Rinoceronte

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Rinoceronte-branco

Rinoceronte-branco
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Perissodactyla
Superfamília: Rhinocerotoidea
Famílias
Amynodontidae

Hyrachyidae
Hyracodontidae
Rhinocerotidae

Os rinocerontes são grandes mamíferos perissodátilos (com número ímpar de dedos em cada pata) caracterizados por apresentarem uma pele espessa e pregueada e um ou dois chifres sobre o nariz; é esta característica que está na origem do nome.

Estes animais habitam as savanas e florestas tropicais da África e Ásia, pertencendo, na terminologia do safári ao grupo de animais selvagens chamado de big five, correspondente aos cinco animais mais difíceis de caçar: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte. A caça desses animais está, contudo, oficialmente proibida na maior parte dos países onde ainda existem.

Processo de extinção[editar | editar código-fonte]

Os rinocerontes estão seriamente ameaçados de extinção[1] apesar da maior parte se encontrar em parques e reservas onde é proibida a sua caça. Infelizmente, tal não impede que os caçadores furtivos continuem a dizimá-los pelo elevado valor dos seus chifres nos mercados asiáticos. Os cornos de rinoceronte africano são ilegalmente contrabandeados para a Ásia como "produto medicinal" devido ao seu alegado «poder curativo», acreditando-se que têm propriedades afrodisíacas e curativos de cancro, pelo que chegam a valer no mercado negro 65 mil dólares por quilo.[2]

Na África Austral foi constituída uma reserva transfronteiriça (Great Limpopo Transfrontier Park) juntando o Parque Nacional Kruger da África do Sul, o Parque Nacional Gonarezhou do Zimbabué , devido a um acordo de conservação entre as três nações.

Contudo as autoridades não foram capazes de garantir a segurança das fronteiras que passaram a funcionar como entrada dos caçadores furtivos para as zonas vizinhas. No Parque Kruger da África do Sul restavam apenas 69 indivíduos em Abril de 2013, depois de terem sido mortos 180 nos primeiros meses desse ano e 668 em 2012. [3]

O responsável pelo Parque Nacional do Limpopo afirmou que os últimos 15 exemplares de rinocerontes existentes em Moçambique teriam sido mortos em Abril de 2013. [4] [5] [6]

Nesse mesmo mês, Abril de 2013, um cidadão do Vietname abandonou nove cornos de rinoceronte no Aeroporto Internacional de Maputo (Moçambique), pondo-se em fuga quando interpelado pela polícia.[7] Em 2012 tinham sido apreendidos nas Filipinas seis cornos de rinoceronte escondidos em sacos de caju . [8]

Em 2011 já tinha desaparecido no Vietname uma das duas únicas populações existentes da espécie rinoceronte-de-java. Dessa espécie subsistiam apenas na altura 50 indivíduos na ilha de Java (Indonésia), que também se encontram em risco devido à caça furtiva. [9]

Uma vez que as várias espécies de rinocerontes estão a desaparecer no meio selvagem, o mercado passou a alimentar-se de roubos em museus. A 17 de Abril de 2013 foram roubados do National Museum Archives, situado em Swords, região de Dublin, Irlanda, quatro cabeças de rinoceronte com um total de oito chifres, peças avaliadas em cerca de 500 mil euros.

Em Portugal também tinham sido roubadas em 2011 dois chifres que se encontravam no Museu de Ciência da Universidade de Coimbra. O indivíduo que na altura foi detido era de nacionalidade irlandesa e já tinha sido preso na Alemanha pelo furto de dois chifres de rinoceronte.[10]

Número dos chifres[editar | editar código-fonte]

Ao contrário do que muita gente pensa, nem todos os rinocerontes têm chifres. Por isso, os que possuem estão apenas na família Rhinocerotidae.

E nem todas as espécies dessa família os tinham, como o Aceratherium.

Os rinocerontes de dois chifres pertencem aos gêneros:

Os rinocerontes de um chifre pertencem aos gêneros:

Os rinocerontes sem chifre pertencem aos gêneros

Parece mas não é[editar | editar código-fonte]

Normalmente os rinocerontes de dois chifres possuem os mesmos dispostos um atrás do outro, mas o gênero Arsinoitherium os possui um do lado do outro e atualmente não são considerados rinocerontes, pois pertencem a outra ordem, Embrythopoda. Quem viu o filme A Era do Gelo, pode ter pensado que aquele animal com chifre duplo com pontas arredondadas era um rinoceronte, mas na verdade era um Brontotério, parente extinto.

Animais que se parecem com rinocerontes:

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Há quatro famílias de rinocerontes:

Abaixo os detalhes da taxonomia conhecida:

Referências