Antirreligião

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Antirreligião é a oposição a qualquer religião. Esse posicionamento é diferente de ateísmo ou antiteísmo, embora antirreligiosos possam ser ateístas. O termo antirreligião se refere em específico à aversão à religião como uma instituição ou a qualquer forma de crença no sobrenatural.

História[editar | editar código-fonte]

URSS[editar | editar código-fonte]

A União Soviética fazia campanhas antirreligiosas dirigidas a todas as crenças,[1] principalmente ao cristianismo, budismo e xamanismo. O governo destruiu igrejas ou colocou-as para uso secular, como clubes ou locais de armazenagem, executou o clero e proibiu a publicação de materiais com fundamento religioso.[2] [3] Isso deve-se ao fato da nova nação que surgia ter bases marxistas e socialistas, tendo ideias que iam de encontro com os dogmas religiosos. Consideravam que as religiões só serviam para alienar e controlar seus fieis para o lado que desejassem. O resultado do número de mortes dessa perseguição aos religiosos varia com de acordo com a fonte, alguns aceitam que vinte e um milhões de russos ortodoxos tenham sido mortos pelo governo soviético, outras fontes dizem que quinhentos mil russos morreram.

Albânia[editar | editar código-fonte]

O Estado ateu da Albânia comunista tinha um objetivo para a eventual destruição de todas as religiões na Albânia, incluindo uma proibição constitucional sobre a atividade religiosa e sua propaganda.[4] O governo nacionalizou a maioria das propriedades de instituições religiosas e a literatura religiosa foi proibida. Muitos clérigos e teístas foram julgados, torturados e executados. Todos os estrangeiros católicos do clero foram expulsos em 1946.

Antirreligiosos notáveis[editar | editar código-fonte]

  • Bertrand Russell (1872-1970) — filósofo britânico ganhador do Nobel de Literatura. Era um ateu convicto, dizia que analisara todas as evidências que podiam confirmar a existência de deus, mas que não considerara nenhuma delas válida.[5]
  • Friedrich Nietzsche (1884-1900) — O Anticristo é a obra em que sua antirreligiosidade fica mais evidente. Ele acreditava que o cristianismo e, em específico, a moral critã, era produto de uma transvaloração dos valores entre as classes mais baixas que iam de encontro com o Império Romano. Sua frase mais conhecida acerca das religiões é Deus Está Morto.
  • John Lennon (1940-1980) — cantor e ativista britânico. A canção em que sua antirreligiosidade fica mais explícita é Imagine, em específico na frase "e nenhuma religião também". Depois do sucesso feito pela música, Lenon explicou-se dizendo que ele não era "anti-deus, anti-Cristo, antirreligião" e que não acreditava que deus era "um velho sentado no céu".[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. A Igreja Ortodoxa na Rússia (em inglês). Página visitada em 3 de junho de 2011.
  2. Análise sobre a Rússia (em inglês). JSTOR. Página visitada em 3 de junho de 2011.
  3. Russian Review. [S.l.]: Blackwell Publishing, 1941-2005. ISSN 00360341
  4. Hoxha's Antireligious Campaign (em inglês).
  5. Bertrand Russell e religião. Página visitada em 4 de junho de 2011.
  6. John Lennon e sua primeira controvérsia (em inglês). History. Página visitada em 4 de junho de 2011.
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