Quimbanda

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Quimbanda
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Quimbanda é um culto tido como o lado esquerdo (negro) da Umbanda, ou seja, que tem todo conhecimento das maldades do mundo astral, inclusive da magia negra, e que podem ajudar a fazer o bem. Suas entidades vibram nas matas, cemitérios e encruzilhadas, também conhecidos como "Povo da Rua" e abragem os mensageiros ou guardiões exus e pombagiras.

História[editar | editar código-fonte]

A Quimbanda é a ramificação na qual atuam os exus e pomba giras, também chamados de povos de rua. Eles manipulam forças negativas, o que não significa que sejam malignos. Geralmente estão presentes em lugares onde possam haver kiumbas, obsessores também conhecidos como espíritos atrasados. Os exus e pombagiras trabalham basicamente para o seu desenvolvimento espiritual, com o intuito de evolução espiritual, além de proteção de seu médium. Como são as entidades mais próximas à faixa vibratória dos encarnados, apresentam muitas semelhanças com os humanos.

A entrega de oferendas é comum na Quimbanda, assim como na Umbanda, mas variam de acordo com cada entidade. Podem ser oferecidas bebidas alcoólicas, tais quais, cachaça (marafo), uísque ou conhaque, entre outras, além de velas e charutos.

Não se deve confundir a Quimbanda com a Kiumbanda, popularmente conhecida como magia negra, que não respeita os princípios fundamentais da Umbanda.

Um verdadeiro exu jamais profere palavrões, ou mesmo indica ações contrárias ao bem. Quando a Umbanda foi fundada, em 1908, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, através do médium Zélio Fernandino de Moraes, houve a resolução de que seria fundamentada nos ensinos de Jesus Cristo. Sendo assim, as entidades que incorporam nos terreiros seguem e respeitam este preceito que fundamentado na religião. Os exus executam sua função de forma competente e objetiva sem muitos rodeios, pois estão em busca também de sua evolução espiritual.

Portanto, são soldados prontos a proteger e assegurar que espíritos malfeitores não promovam o mal ao terreiro e a seu médium.

Os Exus[editar | editar código-fonte]

Os QUIUMBAS , são os marginais da espiritualidade, geralmente são espíritos obsessores, zombeteiros e mentirosos, que em vidas passadas foram, malfeitores, malandros, boêmios, bêbados, assassinos, ladrões, etc. Aqueles que cristalizaram o mal dentro de si acabaram criando uma facção chamada QUIMBANDA ou QUIUMBANDA. Os exus que já tem algum esclarecimento e estão em um certo grau de evolução, mesmo tendo inclinação para o mal, são chamados de EXUS DE LEI. Tais exus trabalham tanto para o bem, quanto para o mal, isso vai depender da índole do médium, mas não devemos usar tais exus para fazerem o mal, pois estaríamos atrapalhando a evolução deles e nos endividando ainda mais com as Leis do Universo.

Os EXUS DE LEI, são indispensáveis dentro da Umbanda, pois há coisas que só eles podem fazer, somente eles tem condições de descerem aos pântanos astrais e tem total conhecimento das trevas, sendo indispensáveis aos trabalhos de desobsessão e desmanche de magia negra provocados pelos exus da Quimbanda. [parcial?] O Espiritismo, se achando o dono da verdade, não admite que há casos que só a Umbanda/ Quimbanda consiga resolver. Por isso, ao se trabalhar na Umbanda é necessário ter uma boa conduta para atrair para si entidades boas, e trabalhar com elas em prol daqueles que precisam de ajuda, tudo na base da caridade e do amor, sempre com humildade, só assim conseguiremos a evolução que precisamos dentro da Umbanda.

O Candomblé até hoje adota a matança de animais em seu culto, pois isso remonta ao primitivismo da África, de onde veio o cultos dos Orixás, que são crenças muito antigas. Algumas tendas de Quimbanda adotam a matança de animais por terem copiado rituais do Candomblé.

Algumas correntes dizem que os quimbandeiros, que trabalham com os quiumbas para a prática do mal, usando-os para obsidiarem os encarnados e fazerem trabalhos de magia negra, quando desencarnam, tem como castigo, de se tornam escravos dos próprios quiumbas que cultuavam, isso de acordo com a Lei do Retorno, que faz parte das Leis Espirituais que regem o Universo, [parcial?] por isso, quando algum exu exigir matança de animais, saiba que não se trata de um exu de lei, e sim, de um quiumba. Não faça sacrifícios de animais inocentes ou outras maldades, para não se impregnar com energias de entidades maléficas a tal ponto que só vai te trazer prejuízos nessa encarnação e depois do seu desencarne.

As Pombagiras[editar | editar código-fonte]

A Pombagira, sem dúvidas, é a entidade mais popular da Umbanda e Quimbanda, sendo muito querida e temida ao mesmo tempo. O termo Pombagira é usado para designar uma falange de entidades espirituais com psiquismo feminino que vibram na mesma freqüência, e que em vidas passadas, já foram nobres, amantes, cafetinas, prostitutas, escravas e feiticeiras. É o lado feminino de Exu.

Mulher da noite, bela e vaidosa, vive a sensualidade sem cerimônias, e sempre que baixa nos terreiros com a sua famosa gargalhada, quer beber, fumar e dançar.

Habitante das encruzilhadas, ela vem dos pântanos astrais, conheçidos vulgarmente pelo nome de trevas, as quais ela faz alusão ao Inferno do imaginário da Igreja Católica.

Perigosa, gosta de ser agradada com perfumes doces, batons, jóias e rosas vermelhas. Em troca, dá proteção, abre caminhos e soluciona casos de amor, além de serem ótimas em desobssessão e descarrego.

Alguns exus[editar | editar código-fonte]

  • Exu 7 Catacumbas
  • Exu Caveira
  • Exu 7 da Lira
  • Exu 7 Encruzilhadas
  • Exu Porteira
  • Exu Capa Preta
  • Exu Caveira
  • Exu Caveirinha
  • Exu Catacumbas
  • Exu Corcunda
  • Exu do Lodo
  • Exu João Caveira
  • Exu Mangueira
  • Exu Marabô
  • Exu Mirim
  • Exu Morcego
  • Exu Tiriri
  • Exu Tranca Rua das Almas
  • Exu Toquinho
  • Exu das Trevas
  • Exu Pinga Fogo
  • Exu Veludo
  • Exu Vira-Mundo
  • Exu Gato Preto

Algumas Pombagiras[editar | editar código-fonte]

  • Pombagira Menina da Praia
  • Pombagira Dona 7 Catatumbas
  • Pombagira Maria Padilha
  • Pombagira Maria Padilha Menina da Estrada
  • Pombagira Maria Mulambo
  • Pombagira Maria Mulambo das Sete Catacumbas
  • Pombagira Maria Padilha Rainha do Cabaré
  • Pombagira 7 Saias
  • Pombagira Cigana
  • Pombagira Cigana das almas
  • Pombagira Mocinha
  • Pombagira Rainha
  • Pombagira Sete Calungas
  • Pombagira da Calunga
  • Pombagira das Almas
  • Pombagira das Sete Encruzilhadas
  • Pombagira do Cruzeiro
  • Pombagira Gira-Mundo
  • Pombagira Rainha das Rainhas
  • Pombagira Rainha Sete Encruzilhadas
  • Pombagira Rainha do Cemitério
  • Pombagira Maria Padilha Das Almas
  • Pombagira Maria Rosa
  • Pombagira Tata Mulambo do Cais
  • Pompagira do Coqueiro
  • Pombagira Rosa Caveira
  • Pombagira Maria Caveira
  • Maria Padilha Menina Do cruzeiro Das Almas
  • Maria Padilha Rainha

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • BANDEIRA, Cavalcanti. O que é a Umbanda. Rio de Janeiro: Editora Eco, 1973;
  • FONSECA, José Alves. Umbanda, religião brasileira. Rio de Janeiro, 1978;
  • FREITAS, João de. Exu na Umbanda. Rio de Janeiro: Editora Espiritualista, 1970.
  • SOUZA, Ortiz Belo. Umbanda na Umbanda. São Paulo: Editora Portais de Libertação, 2012.