Ortodoxia

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A Ortodoxia pode designar os seguintes grupos de Igrejas:

Igreja Ortodoxa[editar | editar código-fonte]

Chama-se Igreja Ortodoxa o grupo de Igrejas orientais que aceitam somente os primeiros sete Concílios Ecumênicos.

No século III Constantino I, primeiro Imperador de Roma a tornar o cristianismo uma religião oficial , através do Edito de Milão em 313. Antes de tal feito o cristianismo era considerado uma religião ilegal. Ele reuniu no ano 325 na cidade de Niceia o primeiro concílio ecuménico, que ficou conhecido como Primeiro Concílio de Niceia, onde supostamente se definiu a Divindade de Jesus Cristo. Teodósio, seu sucessor, torna o cristianismo a religião oficial do Império Romano

A Igreja Cristã era, naquela altura, dividida em cinco patriarcados tradicionais, apostólicos:

Ainda foram feitos mais seis concílios antes do cisma ente as Igrejas Ortodoxas e a Igreja Católica. São eles:

O Cisma[editar | editar código-fonte]

A Igreja, espalhada no conjunto da bacia mediterrânica e organizada em redor dos seus cinco patriarcados (Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém), soube guardar no princípio a sua unidade global, (seguramente, largos seguidores da parte oriental da Igreja desligaram-se dela após o Concílio de Calcedónia - as chamadas Igrejas não-calcedonianas: da Arménia, da Etiópia, do Egipto e da Síria). Esta unidade torna-se mais aleatória depois da queda do Império Romano do Ocidente.

As divergências culturais, o uso do latim no Ocidente e do grego no Oriente bem depressa cederam o passo às divergências de ordem político-religiosa que resultaram da separação do mundo mediterrânico em entidades políticas distintas. A instabilidade merovíngia no Ocidente que, por muitas vezes, fez do Papa o único elemento estável, reforça a autoridade jurídica do primaz romano, o qual anteriormente desfrutava apenas de uma primazia de honra.

Ao longo do tempo, as divergências entre os cristãos ocidentais e orientais foram-se tornando cada vez mais nítidas e acentuadas, até que, em 1054, se deu o Grande Cisma do Oriente, em que a Igreja Ortodoxa (do Oriente) se separou oficialmente da Igreja Católica (do Ocidente). Apesar de depois ocorrer várias aproximações e tentativas de reconciliação, esta ruptura foi ainda mais aprofundada com o saque de Constantinopla (1204) durante a Quarta Cruzada e com a queda do Império Bizantino (1453) nas mãos dos turcos otomanos.

Doutrina[editar | editar código-fonte]

A Igreja Ortodoxa crê na Trindade, na natureza humana e divina de Jesus Cristo, que veio para perfeicionar o ser humano. "Deus tornou-se homem, para que o homem torne-se Deus". Pecado não é visto como violar uma lista de regras, mas o estado não atingir o objetivo de aproximação de Deus, assim não crê que o pecado original transmitiu a culpa de Adão para seus descendentes, mas somente as consequências. A salvação é vista como um processo, como uma cura.

Maria nasceu sob a égide do pecado original (conforme a concepção ortodoxa e não a ocidental), mas viveu uma vida santa. Ela é considerada a Theotokos, aquela que portou Deus em si, rejeitando a tradução latina de "Mater Dei" preferindo "Deipara" ou "Dei genetrix" que são mais acurados.

A divina liturgia é solene e bela, possui um papel importante. Segue os ritos bizantino, antioqueno, alexandrino e o antigo rito de Jerusalém em algumas ocasiões especiais.

A Igreja Ortodoxa é governada tendo Jesus Cristo como o supremo primaz, que atua através do Espírito Santo através do conceito de "sobornost".

O uso do termo "católica"[editar | editar código-fonte]

Muitas Igrejas Ortodoxas adotam o título de Católica como parte de seus nomes. Esse uso não indica alinhamento com a Igreja Católica Apostólica Romana sediada no Vaticano, sendo uma referência ao sentido original da palavra, que significa Universal.


ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. O termo Ortodoxia Oriental deve ser usada com muito cuidado, porque este termo é reivindicado quer pelas Igrejas não-calcedonianas quer pelas Igrejas ortodoxas.

Referências

  1. orthodox. Dictionary.com. Online Etymology Dictionary. Douglas Harper, Historian. Dictionary Definition (Página acessada em 07 de janeiro de 2013).
  2. orthodox. Dictionary.com. The American Heritage Dictionary of the English Language, Fourth Edition. Houghton Mifflin Company, 2004. Dictionary definition (Página acessada em 07 de janeiro de 2013).
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