Economia da África do Sul

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Economia da África do Sul
Moeda Rand
Ano fiscal 1 de abril - 31 de março
Organizações de comércio OMC, UA
Banco Central
Bolsa de Valores
Estatísticas [1]
Produto Interno Bruto US$ 489,7 bilhões (26) (2008)
% de cresc. do PIB 2,8 (2008)
PIB per capita US$ 10 000 (104) (2008)
PIB por setor agricultura 3,4%, indústria 31,3%, comércio e serviços 65,3% (2008)
Inflação anual 11,3% (2008)
População abaixo da linha de pobreza 50 (2000)
Força de trabalho 18,22 milhões (2008)
Força de trabalho por setor agricultura 9%, indústria 26%, comércio e serviços 65% (2006)
Desemprego 21,7% (2008)
Principais indústrias mineração (maior produtor mundial de platina, ouro e cromo), montagem de automóveis, metalurgia, máquinas, têxteis, ferro e aço, produtos químicos, fertilizantes, alimentos, reparo de navios comerciais
Parcerias comerciais [1]
Exportações (US$) 81,74 bilhões f.o.b. (2008)
Principais produtos exportados ouro, diamante, platina, outros metais e minerais, máquinas e equipamentos
Principais mercados Estados Unidos 11,9%, Japão 11,1%, Alemanha 8%, Reino Unido 7,7%, República Popular da China 6,6%, Países Baixos 4,5% (2007)
Importações (US$) 87,3 bilhões (2008)
Principais produtos importados máquinas e equipamentos, produtos químicos, derivados de petróleo, instrumentos científicos, alimentos
Principais parceiros Alemanha 10,9%, República Popular da China 10%, Espanha 8,2%, Estados Unidos 7,2%, Japão 6,1%, Reino Unido 4,5%, Arábia Saudita 4,2% (2007)
Finanças públicas [1]
Dívida externa US$ US$ 39,69 bilhões (2008)
Receitas totais (US$) US$ 83,85 bilhões
Despesas (US$) US$ 83,3 bilhões
Relação Dívida/PIB n/d
Relação Receitas/PIB n/d
Ajuda econômica recebida US$ US$ 700 milhões[2] (2005)

A África do Sul é um dos maiores produtores de ouro e diamantes. Existem grandes diferenças entre a população de ascendência europeia, mais rica, e a população de origem africana, mais pobre.

O país é o 45º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.[3]

Índice

[editar] Fiscalidade

O ano fiscal na África do Sul dura de 1 de abril a 31 de março do ano seguinte.

No ano fiscal 2005-2006, o Serviço de Impostos Sul-africano superou as suas expectativas ao cobrar 418 bilhões de rands, vendo assim o déficit nacional baixar para 0,3%, o segundo mais baixo da sua história.[4]

[editar] Setores

[editar] Setor primário

[editar] Agricultura

A África do Sul tem uma forte base agrícola. O clima temperado e a grande superfície de terras férteis permitem grande superfície de culturas e abundantes colheitas. Com o final do regime do Apartheid a classe política emergente falhou em impôr um sistema de reforma agrária de forma a equalizar a posse de terras entre a minoria branca e a maioria negra, mas isso ainda não se veio a verificar.

O elemento-base da subsistência da população é o milho, ali chamado mealie.

A tabela seguinte apresenta as oito maiores colheitas em 2005, por produção.[5]

Produção 10³ ha 106 ton
Cana-de-açúcar 312 21,73
Milho 3.342 12,00
Trigo 801 2,03
Batata 53 1,91
Uva 123 1,70
Citrinos 84 1,56
Maçã 21 0,78
Girassol 460 0,69

[editar] Mineração

A África do Sul exibe uma das maiores concentrações de riquezas minerais do mundo, entre as quais se destacam:

[editar] Setor secundário

[editar] Fontes de energia

Consumo total de energia na África do Sul por tipo (2004) [1]

- Carvão mineral – 75.4%
- Óleo – 20.1%
- Nuclear – 2.8%
- Gás natural – 1.6%
- Hidroelétrica – 0.1%

[editar] Setor terciário

[editar] Turismo

Um Krugerrand em ouro.

A África do Sul foi durante muito tempo associada ao regime do Apartheid, segregação entre brancos e negros. Com o fim do Apartheid em 1994 e através da eleição democrática do primeiro presidente negro do país, Sr. Nelson Mandela, o país libertou-se das sanções econômicas da ONU e alavancou o turismo como parte importante da economia. Um conjunto associado de beleza exótica e boa infra-estrutura de estradas e acomodações, fizeram do país um dos principais destinos do continente africano.

A feira INDABA de turismo no continente africano, anualmente sediada na cidade de Durban, contou em 2007 com mais de 12.000 espectadores (1680 empresas, 7400 funcionários e empresários, 4500 visitantes por dia, 550 jornalistas e mídia especializada).

O turismo apresenta a imagem da África selvagem. O ponto alto do turismo de aventura é um safári pela savana africana. O Parque Nacional Kruger é uma das principais reservas de mamíferos do mundo, permitindo a observação da vida de animais selvagens no habitat natural. Além da diversidade de passáros, répteis, anfíbios, é possível a observação de mamíferos primatas, ruminantes, carnívoros e tradicionalmente os big five: leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo.

Estratégia de crescimento da indústria da cultura: O Ministério de Arte e Cultura da África do Sul trabalha em parceria como o Ministério de Comércio e Indústria para desenvolvimento de uma estratégia de crescimento da indústria da cultura e do turismo. O governo identificou estas indústrias como a chave econômica para o crescimento de outras áreas no país. O propósito é aumentar a potencialidade da indústria cultural e do turismo sul-africano na contribuição para a geração de empregos e renda no país.

Referências

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