Charles Lindbergh

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Charles Augustus Lindbergh
Conhecido(a) por Primeiro voo solitário sem escalas sobre o Atlântico norte.
Pessoa do Ano (1927)
Nascimento 4 de fevereiro de 1902
Detroit
Morte 26 de agosto de 1974 (72 anos)
Havaí
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Ocupação Aviador

Charles Augustus Lindbergh (Detroit, 4 de fevereiro de 1902Havaí, 26 de agosto de 1974) foi um pioneiro da aviação estadunidense e ficou famoso por ter feito o primeiro voo solitário transatlântico sem escalas em avião, em 1927, embora o primeiro voo transatlântico a ser de facto realizado foi feito pelos brasileiros João Ribeiro de Barros, Newton Braga e João Negrão, em 28 de abril de 1927, ou seja, 23 dias antes de Lindbergh.[1]

Os primeiros passos[editar | editar código-fonte]

Nascido em 1902, Charles Lindbergh era filho de Charles A. Lindbergh (que fora congressista de 1907 a 1917) e Evangelyne Lodge. Com 18 anos de idade ingressou no curso de engenharia da Universidade de Wisconsin. Dois anos depois, abandonou o curso.

O grande feito[editar | editar código-fonte]

Lindbergh partiu do Condado de Nassau, Estado de Nova Iorque, na costa oriental dos Estados Unidos, em direção a Paris, França, em 20 de maio de 1927, tendo pousado na capital francesa no dia seguinte. O avião usado por Lindbergh chamava-se "The Spirit of Saint Louis". O voo de Lindbergh durou 33 horas e 31 minutos. O feito de Lindbergh fez com que fosse galardoado com o "Prêmio Orteig", de 25 mil dólares, em oferta desde 1919.

Sua chegada a Paris foi triunfal. E a comemoração quase acabou em tragédia. Recebido calorosamente pelos parisienses, o piloto quase foi sufocado pela multidão que se aglomerava para cumprimentá-lo.

Seu neto, Erik Lindbergh, repetiu a viagem em um avião semelhante ao usado por seu avô Charles, 75 anos depois, em 2002. Lindbergh não foi, porém, o primeiro aviador a fazer um vôo transatlântico, feito que pertence a John Alcock e Arthur Whitten Brown, cujo voo foi feito em 1919; em 1922 os portugueses Gago Coutinho e Artur Sacadura Cabral realizaram a primeira travessia aérea do Atlântico recorrendo apenas a navegação astronómica, no que foi também a primeira travessia aérea do Atlântico Sul; posteriormente o brasileiro João Ribeiro de Barros em 1927, cerca de um mês antes de Lindbergh, entretanto, ambos os voos foram feitos por mais de um tripulante; já Lindbergh foi o pioneiro no voo solitário.

Spirit of Saint Louis numa imagem artisticamente trabalhada.
Spirit of Saint Louis em Paris.
Lindbergh junto ao Spirit of Saint Louis.
Lindbergh iniciando o voo de Paris a Bruxelas.

Aterragem de emergência no rio Minho[editar | editar código-fonte]

A 12 de novembro de 1933 Lindbergh faz uma descida, forçada, no rio Minho em Friestas.

O hidroavião "Lockheed" foi imobilizando numa enseada situada junto à Ínsua do Crasto, em Friestas, Valença, perante uma população que correu para o acolher.

Aos comandos da aeronave, além de Charles Lindbergh estava a sua esposa, Anne Morrow. O motivo da descida no rio Minho foi a falta de gasolina.

Na década de 1990 foi inaugurado em Friestas um monumento a Lindbergh da autoria de Alípio Nunes Vaz de Sousa. O monumento consiste numa pirâmide de granito de 23 toneladas e numa estrutura em ferro, com 800 kg.

Monumento...
...a Charles Lindbergh.

Tragédia[editar | editar código-fonte]

Em 1932, um dos filhos de Lindbergh, Charles Augustus Lindbergh Jr, foi sequestrado e morto. Um suspeito (Bruno Richard Hauptmann) foi preso e acusado pelo crime, tendo sido executado em 1936.

Lindbergh, querendo isolar-se destes traumáticos acontecimentos, mudou-se para a Europa com sua família.

Polêmica[editar | editar código-fonte]

Lindbergh foi acusado de simpatizar com o Nazismo. No final da década de 1930 esteve na Alemanha na companhia de sua esposa, Anne Morrow. Elogiou a tecnologia aeronáutica daquele país. Em 1936 esteve presente na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em Berlim ao lado de Adolf Hitler.

Iniciada a Segunda Guerra Mundial defendeu a neutralidade dos Estados Unidos, e considerava certa a vitória da Alemanha. Por estes motivos grupos antinazistas americanos desconfiavam dele. Após o ataque a Pearl Harbor em dezembro de 1941 e a consequente entrada dos Estados Unidos na guerra, ofereceu-se para lutar por seu país. Seus serviços foram recusados. Somente em 1944 foi admitido para o serviço.

Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

Após a Segunda Guerra Mundial, viveu tranquilamente em Connecticut como consultor tanto para o chefe de pessoal da Força Aérea quanto para a Pan American World Airways.

De 1957 até à sua morte em 1974, teve um caso com a alemã Brigitte Hesshaimer, que vivia em uma pequena cidade da Baviera chamada Geretsried (35 km a sul de Munique). Em 23 de novembro de 2003, testes de DNA provaram que ele era o pai de seus três filhos: Dyrk (1958), Astrid (1960) e David (1967). Os dois conseguiram manter o caso em segredo, e mesmo as crianças não conheciam a verdadeira identidade de seu pai, que eles viram quando ele chegou a visitá-los uma ou duas vezes por ano usando o apelido "Careu Kent".

Últimos dias[editar | editar código-fonte]

Charles Lindbergh passou seus últimos anos na ilha havaiana de Maui, onde morreu de linfoma em 26 de agosto de 1974.

Fotos[editar | editar código-fonte]

Charles Lindbergh (centro) durante o julgamento de Bruno Hauptmann o seqüestrador de seu filho.
Medalha dada a Charles Lindbergh por Hermann Göring num jantar em 1938 na embaixada dos Estados Unidos em Berlim.
Túmulo de Charles Lindbergh em Maui (Havaí).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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1927
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