Economia da Malásia

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Economia da Malásia
Petronas Twin Towers, em Kuala Lumpur.
Moeda Ringgit
Ano fiscal ano calendário
Blocos comerciais OMC, ASEAN, APEC, IOR-ARC
Estatísticas
PIB 506,7 bilhões (2012) (30º lugar)
Variação do PIB 5,6% (2012)
PIB per capita 17 200
PIB por setor agricultura 11,4%, indústria 40,2%, serviços 48,3% (2012)
Inflação (IPC) 1,7% (2012)
População
abaixo da linha de pobreza
3,8% (2012)
Coeficiente de Gini 0,462 (2009)
Força de trabalho total 12 900 000 (2012)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 11,1%, indústria 36% serviços 53% (2012)
Desemprego 3% (2012)
Principais indústrias Península Malaia: borracha e processamento de óleo de palma, petróleo e gás natural, manufatura leve, fármacos, tecnologia médica, eletrônicos e semicondutores, processamento de madeira. Sarawak: madeira, produção de petróleo e gás. Sabah: processamento agrícola, produção de petróleo e gás natural, extração de madeira
Exterior
Exportações 247 bilhões (2012)
Produtos exportados semicondutores e equipamentos eletrônicos, óleo de palma, petróleo e gás natural liquefeito, madeira e derivados, borracha, têxteis, produtos químicos, painéis solares
Principais parceiros de exportação Singapura 13,6%, República Popular da China 12,6%, Japão 11,8%, Estados Unidos 8,7%, Tailândia 5,4%, Hong Kong 4,3%, Índia 4,2%, Austrália 4,1% (2012)
Importações 181,6 bilhões (2012)
Produtos importados eletrônicos, máquinas, derivados de petróleo, plástico, veículos, produtos de ferro e aço, produtos químicos
Principais parceiros de importação República Popular da China 15,1%, Singapura 13,3%, Japão 10,3%, Estados Unidos 8,1%, Tailândia 6%, Indonésia 5,1%, Coreia do Sul 4,1% (2012)
Dívida externa bruta 99,93 bilhões (2012)
Finanças públicas
Receitas 67,31 bilhões (2012)
Despesas 80,89 bilhões (2012)
Fonte principal: [[1] CIA World Fact Book]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$
Exportações da Malásia em 2006.

A Malásia é um país de rendimentos médios que a partir da década de 1970, se transformou de fornecedora de matérias primas em emergente economia multi-setorial. O crescimento deveu-se sobretudo às exportações, principalmente de produtos eletrônicos. Como consequência, o país foi atingido pela recessão global de 2001 a 2002. O PIB cresceu apenas 0,5% em 2001, devido a uma retração das exportações estimada em 11%, porém um substancial estímulo fiscal de US$ 1,9 bilhão minimizou os efeitos recessivos, e a economia teve uma retomada em 2002, crescendo 4,1%. No ano seguinte chegou a 4,9%, apesar de um primeiro semestre prejudicado pela SARS e pelo temor das consequências da guerra no Iraque. Em 2004 o crescimento atingiu 7% e em 2005, 5%.

Ótimo nível de reservas externas, baixa inflação e uma reduzida dívida externa são as forças que tornam remota a possibilidade de uma crise como a que atingiu o país e outros vizinhos asiáticos em 1997. A economia, porém, continua dependente do crescimento econômico dos Estados Unidos, da República Popular da China e do Japão, principais mercados consumidores de produtos da Malásia e principais fontes do investimento externo no país.

A Malásia é um país aspirante a tigre, e seus maiores investimentos externos vem dos próprios tigres asiáticos.

Depois de chegar ao poder em 2003, o primeiro-ministro Abdullah Ahmad Badawi tentou levar a economia além das cadeias produtivas que juntavam valor aos produtos primários, atraindo investimento em setores de alta tecnologia, tecnologia médica e produção de fármacos.[1] A administração de Najib Razak continuou os esforços com o intuito de desenvolver o mercado interno e deixar a economia menos dependente das exportações.[1]

Como país produtor de petróleo e de gás natural, a Malásia lucrou com a alta de preços das fontes de energia, apesar do aumento dos preços dos combustíveis ter forçado o governo a reduzir os subsídios a estes produtos.[1]

Ambiente para negócios[editar | editar código-fonte]

Segundo o Banco Mundial a Malásia é o 18.º país mais fácil para se fazer negócios. A melhoria do posicionamento do país deveu-se à maior facilidade (1.º lugar) na obtenção de crédito, à proteção dos investidores (4.º melhor) e as relações de comércio transfronteiriças (29.º melhor). O estudo abrange uma lista de 183 países.[2]

Referências

  1. a b c d CIA. The World Factbook. Visitado em 9 de novembro de 2013.
  2. The World Bank: Economy Rankings (4 de outubro 2012).


Flag map of Malaysia.svg Malásia
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