Dívida externa

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Dívida externa é o somatório dos débitos de um país, resultantes de empréstimos e financiamentos contraídos no exterior pelo próprio governo, por empresas estatais ou privadas. Esses recursos podem ser provenientes de governos, entidades financeiras internacionais (FMI, Banco Mundial, etc.), bancos ou empresas privadas.

Brasil[editar | editar código-fonte]

O primeiro empréstimo externo do Brasil foi obtido em 1824, no valor de 3 milhões de libras esterlinas e ficou conhecido como "empréstimo português", destinado a cobrir dívidas do período colonial e que na prática significava um pagamento a Portugal pelo reconhecimento da independência.

Depois disso o Brasil passou a ter mais e mais dívidas. Em 1906 com o "Convênio de Taubaté", um acordo feito com os governadores e SP, MG e RJ, que, a partir de empréstimos tomados no exterior, comprariam e estocariam o excedente da produção de café.

A continuidade do pagamento da dívida externa foi muito questionada no Brasil por alguns grupos e estudiosos, que denunciam o fato de que a dívida "já foi paga várias vezes", mas por causa dos juros, quanto mais se paga, mais ela aumenta. Denunciam também o fato de que os encargos governamentais com dólares, bem abaixo do valor registrado no Reino Unido e nos Estados Unidos da América e próximo do valor da dívida da Turquia e Rússia.Atualmente, estima-se a dívida externa total em US$271 bilhões, US$14,3 bilhões superior ao montante apurado para dezembro de 2010. A dívida externa de médio e longo prazos subiu US$4,2 bilhões, para US$204 bilhões. Por outro lado,o estoque de curto prazo cresceu US$10,1 bilhões, para US$67,4 bilhões.

O balanço de pagamentos foi positivo, com um superávit de US$9,6 bilhões em fevereiro, embora as transações correntes tenham sido deficitárias em US$3,4 bilhões, acumulando déficit de US$49,2 bilhões nos últimos doze meses, equivalente a 2,31% do PIB. A conta financeira teve ingressos líquidos de US$12,8 bilhões no mês. De destaque foram os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros diretos, US$7,7 bilhões, e os retornos líquidos dos investimentos diretos brasileiros, US$2,1 bilhões.

As reservas internacionais somam atualmente US$307,5 bilhões, patamar US$9,8 bilhões superior ao apurado no primeiro mês do ano. A receita com a remuneração das reservas totalizou US$527 milhões, enquanto as demais operações externas, concentradas em variações de preços e de paridades, elevaram o estoque em US$256 milhões.[1] [2]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Portugal encontra-se em 23º lugar do ranking de dívida externa dos países do mundo, segundo a última pesquisa publicada. A 30 de Junho de 2011 essa dívida era estimada em 548,3 mil milhões de dólares. [3]

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. CIA - The World Factbook. Country Comparison :: Debt - external www.cia.gov. Visitado em 23 de Novembro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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