Isabel II do Reino Unido

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Isabel II
Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de Seus Outros Reinos e Territórios, Chefe da Commonwealth
Rainha do Reino Unido e dos
Reinos da Comunidade de Nações
Reinado 6 de fevereiro de 1952
presente
Coroação 2 de junho de 1953
Predecessor Jorge VI
Marido Filipe da Grécia e Dinamarca
Descendência
Carlos, Príncipe de Gales
Ana, Princesa Real
André, Duque de Iorque
Eduardo, Conde de Wessex
Nome completo
Isabel Alexandra Maria
Casa Windsor
Pai Jorge VI do Reino Unido
Mãe Isabel Bowes-Lyon
Nascimento 21 de abril de 1926 (88 anos)
Londres, Reino Unido
Religião Anglicanismo

Isabel II ou Elizabeth II (Londres, 21 de abril de 1926) é a Rainha do Reino Unido e de quinze outros estados soberanos conhecidos como Reinos da Comunidade de Nações, além de chefe da Commonwealth formada por 53 estados. É também a Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra e, em alguns de seus reinos, possui ainda o título de Defensora da Fé.

Ao ascender ao trono em 6 de fevereiro de 1952, Isabel se tornou a Chefe da Comunidade Britânica e rainha de sete países independentes: Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Paquistão e Ceilão. Entre 1956 e 1992 o número de reinos variou já que certos territórios ganharam sua independência e outros tornaram-se repúblicas. Atualmente, além dos quatro primeiros estados mencionados, Isabel é rainha da Jamaica, Barbados, Bahamas, Granada, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize, Antígua e Barbuda e São Cristóvão e Nevis. Ela é atualmente a monarca mais velha da história da Grã-Bretanha e a segunda de reinado mais longo, atrás apenas da rainha Vitória.

Isabel nasceu em Londres e foi educada particularmente em casa. Seu pai ascendeu ao trono em 1936 como Jorge VI depois da abdicação de seu irmão Eduardo VIII, e ela passou a ser a herderia presuntiva da coroa. Isabel passou a assumir deveres públicos durante a Segunda Guerra Mundial, em que ela serviu no Serviço Territorial Auxiliar. Ela se casou com o príncipe Filipe da Grécia e Dinamarca em 1947, com quem teve quatro filhos: Carlos, Ana, André e Eduardo. Seu pai morreu em fevereiro de 1952 e ela ascendeu ao trono aos 27 anos. Sua coroação ocorreu no ano seguinte e foi a primeira a ser televisionada.

As muitas visitas e encontros históricos de Isabel incluem uma visita oficial a República da Irlanda, a primeira visita de um presidente irlandês ao Reino Unido e visitas recíprocas com vários papas. Ela viu também grandes mudanças constitucionais, como a devolução dos poderes aos estados constituintes do Reino Unido, a patriação do Canadá e a descolonização da África. Isabel também reinou durante várias guerras e conflitos envolvendo muitos de seus reinos.

Tempos de significância pessoal incluem o nascimentos e casamentos de seus filhos e netos, a investidura do Príncipe de Gales e a celebração de marcos como seus jubileus de Prata em 1977, Ouro em 2002 e Diamante em 2012. Momentos de dificuldade incluem a morte de seu pai aos 56 anos, o assassinato de Louis Mountbatten, tio do príncipe Filipe, o fim dos casamentos de seus filhos em 1992 (um ano que ela mesma chamou de annus horribilis), a morte em 1997 de Diana, Princesa de Gales, ex-esposa de Carlos, e as mortes de sua irmã e mãe em 2002. Isabel ocasionalmente enfrentou movimentos republicanos e pesadas críticas a família real, porém o apoio a monarquia e sua popularidade pessoal permanecem altos.

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Princesa Isabel em 1929, aos 3 anos de idade.

Isabel foi a primeira filha do príncipe Alberto, Duque de Iorque, e sua esposa Isabel Bowes-Lyon. Seu pai era o segundo filho do rei Jorge V do Reino Unido e da rainha Maria de Teck. Sua mãe era a filha mais nova do aristocrata escocês Claude Bowes-Lyon, 14.º Conde de Strathmore e Kinghorne. Ela nasceu de uma cesariana às 2h40min do dia 21 de abril de 1926 na casa de seu avô materno em Mayfair, Londres.[1] Foi batizada em 29 de maio por Cosmo Lang, o Arcebispo de Iorque, na capela do Palácio de Buckingham.[2] Seus padrinhos foram o rei e a rainha, seu avô materno, seu tio-bisavô paterno o príncipe Artur, Duque de Connaught, sua tia paterna Maria, Princesa Real e sua tia materna Mary Elphinstone.[3] Ela foi nomeada Isabel em homenagem a mãe, Alexandra em homenagem a bisavó paterna, que havia morrido seis semanas antes, e Maria em homenagem a avó paterna.[4] Sua família a chamava de "Lilibet".[5] Jorge V a adorava e durante sua séria doença em 1929, as visitas de Isabel foram creditadas pela imprensa e biógrafos posteriores como um dos fatores que melhoraram seu humor e ajudaram na sua recuperação.[6]

Sua única irmã, Margarida, nasceu quatro anos depois. As duas princesas foram educadas em casa sob a supervisão de sua mãe e sua governanta, Marion Crawford, casualmente conhecida como "Crawfie".[7] As aulas concentravam-se em história, línguas, literatura e música.[8] Para o desalento da família real,[9] Crawford publicou em 1950 uma biografia das infâncias de Isabel e Margarida chamada The Little Princesses. O livro descreve a paixão de Isabel por cavalos e cachorros, sua disposição metódica e sua atitude de responsabilidade.[10] Outros ecoaram tais observações: Winston Churchill descreveu a princesa aos dois anos como "uma figura. Ela tem um ar de autoridade e surpreendente reflexividade para uma criança".[11] Sua prima Margaret Rhodes a descreveu como "uma menina alegre, mas fundamentalmente sensível e bem-comportada".[12]

Herdeira presuntiva[editar | editar código-fonte]

Princesa Isabel em 1933, aos 7 anos de idade, por Philip de László.

Durante o reinado de seu avô, Isabel era a terceira na linha de sucessão ao trono depois de seu tio Eduardo, Príncipe de Gales, e seu pai. Apesar de seu nascimento ter gerado grande interesse público, não era esperado que ela se tornasse rainha já que o Príncipe de Gales ainda era jovem e muitos presumiam que ele se casaria e teria filhos.[13] Jorge V morreu em 1936 e seu tio ascendeu como Eduardo VIII, com ela ficando em segundo na linha de sucessão depois do pai. Mais tarde no mesmo ano, Eduardo abdicou após seu proposto casamento com Wallis Simpson ter causado uma crise constitucional.[14] Assim, o Duque de Iorque virou rei como Jorge VI e Isabel virou herdeira presuntiva. Se seus pais tivessem um filho, ela perderia sua posição como primeira na sucessão já que seu irmão seria herdeiro aparente e acima dela na linha.[15]

Isabel recebeu aulas particulares de história constitucional com Henry Marten, vice-reitor do Eton College,[16] também aprendendo francês com várias governantas francesas.[17] Uma companhia de bandeirantismo, a 1º Companhia do Palácio de Buckingham, foi formada especialmente para que ela pudesse se socializar com meninas de mesma idade.[18] Ela mais tarde se matriculou como Guarda Marinha.[17]

Seus pais viajaram pelos Estados Unidos e Canadá em 1939. Ainda em 1927, enquanto viajaram pela Austrália e Nova Zelândia, Isabel permaneceu em casa já que seu pai achava que ela era muito pequena para assumir funções públicas.[19] Ela "pareceu chorosa" quando seus pais partiram. Eles correspondiam-se regularmente,[20] e Isabel e seus pais realizaram o primeiro telefonema real transatlântico em 8 de maio.[19]

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

O Reino Unido entrou na Segunda Guerra Mundial em setembro de 1939. Durante a guerra, Londres foi alvo frequente de bombardeiros aéreos e muitas das crianças londrinas foram evacuadas. Lorde Douglas Hogg, 1.º Visconde Hailsham sugeriu que as duas princesas fossem evacuadas para o Canadá, porém isso foi rejeitado pela rainha, que declarou: "As crianças não vão sem mim. Eu não vou partir sem o Rei. E o Rei nunca partirá".[21] As princesas Isabel e Margarida permaneceram no Castelo de Balmoral, Escócia, até o natal, indo então para a Casa Sandringham em Norfolk.[22] De fevereiro a maio de 1940 elas viveram na Pousada Real, Windsor, até mudarem para o Castelo de Windsor onde viveram pela maior parte dos próximos cinco anos.[23] As princesas encenaram pantomimas nos natais para ajudar o Fundo de Lã da Rainha, que comprava fios para tricotar roupas militares.[24] Em 1940, Isabel, então com quatorze anos, fez sua primeira transmissão de rádio durante a Children's Hour da BBC, dirigindo-se a outras crianças que haviam sido evacuadas das cidades.[25] Ela afirmou:

Estamos tentando fazer tudo o que pudermos para ajudar os nossos valentes marinheiros, soldados e aviadores, e também estamos tentando suportar a nossa quota de perigo e tristeza da guerra. Sabemos, cada um de nós, que no final tudo ficará bem.[25]
Isabel em abril de 1945 com uniforme do Serviço Territorial Auxiliar.

Em 1943, aos dezesseis anos de idade, Isabel fez sua primeira aparição pública sozinha ao visitar aos Grenadier Guards, de que ela havia sido nomeada coronel no ano anterior.[26] Enquanto seu aniversário de dezoito anos aproximava-se, a lei foi alterada para que ela pudesse atuar como uma de cinco Conselheiros de Estado caso seu pai ficasse incapacitado ou estivesse no exterior, como durante sua visita a Itália em 1944.[27] Ela se juntou ao Serviço Territorial Auxiliar em fevereiro de 1945 como segunda subalterna honorária com número de serviço 230873.[28] Ela treinou como motorista e mecânica, sendo promovida a comandante júnior honorária em julho.[29] [30]

Ao final da guerra, no Dia da Vitória na Europa, as princesas Isabel e Margarida misturaram-se anonimamente com as multidões celebrando nas ruas de Londres. Isabel mais tarde disse em uma rara entrevista que "Nós pedimos aos meus pais se poderíamos sair e ver nós mesmas. Lembro-me que ficamos aterrorizadas de sermos reconhecidas ... eu me lembro de várias pessoas desconhecidas dando os braços e caminhando por Whitehall, todos nós varridos por uma onda de felicidade e alívio".[31]

Princesa Isabel (esquerda) na varanda do Palácio de Buckingham com (esquerda para direita) a rainha Isabel, o primeiro-ministro Winston Churchill, o rei Jorge VI e a princesa Margarida em 8 de maio de 1945.

Planos para conter o nacionalismo galês fazendo Isabel ter relações mais próximas ao País de Gales foram traçados durante a guerra. Propostas, como nomeá-la Condestável do Castelo de Caernarfon ou patrona da Urdd Gobaith Cymru (Liga da Juventude Galesa), foram abandonadas por diversas razões, que incluíam temor de associar a princesa com os objetores de consciência na Urdd.[32] Políticos galeses sugeriram fazê-la Princesa de Gales em seu aniversário de dezoito anos. A ideia foi apoiada por Herbert Morrison, Secretário de Estado para os Assuntos Internos, porém foi rejeitada pelo rei por achar que o título pertencia apenas à esposa do Príncipe de Gales e que ele sempre havia sido o herdeiro aparente.[33] Ela foi incluída no Gorsedd de Bardos galeses na Eisteddfod Nacional do País de Gales em 1946.[34]

A princesa Isabel foi para sua primeira viagem internacional em 1947, acompanhando seus pais pelo sul da África. Durante a viagem, em uma transmissão para toda Comunidade Britânica no seu aniversário de 21 anos, ela fez a seguinte promessa:

Eu declaro diante de vocês que toda minha vida, seja ela longa ou curta, será dedicada ao seu serviço e ao serviço da nossa grande família imperial, à qual todos nós pertencemos.[35]

Casamento[editar | editar código-fonte]

Isabel conheceu seu futuro marido, príncipe Filipe da Grécia e Dinamarca, em 1934 e depois em 1937.[36] Eles são primos de segundo grau através do rei Cristiano IX da Dinamarca e de terceiro grau através da rainha Vitória. Depois de mais um encontro em julho de 1939 no Real Colégio Naval de Dartmouth, Isabel – então com apenas treze anos de idade – afirmou que havia se apaixonado por Filipe e eles começaram a trocar cartas.[37] Seu noivado foi anunciado oficialmente em 9 de julho de 1947.[38]

O Duque e a Duquesa de Edimburgo em 1950.

O casamento não ocorreu sem controvérsias: Filipe não tinha nenhuma situação financeira, era estrangeiro (apesar de cidadão britânico que havia servido na Marinha Real durante a Segunda Guerra Mundial) e tinha irmãs casadas com nobres alemães com ligações nazistas.[39] Crawford escreveu que "Alguns dos conselheiros do rei não o achavam bom o bastante para ela. Ele era um príncipe sem casa ou reino. Alguns dos jornais tocaram músicas longas e altas sobre as origens estrangeiras de Filipe".[40] Algumas biografias posteriores da mãe de Isabel relatam que ela inicialmente era contra a união, até chamando Filipe de "O Huno".[41] Entretanto, ela mais tarde contou ao biógrafo Tim Heald que o príncipe era "um cavalheiro inglês".[42]

Antes do casamento, Filipe renunciou seus títulos gregos e dinamarqueses, converteu-se da ortodoxia grega para o anglicanismo e adotou o estilo de "Tenente Filipe Mountbatten", tomando o sobrenome da família britânica de sua mãe.[43] Pouco antes do casamento, ele foi criado Duque de Edimburgo e recebeu o estilo de "Sua Alteza Real".[44]

Isabel e Filipe se casaram na Abadia de Westminster em 20 de novembro de 1947. Eles receberam 2500 presentes vindos de todo mundo.[45] Já que o Reino Unido ainda não havia se recuperado totalmente das devastações da guerra, Isabel pediu que cupons de racionamento comprassem o material para seu vestido de noiva, que foi desenhado por Norman Hartnell.[46] No pós-guerra, não era aceitável que os parentes alemães do duque, incluindo suas três irmãs ainda vivas, fossem convidados para o casamento.[47] O Duque de Windsor, o antigo rei Eduardo VIII, também não foi convidado.[48]

Isabel deu à luz seu primeiro filho, príncipe Carlos, em 14 de novembro de 1948. Um mês depois, o rei emitiu cartas-patente permitindo que seus filhos usassem o estilo e título de um príncipe ou princesa real, que do contrário eles não teriam direito já que seu pai não era mais um príncipe real.[49] A segunda criança do casal, princesa Ana, nasceu em 1950.[50]

O casal alugou depois do casamento Windlesham Moor, perto do Castelo de Windsor, até 4 de julho de 1949,[45] quando passaram a residir na Casa Clarence em Londres. Em vários momentos entre 1949 e 1951, Filipe foi colocado em serviço na colônia da coroa de Malta como oficial da marinha britânica. Ele e Isabel viveram intermitentemente por meses no lugarejo de Gwardamanġa, na Villa Guardamangia, a casa alugada do tio do duque, Louis Mountbatten. As crianças permanceram na Inglaterra.[51]

Reinado[editar | editar código-fonte]

Ascensão e coroação[editar | editar código-fonte]

Retrato de coroação da rainha Isabel II e do príncipe Filipe.
A coroação de Isabel II.

A saúde de Jorge VI foi piorando ao longo de 1951 e Isabel o representou em vários eventos públicos. Seu secretário particular, Martin Charteris, carregou um rascunho de uma declaração de ascensão na visita dela pelo Canadá e o encontro com o presidente Harry S. Truman em Washington, D.C. caso o rei morresse durante a viagem.[52] No início de 1952, Isabel e Filipe partiram em uma viagem pela Austrália e Nova Zelândia no caminho parando no Quênia. Em 6 de fevereiro, quando o casal voltou para sua casa queniana depois de passarem a noite no Treetops Hotel, chegou a notícia da morte do rei. Filipe contou as notícias a nova rainha.[53] Charteris perguntou qual nome régio ela gostaria de usar, com a rainha respondendo: "Meu próprio, é claro – qual outro?".[54] Ela foi proclamada rainha por seus reinos e o séquito real voltou para o Reino Unido.[55] Ela e o Duque de Edimburgo mudaram-se para o Palácio de Buckingham.[56]

Com a ascensão de Isabel, parecia provável que a casa real passaria a ter o nome de seu marido, transformando-se na "Casa de Mountbatten", seguindo a tradição da esposa assumindo o sobrenome do marido após o casamento. O primeiro-ministro Winston Churchill e a rainha Maria de Teck eram a favor de manter a Casa de Windsor, assim em 9 de abril de 1952 Isabel publicou uma declaração que "Windsor" continuaria a ser o nome da casa. Filipe reclamou, "Sou o único homem no país que não pode dar seu nome aos seus próprios filhos".[57] Em 1960, depois da morte de Maria em 1953 e a renúncia de Churchill em 1955, o sobrenome "Mountbatten-Windsor" foi adotado para os descendentes de linhagem masculina de Filipe e Isabel que não possuem títulos reais.[58]

Família real britânica
Casa de Windsor
Badge of the House of Windsor.svg

SM a Rainha
SAR o Duque de Edimburgo


Durante as preparações para a coroação, a princesa Margarida contou a irmã que desejava se casar com Peter Townsend, um divorciado, dezesseis anos mais velho e com dois filhos do casamento anterior. Isabel pediu para que eles esperassem por um ano; nas palavras de Charteris: "a rainha era naturalmente simpática com a princesa, mas acho que ela pensou – ela esperava – com tempo, que o caso iria esgotar-se".[59] Os principais políticos eram contra a união e a Igreja Anglicana não permitia novos casamentos depois de um divórcio. Se Margarida casasse no civil, ela acabaria por renunciar seus direitos na sucessão.[60] Eventualmente ela decidiu abandonar seus planos com Townsend.[61] A princesa se casou com Antony Armstrong-Jones em 1960, que foi criado Conde de Snowdon no ano seguinte. Eles divorciaram-se em 1978 e Margarida não se casou mais.[62]

A coroação ocorreu normalmente como planejado no dia 2 de junho de 1953 apesar da morte de Maria de Teck em 24 de março, como ela havia pedido antes de morrer.[63] A cerimônia aconteceu na Abadia de Westminster e foi televisionada pela primeira vez, com exceção da unção e da comunhão.[64] Seu vestido de coroação foi desenhado por Norman Hartnell e, seguindo suas instruções, bordado com os emblemas florais dos países da Commonwealth:[65] a Rosa de Tudor inglesa, o cardo escocês, o alho-porro galês, o trevo irlandês, a acacia australiana, a folha de bordo canadense, a samambaia prateada neozelandesa, a protea sul-africana, a flor-de-lótus pela Índia e Ceilão e o trigo, algodão e juta paquistaneses.[66]

Evolução da Commonwealth[editar | editar código-fonte]

Isabel com os primeiros-ministros da Commonwealth em 1960.

Durante sua vida, Isabel testemunhou a contínua transformação do Império Britânico na Commonwealth de Nações.[67] Na época de sua ascensão em 1952, seu papel como chefe de estado de vários estados independentes já estava estabelecido.[68] A rainha e o Duque de Edimburgo embarcaram em uma viagem de seis meses entre 1953 e 1954 ao redor do mundo. Ela se transformou na primeira monarca da Austrália e Nova Zelândia a visitar essas nações.[69] [70] [71] Durante as visitas, as multidões eram imensas; estima-se que três quartos da população australiana da época foi vê-la.[72] Isabel realizou visitas oficiais a países estrangeiros e da Commonwealth durante seu reinado, sendo a chefe de estado que mais viajou em toda história.[73]

Guy Mollet, primeiro-ministro francês, e sir Anthony Eden, primeiro-ministro britânico, discutiram em 1956 a possibilidade da França entrar na Commonwealth. A proposta nunca foi aceita e no ano seguinte a França assinou o Tratado de Roma, que estabelecia a Comunidade Econômica Europeia, precursora da União Europeia.[74] Os dois países invadiram o Egito em novembro de 1956 em uma tentativa mal sucedida de capturar o Canal de Suez. Lorde Mountbatten afirmou que a rainha foi contra a invasão, algo que Eden negou. Eden acabou renunciando dois meses depois.[75]

A falta de um mecanismo formal dentro do Partido Conservador para escolher um líder significou que a rainha deveria decidir quem formaria um novo governo. Eden recomendou que ela consultasse lorde Robert Gascoyne-Cecil, 5.º Marquês de Salisbury, o Lorde Presidente do Conselho. Lorde Salisbury e lorde David Maxwell Fyfe, 1.º Visconde Kilmuir, o Lorde Chanceler, consulturam o gabinete britânico, Churchill e o presidente da oposição no Comitê de 1922, fazendo com que Isabel nomeasse sua escolha: Harold Macmillan.[76]

A crise de Suez e a escolha do sucessor de Eden em 1957 foram as primeiras críticas pessoais que a rainha enfrentou. Lorde John Grigg, 2.º Barão Altrincham, a acusou de estar "fora de sintonia" em uma revista que o próprio era dono e editor.[77] Altrincham foi denunciado por figuras públicas e fisicamente atacado por um membro do povo indignado com seus comentários.[78] Em 1963, seis anos depois, Macmillan renunciou e aconselhou Isabel a nomear Alec Douglas-Home, Conde de Home, como primeiro-ministro, algo que ela seguiu. A rainha foi criticada novamente por nomear um primeiro-ministro seguindo o conselho de um pequeno grupo de políticos ou um de único.[79] Os conservadores adotoram um mecanismo formal para eleição de um líder em 1965, aliviando assim o envolvimento de Isabel.[80]

Ela visitou os Estados Unidos novamente em 1957, onde discursou para a Assembleia Geral das Nações Unidas em nome da Commonwealth. Na mesma viagem, ela abriu o 23º parlamento canadense, tornando-se a primeira monarca do Canadá a abrir uma sessão parlamentar,[69] [81] apesar de ter desembarcado em St. John's, Terra Nova e Labrador, grávida de seu terceiro filho.[82] Isabel viajou em 1961 pelo Chipre, Índia, Paquistão, Nepal e Irã.[83] Em uma visita a Gana no mesmo ano, ela ignorou os temores por sua segurança, mesmo com seu anfitrião o presidente Kwame Nkrumah, que a havia substituído como chefe de estado, sendo alvo de assassinos. Harold Macmillan escreveu: "A rainha tem estado absolutamente determinada o tempo todo ... Ela está impaciente em relação a atitude de tratá-la como ... uma estrela de cinema ... Ela é realmente 'o coração e estômago do homem' ... Ela ama seu dever e os meios para ser uma rainha".[84] Antes de uma viagem em 1964 por partes de Quebec, a imprensa relatou que extremistas dentro do movimento pela independência de Quebec estavam planejando seu assassinato.[85] [86] Nenhum atentado ocorreu, porém estourou um tumulto enquanto Isabel estava em Montreal; foi salientada sua "calma e coragem diante da violência".[87]

Isabel com o primeiro-ministro Edward Heath (esquerda), o presidente Richard Nixon e a primeira-dama Pat Nixon em 1970.

As gravidezes de Isabel em 1959 e 1963 dos príncipes André e Eduardo foram as únicas ocasiões durante seu reinado que ela não realizou a cerimônia de abertura do parlamento.[88] Além de realizar cerimônias tradicionais, ela também criou novas práticas. Seu primeiro encontro com membros ordinários do povo ocorreu durante uma visita a Austrália e Nova Zelândia em 1970.[89]

As décadas de 1960 e 1970 viram a descolonização da África e Caribe. Mais de vinte países ganharam sua independência do Reino Unido como parte de uma transição planejada para o governo autônomo. Porém em 1965, Ian Smith, primeiro-ministro da Rodésia, foi de encontro aos movimentos em direção a um governo majoritário e declarou independência unilateral do Reino Unido enquanto ainda expressava sua "lealdade e devoção" a Isabel. Apesar dela tê-lo dispensado em uma declaração formal e a comunidade internacional ter aplicado sanções contra a Rodésia, o regime de Smith sobreviveu por mais de uma década.[90]

O primeiro-ministro Edward Heath aconselhou a rainha em fevereiro de 1974 a convocar uma eleição geral no meio de sua viagem pelo Círculo do Pacífico Austronésio, forçando sua volta para a Inglaterra.[91] A eleição resultou em um parlamento dividido; os conservadores de Heath não eram a maioria, porém poderiam permanecer no poder se formassem uma coligação com os liberais. Heath renunciou apenas quando as discussões da coligação não chegaram em nenhum acordo, então Isabel pediu para que Harold Wilson, Líder da Oposição e pertencente ao Partido Trabalhista, formasse um governo.[92]

No ano seguinte, no auge da crise constitucional australiana, o primeiro-ministro Gough Whitlam foi dispensado de seu cargo pelo governador-geral sir John Kerr, logo depois do senado controlado pela oposição ter rejeitado as propostas orçamentárias de Whitlam.[93] Já que o primeiro-ministro tinha a maioria na Câmara dos Representantes, o presidente da câmara Gordon Scholes apelou para que a rainha revertesse a decisão de Kerr. Isabel se recusou, afirmando que não interferiria em decisões que a Constituição da Austrália reserva ao governador-geral.[94] A crise alimentou o movimento republicano austrialiano.[93]

Jubileu de Prata[editar | editar código-fonte]

Filipe e Isabel com Elena e Nicolae Ceaușescu em 1978.

Isabel comemorou em 1977 o Jubileu de Prata de sua ascensão. Festas e eventos ocorreram por toda Commonwealth, muitos conincidindo com suas viagens pela Grã-Bretanha e seus outros reinos. As celebrações reafirmaram a popularidade da rainha, apesar da cobertura negativa praticamente coincidente da imprensa da separação da princesa Margarida de seu marido.[95] No ano seguinte, Isabel recebeu no Reino Unido uma visita oficial do ditador comunista romeno Nicolae Ceaușescu e sua esposa Elena,[96] apesar de em particular ela acreditar que o casal tinha "sangue nas mãos".[97] 1979 veio com dois grandes golpes: o primeiro foi a descoberta que Anthony Blunt, ex-Agrimensor dos Retratos da Rainha, era um espião comunista; o segundo foi o assassinado de Louis Mountbatten pelo IRA.[98]

De acordo com Paul Martin, Sr., a rainha estava preocupada no final da década de 1970 que a coroa "tinha pouco significado para" Pierre Trudeau, o primeiro-ministro do Canadá. Tony Benn afirmou que Isabel considerava que Trudeau era "bastante decepcionante". Seu suposto republicanismo parecia ser confirmado por suas palhaçadas, como escorregar pelos corrimãos do Palácio de Buckigham e fazer piruetas atrás da rainha em 1977, além da remoção de vários símbolos reais canadenses durante seu mandato. Os políticos canadenses enviados a Londres em 1980 para discutir patriação da Constituição do Canadá descobriram que Isabel estava "melhor informada ... que qualquer outro político ou burocrata britânico". Ela estava particularmente interessada na falha do Projeto de Lei C-60, que teria afetado seu papel como chefe de estado.[99] A patriação removeu o papel parlamento britânico na constituição canadense, porém a monarquia foi mantida. Trudeau disse em suas memórias que a rainha era a favor de suas tentativas para reformar a constituição e que ficou impressionado pela "graça que ela exibia em público" e "a sabedoria que ela mostrou em particular".[100]

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Filipe, Nancy Reagan, Isabel e Ronald Reagan em 1983.

Durante a cerimônia do Trooping the Colour de 1981 e seis semanas antes do casamento de Carlos, Príncipe de Gales, e Diana Spencer, seis tiros foram disparados em Isabel a curta distância enquanto ela cavalgava pelo The Mall com seu cavalo Burmese. A polícia mais tarde descobriu que os tiros eram de festim. Marcus Sarjeant, o atacante de dezessete anos, foi sentenciado a cinco anos de prisão, porém foi solto depois de três.[101] A compostura e habilidade da rainha ao controlar sua montaria foram muito elogiadas.[102] Entre abril e setembro de 1982, Isabel permaneceu ansiosa[103] e ao mesmo tempo orgulhosa[104] de seu filho príncipe André, que estava servindo nas forças britânicas durante a Guerra das Malvinas. No dia 9 de julho, ela acordou em seu quarto no Palácio de Buckigham e descobriu um intruso, Michael Fagan, no mesmo aposento. Permanecendo calma e através de duas chamadas para a central de polícia palácio, Isabel conversou com Fagan enquanto ele sentava na beirada de sua cama até a ajuda chegar sete minutos depois.[105] Ela recebeu o presidente americano Ronald Reagan no Castelo de Windsor em 1982 e visitou o Rancho del Cielo em 1983, porém ficou brava quando sua administração não a informou sobre a invasão de Granada, um de seus reinos caribenhos.[106]

Isabel cavalgando Burmese na Trooping the Colour de 1986.

O grande interesse da mídia nas opiniões e vida particular da família real durante a década de 1980 levou a uma série de histórias sensacionalistas na imprensa, das quais nem todas eram inteiramente verdade.[107] Como Kelvin MacKenzie, editor do The Sun, disse a sua equipe: "Dê-me um respingo dos reais no domingo para segunda-feira. Não se preocupem se não for verdade – contanto que não haja muito alarde sobre isso depois".[108] O editor Donald Trelford escreveu em 21 de setembro de 1986 no The Observer que "A novela real chegou em tal nível de interesse público que a fronteira entre fato e ficção perdeu-se de vista ... não é apenas que alguns jornais não checam seus fatos ou aceitam negativas: eles não ligam se as histórias são verdadeiras ou não". Foi relatado, mais notavelmente pelo The Sunday Times de 20 de julho, que Isabel estava preocupada que as políticas econômicas da primeira-ministra Margaret Thatcher fomentavam divisões sociais, além de estar alarmada com o elevado desemprego, uma série de tumultos, a violência da greve de mineiros e as recusas de Thatcher de aplicar sanções contra o regime apartheid da África do Sul. As fontes dos rumores incluiam o ajudante real Michael Shea e Shridath Ramphal, Secretário-Geral da Commonwealth, porém Shea afirmou que suas colocações foram tiradas de contexto e embelezadas pela especulação.[109] A primeira-ministra supostamente disse que a rainha votaria pelo Partido Social Democrático – seus oponentes políticos.[110] John Campbell, biógrafo de Thatcher, afirmou que "a reportagem era um pedaço de travessura jornalística".[111] Desmentindo os relatos de animosidade entre elas, Thatcher mais tarde transmitiu sua admiração pessoal por Isabel e,[112] depois dela ter sido substituída como primeira-ministra por John Major, a rainha entregou duas honras a Thatcher como presente pessoal: nomeações à Ordem de Mérito e à Ordem da Jarreteira.[113] O ex-primeiro-ministro canadense Brian Mulroney disse que Isabel foi a "força de bastidores" para encerrar o apartheid na África do Sul.[114] [115]

No Canadá em 1987, Isabel pronunciou publicamente seu apoio ao controverso Acordo Meech Lake, provocando críticas de oponentes das emendas constitucionais, incluindo Pierre Trudeau.[114] No mesmo ano, o governo eleito de Fiji foi deposto por um golpe militar. Como monarca de Fiji, Isabel apoiou as tentativas do governador-geral ratu sir Penaia Ganilau para afirmar o poder executivo e negociar um acordo. Sitiveni Rabuka, líder do golpe, depôs Ganilau e declarou o país como uma república.[116] O sentimento republicano cresceu no Reino Unido no início de 1991 por causa das estimativas da imprensa sobre a fortuna da rainha – que foram contrariadas pelo palácio – e relatos dos casos e problemas conjugais dentre os membros família real.[117] O envolvimento de alguns reais na programa televisivo The Grand Knockout Tournament foi ridicularizado[118] e Isabel virou alvo de sátiras.[119]

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Logo depois do fim da Guerra do Golfo em 1991, Isabel se tornou a primeira monarca britânica a discursar para uma sessão conjunta do Congresso dos Estados Unidos.[120]

Filipe e Isabel em outubro de 1992.

Em um discurso no dia 24 de novembro de 1992 para marcar os quarenta anos de sua ascensão, Isabel chamou 1992 de seu annus horribilis, significando "ano horrível".[121] Em março, seu segundo filho príncipe André, Duque de Iorque, se separou de sua esposa Sarah Ferguson; em abril, sua filha Ana, Princesa Real, divorciou-se de seu marido Mark Phillips;[122] durante uma visita oficial a Alemanha em outubro, manifestantes em Dresden jogaram ovos nela;[123] e em novembro, um grande incêncio atingiu o Castelo de Windsor. A monarquia passou a sofrer críticas cada vez maiores e escrutínio público.[124] Isabel afirmou em um discurso excepcionalmente pessoal que qualquer instituição deve esperar críticas, porém sugeriu que isso fosse feito com "um toque de humor, gentileza e compreensão".[125] John Major anunciou dois dias depois reformas nas finanças reais que estavam sendo planejadas desde o ano anterior, incluindo que a rainha passasse a pagar imposto de renda pela primeira vez em 1993 e uma redução de sua lista civil.[126] Carlos, Príncipe de Gales, e sua esposa Diana Spencer se separaram formalmente em dezembro. O ano terminou com Isabel processando o The Sun por violação de direitos autorais quando o jornal publicou o texto de sua mensagem anual de Natal dois dias antes da transmissão. A publicação foi forçada a pagar as despesas legais da rainha e doar duzentas mil libras esterlinas para a caridade.[127]

As revelações públicas sobre os detalhes do casamento de Carlos e Diana continuaram nos anos seguintes.[128] Mesmo com o apoio ao republicanismo estando no seu mais alto nível em décadas, ele permaneceu um ponto de vista minoritário e Isabel manteve altos índices de aprovação.[129] [130] As críticas eram centradas na própria instituição da monarquia e na família real ao invés das próprias ações e comportamentos da rainha.[129] Depois de se consultar com Filipe, Major, o arcebispo George Carey e seu secretário pessoal Robert Fellowes, Isabel escreveu a Carlos e Diana em dezembro de 1995 dizendo que o divórcio era algo desejado.[131] Diana morreu em um acidende de carro em Paris no dia 31 de agosto de 1997, um ano depois do divórcio. A rainha estava de férias com seu filho e netos no Castelo de Balmoral. Guilherme e Henrique, os filhos de Diana, queriam ir a igreja, então Isabel e Filipe os levaram naquela manhã.[132] Depois dessa única aparição pública, a rainha e o duque blindaram seus netos por cinco dias do enorme interesse da imprensa, permanecendo em Balmoral onde poderiam lamentar em particular.[133] O povo britânico ficou consternado pela reclusão da família real e o fato que a bandeira não foi hastiada a meio-mastro no Palácio de Buckigham.[115] [134] Pressionada pela reação hostil, Isabel concordou com uma transmissão ao vivo para o mundo ao voltar para Londres em 5 de setembro, um dia antes do funeral de Diana.[135] Na transmissão, ela expressou admiração por Diana e seus sentimentos "como avó" pelos príncipes Guilherme e Henrique. Grande parte da hostilidade pública desapareceu.[136]

Jubileu de Ouro[editar | editar código-fonte]

Isabel brinda com o presidente George W. Bush na Casa Branca em 7 de maio de 2007.

Isabel celebrou em 2002 seu Jubileu de Ouro. Sua irmã e mãe morreram em fevereiro e março respectivamente, com toda a imprensa especulando se o jubileu seriam um sucesso ou fracasso.[137] Ela novamente realizou várias viagens por seus reinos, começando pela Jamaica em fevereiro, onde chamou de "memorável" o banquete de despedida após uma queda de energia na King's House, a residência oficial do governador-geral.[138] Como em 1977, houveram festas nas ruas, eventos comemorativos e monumentos nomeados em homenagem a ocasião. Milhões de pessoas compareceram a cada um dos três dias principais de celebração em Londres,[139] com o entusiasmo demonstrado por Isabel sendo muito maior que vários jornalistas haviam previsto.[140]

Apesar de sempre ter gozado de boa saúde, ela realizou uma laparoscopia em ambos os joelhos em 2003. Em outubro de 2006, Isabel não pôde comparecer a abertura do Emirates Stadium por causa de dores em um músculo das costas que a estava incomodando durante todo o verão.[141]

O The Daily Telegraph reportou um maio de 2007 a partir de fontes anônimas que Isabel estava "exasperada e frustrada" pelas políticas do primeiro-ministro Tony Blair, que ela demonstrou preocupação pelas Forças Armadas do Reino Unido sobrecarregadas no Iraque e Afeganistão, e que tinha levantado preocupações sobre questões rurais e do campo com Blair repetidas vezes.[142] Entretanto, a rainha afirmou que admirava os esforços do primeiro-ministro para alcançar a paz na Irlanda do Norte.[143] Em 28 de março de 2008 na Catedral de São Patrício em Armagh, Isabel compareceu ao primeiro serviço Maundy realizado fora da Inglaterra e do País de Gales.[144] A rainha fez a primeira visita oficial de um monarca britânico a República da Irlanda em maio de 2011, após um convite da presidente Mary McAleese.[145]

Isabel (centro) durante uma visita ao Queen's Park em Toronto, 6 de julho de 2010.

Isabel discursou para as Nações Unidas uma segunda vez em 2010, novamente em sua capacidade como rainha dos reinos da Commonwealth e sua chefe.[146] Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, a apresentou como "uma âncora para a nossa era". Durante sua visita a Nova Iorque, que ocorreu depois de uma viagem pelo Canadá, ela oficialmente inaugurou um jardim memorial para as vítimas britânicas dos ataques de 11 de setembro de 2001.[147] A visita da rainha a Austrália em outubro de 2011, sua 16º desde 1954, foi chamada de "viagem de despedida" pela imprensa por causa de sua idade avançada.[148]

Jubileu de Diamante e além[editar | editar código-fonte]

O Jubileu de Diamante de Isabel em 2012 marcou os sessenta anos de suas ascensão, com celebrações ocorrendo por todos seus reinos, pela Commonwealth e além. Em mensagem publicada no Dia da Ascensão, ela firmou: "Neste ano especial, enquanto novamente me dedico ao seu serviço, espero que todos nos lembremos do poder da união e da força de convocação da família, amigos e boa vizinhança ... Também espero que este ano de Jubileu seja uma época para agradecer os grandes avanços que foram feitos desde 1952 e para olhar ao futuro com a cabeça limpa e coração caloroso".[149] Ela e Filipe realizaram grandes viagens pelo Reino Unido, enquanto seus filhos e netos embarcaram em viagens reais pelos países da Commonwealth em seu nome.[150] [151] Faróis do jubileu foram acesos ao redor do mundo em 4 de junho.[152]

A rainha abriu as Olímpiadas de Verão de 2012 em 27 de julho e as Paraolimpíadas em 29 de agosto em Londres, tornando-se a primeira chefe de estado a abrir dois Jogos Olímpicos em dois países diferentes (ela também abriu os Jogos de 1986 em Montreal).[153] Para os jogos de Londres, Isabel interpretou si mesma em um curta-metragem parte da cerimônia de abertura junto com Daniel Craig como James Bond.[154] Em 4 de abril de 2013, ela recebeu um prêmio BAFTA honorário por sua patronagem à indústria do cinema, sendo chamada na cerimônia de "a mais memorável Bond girl até hoje".[155]

Isabel se tornou em 18 de dezembro de 2013 na primeira soberana britânica a comparecer a uma reunião de gabinete em tempos de paz desde o rei Jorge III em 1781.[156]

Isabel e Filipe na cerimônia de abertura do parlamento de 2013.

Isabel foi admitida no King Edward VII's Hospital Sister Agnes em 3 de março de 2013 para a avaliação como uma precaução depois de desenvolver sintomas de gastroenterite. Ela recebeu alta e voltou ao Palácio de Buckingham no dia seguinte.[157] Por causa de sua idade avançada e a necessidade de limitar suas viagens, a rainha não compareceu ao bienal encontro dos chefes de governo da Commonwealth que ocorreu em novembro de 2013 no Sri Lanka; foi a primeira vez desde 1973 que ela não foi ao encontro. Isabel foi representada na reunião por seu filho e herdeiro, Carlos.[158]

Isabel é a monarca de maior longevidade e a segunda de reinado mais longo na história do Reino Unido, atrás apenas da rainha Vitória. É também depois do rei Bhumibol Adulyadej da Tailândia a chefe de estado há mais tempo no cargo. Ela não pretende abdicar,[159] apesar da proporção de deveres realizados pelo príncipe Carlos apenas aumente enquanto Isabel diminui seus compromissos.[160]

Percepção pública e personalidade[editar | editar código-fonte]

Já que isabel raramente concede entrevistas, pouco se sabe sobre suas opiniões pessoais. Como monarca constitucional, ela não expressa suas próprias opiniões políticas de maneira pública. A rainha tem um grande sentimento de dever cívico e religioso e leva muito a sério seu juramento de coroação.[161] [162] Além de seu papel religioso oficial como Governadora Suprema da estabelecida Igreja Anglicana, ela pessoalmente cultua com aquela igreja e com a nacional Igreja da Escócia.[163] Isabel já demonstrou apoio a diálogos inter-religiosos com líderes de outras igrejas e religiões, incluindo cinco papas: Pio XII, João XXIII, João Paulo II, Bento XVI e Francisco.[164] Uma nota pessoal sobre sua fé frequentemente aparece em suas transmissões anuais da Mensagem Real de Natal para toda Commonwealth, como em 2000, quando falou sobre a significância teológica do milênio marcando o 2000º aniversário do nascimento de Jesus Cristo:

Para muitos de nós, nossas crenças são de importância fundamental. Para mim, os ensinamentos de Cristo e minha própria responsabilidade pessoal diante de Deus fornecem uma estrutura em que tento levar a minha vida. Eu, como muitos de vocês, alcancei grande conforto em tempos difíceis a partir das palavras e exemplos de Cristo.[165]
Isabel cavalgando com Ronald Reagan em Windsor, 1982.

A rainha é patrona de mais de seicentas organizações e instituições de caridade.[166] Seus principais interesses de lazer incluem equitação e cachorros, especialmente seus welsh corgis pembroke.[167] Seu amor por corgis começou em 1933 com Dookie, o primeiro corgi pertencente a sua família.[168] [169] Cenas de uma vida caseira relaxada e informal foram ocasionalmente testemunhadas; Isabel e sua família costumam preparar de tempos em tempos um almoço juntos.[170]

Na década de 1950, como uma jovem mulher no início de seu reinado, Isabel era representada como uma glamurosa "rainha de conto de fadas".[171] Depois dos traumas da guerra, era uma época de esperanças, um período de progresso e realizações anunciando uma "nova era Elisabetana".[172] A acusação de lorde John Grigg, 2.º Barão Altrincham, que seus discursos soavam como os de uma "pedante colegial" foi uma rara crítica.[173] Tentativas foram feitas no final da década de 1960 para retratar uma imagem mais moderna da monarquia através do documentário televisivo Royal Family e a transmissão da investidura de Carlos como Príncipe de Gales.[174] Em público, Isabel passou a usar sobretudos de cores sólidas e chapéus decorativos, permitindo que seja vista facilmente em multidões.[175]

Em seu Jubileu de Prata em 1977, as multidões e celebrações estavam genuinamente entusiásticas,[176] porém cresceram na década de 1980 as críticas contra a família real enquanto as vidas pessoais de Isabel e seus filhos passaram a ser escrutinadas pela mídia.[177] Sua popularidade chegou ao ponto mais baixo na década de 1990. Sob pressão da opinião pública, a rainha passou a pagar imposto de renda pela primeira vez e o Palácio de Buckingham foi aberto ao público.[178] O descontento com a monarquia alcançou seu auge com a morte de Diana Spencer, apesar da popularidade pessoal de Isabel e o apoio a monarquia terem se recuperado depois da transmissão mundial cinco dias após a morte da princesa.[179]

Um referendo feito em novembro de 1999 na Austrália sobre o futuro da monarquia australiana foi a favor de sua retenção ao invés de um chefe de estado eleito indiretamente.[180] Enquetes no Reino Unido em 2006 e 2007 revelaram grande apoio a Isabel,[181] [182] [183] e referendos em Tuvalu em 2008 e São Vicente e Granadinas em 2009 recusaram propostas para tornarem-se repúblicas.[184]

Isabel foi retratada durante seu reinado em vários meios por muitos artistas notáveis, incluindo os pintores Lucian Freud, Peter Blake, Juliet Pannett, Chinwe Chukwuogo-Roy, Terence Cuneo, Tai-Shan Schierenberg e Pietro Annigoni. Fotógrafos notáveis da rainha incluem Cecil Beaton, Yousuf Karsh, Patrick Anson, 5.º Conde de Lichfield, Terry O'Neil, Annie Leibovitz e John Swannell.[185] Seu primeiro retrato oficial foi tirado por Marcus Adams.[186]

Finanças[editar | editar código-fonte]

O Castelo de Balmoral, residência particular de Isabel na Escócia.

O fortuna pessoal de Isabel tem sido alvo de especulações há anos. A revista Forbes já estimou seu patrimônio líquido estando por volta de 450 milhões de dólares em 2010,[187] porém declarações oficiais do Palácio de Buckingham em 1993 afirmam que estimativas de cem milhões de libras são "muito exageradas".[188] Jock Colville, ex-secretário particular e ex-diretor do banco da rainha, o Coutts, estimou sua fortuna em 1971 em dois milhões de libras (equivalente a por volta de 24 milhões nos dias atuais).[189] [190] A Royal Collection (que inclui obras de arte e as Joias da Coroa) não é propriedade pessoal de Isabel e é mantida em fideicomisso,[191] [192] assim como os palácios ocupados, como o Palácio de Buckingham e o Castelo de Windsor,[193] além do Ducado de Lencastre, uma carteira de imóveis de valor estimado em 429 milhões de libras em 2013.[194] A Casa Sandringham e o Castelo de Balmoral são propriedades pessoais da rainha.[193] As Propriedades da Coroa britânica – com arrendamentos de 7,3 bilhões de libras em 2011[195] – são mantidos em fideicomisso e não podem ser vendidos ou mantidos por Isabel pessoalmente.[196]

Títulos, estilos e brasões[editar | editar código-fonte]

Estilo real de tratamento de
Isabel II do Reino Unido
Personal flag of Queen Elizabeth II.svg

Bandeira de pessoal de Isabel

Estilo real Sua Majestade
Estilo alternativo Sua Majestade Britânica

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

  • 21 de abril de 1926 – 11 de dezembro de 1936: "Sua Alteza Real, a princesa Isabel de Iorque"
  • 11 de dezembro de 1936 – 20 de novembro de 1947: "Sua Alteza Real, a princesa Isabel"
  • 20 de novembro de 1947 – 6 de fevereiro de 1952: "Sua Alteza Real, a princesa Isabel, Duquesa de Edimburgo"
  • 6 de fevereiro de 1952 – presente: "Sua Majestade, a Rainha"

Isabel mantém vários títulos e posições militares honorárias por toda Commonwealth, é soberana de muitas ordens em seus outros países e recebeu honrarias e prêmios por todo o mundo. Em cada um de seus reinos ela possui um título distinto que segue a mesma fórmula: "Rainha da Jamaica e de Seus Outros Reinos e Territórios" na Jamaica, "Rainha da Austrália e de Seus Outros Reinos e Territórios" na Austrália, e assim por diante.[197] Nas Ilhas do Canal e na Ilha de Man, que são Dependências da Coroa Britânica e não reinos separados, ela é conhecida como Duque da Normandia e Lorde de Man, respectivamente. Outros estilos incluem Defensora da Fé e Duque de Lencastre.[198] Ao conversar com a rainha, a prática é inicialmente se dirigir a ela como "Sua Majestade" e depois como "Senhora".[199]

Brasões[editar | editar código-fonte]

De 21 de abril de 1944 até sua ascensão, o brasão de Isabel consistia em um losango com o real brasão de armas do Reino Unido diferenciado por um lambel de três pés, o pé central tendo a Rosa de Tudor e o primeiro e terceiro tendo a Cruz de São Jorge.[200] Ao ascender ao trono, ela herdou o brasão de seu pai; esquatrelado, I e IV goles, três leões passant guardant or em pala (pela Inglaterra); II or, um leão rampant dentro de um treassure flory-contra-flory goles (pela Escócia); III Azure, uma harpa or com cordas argente (pela Irlanda). Na Escócia, os quarteis I e IV são ocupados pelo leão escocês e o quartel II pelos leões ingleses. Os timbres, lemas e suportes também são diferentes na Escócia.[201] Isabel também possui estandartes reais e bandeiras pessoais para uso no Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Jamaica, Barbados e outros.[202]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Nome Nascimento Casamento
Data | Cônjuge
Seus filhos Seus netos
Carlos, Príncipe de Gales 14 de novembro de 1948 29 de julho de 1981
Divórcio em 28 de agosto de 1996
Diana Spencer Guilherme, Duque de Cambridge Jorge de Cambridge
Henrique de Gales
9 de abril de 2005 Camila Shand
Ana, Princesa Real 15 de agosto de 1950 14 de novembro de 1973
Divórcio em 28 de abril de 1992
Mark Phillips Peter Phillips Savannah Phillips
Isla Phillips
Zara Phillips Mia Tindall
12 de dezembro de 1992 Timothy Laurence
André, Duque de Iorque 19 de fevereiro de 1960 23 de julho de 1986
Divórcio em 30 de maio de 1996
Sarah Ferguson Beatriz de Iorque
Eugénia de Iorque
Eduardo, Conde de Wessex 10 de março de 1964 19 de junho de 1999 Sofia Rhys-Jones Luísa Windsor
Jaime, Visconde Severn

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

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