SETI

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SETI (sigla em inglês para Search for Extraterrestrial Intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre) é um projeto que tem por objetivo a constante busca por vida inteligente no espaço. Uma das abordagens, denominada radio SETI, visa analisar sinais de rádio de baixa frequência captados por radiotelescópios terrestres (principalmente pelo Radiotelescópio de Arecibo), uma vez que este tipo de sinal não ocorre naturalmente, podendo ser interpretada como evidência de vida extraterrestre [1] .

História[editar | editar código-fonte]

A ideia de comunicação com inteligências extraterrestres não é nova. Gauss, conforme relatado por Camille Flammarion, havia proposto o envio de sinais para a Lua, na forma da representação do teorema de Pitágoras[2] .

SETI@HOME[editar | editar código-fonte]

SETI@home em execução

SETI@HOME é um projeto feito com base nas pesquisas do projeto SETI que utiliza os dados coletados por ele, dividindo-os em pequenos trechos que possam ser analisados por computadores pessoais comuns. Para isso, o projeto conta com a participação voluntária dos internautas, que "emprestam" o tempo de processamento de seus computadores para a análise desses sinais de rádio.

Assim, ao se conectar à Internet, o usuário cadastrado do SETI carrega dados coletados por um radiotelescópio no seu computador que serão analisados durante o tempo livre do processador. Após essa análise, os resultados são retransmitidos ao controlo do projeto.

Essa versão do projeto SETI@home migrou para a plataforma BOINC.

A capacidade de processamento desses voluntários supera em mais de 5 vezes o volume de dados disponíveis para análise, além de, conjuntamente, terem a maior capacidade de processamento criada pelo homem, da ordem de 7,691081e+21 operações em ponto flutuante (Flops).

O Brasil estava na 30ª posição da lista de países que mais colaboraram para o projeto, tendo 68.901 colaboradores que enviaram 6 649 489 resultados.

SETI@HOME II[editar | editar código-fonte]

A nova versão do programa de computação distribuída é a aplicação pioneira do BOINC - Berkeley Open Infrastructure for Network Computing, um sistema com o que há que mais moderno em termos de Grid e Computação distribuída.

No início de dezembro de 2005, o projeto contava com uma potência computacional de 157 teraFLOPS. Em agosto alcançou a potência de 162 teraFLOPS. Com essa capacidade de processamento, o projeto pode ser considerado o segundo computador mais potente da Terra, tendo apenas menos potência de cálculo que o BlueGene/L, que tem capacidade de 280,7 teraFLOPS.

O projeto conta com a participação de 666 078 usuários de 229 diferentes países, que contribuem com 1 517 850 computadores rodando o projeto (dados de Julho de 2007).

Colocação dos países lusófonos no ranking: (Tabela desatualizada)

Posição País Quantidade de utilizadores Quantidade de pontos
22º Portugal 34 956 12 833 582
30º Brasil 68 901 6 656 564
119º Macau 45 661 174
131º Moçambique 13 419 968
163º São Tomé e Príncipe 4 127 145
176º Angola 10 91 865
189º Cabo Verde 5 42 897
219º Timor-Leste 2 6 599
225º Guiné-Bissau 1 537

Notas e referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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