Conscienciologia
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Conscienciologia é o termo proposto pelo médico e pesquisador brasileiro Waldo Vieira para definir o que seria uma nova ciência dedicada ao estudo da consciência, que, dentre outros termos, é aquilo o que se denomina por ego, alma, espírito, essência, eu, individualidade, personalidade, pessoa, self, ser e sujeito.
Segundo Vieira, a Conscienciologia parte do princípio de que a manifestação da consciência vai além do cérebro físico e que seria independente do corpo humano. Este fato poderia ser verificado, dentre outras maneiras, por meio da experiência fora-do-corpo. Ainda segundo Vieira, a Conscienciologia como ciência não seria restrita ao paradigma newtoniano-cartesiano e aos métodos convencionais de pesquisa científica, mas segue um novo modelo de idéias denominado paradigma consciencial.
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[editar] Histórico
O termo conscienciológico foi descrito, ao que as pesquisas indicam, pela primeira vez pelo filósofo brasileiro Miguel Reale em sua obra "Filosofia do Direito" (p. 120), em 1978:
"Temos, pois, em primeiro lugar, o chamado idealismo psicológico ou "conscienciológico", que consiste em dizer que a realidade é cognoscível se e enquanto se projeta no plano da consciência, revelando-se como momento ou conteudo de nossa vida interior" (REALE, 1978, p.120)
No entanto, no ano seguinte, Vieira em seu livro Projeções da Consciência: Diário de Experiências Fora do Corpo Físico (1979) propõe o termo "Conscienciologia". Considera-se o criador do termo "conscienciológico" e portanto "conscienciologia" Reale.
A proposta original de Vieira era o estudo das experiências fora do corpo para o qual ele criou o termo Projeciologia, surgido inicialmente na obra Projeçoes da Consciência: Diário de Experiências Fora do Corpo Físico. Este campo de estudos foi sistematizado com a publicação, em 1986, do tratado Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano.
Posteriormente, avançando a partir das experiências fora do corpo para um estudo mais abrangente da consciência, com o livro 700 Experimentos da Conscienciologia (1994), Vieira dedicou-se a estabelecer as bases de uma nova ciência, a Conscienciologia. Nesse intuito, seus esforços concentraram-se em estabelecer o escopo, as áreas subssidiárias (disciplinas) e forma de se estudar a consciência.
Para promover a Projeciologia, Vieira criou em 1988 uma instituição denominada IIP (Instituto Internacional de Projeciologia), renomeada em 1994 como IIPC (Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia) quando a Conscienciologia passou a ser o foco de seu trabalho.
Desde então, a difusão da Conscienciologia vem sendo feita sistematicamente no Brasil e no exterior por meio da publicação de livros, artigos e periódicos, assim como por meio de cursos seminários e congressos promovidos pelo IIPC e por outras instituições congêneres (Instituições Conscienciocêntricas no jargão da Conscienciologia) que seguem os princípios estabelecidos por Vieira.
Em 1995, os colaboradores de Vieira decidiram criar na cidade de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, um centro de pesquisas com a finalidade de promover o estudo da Conscienciologia, denominado CEAEC (Centro de Altos Estudos da Consciência). Nos anos seguintes outros centros semelhantes foram criados no Brasil e no exterior com o mesmo objetivo.
[editar] Fundamentos
A conscienciologia, segundo Vieira, é o estudo da consciência em uma abordagem integral, holossomática, multidimensional, projetiva e autoconsciente.
Holossoma é o conjunto dos quatro veículos de manifestação (corpos) usados pela consciência para se manifestar: o soma (corpo físico), o energossoma (corpo energético, duplo etérico, corpo bioplásmico), o psicossoma (corpo astral) e o mentalsoma (corpo mental).
O corpo físico seria extinto com a morte fisica, após a qual a consciência se manifestaria exclusivamente em dimensões extrafísicas empregando seus demais corpos até que, por forças naturais ou não, ela volte a constituir um novo corpo físico (reencarnação). A consciência teria, portanto, um aspecto multiexistencial.
A natureza multidimensional da consciência fica evidenciada durante o fenômeno da experiência fora do corpo (projeção da consciência) quando ela pode se manifestar de forma lúcida em outras dimensões de espaço-tempo além da dimensão física que conhecemos, empregando os corpos não físicos que constituem o seu holossoma.
Além de estar sujeita as forças básicas da natureza, a consciência também interage por meio de bioenergias (energia vital, prana, orgonio, chi) com outras consciências, com outros seres vivos, com o ambiente. Por meio das bioenergias a consciência interfere e sofre interferências do meio.
A consciência seria intimamente regida por uma ética maior que permeia todo o universo, denominada cosmoética. A cosmoética não se limitaria aos conceitos de "certo" e "errado". Ela é orientada pela evolução da consciência, em qualquer dimensão de manifestação. Assim, não se pergunta se uma idéia ou ação é certa, mas se é a favor da evolução das consciências.
Segundo Vieira, o estudo da Conscienciologia com base nesses pressupostos constitui um paradigma consciencial, um novo modelo de idéias, distinto, portanto, do paradigma adotado pelas ciências tradicionais. Ainda segundo o autor, o escopo da Conscienciologia é o estudo da consciência do vírus (a forma mais simples de consciência) ao Serenão, a consciência mais evoluída existente em nosso planeta.
No intuito de sistematizar a Conscienciologia, Vieira também estabeleceu uma relação de 70 possíveis especialidades ou disciplinas que organizam e aprofundam os estudos da conscienciologia. Um link para a relação dessas especialidades encontra-se abaixo (veja em Links Externos).
Por fim, as publicações conscienciológicas geralmente seguem os preceitos de redação estabelecidos por Vieira em seu livro Manual de Redação da Conscienciologia (1997).
[editar] Críticas à Conscienciologia
Por não ser reconhecida como uma ciência de fato, a Conscienciologia é, naturalmente, alvo de inúmeras críticas por razões muito compreensíveis. Derivada direta da antiga Metapsíquica, que interessava-se pela investigação qualitativa dos fenômenos psiquicos ou paranormais, acolhida com louvor pela comunidade espirita no Brasil, Vieira traz essas bases justamente numa época em que os experimentos qualitativos deram lugar aos experimentos de laboratório, a partir da Parapsicologia Experimental, com os fenomenos de ESP e PK sendo comprovados em laboratório, com bases nos fundamentos de Rhine.
A Conscienciologia, pois, nasce embebedecida na Metapsiquica, nos experimentos subjetivos, sem maior preocupação com rigor próprio da ciência, ou seja, definição de método e pesquisas realizadas com ampla liberdade de investigações.
Sob o ponto de vista da comunidade científica, a Conscienciologia seria meramente uma corrente dissidente do espiritismo criada por Vieira, que assume como característica básica o deslocamento da ênfase no aspecto moral dessa doutrina em favor do experimentalismo (Veja o item 1 da Bibliografia).
Muitos críticos consideram que a Conscienciologia seria baseada em antigas idéias, técnicas e metodologias, e que ela, em grande parte, se baseia em tradicionis conceituações, classificações, valores, normas de conduta, procedimentos e teorias oriundos de outras linhas de pensamento tais como o Budismo, a Teosofia, a Parapsicologia e a Doutrina Espírita, motivo pelo qual a Conscienciologia também recebe críticas da comunidade espírita.
Por outro lado, Vieira e seus colaboradores sugerem a necessidade de novos termos técnicos para atender, pelo menos, duas necessidades: a) deixar de usar um termo antigo, de significação restritiva (muitas vezes, de cunho religioso); b) utilizar um termo que compreenda melhor a realidade do objeto em questão, na perspectiva do paradigma consciencial.
Desta forma, por estar centrada hoje, nesse processo de alterações conceituais e "neologização", acabou por se debruçar demasiadamente num campo de pesquisa que é mais "linguistica" do que pesquisa da consciência. A experiência é mais importante que os conceitos ou as teorias; vivências são mais significativas que conceitos. Isso sugere o principio da "teática", onde na prática desta ciência, a crítica não encontra correlação lógica.
Apesar desta dificuldade, que é comum em toda ciência que se inicia, muito se sabe hoje de métodos seguros que levam a pessoa a sair do corpo com lucidez assim como perceber seus processos de energia, sem qualquer meio fisico de medição, e que gera replicabilidade. Assim, a estruturação dos Laboratórios Conscienciológicos e de espaços para experimentação de técnicas de indução de EFC, o mundo científico deve em muito a esta nova ciência, que opera esta realidade com abertura e ética.
[editar] Futuro da Conscienciologia
O futuro da Conscienciologia é incerto. Para ser aceita como ciência, seus postulados terão que ser comprovados seja por meio de métodos científicos experimentais, seja por outros meios que, no futuro, venham a ser aceitos como válidos pela comunidade científica.
Existem diferenças fundamentais entre o método de pesquisa da Conscienciologia e das ciências já estabelecidas. No paradigma (modelo, referencial) materialista, são utilizados recursos como objetividade e replicabilidade para a comprovação ou não de teses.
Como demonstrar ou falsificar destas formas a saída fora do corpo ou o uso das bioenergias? Segundo a Conscienciologia, a experiência subjetiva deve ser considerada neste tipo de investigação, junto de um consenso entre experimentadores e pesquisadores do assunto. Deste modo, as experiências individuais se somam para formar um consenso razoável quanto aos resultados das pesquisas.
Vale lembrar aqui que os sonhos não são fenômenos objetivos, porém são aceitos porque cada indivíduo tem seus próprios sonhos, havendo então um consenso quanto a sua existência, mesmo que não se compreenda o seu funcionamento. Do mesmo modo, a experiência fora do corpo e os fenômenos bioenergéticos seriam experiências que podem ser constatadas e consensuadas.
O mais importante de uma ciência é que ela seja útil e ética, para que atenda as necessidades de desenvolvimento da humanidade. Mais importante do que saber se a Conscienciologia será aceita como ciência pela comunidade científica, é saber quais os benefícios que tal abordagem oferece às pessoas.
Alguns pesquisadores da conscienciologia acreditam que a Conscienciologia poderá tornar-se a 8a força em Psicologia que se dispõem cronologicamente na seguinte ordem:
- 1ª força: Behaviorismo
- 2ª força: Psicanálise
- 3ª força: Humanista
- 4ª força: Transpessoal
- 5ª força: Metapsíquica
- 7ª força: Parapsicologia
- 8ª força: Conscienciologia
[editar] Bibliografia
- REALE. M. Filosofia do Direito Saraiva, São Paulo:1978.
- STOLL, S.J. "Religião, ciência ou auto-ajuda? Trajetos do Espiritismo no Brasil". Revista de Antropologia. v.45 n.2 São Paulo: 2002
- VIEIRA. W. 700 Experimentos da Conscienciologia. IIP, Rio de Janeiro: 1994.
- VIEIRA. W. O que é a Conscienciologia. IIP, Rio de Janeiro: 1994.
[editar] Veja também
[editar] Ligações externas
- Conscienciopédia - Enciclopédia Digital da Conscienciologia
Links para instituições que promovem a Conscienciologia:
- Conscienciologia.net
- Academia Internacional da Consciência
- Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia
- Associação Internacional para Evolução da Consciência
- Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia
- Organização Internacional de* Consciencioterapia
- Associação Internacional de Inversão Existencial

