. O recorde pertencia à rainha Vitória, que viveu 81 anos, sete meses e 29 dias, e faleceu em 1901; um marco que a sua trineta alcançou no dia 20 de dezembro de 2007. Para superar sua trisavó, Vitória, no recorde do mais longo reinado, terá de reinar mais 511 dias, até 9 de setembro de 2015.

Finanças[editar | editar código-fonte]

Sandringham House em Norfolk, propriedade pessoal da rainha.

A fortuna estimada da rainha tem sido um objeto de especulação durante muitos anos, especialmente pelos tablóides. A revista americana Forbes revelou em abril de 2011 que a soberana possui uma fortuna estimada em 500 milhões de dólares,[86] [87] o equivalente a cerca de 275 milhões de libras esterlinas. O Palácio de Buckingham já declarou oficialmente que a fortuna da rainha não passa de 100 milhões de libras,[88] algo pouco provável já que, além das residências privadas da Família Real britânica todas mantidas como patrimônio pessoal da monarca, somente a Royal Collection ultrapassa o valor de 10 bilhões de libras.

O Castelo de Balmoral e a Sandringham House, propriedades pessoais da rainha, foram avaliados em cerca de 310 milhões de libras.[89] O Ducado de Lancaster, avaliado em mais de 9 milhões de libras em 2006, é utilizado pela monarca para arcar com as despesas pessoais.

Religião[editar | editar código-fonte]

Isabel II na cerimónia anual da mais antiga e nobre honra inglesa, Ordem da Jarreteira.

Além de seu papel como praticante da religião oficial do Reino Unido, a monarca tem responsabilidades como governante da Igreja Anglicana quando está na Inglaterra e participa dos trabalhos da Igreja da Escócia (de Confissão Presbiteriana) quando estadia em Balmoral. A rainha já expressou várias vezes a sua fé no Cristianismo, principalmente na Mensagem Real de Natal. No Natal do ano de 2000, a rainha disse estar comemorando o 2000º aniversário de Jesus Cristo.

"Para muitos de nós a fé e a convicção são de fundamental importância. Para mim, os ensinamentos de Cristo e minha própria responsabilidade com os serviços de Deus fornecem um quadro no qual eu tento levar a minha vida. Eu, como tantos de vocês, tenho recebido muito conforto nos momentos difíceis pelas palavras e pelo exemplo de Cristo"

Isabel também se revelou uma ímpar defensora do diálogo inter-religioso durante seus encontros com líderes de diferentes religiões e apoia pessoalmente o Council of Christians and Jews (Conselho de Cristãos e Judeus do Reino Unido).

Ascendência[editar | editar código-fonte]

A rainha Isabel é descendente da casa alemã de Saxe-Coburgo-Gota (Sachsen-Coburg-Gotha), que herdou o trono britânico após a morte da rainha Vitória (da casa de Hanôver), em 1901. Ela também é descendente de monarcas britânicos da distante casa de Wessex do século VII; da casa real escocesa, a casa dos Stuart, que remonta ao século IX. Pela parte de sua bisavó, rainha Alexandra, ela é descendente da casa real dinamarquesa de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg, uma linhagem da casa norte-alemã de Oldemburgo, uma das mais velhas da Europa. Como trineta da rainha Vitória, a rainha Isabel tem parentesco com chefes de Estado da maioria das casas reais da Europa e com os Imperadores do Brasil. Ela é prima de Guilherme Alexandre dos Países Baixos, Filipe da Bélgica, Haroldo V da Noruega, Juan Carlos I da Espanha, Margarida II da Dinamarca e Carlos XVI Gustavo da Suécia, também como os antigos reis Constantino II da Grécia e Miguel da Romênia, além das antigas casas reais da Prússia/Alemanha, Rússia, de seu marido Filipe, Duque de Edimburgo e do último rei de Portugal .

Descendência[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

No Reino Unido, seu título oficial é de "Isabel, a Segunda, pela Graça de Deus, Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de Seus outros Reinos e Territórios, Chefe da Comunidade Britânica das Nações, Defensora da Fé". Na prática "rainha Isabel II" ("rainha Elizabeth II"), ou simplesmente "A rainha", ou "Sua Majestade".

Na sua sucessão, o título Isabel II causou alguma controvérsia na Escócia, onde nunca existiu uma rainha chamada Isabel I. Um caso foi aberto para contestar o direito da rainha em utilizar o título de Isabel II na Escócia, argumentando que para fazê-lo ela estaria desrespeitando o Ato da União (1707). O processo se perdeu já que o acusador não tinha títulos para poder processar a coroa, e que também a numeração dos monarcas fazia parte da prerrogativa real e que não poderia ser regulada pelo Ato da União. Há também duas outras controvérsias, que são menos divulgadas.

Futuros monarcas britânicos serão numerados de acordo com seus antecessores ingleses ou escoceses.

Seguindo a decisão dos primeiros-ministros da Comunidade Britânica na Conferência da Comunidade em 1953, a rainha Isabel usa diferentes títulos em cada um de seus reinos.

Peculiarmente intitulada como "Sua Majestade, a rainha" (e quando necessária distinção "Sua Majestade Britânica" ou "Sua Majestade Canadense"), seus antigos títulos foram:

  • Sua Alteza Real princesa Isabel de Iorque (1926-1936)
  • Sua Alteza Real, a princesa Isabel (1936-1947)
  • Sua Alteza Real, a princesa Isabel, Duquesa de Edimburgo (1947-1952)

Representações no cinema[editar | editar código-fonte]

A rainha Isabel (Elizabeth) foi representada no cinema pelas seguintes atrizes[90] :

Referências

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  90. Personagem "Queen Elizabeth II" no IMDb

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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