Demografia dos Estados Unidos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
2014 demografia

A população dos Estados Unidos da América foi estimada pelo Gabinete do Censo para o dia 16 de Maio de 2008 em 303.824.646 habitantes. Esta população mais do que triplicou durante o século XX, de um número de cerca de 76 milhões em 1900, a uma taxa média de crescimento anual de 1.3%. No século XIX, o crescimento foi muito maior, em 1800, a população era de apenas 4.9 milhões, se multiplicando por um fator de 16 em apenas 100 anos.

A sua população é muito diversa, devido às sucessivas vagas de povoação, como se pode verificar da sua história e é classificada pelo governo federal em raças e grupos étnicos, "para efeitos de estatística" apenas.

História da população dos Estados Unidos da América[editar | editar código-fonte]

Os nativos americanos foram os primeiros habitantes humanos das Américas, tendo chegado àquele continente durante o Pleistoceno, numa série de migrações da Sibéria para o Alasca, através duma ponte terrestre que se teria formado onde hoje se encontra o Estreito de Bering. Povos nómadas, estes primeiros imigrantes espalharam-se por todo o continente, ao longo de vários milhares de anos. Neste momento, eles constituem apenas 0,9% da população,

A partir do século XVI, os EUA começaram a ser colonizados a partir da costa leste por europeus, primeiro pelos "conquistadores" espanhóis, mas depois especialmente por ingleses que fugiam da perseguição religiosa na Europa. A partir do século XVII, os colonos europeus começaram a importar africanos como escravos; com a abolição da escravatura no princípio do século XIX, estes negros e seus descendentes ficaram a fazer parte da população.

Durante o século XIX houve grande imigração de europeus, principalmente oriundos da Irlanda, Inglaterra e Alemanha. No início do século XX chegaram muitos imigrantes oriundos da Itália e da Europa Oriental.

No século XX, os Estados Unidos da América (e também o Canadá) começaram a receber refugiados políticos e económicos de diversas partes do mundo, como cubanos e este-europeus que fugiam de regimes comunistas, vietnamitas e outros refugiados do Sueste Asiático, que fugiam das guerras e, mais recentemente, indianos, paquistaneses e africanos, que procuravam melhores oportunidades de vida.

Áreas urbanas dos Estados Unidos da América[editar | editar código-fonte]

Na região Nordeste do país se formou uma megalópole, composta principalmente por Nova Jersey, Nova York, Buffalo, Philadelphia (Filadélfia) e Washington. Outro ponto com elevado crescimento populacional foi o Sul do país, na região do Texas, Arizona e Novo México devido à imigração, normalmente clandestina, de grupos hispânicos.

Raça e etnicidade na população dos Estados Unidos da América[editar | editar código-fonte]

A população dos Estados Unidos da América é classificada pelo censo oficial em raças ou grupos étnicos, "para efeitos de estatística" apenas. São seis categorias, e cada cidadão ou residente pode escolher mais de uma categoria:

  1. Branco
  2. Negro (ou Afro-americano)
  3. Nativos americanos
  4. Asiáticos
  5. Nativo polinésio ou outra ilha do pacífico
  6. Outra raça

Os Hispânicos formam uma categoria à parte, e não são considerados uma "raça" pelo censo estadunidense, apesar de serem contabilizados. Hispânicos podem ser de qualquer raça, embora possam ser, formalmente, categorizados como "brancos", "negros", "outra raça" ou até "duas ou mais raças". No entanto, os hispânicos tendem a ser vistos como um "grupo étnico" à parte.

A composição da população dos Estados Unidos em 2000 era aproximadamente:[2]

Os hispânicos estão distribuídos entre as sete categorias supracitadas. Compunham, aproximadamente, 12,5 % da população estadunidense em 2000, e esta porcentagem está aumentando rapidamente. Considerando-se os hispânicos como uma categoria separada, a composição étnica da sociedade estadunidense, passa a ser:[2]

Os brancos americanos são maioria entre os norte-americanos que possuem idade superior a 65 anos (80% da população com idade superior a 65 anos). Entre os recém nascidos, porém, os não brancos (negros, latinos, asiáticos, etc) predominam e já ultrapassaram os brancos, de acordo com notícia divulgada em junho de 2011 [3] , sendo a mesma tendência registrada para as crianças na faixa etária de 5 anos, conforme notícia recente, de 2013.[4]

De acordo com notícia de 2013, o número de mortes entre os brancos norte-americanos é maior do que o número de nascimentos, algo sem paralelo na histório do país como nação independente.[5]

Já em 2014, 50,3% dos alunos nas escolas norte-americanas pertencem a segmentos "não brancos" (latinos, afro-americanos, asiáticos, indígenas, etc).[6]

Composição genética[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1/3 dos estadunidenses brancos possuem ancestralidade africana, de acordo com um estudo autossômico de 2003. A média de contribuição africana para esse 1/3 da população branca americana ficou em 2,3%, mas havendo variações individuais em que a contribuição africana chega a até mais de 20%. Levando-se em conta toda a população branca americana, a média de contribuição africana cai para o valor pequeno de 0,7%.[7]

Já em um estudo de 2010, concluiu-se que apenas 5% dos que se identificam como afro-americanos possuem ancestralidade africana superior a 95%. 27% dos afro americanos teriam ancestralidade africana inferior a 60%. 52% dos americanos brancos (a maioria, portanto) teriam ancestralidade europeia inferior a 95%.[8]

De acordo com outro estudo, americanos que se autodeclararam como de ascendência europeia revelam ancestralidade europeia, em média, de 93,20%. Afro-americanos, ancestralidade africana de 86,20% (com variações individuais de 47,82% a 98,50% no caso dos afro americanos).[8]

Estudos sociológicos feitos anteriormente já haviam revelado o que estudos genéticos atualmente demonstram: a existência de miscigenação na população 'branca' americana. [9] [10]

Problemas sociais[editar | editar código-fonte]

Comparados com a população branca, os demais grupos étnicos detêm a maior taxa de desemprego, os trabalhos menos valorizados e as menores rendas.

Outro grave problema social é a imigração ilegal, apesar de estar sob o controle de rigorosas leis. Os imigrantes clandestinos, principalmente mexicanos, vivem ilegalmente no país e e sujeitam a serviços informais, pouco valorizados e mal-renumerados.

A língua espanhola[editar | editar código-fonte]

Estima-se que aproximadamente 44 milhões de pessoas (ou 14,75% da população) falem espanhol nos Estados Unidos, tornando este país o quarto do mundo em número de hispanófanos - atrás apenas do México, Espanha e Colômbia.

Fatores históricos[editar | editar código-fonte]

Antes da colonização Inglesa, os espanhóis já exploravam o que viria a se tornar território estadunidense: fundaram, em 1560, o povoado de Santo Augustine na Flórida; também se fixaram no que viria a ser os estados da Califórnia, Arizona, Utah, Novo México, Texas.

As terras hispanófonas norte-americanas começaram a se separar da Espanha em 1819, com Tratado de Adams-Onís que vendia ao recém-independente Estados Unidos a Flórida. Em seguida vieram a anexação do Texas (1845),a cessão Mexicana pelo Tratado de Guadalupe Hidalgoe a Compra de Gadsden (1853).

Entretanto, as populações se misturando as levas de imigrantes indígenas na marcha para o oeste dando origem a uma cultura mista, ainda visível nos traços das pessoas, arquitetura, comidas etc.

Espanhol hoje[editar | editar código-fonte]

O espanhol ainda é atualmente uma língua muito presente, mesmo após dois séculos de pressão dos anglófonos para a conversão linguística dos hispanófonos. O número de pessoas que fala espanhol nos Estados Unidos cresceu 62% em relação a 1990, de acordo com dados do censo de 2000; sendo os estados do Novo México, Califórnia e Texas os que concentram mais hispânicos.

Ele compartilha o status de língua oficial com o inglês no Estado Livre Associado de Porto Rico e no estado do Novo México - unico estado a tê-lo como co-oficial.

Hibridismo[editar | editar código-fonte]

Após a segunda Guerra Mundial houve um grande esforço para obrigar os hispânicos a falarem inglês, com o objetivo de integrar este povo ao resto dos EUA. Essa população local, somado aos emigrantes que chegavam (e chegam) sem falar inglês e assim permaneciam, deram origem a um "dialeto" híbrido, o famoso "spanglish" (espanglês), que mistura sentenças em espanhol, com forte influencia de vocábulos ingleses.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • AOKI, Virgínia. Projeto Araribá - Geografia. São Paulo:Editora Moderna, 2006

Notas e Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]