Rinoceronte-branco

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Rinoceronte-branco pastando em um parque da África do Sul.

Rinoceronte-branco pastando em um parque da África do Sul.
Estado de conservação
Status iucn3.1 NT pt.svg
Quase ameaçada (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Género: Ceratotherium
Espécie: C. simium
Nome binomial
Ceratotherium simum
(Burchell, 1817)
Distribuição geográfica
Mapa de distribuição original do rinoceronte-branco:  Laranja = Ceratotherium simum cottoni.  Verde =  Ceratotherium simum simun
Mapa de distribuição original do rinoceronte-branco:
Laranja = Ceratotherium simum cottoni.
Verde = Ceratotherium simum simun

O rinoceronte-branco (nome científico: Ceratotherium simum) é o maior e mais numeroso dos rinocerontes, família de mamíferos perissodáctilos. Difere-se do rinoceronte-negro não exatamente pela cor (ambas espécies são acinzentadas) e sim pelo formato de seus lábios.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Apesar do nome, sua pele é escura e lisa. A explicação para o nome de rinoceronte-branco, "white rhino" em inglês, é originária da África do Sul quando a língua afrikaans se desenvolveu a partir do holandês. A palavra do afrikaans "wyd" (derivada do holandês "wijd"), significa largo ou "wide" em inglês, referindo-se a boca larga do rinoceronte. Os primeiros colonizadores britânicos na região interpretaram a palavra "wyd" por "white". A partir de então, o rinoceronte da boca "larga" foi chamado de rinoceronte-branco, enquanto que o rinoceronte da boca "estreita" ou "narrow pointed", foi chamado de rinoceronte-negro. A boca "larga" é adaptada para comer grama rasteira, a boca "estreita" é adaptada para comer as folhas dos arbustos. Essa seria a explicação do nome do rinoceronte-branco ("white-rhino" em inglês).[2]

Ficha técnica[3]
Peso 2 000 - 3 600 (Machos)
1 400 - 1 700 (Fêmeas)
Comprimento
(média)
335 - 420 cm
Cauda
(média)
50 -70 cm
Altura
(média)
150 - 85 cm
Tamanho de ninhada 1
Gestação 16 meses
Desmame 2 meses
Maturidade sexual 4 - 5 anos
Longevidade 40 - 50 anos

Nomenclatura e taxonomia[editar | editar código-fonte]

O rinoceronte-branco foi descrito por William John Burchell em 1817 como Rhinoceros simus.[4] John Edward Gray, em 1868, eregiu o termo genérico Ceratotherium como um subgênero do Rhinoceros.[5] A espécie foi recombinada várias vezes ao longo dos anos: Opsiceros simus por Constantin Wilhelm Lambert Gloger em 1841, Atelodus simus por Auguste Nicolas Pomel em 1853, Rhinaster simus por William Tyrer Gerrard em 1862, Diceros simus por Oldfield Thomas em 1900 e Ceratotherium simum por Glover Morrill Allen em 1939.

Duas subespécies são reconhecidas:[6]

  • Ceratotherium simum simum (Burchell, 1817) - no sul da África
  • Ceratotherium simum cottoni (Lydekker, 1908) na África central.

Em 2010, Colin Grooves e colaboradores consideraram a subespécie cottoni como uma espécie distinta.[7]

Distribuição geográfica e habitat[editar | editar código-fonte]

A espécie tem uma distribuição geográfica descontínua. A subespécie C. s. cottoni ocorria no sul do Chade, no leste da República Centro-Africana, sudoeste do Sudão (hoje Sudão do Sul), nordeste da República Democrática do Congo e noroeste de Uganda. O C. s. simum ocorria no sul da África, no sudeste de Angola, possivelmente no sudoeste da Zâmbia, centro e sul de Moçambique, Zimbábue, Botsuana, leste da Namíbia e norte e leste da África do Sul.[3]

Ele habita nas zonas descampadas e planas da África, comparado às outras espécies, é pacato e inofensivo. Por causa das queimadas e da exploração de minérios na África esse habitat vem sendo reduzido, colocando em risco a sobrevivência da espécie.

Características[editar | editar código-fonte]

Depois do elefante, é o maior mamífero terrestre, com 2 metros de altura, 5 metros de comprimento e 4 toneladas( 4.000 kg, massa). Tem dois chifres, dos quais o anterior mede até 1,50 m de comprimento.

Conservação[editar | editar código-fonte]

A IUCN lista a espécie como quase ameaçada.[1] Existem em torno de 8500 exemplares de Ceratotherium simum simun, ou rinoceronte-branco do sul, enquanto a subespécie Ceratotherium simum cottoni, o rinoceronte-branco do norte, conta com provavelmente menos de 10 espécimes. Em 2013, a espécie foi extinta em Moçambique depois dos últimos 15 animais terem sido mortos no Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo.[8] [9]

Referências

  1. a b EMSLIE, R. (2012). Ceratotherium simum (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 Versão 2. Página visitada em 3 de maio de 2013.
  2. ROOKMAAKER, K.. ({{{mês}}} 2003). "Why the name of the white rhinoceros is not appropriate". Pachyderm 34: 88–93.
  3. a b NOVAK, R.M.. Order Perissodactyla. In: _____. Walker’s Mammals of the World. 6 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1999. ISBN 0-8018-5789-9
  4. Burchell
  5. Gray
  6. Grubb, P.. Order Perissodactyla. In: Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.). Mammal Species of the World. 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. 629–636 pp. p. 634. ISBN 978-0-8018-8221-0 OCLC 62265494
  7. GROOVES, C.P.; FERNANDO, P.; RABOVSKY, J.. ({{{mês}}} 2010). "The sixth rhino: a taxonomic re-assessment of the critically endangered northern white rhinoceros". PLoS One 5 (4): e9703.
  8. THE ASSOCIATED PRESS (2 de maio de 2013). Rhinos now extinct in Mozambique: experts Daily News. Visitado em 3 de maio de 2013.
  9. Last rhinos in Mozambique killed by poachers The Telegraph (30 de abril de 2013). Visitado em 3 de maio de 2013.
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