Superpotência

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Julho de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Mapa refletindo as categorias do poder nas relações internacionais.
  Países frequentemente considerados Superpotências
  Países frequentemente considerados Grandes potências
  Países frequentemente considerados Potências regionais
  Países frequentemente considerados Médias potências
[1]

Uma superpotência é um estado com a capacidade de influir em eventos em escala mundial; é considerado um mais alto nível de potência.

Desde as Primeiras grandes civilizações que se pode falar em superpotências, Egito, Império Aquemênida, Império Macedônico, Império Romano, Império Árabe, Império Mongol e Império Otomano. Mas as superpotências que se fazem notar com maior relevância na sociedade atual são as que surgiram depois do século XV. Sendo que algumas delas ainda hoje existem.

Sendo assim, as primeiras superpotências da era moderna foram os Estados Ibéricos, nomeadamente Portugal e Espanha, que inauguraram a expansão ultramarina europeia, estabelecendo vastos impérios coloniais.

A firmação do Tratado de Tordesilhas estabelecendo a divisão das terras descobertas por Portugal e Espanha,fez o mundo ser dividido entre essas superpotências.

Após uma série de guerras, no entanto, o Império Espanhol e o Império Português enfraqueceram-se, sendo que, o fim da Guerra dos Trinta Anos em 1648 viu a França emergir como principal potência europeia e mundial.

Os franceses perduraram nesse status até a segunda metade do século XVIII quando o Império Britânico reunia condições de ser o pioneiro da revolução industrial, tornando-se a principal potência mundial até o início do século XX.

O termo foi aplicado primeiramente em 1943 à União Soviética, os Estados Unidos, e ao Império Britânico. Depois da Segunda Guerra Mundial, o Império Britânico foi gradualmente descentralizado e desmantelado e a União Soviética e os Estados Unidos foram considerados como as duas únicas superpotências, logo rivalizaram-se na Guerra Fria.

Atualmente, a crença mais comum entre o jornalismo dominante e o mundo da academia considera que só os Estados Unidos cumpre os critérios a ser considerados uma superpotência. Às vezes, considerando a natureza unipolar do mundo, é descrito como uma hiperpotência.

Brasil, Rússia, Índia e República Popular da China (os BRICs) parecem ter o maior potencial entre todas as outras nações de conquistar a posição de superpotência ou próxima de superpotência dentro do século XXI e muitas vezes são denominadas como superpotências emergentes.

A União Europeia tem o poder econômico sobre o mundo como os Estados Unidos, mas não possui poder militar comparável. Como isso alguns consideram que apesar de não ser politicamente unificado, pode ser uma superpotência emergente ou já uma superpotência existente, dependendo do ponto de vista.

Os outros, contudo, duvidam da existência de outras superpotências, afirmando que o complexo mercado global de hoje e a interdependência crescente entre as nações do mundo fizeram do conceito de uma superpotência uma ideia do passado e que o mundo é multipolar agora.

Origens[editar | editar código-fonte]

O termo "superpotência" foi usado para descrever nações com maior posição de que uma Grande potência na década de 1930, mas só ganhou um significado específico quanto aos Estados Unidos e a União Soviética depois da Segunda Guerra Mundial.

O termo no seu significado político atual foi cunhado no livro As Superpotências, escrito por William Thornton Rickert Fox, um professor de política americano na Universidade de Columbia em 1943. Fox usou esta palavra para identificar uma nova categoria de potência capaz de ocupar a posição mais alta em um mundo no qual, os estados podem se desafiar e lutar um com outro em uma escala global. Segundo ele, houve (naquele momento) três estados que foram superpotências: os Estados Unidos, a União Soviética, e o Império Britânico.

A Suez Crisis (Crise de Suez) deixou bem claro que o Império Britânico, economicamente assolado por duas guerras mundiais, não pode competir mais em um apoio igual com a União Soviética e os Estados Unidos sem sacrificar os seus esforços de reconstrução, até atuando de comum acordo com a França e Israel. Assim, o Reino Unido ficou aliado com os EUA, o mais importante e mais poderoso aliado dos Estados Unidos na Guerra Fria, em vez de permanecer uma superpotência no seu próprio direito.

Os Estados Unidos e a URSS foram as duas superpotências durante a Guerra Fria. Na foto, Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev reunem-se em 1985. Desde 1990, os Estados Unidos mantiveram-se como a única superpotência do mundo.
Mapa do mundo em 1945. De acordo com William T.R. Fox, os Estados Unidos (azul), a União Soviética (vermelho) e o Império Britânico (verde-azulado) eram as superpotências da época.

Como grande parte da Segunda Guerra Mundial foi lutada longe das suas fronteiras nacionais, os Estados Unidos não sofreram a destruição industrial ou acidentes paisanos maciços que marcaram a situação de guerra dos países na Europa ou na Ásia. Durante a guerra, os Estados Unidos acumularam uma infraestrutura industrial e tecnológica tão forte que promoveram a sua força militar em uma posição primária quanto à etapa global.

Depois da guerra, quase toda da Europa tinha-se aliado com os Estados Unidos ou a União Soviética. Apesar de tentativas de criar coalizões multinacionais ou corpos legislativos (como as Nações Unidas), ficou cada vez mais claro que os Estados Unidos e a União Soviética foram os poderes políticos e econômicos dominantes da Guerra Fria, e tiveram visões muito diferentes sobre a que o mundo pós-guerra deveria parecer. Isto foi refletido na OTAN e alianças de militares do Pacto de Varsóvia. Essas alianças contiveram essas duas nações que foram a parte de um mundo bipolar emergente, em contraste com um mundo anteriormente multipolar. Várias nações empreenderam vários programas para tentar segurar a sua própria posição "de superpotência" independente, como o desenvolvimento de armas nucleares pelo Reino Unido, França, e a China, como um rito da passagem para ser "um dos jogadores mundiais".

A ideia de que o período de Guerra Fria girou em volta de só duas coligações políticas, ou até duas nações, foi desafiado por alguns eruditos na era após a Guerra Fria, que observaram que o mundo bipolar só existe se um não ignorar todos os vários movimentos e conflitos que ocorreram sem influência das duas nações, assim chamadas superpotências. Adicionalmente, a maior parte do conflito entre as superpotências foi lutado "em guerras por procuração", que muitas vezes tiveram questões implicadas e foram mais complexas do que as oposições padrão da Guerra Fria.

Depois que a União Soviética desintegrou-se no início da década de 1990, o termo hiperpotência começou a ser aplicado aos Estados Unidos, como a única superpotência que restou da era da Guerra Fria. Este termo, cunhado pelo ministro das relações exteriores francês Hubert Védrine nos anos 1990, é controvertido, e a validade de classificar os Estados Unidos deste modo é discutida. Um oponente notável a esta teoria, Samuel P. Huntington, a rejeita em favor de um equilíbrio multipolar.

Houve tentativas de aplicar o termo superpotência retrospectivamente a vários impérios passados como o Império Aquemênida, Império Romano, e Império Britânico; contudo a validade desta tendência é discutida, por isso ele não é comum.

Características de uma superpotência[editar | editar código-fonte]

A New York Stock Exchange. O poder econômico, como um grande PIB nominal e uma moeda de reserva mundial, é um fato importante na projeção de poder duro.

Dentre os critérios para se classificar uma superpotência estão os elementos de poder real e imediato, enquanto capacidades de uso imediato, geralmente a força militar, e os elementos de poder potencial, como a economia, demografia e geografia. A relevância de cada elemento para estas classificações podem diferenciar-se entre muitos autores, mas os elementos seguintes são geralmente considerados relevantes.

Elementos culturais e ideológicos

Capacidade de influência cultural e ideológica, geralmente classificada como Soft power (Poder suave). A influência cultural contém uma filosofia desenvolvida e a ideologia. A coesão ideológica interna de uma sociedade é central para a capacidade nacional, pois uma população dividida é mais frágil e mais facilmente dominada. No plano ofensivo, o consenso em torno de uma guerra no exterior é central para que esta seja vencida, a divisão da sociedade quanto aos reais objetivos de uma guerra podem dificultar sua consecussão, como no caso dos EUA no Vietnã. Os meios de difusão de conteúdo audiovisual (rádio, TV, internet, satélites) são elemento relevante enquanto infra-estrutura para expandir a influência cultural e/ou ideológica de uma nação.

Elementos de poder militar
Barcos e porta-aviões de cinco países (Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália e Países Baixos) durante a operação "Operação Enduring Freedom", no Mar de Omã. O poder militar é um dos meios de projeção do poder em escala mundial, uma característica de uma superpotência.

Capacidades defensivas e ofensivas que permitem dissuadir adversários de qualquer confronto r compelir outros Estados a apoiar seus interesses. Geralmente as armas de uso estratégico, ou armas estratégicas são consideradas centrais tanto para a dissuasão dos adversários como enquanto capacidade ofensiva. A capacidade de projetar poder ao redor do mundo é central enquanto elemento ofensivo. No mundo moderno, isto necessita não só de um forte exército terrestre (que muitas nações têm), mas também aéreo - e capacidades marítimas, além da capacidade logística de sustentar uma guerra no exterior, principalmente por longas distâncias, deslocando forças militares e mantendo-as no exterior, em defesa de interesses realmente nacionais.

Elementos geográficos

Larga extensão de terra ou área marítima no seu controle. O território permite a um país ao extrair recursos minerais e vegetais, produzir alimentos (agropecuária), aumentando sua auto-suficiência relativa. É um fator de poder potencial mas também tem características dissuasoras. Um grande território é muito mais difícil de ser controlado por uma potência invasora. Em uma situação de guerra permite organizar mais facilmente grandes deslocamentos, retirada, reagrupação e reorganização, como é o caso de grandes países que já foram ocupados militarmente e venceram os invasores (Rússia e China). Também permite a construção de redes de radares distantes e silos de mísseis - até um país mais rico com menor território é mais vulnerável em um sentido militar. A infra-estrutura econômica e energética do país também pode ser mais descentralizada geograficamente, o que dificulta que um ataque a uma região do país paralise sua economia.

Elementos Demográficos

Grande contingente populacional. O tamanho da população é um fator dissuasório pois é muito mais difícil invadir, ocupar e dominar um país populoso. Também é um importante elemento de poder potencial pois grande população significa a possibilidade de constituir um grande exército, mas também um grande contingente de mão-de-obra trabalhadora e grande mercado consumidor. Uma população saudável, bem alimentada é, teoricamente, muito mais apta enfrentar um exército estrangeiro invasor. Uma população mais educada é mais capaz de utilizar armamentos modernos da Era da Informação.

A era da Guerra Fria[editar | editar código-fonte]

Este mapa mostra o mundo bipolar formado durante a Guerra Fria em 1980. Clique na imagem e consulte a legenda do mapa para mais detalhes.

O termo "superpotência" neste contexto foi originalmente cunhado para descrever a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e os Estados Unidos, que opôs um a outro política e economicamente durante a Guerra Fria.

A União Soviética representou a ideologia do comunismo, e conduziu o Pacto de Varsóvia, conhecido como a Coligação Política Oriental no Oeste.

Os Estados Unidos representaram a ideologia do capitalismo, e conduziu a OTAN durante a Guerra Fria.

A União Soviética e os Estados Unidos cumpriram os critérios de superpotência nos seguintes modos:

Flag of the Soviet Union.svg União Soviética Flag of the United States.svg Estados Unidos
Político Forte sistema de governo comunista. Os ideais comunistas estendem a sua influência por cima do planeta. Teve um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Fortes laços com a Europa Oriental e o Terceiro mundo. Democracia liberal forte e estável, influente em todo mundo. As fortes companhias permitiram que os EUA exercessem além disso a influência sobre nações capitalistas. Assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Fortes laços com a Europa Ocidental e vários países da Extremo Oriente.
Geográfico 22 milhões de km², 11 fusos horários; foi o maior país no mundo. Enorme área marítima, e vastos depósitos de minerais e grandes áreas de agricultura. O quarto maior país no mundo, com uma área de aproximadamente 9.6 milhões de km². Vastos recursos minerais, grande indústria e agricultura.
Cultural Vasta influência sobre vizinhos, história e cultura rica e variada. Influência manejada por governos comunistas e organizações ao redor do mundo. Ideais comunistas atraentes a muitos sobre do mundo. Enorme influência sobre a maior parte da cultura do continente, integrada com a Europa Ocidental. As companhias vendem produtos inspirados nos americanos em todo o mundo. Liberdade de discurso atraente a muitos.
Militarismo Teve o maior exército da história mundial (13 milhões em 1946). Força aérea relativamente grande, e marinha forte. Teve o maior território no mundo com uma abundância de recursos estratégicos, a capacidade de desenvolver tecnologias militares e espaciais promovidas, e o maior estoque do mundo de armas nucleares na segunda metade da Guerra Fria. Bases militares em todo o mundo, em particular "em um anel" incompleto que borda com a União Soviética ao Oeste, ao Sul e Leste. O maior arsenal nuclear no mundo durante a primeira metade da Guerra Fria - colocado no seu próprio solo e também na Europa. Exército tecnologicamente promovido e a maior marinha do mundo.
Economia Foi a maior economia centralmente planejada do mundo, e a segunda maior economia em geral. À certa altura, 20% da produção industrial do mundo era soviética. A maior economia de mercado do mundo, e também a maior economia em geral. Forte moeda, o dólar americano.
Demografia Teve uma população de 293 milhões de habitantes, foi o terceiro maior na Terra. Tem uma população de mais de 300 milhões de habitantes. Agora é o terceiro maior no planeta.

Superpotências hoje[editar | editar código-fonte]

O mundo após a Guerra Fria é extremamente considerado como um mundo multipolarizado e não mais como era antes, com os Estados Unidos como a única superpotência restante do mundo. Hoje, com a globalização e os países emergentes, a diversificação quando a maior força econômica e militar é uma questão complexa. A interdependência econômica global complexa define este novo século, e considera-se que o mundo seja multipolar.

A Rússia, como o estado de sucessor à União Soviética, também conserva certos aspectos de uma superpotência, como um gigantesco arsenal nuclear, uma grande população, o maior território no mundo com uma abundância de recursos estratégicos, e a capacidade de desenvolver tecnologias militares e espaciais.

Alguns analistas pensam que a teoria de estabilidade hegemônica explica a evolução atual nas relações internacionais. Os estados hegemônicos tendem a sobreesticar o seu poder, e os novos rivais ficarão gradualmente mais poderosos, conseqüentemente substituindo ou contrabalançando a hegemonia enfraquecida.

Os Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Estados Unidos
Flag of the United States.svg
United States (orthographic projection).svg

A maior parte de pessoas consideram os Estados Unidos o único estado soberano, ou país, que encontra todos os critérios para ser uma superpotência.

Fatores geográficos
Fatores demográficos
  • Com mais de 300 milhões de habitates, aproximadamente 5 % da população mundial, os Estados Unidos são a terceira nação mais populosa do mundo e o mais populoso com um alto Índice de Desenvolvimento Humano.
  • Possui um alto IDH, segundo as Nações Unidas, sendo número 3(terceiro)no ranking.
Fatores políticos
Fatores militares
Gastos militares em 2007, em bilhões de USD, de acordo com o Stockholm International Peace Research Institute. Conversão para USD feita pela taxa de câmbio do mercado.
  • Os Estados Unidos gasta mais com as suas forças armadas do que os doze países seguintes juntos. Desde 2006, ele tem o segundo maior arsenal nuclear do mundo e alguns sistemas de armas mais desenvolvidos tecnologicamente do mundo, com a capacidade de projetar seu poder militar para qualquer ponto no mundo.
Fatores econômicos
  • Os Estados Unidos possui a maior economia do mundo com um PIB de mais de 12 trilhões de dólares. Os EUA têm quase 30% da taxa de câmbio do mercado global. É caracterizado pelo moderado crescimento econômico.
  • Os Estados Unidos têm um PIB per capita de 41.800 dólares, muito maior do que qualquer superpotência emergente e mais alto do que a maior parte dos países industrializados. É o terceiro maior PIB per cápita do mundo, depois de Luxemburgo e da Noruega.
  • Durante os últimos 20 anos, a taxa média de crescimento econômico dos Estados Unidos foi acima 3% ao ano.
  • Os Estados Unidos são a sede de muitas multinacionais e instituições financeiras.
  • O país é um grande produtor agrícola e de mercadorias, embora seja dependente de importações de petróleo.
  • Os Estados Unidos tem uma influência decisiva em instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial; o dólar americano é a moeda de reserva convertível mais importante do mundo.
Fatores culturais
  • A cultura americana é influente em todo o mundo, especialmente nos países de língua inglesa.

Controvérsia da União Europeia[editar | editar código-fonte]

União Europeia
Flag of Europe.svg
Global European Union.svg

Alguns também podem argumentar que a União Europeia é uma superpotência, se vista como uma entidade.

A União Europeia atualmente é o maior mercado consumidor do mundo e tem controle considerável sobre a alocação global de recursos, ainda é atualmente argumentado que a União Europeia é demasiadamente fragmentada, política e culturalmente para ser considerada como uma unidade única, especialmente desde que duas das alavancas principais de poder, política estrangeira e defesa, são exercidas principalmente por estados individuais. Se considerada unificada, alguns poderiam considerar a União Europeia uma superpotência.

Em geral, os 27 países membros também têm influências culturais significantes no mundo inteiro, como a moda europeia,a arte e a comida que são coisas comuns em quase cada esquina do planeta. A França e o Reino Unido são também membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e têm o poder de veto. Quanto a educação, oito das quinze principais listas da PISA foram preenchidas por estados-membros da UE, com todos os estados membros ocidentais representados entre os trinta melhores.

A UE é composta de muitos países desenvolvidos; pelo contraste, Índia e China que são politicamente unificados, ainda necessitam de algum desenvolvimento econômico, político, militar, e social. A União Europeia contém várias grandes potências atuais - o Reino Unido, a Alemanha, a França, e a Itália - junto com 23 outros países.

Também, a UE parece mesmo ter desenvolvido uma esfera de influência de nações geograficamente fechadas, o que era típico dos Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria. Exemplos incluem nações candidatas, membros da Associação Europeia de Livre Comércio fora da União e antigas colônias, especialmente na África. A UE desempenha o papel de uma hegemonia normativa, invertertendo o equilíbrio tradicional do poder, no sentido de que os estados não estão tentando contrabalançá-la, mas sim juntar-se a ela.

É argumentado por comentaristas que a integração política não é necessária para a União Europeia para manejar a influência internacional, que a sua fraqueza evidente constitui as suas verdadeiras forças (desde a sua diplomacia de baixo perfil e o opsetion da regra da lei) e que a UE representa um novo tipo e potencialmente mais próspero, do ator internacional do que tradicionais; contudo, é incerto se a eficácia de tal influência seria igual a isto de uma superpotência politicamente integrada (por exemplo, os Estados Unidos) para a comparação.

Superpotências emergentes[editar | editar código-fonte]

Mapa mundial mostrando as possíveis superpotências do século XXI.

Uma Superpotência emergente ou superpotência potencial se resume em um país que mostra um potencial em transformar-se em uma superpotência no futuro. Os Estados Unidos são considerados convencionalmente como a única superpotência do mundo - um termo usado para descrever um estado com influência e poder significativos sobre o mundo. Alguns o denominam até mesmo como uma hiperpotência. Mas essa classificação depende muito de como são entendidas as características de uma superpotência.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Adam Chapnick, The Middle Power.