Conscienciologia

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Conscienciologia é uma teoria supracientífica[1][2] proposta pelo médico e pesquisador brasileiro Waldo Vieira para definir o que é uma nova ciência dedicada ao estudo da consciência. A Consciência, na acepção estudada pela Conscienciologia, seria aquilo que se denomina por ego, alma, espírito, essência, eu, individualidade, personalidade, pessoa, self, ser e sujeito.

Segundo Vieira, a Conscienciologia parte do princípio de que a manifestação da consciência vai além do cérebro físico e que seria independente do corpo humano. Este fato poderia ser verificado, dentre outras maneiras, por meio da experiência fora-do-corpo. Ainda segundo Vieira, a Conscienciologia como ciência não seria restrita ao paradigma newtoniano-cartesiano e aos métodos convencionais de pesquisa científica, mas segue um novo modelo de idéias denominado paradigma consciencial.

É uma ciência que utiliza prioritariamente o método de autoexperimentação e do princípio da descrença, dentro da base epistemológica organizada pelo escritor e projetor consciente Sylvan Muldoon, em suas principais obras "Projeção do Corpo Astral" e "Os Fenômenos da Projeção Astral", escritos juntamente com o pesquisador Hereward Carrington.

Índice

[editar] Histórico

Visando ao detalhismo histórico, cabe informar que o termo conscienciológico foi descrito, ao que as pesquisas indicam, pela primeira vez pelo filósofo brasileiro Miguel Reale em sua obra "Filosofia do Direito".

Já o termo exato Conscienciologia, com esta grafia e principalmente com a acepção de um novo ramo de investigação científica, surge em 1981, na obra Projeções da Consciência - Diário de Experiências Fora do Corpo Físico.

A Conscienciologia surgiu da necessidade de se estudar a consciência (o eu, o self, a alma, o ego) a partir de uma abordagem que ao mesmo tempo não fosse limitada simplesmente ao cérebro e que também não enveredasse pelas linhas místico-religiosas. Neste sentido, o médico e pesquisador independente Waldo Vieira já vinha conduzindo, desde meados da década de 1960, estudos no campo dos fenômenos parapsíquicos, notadamente com a prática da experiência-fora-do-corpo (projeção consciente). Nesta época, Waldo Vieira, que era companheiro de Francisco Cândido Xavier no movimento espírita, percebe que o escopo das descobertas e aplicações evolutivas possibilitadas pela experiência direta nas dimensões extrafísicas (planos espirituais) ia muito além do que um movimento de cunho religioso poderia permitir, sendo então necessário deixar as atividades do Espiritismo para dedicar-se à pesquisa prioritária da consciência, num novo ramo de conhecimento.

Numa abordagem científica-vivencial, este pesquisador produzia em si os fenômenos e realizava o cotejo com ampla literatura mundial, chegando às conclusões provisórias que expunha para debate com outras pessoas que tivessem ou não vivências semelhantes, visando a avaliação lógica. Cumpre ressaltar que diversos outros escritores já haviam exposto os achados de suas experiências pessoais com o fenômeno da projeção consciente, tais como Sylvan Muldoon (obra Projeções do Corpo Astral) e Robert Monroe (obra Viagens Fora do Corpo, Viagens Além do Universo e A Última Jornada). Contudo, Vieira buscou ampliar a sistematização das conseqüências existenciais, éticas, filosóficas e evolutivas dos achados descortinados pela exploração autoconsciente de outras dimensões, possibilitada pela experiência fora do corpo e outros fenômenos parapsíquicos.

Assim, foi crescendo o número de interessados nesta proposta científica, clara, objetiva e baseada na experimentação pessoal, principalmente após a publicação, por parte de Waldo Vieira, do tratado científico Projeciologia – Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano, em 1986. Nesta obra, Vieira reúne suas hipóteses, teorias e conclusões como praticante da projeção consciente desde os 9 anos de idade aliado à extensa consulta bibliográfica, constituindo a obra técnica mais completa sobre o assunto na literatura mundial. A 1ª edição da obra foi doada e distribuída para as principais bibliotecas públicas, universitárias e de centros de pesquisa do país. Firmou-se então a Projeciologia como uma nova ciência que pesquisa as saídas lúcidas do corpo, e sobretudo as implicações disto para a evolução das consciências (indivíduos, pessoas). Em 1988 foi fundado o IIP, Instituto Internacional de Projeciologia, com objetivo de aprofundar os estudos e expandir a divulgação desta nova ciência. Em junho de 1990 foi realizado, na cidade do Rio de Janeiro, RJ, o I Congresso Internacional de Projeciologia, contando com a participação de renomados pesquisadores internacionais do fenômeno da experiência-fora-do-corpo, tais como D. Scott Rogo e Janet Lee Mitchell.

A projeção consciente tem se mostrado uma eficaz ferramenta para a expansão das concepções da realidade e da evolução, permitindo um enfoque mais amplo do que seja a consciência. Entretanto, o estudo da consciência é muito mais amplo, dado este objeto ser o mais complexo e multifacetado de que se tem notícia. Por este motivo, a Projeciologia é um subcampo da Conscienciologia. A Conscienciologia foi mais extensamente fundamentada em 1994, com o lançamento do tratado 700 Experimentos da Conscienciologia, de Waldo Vieira. O IIP passa então a se chamar IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia.

Nas últimas décadas vem ocorrendo, no Brasil e exterior, interesse crescente pela Conscienciologia, fato traduzido pelo aumento no número de instituições do terceiro setor, baseadas no voluntariado, dedicadas às pesquisas e divulgação de certas especialidades da Conscienciologia. A cidade paranaense de Foz do Iguaçu é atualmente um pólo de desenvolvimento desta ciência. No bairro iguaçuense oficialmente denominado Cognópolis encontra-se um complexo formado por diversas instituições de ensino e pesquisa, laboratórios de experimentação individual e grupal, acervo de livros e artefatos do saber (Holoteca), condomínios residenciais e empresas, todos buscando exemplificar as aplicações concretas, sociais e pró-evolutivas das propostas da Conscienciologia.

[editar] Fundamentos

A Conscienciologia, segundo Vieira, é o estudo da consciência em uma abordagem integral, holossomática, bioenergética, multidimensional, projetiva e autoconsciente. A consciência renascida nesta dimensão física denomina-se conscin (consciência intrafísica). Já a consciência extrafísica (consciex)seria a consciência que já passou pela dessoma (descarte do corpo intrafísico).

Holossoma é o conjunto dos quatro veículos de manifestação (corpos) usados pela conscin (ser humano, encarnado) para se manifestar: o soma (corpo físico, corpo biológico), o energossoma (corpo energético, duplo etérico, corpo bioplásmico, holochacra), o psicossoma (corpo astral) e o mentalsoma (corpo mental).

O soma seria extinto com a morte física, após a qual a consciência se manifestaria exclusivamente em dimensões extrafísicas empregando seus demais corpos até que, por forças naturais ou não, ela volte a constituir um novo corpo físico (renascimento, ressoma, reencarnação). A consciência teria, portanto, um aspecto multiexistencial.

A natureza multidensional da consciência fica evidenciada durante o fenômeno da experiência fora do corpo (projeção da consciência) quando ela pode se manifestar de forma lúcida em outras dimensões de espaço-tempo além da dimensão física que conhecemos, empregando os corpos não físicos que constituem o seu holossoma.

Além de estar sujeita as forças básicas da natureza, a consciência também interage por meio de bioenergias (energia vital, prana, orgonio, chi) com outras consciências, com outros seres vivos, com o ambiente. Por meio das bioenergias a consciência interfere e sofre interferências do meio.

A consciência seria intimamente regida por uma ética maior que permeia todo o universo, denominada cosmoética. A cosmoética não se limitaria aos conceitos de "certo" e "errado", mas seria orientada pela evolução da consciência, em qualquer dimensão de manifestação. Assim, não se pergunta se uma idéia ou ação é certa, mas se é a favor da evolução das consciências.

Segundo Vieira, o estudo da Conscienciologia com base nesses pressupostos constitui um paradigma consciencial, um novo modelo de idéias, distinto, portanto, do paradigma adotado pelas ciências tradicionais. Ainda segundo o autor, o escopo da Conscienciologia é o estudo da consciência do vírus (a forma mais simples de consciência) ao Serenão, a consciência mais evoluída existente em nosso planeta.

No intuito de sistematizar a Conscienciologia, Vieira também estabeleceu uma relação de 70 possíveis especialidades ou disciplinas que organizam e aprofundam os estudos da conscienciologia. Um link para a relação dessas especialidades encontra-se abaixo (veja em Links Externos).

Por fim, as publicações conscienciológicas geralmente seguem os preceitos de redação estabelecidos por Vieira em seu livro Manual de Redação da Conscienciologia (1997).

[editar] Críticas à Conscienciologia

Por ser reconhecida como uma ciência de fato[Por quem?], a Conscienciologia é, naturalmente, alvo de inúmeras críticas por razões muito compreensíveis. Derivada direta da antiga Metapsíquica, que interessava-se pela investigação qualitativa dos fenômenos psiquicos ou paranormais, acolhida com louvor pela comunidade espírita no Brasil, Vieira traz essas bases justamente numa época em que os experimentos qualitativos deram lugar aos experimentos de laboratório, a partir da Parapsicologia Experimental, com os fenomenos de ESP e PK sendo comprovados em laboratório, com bases nos fundamentos de Rhine.

A Conscienciologia, pois, nasce marcada pela Metapsíquica, nos experimentos subjetivos, sem maior preocupação com rigor próprio da ciência, ou seja, definição de método e pesquisas realizadas com ampla liberdade de investigações.

Sob o ponto de vista da comunidade científica, a Conscienciologia seria meramente uma corrente dissidente do espiritismo criada por Vieira, que assume como característica básica o deslocamento da ênfase no aspecto moral dessa doutrina em favor do experimentalismo (Veja o item 2 da Bibliografia).

Alguns críticos consideram que a Conscienciologia é baseada em antigas idéias, técnicas e metodologias, e, em grande parte, em tradições, conceituações, classificações, valores, normas de conduta, procedimentos e teorias oriundos de outras linhas de pensamento tais como o Budismo, a Teosofia, a Parapsicologia e, principalmente, da Doutrina Espírita, motivo pelo qual a Conscienciologia também recebe críticas da comunidade espírita.

Por outro lado, Vieira e seus colaboradores sugerem a necessidade de novos termos técnicos para atender, pelo menos, duas necessidades: a) deixar de usar um termo antigo, de significação restritiva (muitas vezes, de cunho religioso); b) utilizar um termo que compreenda melhor a realidade do objeto em questão, na perspectiva do paradigma consciencial.

Desta forma, por estar centrada hoje, nesse processo de alterações conceituais e "neologização", acabou por se debruçar demasiadamente num campo de pesquisa que é mais "linguistica" do que pesquisa da consciência.

Outra crítica a Conscienciologia se dá à obra que teoricamente a fundamenta: 700 Experimentos da Conscienciologia, escrita por Waldo Vieira. Em tal obra, não encontramos "experimentos", mas sugestões para experimentos, o que coloca um ponto de interrogação na discussão. O que significam, pois, "experimentos"? Do ponto de vista científico, a obra apresenta recheada de "pontos de vista" do autor, opiniões diretas a respeito de temas complexos, sem maior aprofundamento, mostrando distância de ciência do campo psíquico. Assim, o autor se cita, sem qualquer constrangimento, como centro absoluto de experimentos conscienciológicos (autoreferência centralizadora). Esta obra também está repleta de repetições em si mesma e poderia ser reduzida a cerca de "100 Experimentos".

A obra, apesar de conter elementos interessantes de estudo, em termos de rigor científico carece de maior fundamentação, segundo apredemos na academia lá da esquina, para se propor como ciência a Conscienciologia. Por outro lado, o tratado "Projeciologia: Panorama de experiências fora do corpo", na 10a edição, escrito pelo mesmo autor, é, segundo seus defensores, obra relevante do ponto de vista científico, apresentando coerência metodológica, epistemológica e isenta de preceitos morais, proporcionando ao sujeito a liberdade de agir conforme sua própria moral.

Já a obra Homo sapiens reurbanisatus, também de Vieira, apresenta repetições de outras de suas obras, transcrições que poderiam ser citações de referências, e "uma tonelada" de referências, tópicos, sessões e subsessões, um rigor até mesmo obsessivo no que tange às organizações das referências bibliográficas. Em tal obra o autor defende a tese da reurbanização extrafísica e do homo sapiens reurbanisatus. No todo da obra, apesar da "classificação das consciências reurbanizadas" numa tipologia e quase uma caracterologia da personalidade (traços), o autor numa linha quase psiquiátrica(apropriada para redatores e revisores hipercríticos da wikipédia e com uma lógica centrada na patologia (abordagem já ultrapassada), vem trazer as consréus como "consciências patológicas". Assim, reafirma a dualidade "saúde" e "doença" do outro. Tenta, como coloca na introdução, mapear o panorama de todas as raízes das patologias. O livro poderia ser, portanto, segundo seus críticos, menos estensivo nas referências, pois os leitores tem preguiça de ler e mais objetivo na ideia e nos experimentos.

[editar] Futuro da Conscienciologia

O futuro da Conscienciologia é revolucionário. Foi reconhecida como ciência, em 1991, seus postulados não precisam ser comprovados seja por meio de métodos científicos experimentais, seja por outros meios que, no futuro, dispensam ser aceitos como válidos pela comunidade científica, ou mesmo pela universalidade das experiências pessoais e seus relatos (ausentes no meio conscienciológico por sua maioria serem carentes e incipientes em suas experiências pessoais projetivas e parapsíquicas). A comporvação se dá por entrecruzamento de evidências de vários relatos semelhantes. Uma das novas propostas de se provar a "hipótese do corpo objetivo", que fundamenta toda a Conscienciologia e a Projeciologia, assim como a Parapsicologia, é através da realização de inúmeros experimentos projetivos conjuntos, onde dois ou mais projetores saem fora do corpo, se encontram e, depois, relatam as mesmas experiências quando a ele retornam. Tais experimentos não podem ser explicados por nenhuma teoria médica ou psicológica, restando portanto a "hipótese do corpo objetivo" como a única plausível.

Existem diferenças fundamentais entre o método de pesquisa da Conscienciologia e das ciências já estabelecidas. No paradigma (modelo, referencial) materialista, são utilizados recursos como objetividade e replicabilidade para a comprovação ou não de teses.

Como demonstrar ou falsificar destas formas a saída fora do corpo ou o uso das bioenergias? Segundo a Conscienciologia, a experiência subjetiva deve ser considerada neste tipo de investigação, junto de um consenso entre experimentadores e pesquisadores do assunto (universalidade do conhecimento). Deste modo, as experiências individuais se somam para formar um consenso razoável quanto aos resultados das pesquisas.

Vale lembrar aqui que os sonhos não são fenômenos objetivos, porém são aceitos porque cada indivíduo tem seus próprios sonhos (universalidade), havendo então um consenso quanto a sua existência, mesmo que não se compreenda o seu funcionamento. Do mesmo modo, a experiência fora do corpo e os fenômenos bioenergéticos seriam experiências que podem ser constatadas e consensuadas.

O mais importante de uma ciência é que ela seja útil e ética, para que atenda as necessidades de desenvolvimento da humanidade. Mais importante do que saber se a Conscienciologia será aceita como ciência pela comunidade científica, é saber quais os benefícios que tal abordagem oferece às pessoas.

Alguns pesquisadores da Ciência acreditam que a Conscienciologia tornar-se-á a 8a força em Psicologia que se dispõem cronologicamente na seguinte ordem:

Com o passar do tempo e o gradual amadurecimento da humanidade, é natural que a Conscienciologia suplante as "escolas de pensamento" incompletas por si mesmas, em face de sua estrutura intrínseca de abrangência e abertura conceitual visando o próprio crescimento. Não é uma simples "teoria estanque", é um complexo conjunto, autossuficiente e dinâmico, criado no intuito de se atender a diretrizes recebidas diretamente dos amparadores extrafísicos visando auxiliar a humanidade no entendimento de sua realidade vivencial com lucidez e lógica, e o seu próprio destino existencial futuro.

[editar] Bibliografia

  • REALE. M. Filosofia do Direito Saraiva, São Paulo:1978.
  • STOLL, S.J. "Religião, ciência ou auto-ajuda? Trajetos do Espiritismo no Brasil". Revista de Antropologia. v.45 n.2 São Paulo: 2002
  • VIEIRA. W. 700 Experimentos da Conscienciologia. IIP, Rio de Janeiro: 1994.
  • VIEIRA. W. O que é a Conscienciologia. IIP, Rio de Janeiro: 1994.
  • ROQUE. D. Estudos Espiritualistas - Desvendando os Caminhos. ISC, Curitiba: 2009.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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Links para refutações respeitosas à Conscienciologia:


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