Botswana
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| Lema: Pula | |||||
| Línguas | Inglês (oficial), Setswana | ||||
| Capital | Gaborone | ||||
| Presidente | Festus Mogae | ||||
| Independência - Data |
do Reino Unido 30 de Setembro de 1966 |
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| Área - Total - % água |
44º maior 600,370 km² 2.5% |
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| IDH | 0,654 (124º) – médio | ||||
| População - Total (2003) - Densidade |
144º mais populoso 1,573,267 2.7 h/km² |
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| Moeda | Pula (moeda) (BWP) | ||||
| Fuso horário | UTC+2 | ||||
| Hino nacional | Fatshe leno la rona ("Abençoada seja esta nobre terra") |
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| Domínio de topo | .bw | ||||
| Código telefónico | 267 | ||||
O Botsuana (em tswana e inglês Botswana) é um país da África Austral, limitado a oeste e norte pela Namíbia, a leste pelo Zimbabue e a sul pela África do Sul. Ao norte, uma curta faixa de aproximadamente 750 metros, ao longo do rio Zambeze, com travessia feita por ferry-boat, constitui a fronteira com Zâmbia. Sua capital é Gaborone.
Índice |
[editar] História
A história de Botsuana é marcada pela influência da África do Sul. Protetorado britânico desde 1885 com o nome de Bechuanalândia, em 30 de setembro 1966 a nação declara-se independente e passa a se chamar Botsuana. O presidente Seretse Khama governou o país desde a independência até sua morte, em 1980, sendo sucedido pelo vice, Ketumile Marise. Realiza eleições regulares desde então e é considerado exemplo de estabilidade política no continente. Como um dos países que se opõem ao regime de segregação racial na África do Sul, foi alvo de incursões do Exército sul-africano, sob acusação de abrigar guerrilheiros do Congresso Nacional Africano. A partir de 1990, as relações bilaterais melhoram, com o fim do apartheid. Na década de 80, o produto interno bruto (PIB) cresce à média anual de 10,3%. A seca e a recessão mundial do início dos anos 90 levam o país à depressão econômica e revelam sua dependência da mineração, responsável por 70% das receitas de exportação. Em 1998, após quatro mandatos, o presidente, Ketumile Masire, do Partido Democrático de Botsuana (BDP), retira-se da política e é substituído pelo vice, Festus Mogae. O BDP (no poder desde a independência) vence as eleições parlamentares de 1999, e a Assembléia Nacional ratifica Mogae para presidente. Em março de 2008, ao completar 10 anos no exercício do cargo, prevê-se a renúncia de Mogae, que deverá ser sucedido pelo vice-presidente Ian Khama, filho do primeiro presidente.
[editar] Política
O Botswana é governado pela constituição em vigor desde 30 de setembro de 1966. O sistema de governo adotado no país é a república presidencialista. O chefe de estado e de governo é o atual presidente, Festus Gontebanye Mogae, tendo como vice-presidente, Seretse Ian Khama.
O poder executivo é exercido pelo presidente e pelo vice-presidente, ambos eleitos por voto indireto para um mandato de cinco anos. O gabinete nomeado pelo presidente é composto de 17 ministérios, na qual os ministros auxiliam o presidente e seu vice na administração do país.
O poder legislativo é bicameral, exercido pela Assembléia dos Chefes, composta de 15 membros (chefes tribais, subchefes e membros associados), que assessora o governo, e pela Assembléia Nacional, composta de 63 membros, eleitos por voto popular direto para um mandato de cinco anos.
O poder judiciário é exercido pelas seguintes instâncias: Corte Alta, Corte de Apelação e Cortes dos Magistrados (uma em cada distrito).
Os partidos políticos são o Movimento da Aliança do Botswana (BAM), o Partido do Congresso do Botswana (BCP), o Partido Democrático do Botsuana (BDP), o Frente Nacional do Botsuana (BNF), o Partido Popular do Botswana (BPP), o Movimento do Botswana e a Frente Neodemocrática (NDF).
[editar] Subdivisões
O Botswana divide-se em 9 distritos:
[editar] Geografia
O Botswana situa-se numa zona árida do interior da África meridional. É um país bastante plano, ocupado quase por completo por um planalto com altitudes entre os 700 e os 1200 m, aumentando um pouco a rugosidade do terreno na extremidade oriental. O deserto do Kalahari ocupa o sudoeste do país, e a norte a depressão de Mababe é parcialmente ocupada pelo pântano do Okavango, onde termina o curso do rio Okavango, proveniente da Namíbia. O principal rio é, no entanto, o Limpopo, que constitui parte da fronteira sul, com a África do Sul. É onde este rio abandona o país, na ponta oriental, que se localiza o ponto mais baixo do Botswana, a uma altitude de 513 m. O ponto mais elevado são as Tsodilo Hills, que sobem a 1 489 m.
O clima varia de desértico a semi-árido, com invernos suaves e verões quentes.
[editar] Economia
Desde sua independência, a economia de Botswana tem mantido uma das mais altas taxas de crescimento do mundo: entre 1966 e 1999, por exemplo, o país cresceu em média 9% ao ano. Apesar de um ligeiro decréscimo nos últimos anos, ainda assim seu crescimento entre 2006 e 2007 foi de 4,7%. Através de uma política fiscal sadia e uma gestão econômica eficiente, o país transformou-se de um dos mais pobres da África em uma economia de nível intermediário, superior em renda per capita a de muitos outros países em desenvolvimento. A sua dívida externa é pequena, US$ 513 milhões em 2007.
A história de crescimento econômico de Botswana em relação aos seus vizinhos africanos teve seu início quando o governo decidiu usar o rendimento gerado pela exploração de diamante para abastecer o desenvolvimento econômico com as políticas fiscais prudentes e uma política estrangeira cautelosa.
Debswana é a única companhia de mineração de diamante que opera em Botsuana e 50% de suas ações estão nas mãos do governo e corresponde a metade de todo o rendimento do governo.
Embora Botswana tenha crescido em um ritmo altíssimo por décadas e ainda cresça, mas com menos intensidade, o seu povo é duramente castigado pela AIDS, aproximadamente um em três habitantes de Botswana tem o HIV, fato que coloca a expectativa de vida do país na pior posição no ranking mundial.
O governo reconhece que a AIDS afeta negativamente a economia e está tentando combater a epidemia de todas as formas possíveis.
Botswana tem despesas militares elevadas (de aproximadamente 4% do PIB em 2004). Alguns críticos internacionais consideram estes gastos desnecessários dado a probabilidade baixa de conflito internacional ou mesmo nacional, entretanto o governo de Botsuana emprega suas tropas em operações multilaterais de auxílio.
[editar] Demografia
[editar] Cultura
Além de ser usado para se referir à segunda língua mais falada pelos habitantes, o setswana é o termo utilizado para descrever a cultura do Botswana.
| Data | Nome em português | Nome local | Observações |
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[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Divisão da África II - Itamaraty Divisão do Ministério das Relações Exteriores do Brasil responsável pelas relações bilaterais com Botsuana

