Olavo de Carvalho

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Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (Campinas, 29 de abril de 1947) é um jornalista e ensaísta,1 2 3 brasileiro de matriz conservadora, considerado um dos articulistas mais abertamente de direita do país em atividade.4

Índice

Biografia

O comunismo e suas variantes são alvos recorrentes das críticas filosóficas de Olavo de Carvalho – aqui o autor aparece sentado sobre uma estátua de Vladimir Lênin no Leste Europeu.

Filho do Luiz Gonzaga de Carvalho e Nicéa Pimentel de Carvalho, nasceu em Campinas por onde viveu por volta de 1 ano e meio.5 É casado com Roxane Andrade de Souza e pai de 8 filhos, dos quais um deles, Luiz Gonzaga de Carvalho Neto, atualmente segue a vocação do pai e promove cursos de filosofia.6

Olavo de Carvalho chegou a ser na juventude um militante comunista.7 Colaborou no primeiro curso de extensão em astrologia na PUC de São Paulo, para os formandos em psicologia em 1979.8

Seu primeiro livro foi lançado em 1980 e chama-se "A imagem do homem na astrologia". Em 1996, publicou o livro que o tornou conhecido, "O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras", no qual critica o meio cultural e intelectual brasileiro. Trabalhou em revistas e periódicos tais como Bravo!, Primeira Leitura, O Globo, Época, Zero Hora, Jornal do Brasil e Jornal da Tarde, tendo sido demitido destes cinco últimos.9 10 11

Olavo de Carvalho declarou em seu programa que em dezembro de 2009 recebeu do governo dos Estados Unidos o visto especial de residência EB-1,12 o qual é concedido a estrangeiros com "habilidade extraordinárias" na área educacional, artística, científica ou de negócios ou a "professores ou pesquisadores notáveis". Esse visto dá ao estrangeiro o direito de residência permanente nos Estados Unidos.13

Além da manutenção periódica da página pessoal com novos artigos e ensaios, Carvalho ministra, com certa frequência, cursos à distância de História da Filosofia e realiza palestras e conferências, mantendo, desde 2006, um programa periódico de rádio em streaming pela internet, denominado True Outspeak, com participação do público por telefone, VOIP ou correio eletrônico, além de ser o presidente do Inter-american Institute.14

Oposição e críticas

Olavo foi alvo de críticas em diversas ocasiões, como por exemplo quando debateu com o ativista russo Aleksandr Dugin.15 16 Outros opositores foram Janer Cristaldo,17 jornalista e ex-colaborador de seu site Mídia Sem Máscara, e Rodrigo Constantino,18 19 economista e liberal, que afirma que "Olavo foi alçado ao patamar de 'líder iluminado' por seus seguidores, e isso o cegou". Nessa lista poderia incluir-se também os jornalistas Mário Augusto Jakobskind20 e Sebastião Nery,21 e o engenheiro José Colucci Jr.22

Em virtude de críticas realizadas em seus artigos e talk show, Olavo foi acionado judicialmente em 2007 pelo professor aposentado de filosofia da Unicamp João Carlos Kfouri Quartim de Moraes,23 24 , em conjunto com a Editora J.B. S/A e a Associação Comercial de São Paulo, por menções ao assassinato do oficial do exército norte-americano Charles Chandler em 1968.25 Em sentença de 28 de Novembro de 2012 somente as empresas foram condenadas a indenizar Quartim por danos morais, constando ainda que Olavo deixou de fazer parte do processo, em virtude da desistência posterior do autor do prosseguimento da ação com relação a ele, por este residir em local incerto. A decisão ainda não transitou em julgado.26

A filosofia de Olavo

De acordo com o próprio Olavo de Carvalho, a tônica de seu pensamento é a "a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia 'científica'".27

Os alvos de críticas

Olavo de Carvalho costuma fazer em seus escritos fortes críticas a grande parte da academia e elite intelectual (principalmente a brasileira). Marilena Chauí28 e Emir Sader29 são, nesse tocante, alvos bastante habituais.

Alvos habituais da crítica de Olavo de Carvalho são entidades como a Fundação Ford, a Fundação Rockefeller, o Council of Foreign Relations, o Fórum Social Mundial e indivíduos da atualidade como Barack Obama,30 31 George Soros32 e Al Gore e, no Brasil, as entidades como o Foro de São Paulo, o MST, o Partido dos Trabalhadores, da CNBB (como divulgadora nacional da teologia da libertação). Poderia-se citar também figuras diversas como Bill Clinton33 , Che Guevara34 , Leandro Konder35 e Chico Buarque36 37 .

Marxismo e Capitalismo

Olavo afirma que o capitalismo foi criado por religiosos protestantes, baseados na ideia da prática coletiva de valores cristãos no comércio.38

Afirma também que o marxismo não surgiu de nenhum estudo econômico científico e que a maior parte da obra de Karl Marx, incluindo conceitos de luta de classes, revolução, ditadura do proletariado, socialização dos meios de produção e missão da vanguarda revolucionária, já teria sido antecipada pelas mesmas doutrinas protestantes e reformistas. Afirma também que as ideias de Lênin e de Gramsci foram originadas por John Wyclif, John Huss, Thomas Münzer, entre outros.39

Direita ideológica

Olavo define o conservadorismo como a "política que se constitui da síntese inseparável de economia de livre mercado, democracia parlamentar, lei e ordem, moral judaico-cristã e predomínio da cultura clássica na educação".40

Ainda afirma que "é uma farsa monstruosa situar nazismo e fascismo na extrema-direita, subentendendo que a democracia liberal está no centro, mais próxima do socialismo. Ao contrário: o que há de mais radicalmente oposto ao socialismo é a democracia liberal. Esta é a única verdadeira direita. É mesmo a extrema direita: a única que assume o compromisso sagrado de jamais se acumpliciar com o socialismo. Nazismo e fascismo não são extrema-direita, pela simples razão de que não são direita nenhuma: são o maldito centro, são o meio-caminho andado, são o abre-alas do sangrento carnaval socialista". 41

Sobre o golpe militar de 1964, Olavo afirma que os militares "não eram conservadores de maneira alguma, eram indivíduos formados na tradição positivista – forte nos meios militares até hoje – que abomina o livre movimento das idéias na sociedade e acredita que o melhor governo possível é uma ditadura tecnocrática". "O positivismo nada tem de conservador: é, com o marxismo, uma das duas alas principais do movimento revolucionário. Compartilha com sua irmã inimiga a crença de que cabe à elite governante remoldar a sociedade de alto a baixo, falando em nome do povo para que o povo não possa falar em seu próprio nome".42 "E, na concorrência de poder e prestígio, eles eliminaram alguns políticos de direita da mais alta qualidade, como Carlos Lacerda. A Arena era ideologicamente inócua. De lá para cá, a classe política, que era de maioria direitista, acabou sendo marginalizada e deixando um espaço vazio. Esse espaço foi preenchido pelos políticos de esquerda que voltavam do exílio. Quando veio a Constituição de 1988, a esquerda já era praticamente hegemônica".43

Nesse mesmo sentido, diz que o governo militar "se ocupou de combater a guerrilha, mas não de combater o comunismo na esfera cultural, social e moral. Havia a famosa teoria da panela de pressão, do general Golbery do Couto e Silva. Ele dizia: 'Não podemos tampar todos os buraquinhos e fazer pressão, porque senão ela estoura'. A válvula que eles deixaram para a esquerda foram as universidades e o aparato cultural. Na mesma época, uma parte da esquerda foi para a guerrilha, mas a maior parte dela se encaixou no esquema pregado por Antonio Gramsci, que é a revolução cultural, a penetração lenta e gradual em todas as instituições de cultura, mídia etc". "O período militar foi a época de maior progresso da indústria editorial de esquerda no Brasil. Nunca se publicou tanto livro de esquerda".43

Segundo ele "o povo brasileiro é profundamente conservador. Sobretudo no aspecto social. É maciçamente contra o aborto, o feminismo radical, as quotas raciais, o gayzismo organizado. No entanto, não há político que fale em nome do povo". "O Brasil não tem uma direita há muito tempo. Nas últimas eleições presidenciais, os discursos de todos os candidatos eram semelhantes. O Partido Democratas foi inspirado na esquerda norte-americana. Portanto, não pode ser considerado exemplo de partido conservador".44 Acrescenta que "o PSDB é que não é [de direita]. O PSDB é um partido da Internacional Socialista que está comprometido com o globalismo de esquerda, com todos esses valores politicamente corretos. É a direita da esquerda. No Brasil, infelizmente, a política ficou reduzida a isso: uma luta entre a esquerda da esquerda e a direita da esquerda. Quem é conservador mesmo não se deixa enganar por PSDB".45

Olavo também é crítico do liberalismo. "O conservadorismo é a arte de expandir e fortalecer a aplicação dos princípios morais e humanitários tradicionais por meio dos recursos formidáveis criados pela economia de mercado. O liberalismo é a firme decisão de submeter tudo aos critérios do mercado, inclusive os valores morais e humanitários. O conservadorismo é a civilização judaico-cristã elevada à potência da grande economia capitalista consolidada em Estado de direito. O liberalismo é um momento do processo revolucionário que, por meio do capitalismo, acaba dissolvendo no mercado a herança da civilização judaico-cristã e o Estado de direito".46

Ciência

Olavo criticou fortemente a figura de Isaac Newton, vendo-o como uma fonte de "uma burrice formidável", e procurou refutar aspectos da mecânica newtoniana com argumentos filosóficos.47 Segundo ele, ainda, "a ciência de Galileu e Newton fazia pouco caso da observação da natureza, preferindo a construção de modelos matemáticos sem equivalência na realidade sensível".48

Olavo opõe-se a astrônomos e cientistas em geral que recusam a possibilidade da astrologia de tornar-se um ramo de estudo científico, vendo isto como uma postura partidária. "Existe uma correspondência estrutural entre a figura dos astros no céu na hora do nascimento e o caráter do indivíduo. Isso é comprovável".49

Olavo também faz críticas ao heliocentrismo e à teoria da relatividade. Na visão do autor, o heliocentrismo não é uma teoria científica superior ao geocentrismo: "No confronto entre geocentrismo e heliocentrismo não existe nenhuma prova definitiva de um lado nem do outro". A experiência de Michelson-Morley, na visão de Olavo, não trata-se de um forte indício da constância da velocidade da luz, e sim de uma evidência em favor do geocentrismo: estando a Terra parada em relação ao éter, não seria esperada variação na velocidade da luz. A teoria da Relatividade seria uma teoria com "noções estranhas" e que "nunca foram provadas", mas "intelectualmente elegantes", feita justamente para "salvar as aparências" do heliocentrismo. "O cidadão chamado Albert Einstein achou que era preferível modificar a física inteira só para não admitir que não havia provas do heliocentrismo".50

Outro alvo de crítica é o darwinismo. Segundo Olavo, "tudo o que ele [Darwin] fez foi arriscar uma nova explicação para essa teoria [teoria da evolução] – e a explicação estava errada. Ninguém mais, entre os autoproclamados discípulos de Darwin, acredita em 'seleção natural'. A teoria da moda, o chamado 'neodarwinismo', proclama que, em vez de uma seleção misteriosamente orientada ao melhoramento das espécies, tudo o que houve foram mudanças aleatórias. (...) O 'design inteligente' não é apenas um complemento final da teoria darwinista, mas a sua premissa fundamental, espalhada discretamente por todo edifício argumentativo de A Origem das Espécies". Adiciona, ainda, que "o darwinismo é genocida em si mesmo, desde a sua própria raiz. Ele não teve de ser deformado por discípulos infiéis para tornar-se algo que não era".51

Também é crítico do trabalho de Georg Cantor a respeito de números transfinitos, acusando-o de confundir "números com seus meros signos", vendo seu trabalho como um "jogo de palavras" e uma "falsa lógica".52 53

Quanto à resistência que suas idéias sofreram dentro da comunidade científica, chegou a afirmar: "Não conheço fanáticos mais irracionais do que os adeptos de teorias científicas".54

Livros publicados

  • A imagem do homem na astrologia. São Paulo: Jvpiter. 1980.
  • O crime da Madre Agnes ou A confusão entre espiritualidade e psiquismo. São Paulo: Speculum. 1983.
  • Questões de simbolismo astrológico. São Paulo: Speculum. 1983
  • Universalidade e abstração e outros estudos. São Paulo: Speculum. 1983.
  • Astros e símbolos. São Paulo: Nova Stella. 1985.
  • Astrologia e religião. São Paulo: Nova Stella. 1986.
  • Fronteiras da tradição. São Paulo: Nova Stella. 1986.
  • Símbolos e mitos no filme "O silêncio dos inocentes". Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais. 1992.
  • Os gêneros literários: seus fundamentos metafísicos. 1993.
  • O caráter como forma pura da personalidade. 1993.
  • A nova era e a revolução cultural: Fritjof Capra & Antonio Gramsci. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro : Instituto de Artes Liberais & Stella Caymmi. 1994, disponível online: [1]
  • Uma filosofia aristotélica da cultura. Rio de janeiro: Instituto de Artes Liberais. 1994.
  • O jardim das aflições: de Epicuro à ressurreição de César - Ensaio sobre o materialismo e a religião civil. Rio de Janeiro: Diadorim. 1995.
  • Aristóteles em nova perspectiva: Introdução à teoria dos quatro discursos. Rio de janeiro: Topbooks. 1996.
  • O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras. Rio de Janeiro: Faculdade da Cidade. 1996.
  • O futuro do pensamento brasileiro. Estudos sobre o nosso lugar no mundo. 1998.
  • O imbecil coletivo II: A longa marcha da vaca para o brejo e, logo atrás dela, os filhos da PUC, as quais obras juntas formam, para ensinança dos pequenos e escarmento dos grandes. Rio de Janeiro: Topbooks. 1998.
  • Coleção história essencial da filosofia. São Paulo: É Realizações. 2002-2006.
  • A Dialética Simbólica - Ensaios Reunidos São Paulo: É Realizações. 2006.
  • Maquiavel ou A Confusão Demoníaca São Paulo: Vide Editorial. 2011.
  • A filosofia e seu Inverso, São Paulo: Vide Editorial. 2012.
  • Os EUA e a nova ordem mundial (coautor Alexandre Dugin), São Paulo: Vide Editorial, 2012.
Como autor secundário
  • Arthur Schopenhauer - Como vencer um debate sem precisar ter razão: em 38 estratagemas (dialética erística). Introdução, notas e comentários de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.
  • Otto Maria Carpeaux - Ensaios reunidos, 1942-1978. Organização, introdução e notas de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: UniverCidade & Topbooks. 1999.
  • Émile Boutroux - Aristóteles. Introdução e notas de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Record. 1999.
  • René Guénon - A Metafísica Oriental. Tradução de Olavo de Carvalho.

Referências

  1. Os Gêneros Literários: Seus Fundamentos Metafísicos
  2. Símbolos e Mitos no Filme "O Silêncio dos Inocentes"
  3. TPM Magazine, November 2005. Vol. 4, Nº 49. ISSN 1519-4035. Trip Editora e Propaganda SA.
  4. http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/uma-entrevista-com-olavo-carvalho/
  5. True outspeak 31, março 2011
  6. website do Luiz Gonzaga de Carvalho Neto
  7. Época Online - Chat - Arquivo
  8. Dados biográficos e da obra de Juan Alfredo César Müller
  9. Cartas a O Globo e a Olavo de Carvalho.
  10. Escolha desgraçada.
  11. Nota ao Zero Hora
  12. Olavo de Carvalho, 2009, True Outspeak
  13. Employment-Based Immigration: First Preference EB-1, US Citizenship and immigration services
  14. The Inter-american Institute
  15. Dugin's Conclusion
  16. Olavo de Carvalho debates Alexandr Dugin
  17. Quem financia o astrólogo?, artigo de Janer Cristaldo.
  18. A Desonestidade de Olavo, artigo de Rodrigo Constantino.
  19. A Vaidade de Olavo, artigo de Rodrigo Constantino.
  20. Olavo de Carvalho no banco dos réus, artigo de Mário Augusto Jakobskind.
  21. [http://www.tribuna.inf.br/anteriores/2003/junho/09/coluna.asp?coluna=nery
  22. O fantasma de Darwin, artigo de José Colucci Jr.
  23. http://www.anovademocracia.com.br/no-6/1270-entrevista-quartim-de-moraes
  24. http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/joao-quartim-de-moraes/
  25. http://www.olavodecarvalho.org/semana/070208jb.html
  26. http://esaj.tjsp.jus.br/cpo/pg/show.do?processo.codigo=2SZX71MZH0000&processo.foro=100
  27. Informações sobre Olavo de Carvalho.
  28. In O Brasil tem filósofo.
  29. In Emir Sader existe.
  30. Site oficial, Radiografia do caso Obama
  31. Milagres da fé obâmica, Mídia sem máscara
  32. In Pensando com a cabeça de George Soros.
  33. In Clinton, a guerra e a China
  34. In Intriga criminosa 2
  35. In O Brasil tem filósofo.
  36. In Coisas Sérias.
  37. In A fonte da eterna ignorância.
  38. In Profetas do capitalismo global
  39. In O inimigo é um só
  40. Baita democracia
  41. A verdadeira direita
  42. A falsa memória da direita
  43. a b Olavo de Carvalho: esquerda ocupou vácuo pós-ditadura!. Entrevista concedida a Gabriel Castro para a Veja Online, publicada em 3 de abril de 2011.
  44. O PT já nasceu corrompido
  45. O povo brasileiro é maciçamente de direita. Entrevista dada a Folha de São Paulo, publicada em 15 de fevereiro de 2006.
  46. Por que não sou liberal
  47. Nas origens da burrice ocidental.
  48. Raízes da Modernidade.
  49. Entrevista de Olavo de Carvalho a Pedro Bial na GNT em 1996.
  50. Seminário em evento do lançamento do livro "O Enigma Quântico", de Wolfgang Smith.
  51. Por que não sou um fã de Charles Darwin.
  52. "O jardim das aflições: de Epicuro à ressurreição de César - Ensaio sobre o materialismo e a religião civil". Olavo de Carvalho.
  53. Deus acredita em você?.
  54. Cinismo pedagógico.

Ligações externas

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