Economia da Alemanha

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Economia da Alemanha
Frankfurt am Main, capital financeira da Alemanha.
Moeda Euro
Ano fiscal ano calendário
Blocos comerciais OMC, União Europeia, OCDE
Banco Central Deutsche Bundesbank
Estatísticas
Bolsa de valores Bolsa de Valores de Frankfurt
PIB 3 123 mil milhões (6º lugar) (2012)
Variação do PIB 0,7% (2012)
PIB per capita 39 100 (2012)
PIB por setor agricultura 0,8%, indústria 28,1%, comércio e serviços 73,8% (2012)
Inflação (IPC) 2% (2012)
População
abaixo da linha de pobreza
15,5% (2010)
Coeficiente de Gini 0,270 (2006)
Força de trabalho total 44,01 milhões (2012)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 1,6%, indústria 24,6%, comércio e serviços 73,8% (2011)
Desemprego 6,5% (2012)
Principais indústrias é um dos países mais avançados tecnologicamente na fabricação de produtos de ferro e aço, carvão, cimento, produtos químicos, máquinas diversas, veículos, máquinas-ferramenta, eletrônicos, alimentos e bebidas, construção naval, têxteis
Exterior
Exportações 1 492 mil milhões (2012)
Produtos exportados veículos automotivos, máquinas, produtos químicos,produtos eletrônicos e de informática, equipamentos elétricos, produtos farmacêuticos, metais, equipamentos de transporte, alimentos, têxteis, produtos de borracha e plástico
Principais parceiros de exportação França 9,7 %, Estados Unidos 8,6 %, Reino Unido 7,3 %, Itália 6,7 %, Países Baixos 6,2 %, Bélgica 5,5 %, Áustria 5,5 %, Espanha 4,7 % (2007)
Importações 1 276 mil milhões (2012)
Produtos importados máquinas, equipamentos de processamento de dados, veículos, produtos químicos, petróleo e gás, metais, equipamentos elétricos, produtos farmacêuticos, alimentos, produtos agrícolas
Principais parceiros de importação Países Baixos 11,7 %, França 8,7 %, Bélgica 7,6 %, Reino Unido 5,9 %, China 5,9 %, Itália 5,5 %, Estados Unidos 5,1 %, Áustria 4,3 %, Rússia 4 % (2006)
Dívida externa bruta 5 624 mil milhões (2012)
Finanças públicas
Receitas 1 511 mil milhões (2012)
Despesas 1 507 mil milhões (2012)
Fonte principal: [[1] CIA World Fact Book]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A economia da Alemanha é a economia mais importante da Europa e é a quarta potência econômica mundial depois dos Estados Unidos, China e Japão. É uma economia de mercado na qual a segurança social tem um peso muito grande na economia, tendo os alemães direitos sociais muito extensos. Atualmente, o governo Social Democrata está a tentar reformar a segurança social com o objetivo de reduzir o seu peso sobre a economia. A reunificação teve um impacto significativo no crescimento da parte ocidental do país, com grandes quantidades de dinheiro sendo usadas para financiar a reestruturação da porção Oriental.

As indústrias metalúrgicas e químicas têm um significante papel na economia da Alemanha, enquanto na agricultura, a média propriedade familiar, altamente mecanizada predomina. A cidade de Frankfurt é o principal centro financeiro da Alemanha e da União Europeia, onde está localizado o Banco Central Europeu e a Bolsa de Valores de Frankfurt. As indústrias e as empresas do setor terciário da Alemanha são bem dispersas pelo país, o que provoca grande tráfego aéreo e rodo-ferroviário. O país é o sexto no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.[2]

História monetária[editar | editar código-fonte]

O atual poder da economia alemã começou no século XVIII, mas ele só se solidificou a partir de 1870 com a vitória da Prússia na Guerra franco-prussiana, fazendo do Império Alemão um dos principais da economia mundial.

Posteriormente, com o fim da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha passou por um período de grave crise econômica que logo foi superado na época da Alemanha Nazista. Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha enfrentava outra crise.

A partir desse ponto, a Alemanha Ocidental iniciou uma visível recuperação que tem lhe tem permitido manter seu papel de importância na economia mundial e lhe permitiu também reunificar-se com a Alemanha Oriental.

A Alemanha se manteve em 2004 como principal país exportador, à frente do Estados Unidos. As exportações cresceram 10% e alcançaram um volume de 728 bilhões * de euros. O superávit da balança comercial alcançará este ano um nível recorde de 156 bilhões de euros.

Economia dentro da União Europeia[editar | editar código-fonte]

O porto de Hamburgo é a segunda maior cidade-porto da Europa e o nono maior do mundo.

A economia alemã é a maior e mais influente em termos financeiros dos doze países que compõem a zona do euro, e da União Europeia em geral, uma vez que seu poder de compra está estimado de 2900 biliões de dólares (o maior da Europa, e o quinto mais avançado do mundo), segundo dados de 2010. É seguida pelo Reino Unido (que não pertence à Zona do Euro, porém é o segundo país mais rico do continente), com 2200 biliões de dólares, e pela França, em terceiro, com 2100 biliões de dólares;

O porto mais próspero da Europa é o de Hamburgo que, segundo algumas estimativas, ultrapassará o porto de Roterdão nos Países Baixos, como o de maior movimento no continente.

A moeda anterior da Alemanha era o marco alemão; desde 1 de Janeiro de 2002 é o euro, cujo banco emissor, o Banco Central Europeu tem sua sede na cidade alemã de Frankfurt am Main.

Setores[editar | editar código-fonte]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Indústria[editar | editar código-fonte]

Dentre as maiores empresas negociadas na bolsa, em relação ao faturamento, o Fortune Global 500, 37 companhias estão sediadas na Alemanha. As dez maiores são Daimler, Volkswagen, Allianz (a empresa mais lucrativa), Siemens, Deutsche Bank (2ª mais lucrativa), E.ON, Deutsche Post, Deutsche Telekom, Metro e BASF.[3] As maiores empregadoras são a Deutsche Post, a Robert Bosch e a Edeka.[4] Outras grandes empresas de capital alemão são Adidas, Puma AG, Audi, Bayer, BMW, Deutsche Bahn, Henkel, Lufthansa, MAN, Nivea, Porsche, SAP AG, Schering, ThyssenKrupp, Volkswagen, Wella, entre outras, que demonstram a força econômica alemã nos mais diversos segmentos de mercado.

Energia[editar | editar código-fonte]

Em 2002 a Alemanha foi o quinto maior consumidor do mundo de energia, e dois terços de sua energia primária foi importada. No mesmo ano, a Alemanha foi o maior consumidor de eletricidade da Europa com um total de 512,9 bilhões * de quilowatts-hora.

A política governamental enfatiza a conservação e o desenvolvimento de fontes de energia renovável, como a solar, vento, biomassa, hidráulica, e geotérmica. Como resultado das medidas de economia de energia, a eficiência energética (a quantidade de energia necessária para produzir uma unidade do produto interno bruto) vem melhorando desde o início das medidas nos anos 1970. O governo já definiu o objetivo de satisfazer metade da demanda energética do país a partir de fontes renováveis até 2050. Em 2000, o governo e a indústria nuclear alemã concordou em desativar gradualmente todos as usinas nucleares até 2021.[5] No entanto, as energias renováveis estão desempenhando um papel mais modesto do consumo de energia. Em 2006 o consumo energético foi cumprida pelas seguintes fontes: petróleo (35,7%), carvão, incluindo lignito (23,9%), gás natural (22,8%), nuclear (12,6%), energia hidráulica e eólica (1,3%) e outros (3,7%).

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A locomotiva do ICE 3.

Desde os anos de 1930 iniciara-se na Alemanha a construção da primeira rede de auto-estradas em grande escala. O país dispõe de 12.174 km de auto-estradas (Autobahn) e de 40.969 km de estradas federais (Bundestraßen), o que faz da Alemanha o país com a terceira maior densidade de estradas por veículos do mundo. A totalidade de auto-estradas do país são gratuitas para veículos particulares. Desde 2005, os caminhões de carga pagam pedágio (portagem) descontado automaticamente via satélite.

A Alemanha é líder mundial na construção de canais. Este tipo de construção milenário foi reimpulsionado a partir do século XIX. O "Canal de Kiel", que une o mar do Norte com o mar Báltico, é um dos mais imponentes. Inúmeros canais fluviais, como o "canal Meno-Danúbio" (Main-Donau Kanal), o "Canal Dortmund-Ems" e o "Canal Elba-Seitenkanal", dão ao país uma completa rede de canais de água.

Referências

  1. The World Factbook. Consultado em 3 de abril de 2013
  2. The Global Competitiveness Index 2011-2012 rankings
  3. Global 500 Germany, CNN Money, Acesso em 26/11/2007.
  4. Global 500 Biggest Employers, CNN Money, Acessado em 26/11/2007.
  5. Alemanha dividida sobre a energia verde, BBC, Acesso em 13 de abril de 2007
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