Economia dos Estados Unidos

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Economia dos Estados Unidos
Bolsa de Valores de Nova York
Moeda Dólar americano (US$, USD)
Ano fiscal Ano natural
Blocos comerciais NAFTA, OMC, OCDE, G-20, G8 e outros
Estatísticas
PIB US$14,669 trilhões (2010)[1] ()
Variação do PIB +2,9% (2010)
PIB per capita US$47.511(2010)[1] (17º)
Inflação (IPC) 1,495% (Dez. 2010)[2]
População
abaixo da linha de pobreza
13,2% (2008)[3]
Coeficiente de Gini 49,3 (Junho 2009)[4]
Força de trabalho total 154,2 milhões de trabalhadores ativos (2009)[5]
Desemprego 9,7% (Fevereiro de 2010)[6]
Principais indústrias petróleo, aço, automobilística, aeroespacial, telecommunicações, químicos, indústrias criativas, eletrônicos, processamento de alimentos, bens de consumo, madeira, mineração, defesa
Exterior
Exportações $1,035 trihão f.o.b. (2009)
Produtos exportados suprimentos industriais, 29,8%; máquinas de produção, 29,5%; bens não-automática de consumo, 12,4%, veículos automóveis e partes, 9,3%; de alimentos e bebidas, 8,3%; aeronaves e peças, 6,6%; outros, 4,1%. (2008)
Principais parceiros de exportação Canadá, 13,2%; México, 8,3%; China, 4,3%; Japão, 3,3%. (2009)[7]
Importações $1,570 trilhão c.i.f. (2009)
Produtos importados bens de consumo não-auto 23,0%, combustíveis, 22,1%, máquinas e equipamentos para produção, 19,9%; não-combustível suprimentos industriais, 14,8%, veículos automóveis e partes, 11,1%; de alimentos e bebidas, 4,2%; aeronaves e peças, 1,7% e 3,2% outros. (2008)
Principais parceiros de importação China, 15,4%; Canadá, 11,6%; México, 9,1%; Japão, 4.9%; Alemanha, 3,7%. (2009)[7]
Dívida externa bruta $16,05 trilhões (2012)
Finanças públicas
Receitas $2,106 trilhões (2009)[8]
Despesas $3,515 trilhões (2009)[8]
Ajuda económica ODA $19 bilhões, 0,2% do PIB (2004)[9]
Fonte principal: CIA World Fact Book
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A economia dos Estados Unidos é a maior economia do mundo[10] , com um produto interno bruto nominal (PIB) estimado em mais de US$14,7 trilhões em 2010, que é aproximadamente três vezes maior do que a segunda maior economia do mundo, a da China, que é de US$5,8 trilhões (2010).

A economia Norte-Americana mantém um alto nível de produção Produto Interno Bruto (PIB) de 46.442 dólares em 2009, em torno da décima posição no mundo). Historicamente, a economia Norte-Americana tem mantido uma taxa de crescimento do PIB estável, uma baixa taxa de desemprego e elevados níveis de pesquisa e de investimento financiados por capitais nacionais e, por causa da diminuição das taxas de poupança, cada vez mais pelos investidores estrangeiros. Em 2009, os gastos dos consumidores respondiam por 71% do PIB dos Estados Unidos.[11]

Desde os anos 1970, a economia dos Estados Unidos tem absorvido poupanças a partir do resto do mundo. O fenômeno é objeto de discussão entre os economistas. Assim como outros países desenvolvidos, os Estados Unidos enfrentam um baby boom retraído, o que já faz com que a população comece a retirar suas contas da Segurança Social, no entanto, a população Norte-Americano ainda é jovem e em crescimento, quando comparado a Europa ou Japão. A dívida pública dos Estados Unidos está em um excesso de US$ 13,5 trilhões e continua a crescer a uma taxa de cerca de 3,93 bilhões dólares por dia.[12]

O mercado de trabalho Norte-Americano atrai imigrantes de todo o mundo e tem uma das taxas mais altas do mundo de migrações. Os Norte-Americano têm o maior rendimento por hora trabalhada.[13] Os Estados Unidos figuram em quinto lugar no Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial.[14] O país tem o maior e mais influente mercado financeiro do mundo, casa de grandes e principais bolsas de valores e commodities como NASDAQ, NYSE, AMEX e CME.

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Setor primário dos Estados Unidos da América
Atividade  % PIB
Agricultura
e pecuária
0,9%
Pesca 0,2%
Silvicultura 0,8%
Total 1,9%
Trabalhadores  % Empregos
4,2 milhões 2,5%

320 mil

0,2%
133 mil 0,3%
4 953 000 3%

Agricultura[editar | editar código-fonte]

A indústria agrícola norte americana é uma das maiores do mundo. As fazendas norte americanas produzem grandes quantidades de produtos vegetais, que são quase suficientes para atender à demanda nacional sendo o excesso é exportado. Os Estados Unidos são um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo. Os Estados Unidos são o segundo maior produtor de laranjas e limões do mundo, perdendo apenas para o Brasil. A maior parte da produção nacional está concentrada na Flórida. A Califórnia é também grande produtora de frutas cítricas. O país também é o maior produtor mundial de milho, soja, amendoim, trigo e algodão. O milho e a soja são cultivados na tão chamada Corn Belt. O amendoim é cultivado no sul do país. O trigo é cultivado no centro-norte do país, em Kansas (maior produtor nacional), Dakota do Norte, Dakota do Sul, Montana e Oklahoma. O algodão, é cultivado atualmente no sul do país, mas foi por séculos o produto mais importante da economia dos Estados do sudeste norte americano. O país também é o maior exportador dos produtos mencionados acima. Os Estados Unidos também cultivam cana de açúcar no sul do país. Já o nordeste do país é grande produtor de frutas tais como maçãs, morangos e uvas.

O uso de cada vez mais modernas técnicas de cultivo e de maquinário agrícola cada vez mais avançados contribuiu para que os Estados Unidos alcançassem a posição de maior potência agro-pecuária do mundo. Porém, isto também causa problemas para a indústria agrícola - bem como também para a indústria pecuária. O uso de tais técnicas e equipamentos é caro - embora a longo prazo diminua os preços dos produtos produzidos. Fazendeiros que não possuem fundos suficientes para arcar com as despesas destas técnicas e equipamentos não conseguem vender seus produtos - por serem mais caros do que produtos produzidos através do uso de modernos equipamentos e técnicas - são forçados a vender sua terra e buscar emprego nas cidades. Em 1925, o número de fazendas no país era de 6,5 milhões. Atualmente, este número é de 2,2 milhões, e ainda está em diminuição. Cerca de 95% das fazendas norte americanas são de propriedade dos fazendeiros que nela cultivam, isto é, são fazendas mantidas por famílias. Os 5% restantes são propriedades de grandes empresas que trabalham no ramo de alimentos.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

Os EUA possuem o segundo maior rebanho de gado bovino comercial do mundo, atrás somente da India (a Índia possui a maior população bovina do mundo, embora por motivos religiosos este gado não é utilizado para fins comerciais). Os Estados Unidos possuem aproximadamente 103 milhões de cabeças de gado bovino. Além disso, o país possui também grandes rebanhos suínos (aproximadamente 55 milhões de cabeças) e ovinos (38 milhões de cabeças). Galinhas e outros aviários são criados nos Estados do centro-sul e do sul do país. A indústria pecuária do país produz no geral mais alimentos do que o necessário para atender à demanda nacional - sendo o excesso exportado - embora nos últimos anos o país a demanda por carne e leite bovino nos Estados Unidos tenha superado a oferta, e o país tenha importado grandes quantidades de carne bovina e de gado canadense.

Embora a prática da criação de gado espalhe-se por todo país, esta indústria está concentrada no sudoeste e no centro-norte do país. A região central e ocidental dos Estados Unidos também possuem grandes rebanhos. O Estado de Texas possui o maior rebanho de gado no país. Outros Estados que possuem grandes rebanhos de gado são Montana, Colorado, Califórnia e Nevada.

A indústria pecuária americana têm enfrentado nas últimas décadas problemas meteorológicos com a seca. Isto fez com que a população do gado americano caísse gradualmente nas últimas décadas. Devido ao alto consumo de carne bovina no país, os Estados Unidos passaram a importar carne e gado do Canadá, de Alberta e de Ontário, para tentar minimizar o problema da diminuição populacional dos rebanhos de gado americano.

Pesca[editar | editar código-fonte]

Indicadores econômicos
Desemprego 9,7% (Jan. 2010) [15]
Crescimento do PIB 1,7%(2011)] [16]
Índice de inflação 2,7% (Dezembro de 2008–Dezembro de 2009) [17]
Dívida pública US$12,303 trilhões (5 de janeiro de 2010) [18]
Pobreza 15,1% (2010) [19]

Os Estados Unidos produzem anualmente mais de cinco milhões de toneladas de peixes e outros animais e vegetais marinhos e fluviais. O valor estimado destes produtos é de 3,4 bilhões de dólares. A maior parte da pesca é realizada no Oceano Pacífico, embora a indústria da pesca também seja considerável no Golfo do México e no Oceano Atlântico. Outros locais onde a indústria possui importância razoável são em pequenas cidades ao longo do Rio Mississippi-Missouri, e nos Grandes Lagos.

O Estado americano de Alasca é o maior produtor de peixes e outros animais e vegetais marinhos, onde a pesca é uma das principais fontes de renda. A pesca também possui alguma importância razoável em Washington, Louisiana, Vermont e Maine. Considerando-se apenas o peso e o valor total dos produtos produzidos pela indústria, são Lousiana, Massachusetts, Texas, Maine, Washington, Flórida e Virgínia os principais produtores, organizados em ordem decrescente de pesca.

A indústria da pesca dos Estados Unidos é a quinta maior do mundo, atrás da China, Peru, Chile e Japão, em ordem decrescente de peso total dos produtos pescados. Apesar disso, a indústria da pesca possui, em geral, pouca importância para a economia do país, respondendo por 0,02% do PIB nacional. Cerca de 150 mil pessoas trabalham como pescadores regulares, isto é, fazem da pesca sua profissão.

Silvicultura[editar | editar código-fonte]

Aproximadamente 30% do país é coberto por florestas. Graças à demanda nacional por produtos de madeira e derivados, a indústria de silvicultura dos Estados Unidos é uma das maiores do mundo. Um terço da madeira produzida no país vêm do noroeste americano, que é a maior região produtora de madeira dos Estados Unidos. Washington é o maior produtor de madeira no país. Já os Estados americanos onde os Apalaches estão localizados abrigam grandes florestas cuja madeira das árvores são de grande qualidade.

Apesar das grandes reservas florestais, o grande consumo de madeira no país, ao longo da história americana, fizeram com que estas reservas lentamente diminuissem, ao mesmo tempo em que o desmatamento crescia gradualmente, por causa do gradual aumento da demanda. A partir do século XIX, para diminuir e estabilizar este problema, os americanos passaram a importar madeira, bem como produtos de madeira e derivados, do Canadá. A madeira canadense atualmente responde por aproximadamente 18% de toda a madeira usada nos Estados Unidos. Esta madeira é importada em sua maior parte das províncias canadenses de Colúmbia Britânica, Quebec, Ontário e da Nova Brunswick. Os Estados Unidos são o maior importador de madeira do mundo.

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Setor secundário dos Estados Unidos da América
Atividade  % PIB
Manufatura 17%
Construção 4%
Mineração 1%
Total 22%
Trabalhadores  % Empregos
19 812 000 12%
8 255 000 5,15%
1 651 000 0,5%
29 milhões 18%

Manufatura[editar | editar código-fonte]

Parque industrial em Elizabeth, Nova Jérsei.

A indústria de manufaturação dos Estados Unidos é a maior do mundo. As fábricas americanas produzem grandes quantidades tanto de produtos industriais - produtos que são usados por outras fábricas para a fabricação de outros produtos - e de produtos de consumo - produtos cujo destino final é o consumidor. O valor total dos produtos fabricados no país é de mais de 1,9 trilhão de dólares.

A indústria de manufaturação está concentrada nos estados da região central e da região nordeste dos Estados Unidos. Atualmente, o crescimento industrial está concentrado no sul do país - especialmente no sudoeste americano. A Califórnia é o estado americano que mais fabrica produtos manufaturados nos Estados Unidos - tanto em número de produto quanto ao valor econômico total destes produtos. Em seguida, em ordem decrescente, vêm Texas, Ohio, Illinois, Michigan, Pensilvânia, Carolina do Norte e Nova Iorque.

Os principais produtos fabricados nos Estados Unidos são computadores e softwares, produtos eletrônicos, equipamentos de transporte (aviões, veículos motorizados, trens e navios), produtos químicos (fertilizantes, remédios), alimentos, maquinário industrial, produtos de metal, produtos de plástico, siderugia, material impresso, petróleo e derivados e móveis.

A região central dos Estados Unidos é uma grande produtora de ferro e aço, veículos motorizados e maquinário industrial. Detroit é a capital da indústria automobilística dos Estados Unidos. A indústria siderúrgica americana é a maior do mundo - embora em frente a forte concorrência da indústria siderúrgica de outros países tais como o Brasil, o Canadá e a África do Sul. A indústria siderúrgica americana está sediada em Pittsburgh e em Cincinnati.

A região nordeste dos Estados Unidos é, por sua vez, grande produtora de roupas e tecidos, alimentos industrializados, material impresso e de equipamentos eletrônicos. Por sua vez, petróleo e derivados são produzidos no Texas, bem como outros estados à beira do Golfo do México. O oeste americano é sede da indústria de alta tecnologia americana. Na Califórnia, localiza-se o famoso Vale do Silício, onde são desenvolvidas e produzidas computadores e softwares em geral. Outro grande pólo da indústria de alta tecnologia é Pittsburgh, um dos principais pólos da indústria robótica e de biotecnologia do mundo.

Atlanta, Dallas, Seattle e Wichita são grandes centros da indústria aeroespacial. A maioria das fábricas da Boeing - a maior empresa fabricadora de aviões em geral do mundo - localizam-se em Seattle.

Até a década de 1980, a maioria dos produtos americanos eram produzidos no país por companhias americanas. A partir de então, para reduzir custos operacionais, várias companhias passaram a comprar matéria-prima ou certos componentes de outros países. Outros passaram a produzir componentes de produtos em outros países. E outras empresas passaram a produzir de vez todos os seus produtos no estrangeiro. Estes produtos incluem roupas, eletrônicos, computadores, móveis e brinquedos. Componentes ou produtos são produzidos na China, Coréia do Sul, Malásia, México e Taiwan.

Ritmo intenso na construção de edifícios em Miami, Flórida.

Destaca-se em todo o seu parque industrial, a indústria de armamentos, exatamente pela demanda destes equipamentos ser proporcional ao tamanho de seu orçamento de defesa, o maior do mundo. São produtores de toda a espécie de armamentos, desde armas leves, veículos, aviões e navios de guerra,etc..

Construção[editar | editar código-fonte]

A indústria de construção consiste na construção e manutenção de estruturas tais como arranha-céus, casas, prédios, vias públicas e torres. Por ser uma indústria indispensável, está espalhada em todo o país. Mas esta indústria é mais forte na Califórnia (especialmente Los Angeles e San Francisco), Texas (Dallas e Houston), Illinois (Chicago) e Nova Iorque (Cidade de Nova Iorque).

Mineração[editar | editar código-fonte]

Os Estados Unidos é um país grande. Como tal, possui grandes e vários depósitos de numerosos recursos naturais dentro de seus limites territoriais. O valor dos recursos naturais minerados ou extraídos nos Estados Unidos é o segundo mais alto do mundo - somente atrás da Rússia. Embora somente a mineração por si componha apenas uma pequena parcela do PIB (4%) e do número de trabalhadores empregados (0,5%), a mineração é um fator-chave em outros setores da economia americana - especialmente a indústria de manufaturação.

Os principais recursos naturais extraídos nos Estados Unidos são petróleo, gás natural e carvão. O país é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, perdendo apenas para a Arábia Saudita. Os Estados Unidos também é o segundo maior produtor de gás natural do mundo, perdendo apenas para a Rússia. A demanda destes dois produtos, porém, é mais alta do que a quantidade extraída destes produtos. Por isso, os Estados Unidos são obrigados a importar petróleo e gás natural, para atender à sua grande demanda, que é a maior do mundo. Os Estados Unidos importam petróleo do Canadá e da Arábia Saudita, gás natural do Canadá e da Rússia. Os Estados Unidos também é o segundo maior produtor mundial de carvão, atrás somente da China. O carvão é usado em usinas produtoras de eletricidade, que usam o carvão como combustível, ou pela indústria siderúgica do país.

O petróleo e o gás natural são extraídos em Texas, Alasca, Oklahoma e Califórnia, e o carvão é extraído em Wyoming, Virgínia Ocidental, Kentucky e na Pensilvânia. Os Estados Unidos produzem 23% do gás natural, 21% do petróleo e 21% do carvão produzido anualmente no mundo inteiro.

Os Estados Unidos também são líderes mundiais na mineração de fosfato, e segundo maior produtor mundial de chumbo, cobre, enxofre, ouro, e prata. O país produz 43% do fosfato, 34% do molibdênio, 22% do enxofre, 17% do cobre e 16% do chumbo produzido por ano no mundo.

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Setor terciário dos Estados Unidos da América
Atividade  % PIB
Serviços comunitários e pessoais 21%
Serviços financeiros e imobiliários 19%
Comércio por atacado e varejo 16%
Serviços governamentais 12%
Transportes, telecomunicações
e utilidades públicas
9%
Total 77%
Trabalhadores  % Empregos
51 181 000 31%
13 208 000 8%
34 671 000 21%
23 114 000 14%

8 255 000

5%
130 429 000 79%

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo é uma das principais fontes de renda dos Estados Unidos. Estima-se que o número de turistas domésticos - isto é, turistas de um dado país que visitam outro lugar neste mesmo dado país - esteja em torno de 1,5 bilhão anualmente.

Os Estados Unidos são o terceiro país mais visitado por turistas estrangeiros. Só perde para a Espanha e para a França. Cerca de 65 milhões de turistas estrangeiros visitam o país anualmente. Destes oito milhões vêm do Canadá e sete milhões vêm do México. Gastos realizados por turistas canadenses nos Estados Unidos são de aproximadamente 6,2 bilhões de dólares, e os gastos realizados por turistas mexicanos, de cinco bilhões. Outros turistas internacionais vêm da Europa, Japão, Caribe, China, Brasil e Argentina. Turistas internacionais - excluindo-se os canadenses e os mexicanos - somam 50 milhões anualmente.

Cerca de 350 áreas nos Estados Unidos são parques nacionais ou sítios históricos. Estes sítios são administrados pela National Park Service. Estes parques e sítios atenderam a cerca de 287 milhões de turistas - domésticos ou estrangeiros. Alguns pólos turísticos americanos incluem Nova Iorque, Los Angeles, Miami, Orlando, San Francisco, Honolulu, Filadélfia e Chicago.

Finanças[editar | editar código-fonte]

Os Estados Unidos são o maior pólo financeiro do mundo. Existem cerca de 800 mil instituições financeiras. Aqui, estão incluidas bancos, seguradoras e imobiliárias. O setor financeiro emprega mais de 13 milhões de pessoas nos Estados Unidos - 7,8% da força de trabalho nacional - e é responsável por cerca de 19% do PIB nacional.

Existem cerca de 10 250 empresas financeiras nos Estados Unidos, mais 1,7 mil empresas de poupança e empréstimo, que são direcionadas primariamente para o financiamento da adquisição da casa própria. O número destas empresas está em declínio nos últimos anos, por causa de falências, compras e fusões, enquanto o número de centros bancários continua a aumentar. No total, são mais de 87 mil centros bancários. O total das poupanças e outras redes de crédito somadas dos bancos americanos é de 5,5 trilhões de dólares. As inúmeras empresas financeiras americanas estão sediadas em diferentes cidades espalhadas pelo país. Nova Iorque, Chicago, Houston, Los Angeles, San Francisco e Filadélfia destacam-se como os principais centros financeiros do país. Nova Iorque é o maior centro financeiro do mundo, e Chicago e Los Angeles estão entre os maiores do mundo.

Várias cidades nos Estados Unidos dispõem de bolsa de valores. Nova Iorque e Chicago possuem três bolsas de valores cada. A NYSE e a NASDAQ, sediadas em Nova Iorque, são as mais influentes bolsas de valores do mundo. Outras bolsas de valores podem ser encontradas em Los Angeles, San Francisco, Dallas, Houston, Filadélfia e Boston.

Transportes e telecomunicações[editar | editar código-fonte]

O Interstate Highway System, a maior rede de rodovias expressas do planeta.

Os Estados Unidos possuem uma extensiva malha rodoviária, ferroviária e hidroviária. De fato, a quilometragem destas malhas são as maiores do mundo em suas respectivas categoria. Existem cerca de 75 mil quilometros de rodovias e vias expressas de alta capacidade. Para cada 100 habitantes, existem cerca de 75 carros. Enquanto isto, caminhões transportam cerca de um quarto de toda a carga transportada no país.

Trens transportam cerca de 35% de toda a carga transportada no país, enquanto respondem por apenas 1% dos passageiros movimentados. O contrário acontece com as linhas aéreas americanas, que transportam 18% dos passageiros mas menos de 1% da carga no país. O mercado norte americano de passageiros no setor aéreo é a maior do mundo. Chicago, Atlanta, Los Angeles, Dallas, Nova Iorque, San Francisco e Orlando destacam-se como grandes centros aeroportuários.

Cerca de 15% de toda a carga transportada no país é transportada via hidrovias como rios e lagos, além de mares e oceanos. Los Angeles, Nova Iorque, Filadélfia, San Francisco, New Orleans, Miami e Houston destacam-se como grandes centros portuários. O porto mais movimentado do país por número de navios atendidos é o de New Orleans, enquanto o porto mais movimentado segundo tonelagem de carga é o de Los Angeles.

São publicadas diaramente no Estados Unidos cerca de 60 milhões de jornais. No país, são publicados milhares de jornais diários ou semanais. Existem também no país milhares de estações de rádio e televisão. Praticamente toda residência americana possui um rádio, e a grande maioria possui uma televisão.

Eletricidade[editar | editar código-fonte]

O Estados Unidos são o maior produtor e consumidor de energia elétrica do mundo. O país consume cerca de um quarto de toda a energia elétrica produzida anualmente no mundo inteiro - apesar de concentrar apenas 5% da população mundial. O consumo de energia elétrica per capita do Estados Unidos é a segunda mais alta do mundo, atrás somente do Canadá. Combustíveis fósseis geram no total 39% da eletricidade produzida nos Estados Unidos. O carvão gera 57% da eletricidade consumida no país, o gás natural gera 9%, e petróleo gera 2%. O extensivo uso de combustíveis fósseis como combustível para geração de eletricidade, aliado à maior frota automobilística em atividade do planeta, fazem com que o Estados Unidos seja responsável sozinho por um quinto de toda a emissão de gases provocadores do efeito estufa.

Outras fontes de energia são usinas hidrelétricas, que geram 20% da eletricidade produzida no país, e usinas nucleares, que geram 9% da eletricidade produzida no país. Apesar de ser a maior produtora de eletricidade do mundo, tendo gerado mais de 3,839 trilhões de quilowatts em 2002, a produção de eletricidade doméstica não é suficiente para atender à grande demanda nacional, de mais de quatro trilhões de quilowatts. Os Estados Unidos importa o restante da eletricidade necessária do Canadá.

Renda e desenvolvimento humano[editar | editar código-fonte]

De acordo com o United States Census Bureau, a renda familiar média bruta americana em 2010 foi de 49 445 dólares. A média variou de 64.308 dólares entre famílias asiáticas-americanas a $ 32 068 entre os lares de afro-americanos. Usando a paridade do poder de compra das taxas de câmbio, a média geral é semelhante ao grupo do mais ricos países desenvolvidos. Depois de uma diminuição acentuada durante a matade do século XX, a taxa de pobreza estabilizou-se desde os anos 1970, sendo que há entre 11 e 15% norte-americanos abaixo da linha da pobreza todos os anos e cerca de 58,5% deles passam pelo menos um ano em situação de pobreza entre as idades de 25 e 75 anos.[20] [21] Em 2010, 46,2 milhões de americanos viviam na pobreza, número que subiu pelo quarto ano consecutivo.[19]

O Estado de bem-estar social dos Estados Unidos é um dos menos extensos do mundo desenvolvido, o que diminui a sua capacidade de reduzir a pobreza relativa e absoluta consideravelmente menos do que a média para os países ricos,[22] [23] embora os gastos sociais per capita públicos e privados combinados sejam relativamente altos.[24] Enquanto o Estado de bem-estar americano reduza eficazmente a pobreza entre os idosos,[25] presta relativamente pouca assistência para os mais jovens.[26] Um estudo de 2007 da UNICEF sobre o bem-estar infantil em vinte e uma nações industrializadas classificou os Estados Unidos em penúltimo lugar.[27]

Entre 1947 e 1979, a renda média real aumentou em mais de 80% para todas as classes sociais, com a renda dos americanos mais pobres crescendo mais rapidamente do que a dos mais ricos.[28] No entanto, o aumento da renda, desde então, têm sido mais lento, menos amplamente compartilhadose acompanhado pelo aumento da insegurança econômica.[28] [29] A renda familiar média aumentou para todas as classes, desde 1980,[30] mas o crescimento tem sido fortemente inclinado em direção ao topo.[22] [28] [31] Por conseguinte, a parcela da renda do 1% do topo - 21,8% da renda total reportada em 2005 - mais do que duplicou desde 1980,[32] deixando o Estados Unidos com a maior desigualdade de renda entre as nações desenvolvidas.[22] [33] Os 1% mais ricos pagam 27,6% de todos os impostos federais, enquanto os 10% mais ricos pagam 54,7%.[34] A riqueza, como renda, é altamente concentrada: os 10% mais ricos da população adulta possuem 69,8% da riqueza doméstica do país, a segunda maior participação entre as nações desenvolvidas.[35] Os 1% mais ricos possuem 33,4% da riqueza líquida.[36]

Comércio exterior[editar | editar código-fonte]

Tratados comerciais[editar | editar código-fonte]

Os Estados Unidos, tendo uma das economias mais poderosas e influentes do mundo, possuem tratados comerciais com diversos países ao redor do mundo. Os Estados Unidos são um membro do NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), do qual o México e o Canadá fazem parte. O Canadá é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos, seguido pela China e pelo México.

Os Estados Unidos fazem parte da Cooperação Económica da Ásia e do Pacífico, um bloco econômico que tem por objetivo transformar a região do Pacífico em uma área de livre comércio e que engloba países da Ásia, América e da Oceania. O país faz parte da G8, grupo político-econômico que reúne os sete países mais poderosos economicamente do mundo mais a Rússia.

É importante ressaltar também, que o Estados Unidos tem hoje a maior dívida externa pública do mundo. Tem o maior PIB, entretanto, ironicamente tem o maior déficit econômico também.

Balança comercial deficitária[editar | editar código-fonte]

Outra séria dificuldade do país é sua necessidade de realizar volumosas importações de minérios para manter sua economia em desenvolvimento. Os Estados Unidos importam cerca de 15% do petróleo, 20% do cobre e do tungstênio, 50% do zinco e quantidades enormes de manganês e outros minerais que consomem.[37]

A produção mineral dos Estados Unidos é colossal mas o consumo também é, e mantê-la exige a implantação de empresas norte-americanas em quase todo o mundo, a fim de obter matérias-primas a baixos custos. Atuando não apenas no campo econômico, essas empresas muitas vezes interferem na organização dos países onde estão instaladas, na defesa dos interesses norte-americanos.[37]

Durante décadas — especialmente após a Segunda Guerra Mundial —, companhias de capital norte-americano e órgãos de auxílio à instrução e à pesquisa, assim como outras instituições, transformarem-se em verdadeiras centrais de combate a ideias antiamericanas, infiltrando-se em órgãos de comunicação, associações de ensino e até mesmo entidades governamentais.[37]

Outro problema de caráter econômico é o desequilíbrio da balança comercial norte-americana. Devido à complexidade de sua economia e ao constante avanço de outras nações, especialmente o Japão, seu mercado tende a absorver muitos produtos estrangeiros, que entram por preços mais competitivos. Por isso, os Estados Unidos possuem uma grande dívida externa e a concorrência com produtos importados pode representar uma ameaça ao nível de emprego de sua população[38] .

Procurando adaptar-se às novas exigências mundiais de formação de conjuntos de países com os mesmos objetivos econômicos. os três países da América do Norte iniciaram uma parceria que se pretende benéfica a todos.[38]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b United States International Monetary Fund. Visitado em 2009-10-01.
  2. Consumer Price Index Summary Bureau of Labor Statistics (October 2009). Visitado em 2009-02-20.
  3. Poverty Census Bureau. Visitado em 2008-11-17.
  4. Desigualdade e pobreza continuaram caindo no Brasil mesmo com crise, revela Ipea — Agência Brasil - EBC Agenciabrasil.gov.br. Visitado em 2009-10-29.
  5. Employment Situation May 2009 Bureau of Labor Statistics. Visitado em 2009-06-17.
  6. Bureau of Labor Statistics Employment Situation Summary U.S. Dept. of Labor. Visitado em 2009-04-03.
  7. a b Depat. of Commerce: Top trade partners
  8. a b Monthly Budget Review CBO (October 7, 2009). Visitado em 2009-10-08.
  9. "Biggest donors by GDP", BBC News. Página visitada em 2008-11-17.
  10. Rank Order - GDP (purchasing power parity) CIA. Visitado em 2008-09-21.
  11. Can the World Stop the Slide, TIME, February 4, 2008, page 27.
  12. "U.S. Congress may raise debt ceiling to $1.8 trillion". DigitalJournal.com. December 11, 2009.
  13. http://www.conference-board.org/economics/downloads/ted09I.xls
  14. The Global Competitiveness Index 2011-2012 rankings
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