Economia do Zimbabwe

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Economia do Zimbabwe
Cataratas Vitória, local turístico no Zimbabwe.
Moeda Dólar americano, (substituindo o dólar zimbabueno desde 2009)
Ano fiscal Ano calendário
Blocos comerciais OMC, União Africana
Banco Central n/d
Estatísticas
Bolsa de valores n/d
PIB 6 909 milhões (2012) (159º lugar)
Variação do PIB 5% (2012)
PIB per capita 500 (2012)
PIB por setor agricultura 18,1%, indústria 22,6%, comércio e serviços 59,3% (2008)
Inflação (IPC) 8,3% (2012)
População
abaixo da linha de pobreza
68% (2004)
Coeficiente de Gini 50,1 (2008)
Força de trabalho total 3 909 000 (2012)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 66%, indústria 10%, comércio e serviços 24% (1996)
Desemprego 95% (2009)
Principais indústrias mineração (carvão, ouro, platina, cobre, níquel, estanho, diamantes, argila, numerosos minérios metálicos e não metálicos), aço; produtos de madeira; cimento, produtos químicos, fertilizantes, roupas e calçados, bebidas e alimentos
Exterior
Exportações 3 314 milhões (2012)
Produtos exportados platina, algodão, tabaco, ouro, ferro-ligas, têxteis/vestuário
Principais parceiros de exportação África do Sul 17,3%, China 16,9%, República Democrática do Congo 11,7%, Botswana 10,5%, Itália 6,1% (2011)
Importações 4 675 milhões (2012)
Produtos importados máquinas e equipamentos de transporte, outros manufaturados, produtos químicos, combustíveis
Principais parceiros de importação África do Sul 55,4%, China 9,2% (2011)
Dívida externa bruta 6 975 milhões (2012)
Finanças públicas
Receitas N/D (2010)
Despesas N/D (2010)
Fonte principal: [[1] CIA World Fact Book]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A Economia do Zimbabwe sofreu com severa hiperinflação até 2009, apresentando quedas do Produto Interno Bruto sucessivas durante anos. A sua moeda até a época, o Dólar zimbabuano, representada pela símbolo Z$, desvalorizava-se a taxas oficiais de 4500% ao mês,[2] e extra-oficiais de 9000%. Em 2009 o país adotou o dólar americano como moeda, além de permitir o uso de moedas dos países vizinhos, como o pula de Botswana e o rand da África do Sul.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O Zimbábwe já foi um dos países mais economicamente prósperos da África meridional, especialmente na parte sul, que desde o descobrimento, se desenvolveu mais do que a norte.

Crise de hiperinflação[editar | editar código-fonte]

Dólar zimbabweano de 1983, actualmente uma nota de Z$ 2 tem apenas valor numismático.

Desde 2000 encontra-se em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o sector produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[3]

Em Julho de 2007, foi lançada a cédula de 200 mil dólares zimbabweanos, que apesar do elevado valor de face, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar. No mercado paralelo, a moeda era cotada a 1 dólar americano.[2] Em maio de 2008, foi lançada a cédula de 500 milhões[4] e em julho do mesmo ano foram lançadas cédulas com valores a partir de 100 biliões de dólares zimbabweanos.

Houve uma reforma monetária que entrou em vigor em agosto deste mesmo ano, no entanto, a taxa inflacionária parece não ceder, havendo projeções de que haja a necessidade de nova reforma em breve.

Comércio Exterior[editar | editar código-fonte]

O principal parceiro comercial do Zimbábwe é a África do Sul, responsável, em 2006, por 32,3% das exportações[5] e 46,1% das importações[6]

Decrescimento do PIB zimbabueano[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências


Zimbabwe Outline.svg Zimbabwe
História • Política • Subdivisões • Geografia • Economia • Demografia • Cultura • Turismo • Portal • Imagens