Bombardeiro estratégico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou se(c)ção não cita fontes fiáveis e independentes (desde junho de 2010). Por favor, adicione referências e insira-as no texto ou no rodapé, conforme o livro de estilo. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.

Um bombardeiro estratégico é uma aeronave de grande porte, projetada para lançar grandes quantidades de bombas e munições em um alvo distante, com o propósito de debilitar a capacidade do inimigo de manter a guerra.

Diferem dos bombardeiros táticos, que são usados na zona de batalha para atacar tropas e equipamento militar inimigo a curtas distâncias, ou com grande proximidade do alvo, como os Junkers Ju 87 Stuka, Ilyushin Il-2 Shturmovik, o A-10 Thunderbolt II e o Sukhoi Su-25 'Frogfoot'.

Os bombardeiros estratégicos são construídos para voar grandes distâncias carregando cargas pesadas, até o coração do território inimigo, para destruir alvos estratégicos como fábricas, represas, bases militares, pontes e cidades. Os bombardeiros estratégicos podem em alguns casos ser usados para missões táticas.

O Avro Vulcan pertencente à RAF, do Reino Unido.

Durante a Guerra Fria, tanto os Estados Unidos como a URSS mantinham bombardeiros estratégicos prontos para partir a qualquer momento, como parte da estratégia de dissuasão conhecida como Destruição Mútua Assegurada. A maioria dos bombardeiros estratégicos das duas superpotências era concebida para o lançamento de armas nucleares. Entre os anos 1950 e 1960 os EUA mantiveram bombardeiros estratégicos como o B-52 Stratofortress, voando 24 horas por dia no aéreo próximo à fronteira soviética.

Bombardeiro Tupolev Tu-160

Além dos EUA e da URSS, poucos países construíram bombardeiros estratégicos com capacidade nuclear, como a Inglaterra, que fabricou o Avro Vulcan, que chegou a ser utilizado durante a Guerra das Malvinas.

Ao longo da Guerra Fria os EUA e URSS adaptaram alguns tipos de caça-bombardeiros (geralmente com motores poderosos e grande autonomia de vôo) para lançar armas nucleares.

Os bombardeiros estratégicos mais recentes, como o B-1 Lancer, o Tupolev Tu-160 e principalmente o B-2 Spirit incorporam tecnologias furtivas no seu projeto, para minimizar as chances de detecção pelo inimigo.

Os bombardeiros estratégicos não-furtivos, como por exemplo o B-52 Stratofortress e o Tupolev Tu-95 ainda são relevantes, através do uso de míssil de cruzeiro e outros tipos de munição de longo alcance como JSOW e JDAM. Existe inclusive a possibilidade do B-52 permanecer em serviço por mais tempo que o furtivo B-1B.

Caça-bombardeiros com capacidade estratégica Na atualidade existem muitas aeronaves de uso múltiplo, geralmente caça-bombardeiros, com variações que têm capacidade para realizar ataques nucleares, ou seja, podem ser classificados como aeronaves com capacidade de realizar um bombardeio estratégico, como o Dassault Mirage IV, ou a versão FB-111A do F-111; além de variações de aeronaves como o F-15, F-16 (ambos com capacidade para transportar a bomba nuclear B61), o Dassault Mirage 2000N, F-22, Sukhoi Su-27, Sukhoi Su-30, Sukhoi Su-33 e o Chengdu J-10.

Bombardeiros estratégicos de destaque[editar | editar código-fonte]

Impressão artística de um Zeppelin em 1914, durante a I Guerra Mundial, usado para bombardear alvos estratégicos, incluindo cidades inglesas.

Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

B-29 da Força Aérea dos EUA, utilizado nos ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki em 1945, continuaram em uso até a Guerra da Coréia.

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Tupolev Tu-95 "Bear" RTs.

Guerra Fria[editar | editar código-fonte]

O B-2 Spirit americano

Pós-Guerra Fria[editar | editar código-fonte]

Caça-bombardeiros com capacidade de realizar bombardeios estratégicos[editar | editar código-fonte]

F-111, que foi utilizado como bombardeiro até a Guerra do Golfo.

Aviões de ataque ao solo (caça-bombardeiros) com capacidade de utilizar armas nucleares. Algumas destas aeronaves têm capacidade para transportar entre 8 e 12 toneladas de armas (bombas e mísseis), o que equivale à capacidade de um bombardeiro estratégico típico da II Guerra Mundial.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre aviação, integrado ao Projeto Aviação, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.