Economia do México

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Economia do México
setor industrial de a cidadade de Monterrey.
Moeda Peso mexicano
Ano fiscal Ano calendário
Blocos comerciais OMC, APEC, NAFTA, OCDE, Aliança do Pacífico e outras
Estatísticas
Bolsa de valores Bolsa Mexicana de Valores
PIB 1 163 bilhões (2012) (12º lugar)
Variação do PIB 1.1% (2013)[1]
PIB per capita 15 300 (2012)
PIB por setor agricultura 3,7%, indústria 34,2%, comércio e serviços 62,1% (2012)
Inflação (IPC) 4,9% (2013)
População
abaixo da linha de pobreza
52,4% (2013)[2]
Força de trabalho total 50,7 milhões (2012)
Desemprego 5% (2005)
Principais indústrias alimentos e bebidas, tabaco, produtos químicos, mineração, ferro e aço, petróleo, têxteis, roupas, produção de carros, bens de consumo duráveis, turismo
Exterior
Exportações US$370,9 bilhões (2012)
Produtos exportados manufaturados, petróleo e derivados, prata, frutas, verduras e legumes, café, algodão
Principais parceiros de exportação Estados Unidos 78% (2011)
Importações US$ 379,4 bilhões (2012)
Produtos importados máquinas industriais, produtos de aço, equipamentos agrícolas, elétricos, autopeças, aviões e peças de aviação
Principais parceiros de importação Estados Unidos 49,7%, República Popular da China 14,9%, Japão 4,7% (2011), Canadá, Japão, Espanha, Brasil
Dívida externa bruta 125,7 bilhões (2012)
Finanças públicas
Receitas 276,2 bilhões (2012)
Despesas 308,2 bilhões (2012)
Fonte principal: [[3] CIA World Fact Book]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A Economia do México é, atualmente, a 13a maior do mundo por PIB nominal, bem como a 11a maior por Poder de Compra, e a segunda economia da América Latina, atrás do Brasil, a 4a economia da América. Porém, se considerarmos sua Paridade de Poder de Compra, a economia mexicana torna-se a 3a

História[editar | editar código-fonte]

O crescimento econômico médio anual entre 1876 e 1910 foi de 3,3%. A repressão política, a reeleição repetida de Díaz, ea enorme desigualdade de renda exacerbada pelo sistema de distribuição de terras em grandes propriedades que empregavam milhares de camponeses em condições precárias foram as principais causas que levaram à Revolução Mexicana (1910-1917) conflito armado que transformou radicalmente a estrutura política, econômica.

Durante a década de 1940, a estabilidade política, os recursos naturais e a influência de capitais americanos, possibilitaram o crescimento da economia mexicana, juntamente com crescimento da população é a intervenção estatal no sistema produtivo. Na década de 1960 são estatizados setores como o do petróleo (explorado pela PEMEX, estatal criada em 1938) e o da energia elétrica. A partir da década de 1970, os maiores componentes das exportações passaram a ser: petróleo, gás natural e seus derivados. O crônico déficit comercial do país foi revertido a partir de 1982.

O presidente de la Madrid foi o primeiro a implementar reformas de caráter neoliberais, seu governo recorreu a desvalorizações, o que resultou em inflação alta, que chegaram a 159,7% ao ano em 1987. Alguns efeitos das políticas neoliberales de seu governo foram o aumento do défice e endividamento crônico.[4] Durante o governo do presidente Carlos Salinas de Gortari, 1988 -1994, o gasto fiscal aumentou para níveis recordes, enquanto o peso mexicano foi sobrevalorizada. O elevado déficit reduziu o fluxo de investimentos e geração de empregos.

Após seis anos de reformas econômicas neoliberais, políticas Consenso Washigton levou à crise econômica no México, em 1994. Ele foi causado pela falta de reservas internacionais, fazendo com que a desvalorização do peso mexicano, durante os primeiros dias da presidência de Ernesto Zedillo.[5]

Ao longo da última década o crescimento econômico do México manteve-se abaixo de 1 por cento, menos de metade da média da região, desde o ano 2000. México teve uma taxa de pobreza de 52,3 por cento em 2012, mantendo-se no mesmo nível registrado em 1994 (52,4 por cento).[6] A balança de pagamentos ainda é fortemente pressionada pelo serviço da dívida externa, uma das maiores do mundo.

Agricultura e pecuária[editar | editar código-fonte]

A aridez torna improdutiva grande parte do território mexicano, o restante tem relevo demasiadamente irregular para o aproveitamento agrícola. As zonas que permitem o cultivo não ultrapassam 15% do território. .

O setor agrícola é baseada em da agricultura tradicional de subsistência: baseia-se no cultivo de pequenas lavouras para consumo próprio de milho, feijão, abóbora e nas terras quentes, algumas frutas tropicais como o abacate. A legislação agrária tem dificultado a introdução de uma agricultura moderna. A proibição dos latifúndios levou a proliferação de propriedades comunitárias e de pequenos sítios ou granjas familiares, encapas dos investimentos necessários a exploração mecanizada da terra.

Os cultivos são cana de açúcar, milho, sorgo, trigo, laranja, tomate, banana, feijão, batata, uva, algodão nas planícies costeiras do Golfo do México (cana-de-açúcar) e nas terras temperadas e quentes de Vera Cruz e no sul do país, o café.

Nas cercanias das grandes cidades se desenvolve a produção leiteira. Segue-se em importância econômica a criação de suínos, e em menor escala de ovinos.

No final do século XX a agricultura absorvia um terço de mão de obra, mas seu produto bruto era muito inferior da indústria e dos serviços

Pesca e recursos florestais[editar | editar código-fonte]

A pesca marítima se desenvolveu na segunda metade do século XX, com destaque, pelo volume de captura, para os postos da baixa Califórnia. Quase todos as empresas pesquvas. As espécies mais abundantes são os tunídeos, a sardinha e a anchovinha na costa da Califórnia, enquanto no golfo da Califórnia, no litoral sul do pacífico em algumas zonas do golfo do México se pescam camarõe[carece de fontes?]s, em grande parte destinadas a exportação.

Grande parte da cobertura arbórea, sobre tudo no México central, foi desmatada em excesso, com as sequelas de erosão, perda de solo e deterioração dos micro climas locais. Há extensos bosques de pinheiros e cedros, entre outras madeiras nas partes altas das cerras Madri, e bosques tropicais, com abundantes madeiras de lei, em yucatan, techauante pecuariae no sudeste do país. As principais madeiras exploradas são: o pinho e o cedro, México importa pasta para papel, pois a sua produção é insuficiente.

Mineração[editar | editar código-fonte]

O México é o terceiro produtor mundial de prata, o quarto de enxofre, o quinto de chumbo e de mercúrio, é o sexto de zinco. São também explorados comercialmente: gás, fosfatos naturais, sal, ouro, minério de ferro, manganês, níquel e outros. Entretanto o extrativismo mineral tem diminuído de importância relativa com o desenvolvimento da indústria e da agropecuária. A produção comercial de petróleo começou em 1901, e em 1988 o México ocupava o 5º lugar como produtor mundial. As reservas estimam-se em 54 bilhões de barris.

Indústria[editar | editar código-fonte]

A produção industrial mexicana começou a sair da fase artesanal no fim do século XIX. O desenvolvimento do senhor manufatureiro, ocorreu na década de 1940, quando a Segunda Guerra Mundial impôs uma política de substituição das importações de bens de consumo.

As indústrias têxteis e alimentícias se seguiram, na segunda metade do século XX, grandes indústrias químicas, petroquímicas, siderúrgica, mecânicas e outras dedicadas a fabricação de bens de consumo duráveis, como automóveis e eletrodomésticos. A excessiva concentração industrial na cidade do México, em Monterrey e Guadalajara, levaram o governo a criar núcleos de desenvolvimentos em outras áreas.Durante 2012, o montante de investimento estrangeiro diminuiu 34,9 por cento do que registrado no mesmo período de 2011[7]

Finanças e comércio[editar | editar código-fonte]

A Bolsa Mexicana de Valores no Paseo de la Reforma, no centro da Cidade do México.

O sistema financeiro mexicano é comandado pelo Banco Central do México, que regula a política monetária e de financiamento. Funcionam, além disso, numerosas instituições de crédito especializadas. Em meio a uma crise financeira, foram estatizados os bancos privados, em 1982. A medida foi suavizada em meados da década, quando se autorizou a propriedade privada de um terço do capital.

O principal fornecedor do México, e o maior mercado de produtos mexicanos é os Estados Unidos. Há uma grande dependência econômica dos Estados Unidos apesar das restrições impostas pelo governo aos investimentos estrangeiros em setores estratégicos e do permanente esforço para manter o país livre de influências estrangeiras.

Mais de 90% do comércio mexicano está sob acordos de livre comércio (TLC) com 44 países, incluindo os paises da União Europeia, Japão, Israel, e grande parte da América Central e América do Sul. O TLC mais influente é o Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), que foi assinado em 1992 pelos governos dos Estados Unidos, Canadá e México, e entrou em vigor em 1994. O país faz parte de uma cooperação chamada SMB (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem por objetivo transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania. México aderiu à OCDE em 1994.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo no México é uma atividade econômica importante para o país, classificado no décimo lugar ao nível mundial em termos de chegadas de turistas internacionais, com 23,4 milhões de visitantes em 2011, e rankea no primeiro lugar dentro da América Latina. As receitas advindas do turismo internacional alcançaram USD 11,869 bilhões em 2011.[8]

Com 31 sitios, 27 cultural e 4 natural, México tem o maior número de locais designados pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade de qualquer país das Américas, e está em sexto lugar no mundo.[9] As principais atrações turísticas do México são as ruínas arqueológicas das culturas Mesoaméricanas, as cidades coloniais e os complexos turísticos de praia.

Também têm importância o turismo cultural, dirigido de preferência a capital, a seus museus e arredores, e as principais cidades históricas. O turismo de luxo se localiza nas praias do Pacífico.

Transporte e comunicação[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade do século XX foi construída uma rede rodoviária que interliga as grandes e médias cidades de todo o México. Já a rede básica de ferrovias sofreu poucas mudanças desde a época que foi construída, nas 2 últimas décadas do século XIX. Fortemente centralizada na capital do país, consta de 3 linhas fundamentais que a liga ao norte e outra que dirige para o sul.

Cerca da metade do comércio exterior é feita por via marítima. Também e importante o carregamento de petroleiros diretamente das plataformas da baia de Compeche. Uma extensa rede de gasoduto e oleodutos une os centros produtores, processadores e consumidores.

O transporte aéreo é muito desenvolvido. Os primeiros serviços de passageiros e correio foram criados em 1921. Além da capital, as principais cidades e núcleos turísticos dispõem de aeroportos internacionais, quase todas as cidades de alguma importância estão ligadas entre si por vôos regulares. Do México se pode voar diretamente para vários países da América e da Europa. As maiores cidades mexicanas são servidas por modernos sistemas de telecomunicações internacionais e nacionais.

Outras informações[editar | editar código-fonte]

Pecuária e pesca: bovinos, suínos, caprinos, ovinos, equinos, camarão, sardinha, anchova.

Mineração: petróleo, gás natural, carvão, ferro, cobre, zinco, chumbo, manganês, prata, ouro, enxofre e urânio.

Indústrias: máquinas e equipamento de transporte, máquinas elétricas, alimentos e bebidas, produtos químicos, tecidos, metalurgia, papel, calçado.

|Pauta de exportação |maquinaria e equipamento de transporte, manufaturas, petróleo e derivados, alimentos, minerais. |- |Pauta de importação |maquinaria e equipamento de transporte, manufaturas, minerais, alimentos, matérias-primas.

Referências

  1. http://www.elfinanciero.com.mx/economia/pib-de-mexico-crece-en-2013-por-debajo-de-las-estimaciones.html
  2. http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/cash/17-7517-2014-03-09.html
  3. CIA. The World Factbook. Visitado em 10 de abril de 2013.
  4. Crandall R (2004). "Mexico's Domestic Economy", in Mexico's Democracy at Work: Political and Economic Dynamics, Crandall, Paz and Roett (editors) Lynne Reiner Publishers, United States
  5. A. Gazol, "Diez Años del TLCAN", Economía Unam, México DF, Diciembre, 2004.
  6. http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/cash/17-7517-2014-03-09.html
  7. http://www.sdpnoticias.com/economia/2013/03/07/2012-fue-un-mal-ano-para-la-inversion-extranjera-en-mexico
  8. UNWTO (2012). UNWTO Tourism Highlights, Edition 2012 (em inglês) World Tourism Organization. Visitado em 2013-03-13.
  9. UNESCO (2012). Statistics on States Parties (em inglês) UNESCO World Heritage Centre. Visitado em 2013-03-13.

Notas[editar | editar código-fonte]

Arquivo em PDF

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