Passe espírita

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O passe é uma prática amplamente difundida entre os espíritas, que consiste, grosso modo, na imposição das mãos feita por um indivíduo, que recebe o nome de passista, sobre outro, que se acha geralmente sentado à sua frente, num ambiente à meia-luz. Segundo diversos teóricos e praticantes do espiritismo, o ato teria o poder de canalizar “fluidos” ou “energias” benéficos, oriundos do próprio passista, de bons espíritos, ou ainda de ambas as fontes somadas. A prática integra habitualmente o chamado tratamento espiritual.

Conceituações[editar | editar código-fonte]

alegoria representando o passista e o recebedor

Para os dicionários [1] passes (no plural), é: Ato de passar as mãos repetidamente ante os olhos de uma pessoa para magnetizá-la, ou sobre parte doente de uma pessoa para curá-la..

Jacob Luiz Melo (op. citada abaixo) traz outras definições sobre a cura ou tratamento espiritual pela imposição de mãos, em especial por outras correntes religiosas.

De um pastor colige a seguinte passagem: "(...)começo a cura repousando minhas mãos suavemente sobre a cabeça das pessoas(...)"[1] e, de um frei católico, esta: "(passes...)...são gestos rápidos e enérgicos que são feitos pela pessoa-que-cura ao lado e ao longo do corpo da pessoa-que-está-sendo-curada"[2]

Tipificação[editar | editar código-fonte]

A classificação dos passes varia de acordo com a ótica pela qual este está sendo analisado.

Recebedor[editar | editar código-fonte]

O passe pode ser classificado, consoante seu recebedor, em individual ou coletivo.

  • O passe individual é aquele onde um ou mais passistas realizam o trabalho de imposição de mãos em cada paciente, a cada vez.
  • Será coletivo o passe quando o seu objeto for um grupo de indivíduos;

Existem centros espíritas que dividem o passe individual em passe corrente (mais simples e rápido) e isolado (um pouco mais demorado e complexo).

Passista[editar | editar código-fonte]

Ainda segundo a Doutrina Espírita, aquele que aplica o passe pode atuar com seus fluidos apenas - chamado anímico; ou receber auxílio espiritual, no passe mediúnico[3]

  • Anímico - será o passe em que há apenas a ação do passista na doação fluídica e magnética.
  • Mediúnico - onde o passista é mero instrumento na ação do Espírito, sendo que este seria o único a atuar fluídica e magneticamente;
  • Misto - onde o processo envolveria tanto encarnado como desencarnado.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ARMOND, Edgard. Passes e Radiações - métodos espíritas de cura. São Paulo: Aliança, 1986.
  • CURTI, Rino. O Passe (imposição de mãos) (2ª ed.). São Paulo: LAKE, 1988.
  • GURGEL, Luiz Carlos de M.. O Passe Espírita. Rio de Janeiro: FEB, 1991.
  • JACINTHO, Roque. Passe e Passista. São Paulo: Luz no Lar, 1991.
  • MELO, Jacob. O Passe, seu estudo, suas técnicas, sua prática. Rio de Janeiro: FEB, 1992.
  • TAMASSIA, Mauro B.. Você e a Mediunidade. Matão (SP): O Clarim, 1987.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. citação retirada de BLADES, Dudley. O que é a cura?, in "A Energia Espiritual e seu Poder de Cura", cap. VI, p. 52
  2. extraído de BACK, Hugolino; GRISA, Pedro A. "As técnicas de Jesus", in A Cura pela Imposição de Mãos, p. 74
  3. Para Rino Curti (op. cit.), todos os passes são mediúnicos, para tanto citando O Livro dos Médiuns (2ª parte, capítulo XIV, nº7), de Allan Kardec. Para este autor a participação do passista é simples interferência anímica
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