Raelianismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Membros do movimento em Coreia do Sul (2006).

O Raelianismo (ou Movimento Raeliano, até 1976: MADECH, mouvement pour l’accueil des extraterrestres, créateurs de l’humanité) é um movimento religioso criado pelo ex-jornalista esportivo francês Claude Vorilhon (ou Raël) em 1973, que afirma ter tido contatos neste ano com extraterrestres em diversas ocasiões, explica a criação dos humanos como tendo sido feita por uma raça semelhante ao ser humano de outro planeta chamada Elohim, usando o ADN deles. Em momentos anteriores em que tiveram contato pessoal com os seres humanos que criaram, informaram erradamente (de propósito) que eram anjos, querubins ou deuses. Os raelianos acreditam que grandes líderes religiosos como Moisés, Jesus e Maomé vivem em outros planetas e um dia voltarão à terra novamente.[1] O fundador do Raelianismo, dizem os membros do Movimento, recebeu a derradeira mensagem dos Elohim cujo propósito é informar o mundo acerca deles e que se os humanos se tornarem conscientes e pacíficos o suficiente, eles desejam ser convidados por nós. O Movimento Raeliano também questiona a teoria da evolução e defende a clonagem humana. O Movimento afirma ter 55 mil membros em 84 países, inclusive no Brasil.[2] [3] Os seguidores de Raël pretendem inaugurar um governo mundial sobre a terra, formado pelas pessoas mais inteligentes (gênios).[4]

A Igreja Raeliana tem uma estrutura quasi-clerical de sete níveis. Juntar-se ao movimento requer uma apostasia oficial de outras religiões.

A ética raeliana inclui a defesa da paz mundial, a partilha, a geniocracia e a não violência.[5] A sexualidade é também importante como parte da doutrina Raeliana. A Igreja Raeliana tem atraído alguns dos seus padres e bispos de outras religiões, apesar de ter uma visão liberal acerca da sexualidade.

Raël fundou a Clonaid (originalmente Valiant Venture Ltd Corporation) em 1997, mas entregou-a a uma episcopisa raeliana, Brigitte Boisselier no ano 2000.[6] Em 2002, a empresa afirmou que uma mulher americana foi submetida a um procedimento de clonagem que levou ao nascimento de uma filha, Eva (26 Dezembro 2002). Apesar de poucos terem acreditado, tal notícia atraiu no entanto autoridades nacionais e a media a se informarem mais acerca do Movimento Raeliano.

Os Raelianos usam a suástica como símbolo da paz, o que levou à rejeição de solicitações por Raelianos de território em Israel, e mais tarde no Líbano, para o estabelecimento de uma embaixada para extraterrestres. A religião usa como símbolo uma suástica dentro de uma Estrela de David[7] . A partir por volta de 1991, este símbolo foi frequentemente substituído por uma variante da estrela com um símbolo em espiral como estratégia de relações públicas, em particular relativamente a Israel.

História[editar | editar código-fonte]

O Raelianismo teve início nas declarações do ex-jornalista automóvel e piloto de corridas, Claude Vorilhon. Nos seus livros O livro que diz a verdade(1974) e Os extraterrestres levram-me ao seu planeta (1975), Vorilhon alega que teve encontros com seres que lhe transmitiram conhecimentos sobre a origem das religiões mais importantes.

O movimento começou numa conferência em Paris, França à qual assistiram duas mil pessoas[8] . Daqui nasceu a organização MADECH[8] . O nome MADECH é um acrónimo duplo na língua francesa. O primeiro é "Movimento para Acolher Os Elohim, Criadores da Humanidade" (Mouvement pour l‘accueil des Elohim, créateurs de l'humanité) enquanto que o segundo significa "Moisés precedeu Elias e Cristo" (Moisea devancé Élie et le Christ)[9] . Em 1976, Raël transformou MADECH no Movimento Raeliano Internacional.[10]

De 1980 a 1992, O movimento de Rael tornou-se cada vez mais global. Em 1980, o quinto livro de Raël, Meditation Sensuelle (Meditação Sensual, ainda não traduzido para português) foi publicado e deu-se início a uma tradução das Mensagens Raelianas para japonês como parte da missão Raeliana no Japão[11] . Dois anos mais tarde, África tornou-se outra zona alvo na missão de difusão das mensagens[11] .

Em Dezembro de 2002, Brigitte Boisselier, uma Episcopisa Raeliana e CEO da empresa de biotecnologia Clonaid, anunciou o nascimento de uma criança, Eva, supostamente o primeiro clone humano alguma vez feito. Este anúncio despoletou muita atenção por parte dos meios de comunicação, debates éticos, dúvidas, críticas e acusações de embuste. Portas-voz do movimento, incluindo Claude Vorilhon, declararam que este é um dos primeiros passos de uma missão mais importante. Eles defendem que através da clonagem e da combinação com um processo de crescimento acelerado e transferência de memória, se pode conseguir a vida eterna.[12] [13]

Referências

  1. TERRIN, Aldo Natale. Introdução ao Estudo Comparado das Religiões. Tradução de Giuseppe Bertazzo. São Paulo: Paulinas, 2003. p. 364-5.
  2. Cacp.org.br
  3. Centro Apologético Cristão de Pesquisas: Raelianos www.cacp.org.br. Página visitada em 2009-05-26.
  4. TERRIN, Op. Cit. p. 365.
  5. Susan J. Palmer (2004). Aliens adored: Raël's UFO religion, Página 62
  6. Página oficial Clonaid: História Actualizado 26 de Março de 2008
  7. http://altreligion.about.com/od/symbols/ig/Raelian-Symbols/Official-Raelian-Symbol.htm
  8. a b Rael: O Mensageiro dos Elohim, Movimento Raeliano Internacional. Actualizado 1 de Dezembro de 2006
  9. Raël, Intelligent Design
  10.  Raelians and Cloning: Are They for Real?, CESNUR.com. 16 de janeiro de 2003. Actualizado 15 de Setembro de 2007.
  11. a b Palmer, Aliens Adored
  12. THE CLONING DEBATE, MacNeil/Lehrer Productions. 27 de dezembro de 2002. Actualizado 10 de fevereiro de 2007
  13. Todd, Stephanie,  Scientists scoff at cloned baby claim, The Scotsman. Actualizado 10 de fevereiro de 2007

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Raelianismo