Shaktismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O Shaktismo (Sânscrito: Śāktaṃ, शाक्तं; lit., "doutrina do poder" ou "doutrina da Deusa") é uma denominação do Hinduísmo que concentra a sua adoração em Shákti ou Devi – a Divina Mãe hindu – como única Divindade absoluta. Juntamente com o Xivaísmo e o Vaishnavismo, faz parte das primeiras escolas do Hinduísmo.

Os adeptos do Shaktismo vêem Devī (lit., " a Deusa") como o próprio Brahman Supremo, "o único", e considerando todas as outras formas de divindade, femininas ou masculinas, como meras manifestações.[1]

Em relação à sua filosofia e prática em particular, o Shaktismo lembra o Shaivismo. No entanto, os praticantes Shakta (Sanskrit: Śākta, शाक्त), do Shaktismo, concentram a grande parte da sua devoção a Shakti, o aspecto feminino da Suprema Divindade. Shiva, o lado masculino da divindade, é considerado exclusivamente transcendente, e a sua adoração tem um papel de apoio.[2]

As raízes do Shaktismo têm origem na Índia pré-histórica. Desde a primeira imagem conhecida da Deusa no paleolítico, há mais de 22.000 anos, até ao aperfeiçoamento do seu culto na Civilização do Vale do Indo, passando por um obscurecimento parcial durante o período védico, e posterior rejuvenescimento e expansão na tradição sânscrita clássica, tem sido sugerido que, de muitas formas, "a história da tradição hindu pode ser vista como um reaparecimento do feminino."[3]

Através da sua história, o Shaktismo inspirou vários trabalhos da literatura sânscrita e da filosofia hindu e continua a influenciar profundamente o hinduísmo actual. O Shaktismo não só é praticado em todo o subcontinente indiano mas também noutras regiões, de formas diversas, tanto tântricas como não-tântricas; no entanto, as duas maiores escolas são a Srikula (lit., familia de Sri), com forte implantação no Sul da Índia,e a Kalikula (familia de Kali), na região Norte e Leste do país.[2]

Referências

  1. BIANCHINI, Flávia. Os principais enunciados filosóficos encontrados na obra Shakta indiana Devi Gita - O Cântico da Deusa. In: ANPTECRE, 2013, Recife. O Futuro das Religiões no Brasil. Recife: FASA, 2013. v. 1. p. 297-320.
  2. a b Subramuniyaswami, p. 1211.
  3. Hawley. p. 2.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]