EMDR

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O EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares) é uma abordagem psicoterapêutica sem base científica[1] utilizada em casos de TEPT - transtorno de estresse pós-traumático, transtornos de ansiedade, quadros depressivos e algumas reações de caráter psicossomático[1] .

Embora estudos clínicos duvidem de sua eficácia[2] , essa abordagem terapêutica tem tido grande popularidade. Isso se deve, provavelmente, à forte campanha publicitária que recebe[1] .

História[editar | editar código-fonte]

A técnica foi descoberta por Francine Shapiro no final dos anos 1987 enquanto esta passeava no parque[3] [4] , embora John Grinder (um dos fundadores da programação neurolinguística) reivindique ter descoberto a técnica enquanto era administrador de um escritório[4] .

Shapiro tem seu bacharelado em Literatura Inglesa pela Universidade de Nova Iorque[5] , mas a partir da descoberta da EMDR, passou a escrever uma série de artigos para revistas de psicologia comportamental, conseguindo seu PhD em psicologia clínica no desacreditado e já desativado Professional School of Psychological Studies, em San Diego[5] [4] .

Os primeiros estudos levaram a crer que não havia nenhum efeito terapêutico no movimento dos olhos. Assim, Shapiro adicionou uma série de outros elementos terapêuticos e cognitivos que resultaram no que ela chamou de Eye Movement Desensitization (EMD). Seus estudos concluíram que o principal resultado do EMD era o aumento da fé do paciente de que a terapia teria bons resultados[3] . Em 1991 o nome do EMD foi alterado para o atual EMDR.

Nos ano 1990, Shapiro fundou o EMDR Institute, uma empresa com o objetivo de oferecer treinamentos e propagandear o EMDR[3] .

Teoria[editar | editar código-fonte]

Segundo Francine Shapiro, todo o ser humano tem um sistema de processamento psicológico de informações, similar ao sistema digestivo (onde o corpo extrai nutrientes dos alimentos para sua sobrevivência). Quando ocorre um evento traumático, esse sistema falha e não processa corretamente essas informações, fazendo incorretamente a ligação entre a lembrança do fato e os sentimentos ligados a ele. O EMDR tem o objetivo de refazer essa ligação de maneira correta[6] .

Shapiro não explica como, exatamente, isso acontece. Alguns autores afirmam que o movimento rápido dos olhos serviria para desbloquear esse sistema de processamento de informações. Outros afirmam que o movimento lateral dos olhos ativaria ambos os lados do cérebro e isso, em algum momento, reestruturaria a memória. Outros terapeutas sugerem que o movimento dos olhos envia sinais ao cérebro que, de alguma forma, domam as partes impertinentes do cérebro que causam os transtornos psicológicos[4] .

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]