Religiões tradicionais africanas

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Um "médico do povo" Igbo nos dias atuais na Nigéria, na África Ocidental.

As religiões tradicionais africanas, também referidas como religiões indígenas africanas, englobam manifestações culturais, religiosas e espirituais originárias do continente africano e que continuam sendo praticadas nesse continente nos dias atuais. Há uma multiplicidade de religiões dentro desta categoria. Religiões tradicionais africanas envolvem ensinamentos, práticas e rituais, e visam a compreender o divino. Mesmo dentro de uma mesma comunidade, pode haver pequenas diferenças de percepção do sobrenatural. São religiões que não foram significativamente alteradas pelas religiões adotadas mais recentemente (cristianismo, islão, judaísmo e outras). Estima-se que estas religiões sejam seguidas por aproximadamente 100 milhões de pessoas em todo território africano.

Os africanos quase sempre reconhecem a existência de um Deus Supremo ou Demiurgo que criou o Universo (Olodumare[1] , Olorun, Ifá etc). Muitas histórias tradicionais Africanas falam que Deus, ou seu filho, uma vez viveu entre os homens, mas que, quando os homens fizeram algo que ofendeu a Deus, o divino retirou-se para os céus. Religiões tradicionais africanas são definidas em grande parte por linhagens étnicas e tribais, como a religião ioruba da África Ocidental.

Religiões tradicionais africanas e línguas[editar | editar código-fonte]

A maioria das religiões tradicionais africanas têm, na maior parte de sua existência, sido transmitidas oralmente (em vez de escritas).[2] Assim, os peritos linguísticos tais como Christopher Ehret[3] e Placide Tempels aplicaram seus conhecimentos de línguas para reconstruir a opinião do núcleo original dos seguidores dessas tradições. As quatro famílias linguísticas faladas na África são: Línguas afro-asiáticas, línguas nilo-saarianas, Níger-Congo e Línguas khoisan.

Classificação e estatísticas[editar | editar código-fonte]

Adherents.com lista as "religiões tradicionais africanas e da diáspora" como um "grande grupo religioso", estimando cerca de 10 milhões de adeptos. Eles justificam esta listagem combinada das religiões tradicionais africanas e da diáspora africana, bem como a separação da categoria genérica "indígenas-primitivas", salientando que "as religiões 'indígenas-primitivas' são essencialmente tribais e compostas por povos pré-tecnológicos."

Tradições por cada região da África[editar | editar código-fonte]

Norte da África
África Ocidental
África Central
África Oriental
Sul da África

Religiões tradicionais africanas na Diáspora[editar | editar código-fonte]

A mitologia africana foi levada para as Américas pelos africanos escravizados. As das que mais se tem notícia são: a mitologia fon daomeana, mitologia iorubá, mitologia igbo, mitologia fânti, mitologia axânti, mitologia angola, mitologia congo, mitologia banta (que, mais tarde, tornou-se uma mitologia mestiça nas religiões afro-americanas, religiões afro-cubanas e religiões afro-brasileiras).

A mitologia fon daomeana que cultua os voduns no Vodun da África Ocidental foi para as Américas e Caraíbas, formando, assim, as religiões do vodu haitiano, no Haiti e República Dominicana; Regla de Arará, em Cuba; o Voodoo nos Estados Unidos; Obeah; na Jamaica e Trinidad e Tobago; winti, no Suriname; e o Candomblé Jeje, no Brasil: todas, parte das religiões afro-americanas. A mitologia congo é a mais frequentemente encontrada na diáspora africana de diversos países: na kumina, da Jamaica; na regla de palo, em Cuba, no Voodoo dos Estados Unidos; e no candomblé banto no Brasil.

A mais conhecida das religiões africanas da diáspora é a dos orixás (mitologia iorubá), onde se encontra a gênese de religiões como a santería, lukumí, regla de ocha, candomblé queto e de várias nações, Xangô do Nordeste, batuque, xambá, omolokô e outras. O que a todas é comum é o ritual aos inquices, orixás e voduns: o que diverge entre elas é a maneira de fazer esse culto, as cores das roupas, fio de contas e as línguas utilizadas nas rezas e cantigas.

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Referências

  1. Bewaji, J. A. I. (sem data) "Olodumare: God in Yoruba Belief and the Theistic Problem of Evil" African Studies Quarterly. (em inglês)
  2. Princetonline, Early History of Africa http://www.princetonol.com/groups/iad/lessons/middle/history1.htm
  3. Ehret, C. As civilizações da África: uma História de 1800, University Press of Virginia. 2002.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Anexo:Lista de livros com tema afro-brasileiro em Português.
  • Mbiti, John. African Religions and Philosophy. [S.l.]: African Writers Series, Heinemann, 1990. ISBN 0-435-89591-5.
  • Wade Abimbola, ed. and trans. Ifa Divination Poetry (New York: NOK, 1977).
  • Ulli Beier, ed. The Origins of Life and Death: African Creation Myths (London: Heinemann, 1966).
  • Herbert Cole, Mbari: Art and Life among the Owerri Igbo (Bloomington: Indiana University press, 1982).
  • J. B. Danquah, The Akan Doctrine of God: A Fragment of Gold Coast Ethics and Religion, second edition (London: Cass, 1968).
  • Marcel Griaule and Germaine Dietterlen, Le Mythe Cosmogonique (Paris: Institut d'Ethnologie, 1965).
  • Rems Nna Umeasigbu, The Way We Lived: Ibo Customs and Stories (London: Heinemann, 1969).
  • Sandra Barnes, África's Ogun: Old World and New (Bloomington: Indiana University Press, 1989).
  • Segun Gbadagesin, African Philosophy: Traditional Yoruba Philosophy and Conteporary African Realities (New York: Peter Lang, 1999).
  • Judith Gleason, Oya, in Praise of an African Goddess (Harper Collins, 1992).
  • Bolaji Idowu, God in Yoruba Belief (Plainview: Original Publications, rev. and enlarged ed., 1995)
  • Wole Soyinka, Myth, Literature and the African World (Cambridge University Press, 1976).
  • S. Solagbade Popoola, Ikunle Abiyamo: It is on Bent Knees that I gave Birth (2007 Asefin Media Publication)
    • <Chidester, David "Religions of South Africa" pp. 17-19>

Ver também[editar | editar código-fonte]

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